{"id":1761,"date":"2021-08-11T14:27:35","date_gmt":"2021-08-11T17:27:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=1761"},"modified":"2021-08-11T14:27:37","modified_gmt":"2021-08-11T17:27:37","slug":"neurodiversidade-na-educacao-como-trabalhar-com-os-diferentes-tipos-de-padroes-cerebrais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/neurodiversidade-na-educacao-como-trabalhar-com-os-diferentes-tipos-de-padroes-cerebrais\/","title":{"rendered":"Neurodiversidade na educa\u00e7\u00e3o: como trabalhar com os diferentes tipos de padr\u00f5es cerebrais?"},"content":{"rendered":"\n<p>Todos temos formas espec\u00edficas de pensar, aprender, resolver problemas, tomar decis\u00f5es e usar o conhecimento que adquirimos ao longo da vida. Mas, de modo geral, a maioria das pessoas possui modos de funcionamento cerebral semelhantes \u2013 por isso, s\u00e3o chamadas de neurot\u00edpicas.<\/p>\n<p>Em algumas pessoas, no entanto, esse modelo de cogni\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco diferente \u2013 elas s\u00e3o chamadas, tecnicamente, de neurodivergentes, e merecem aten\u00e7\u00e3o especial da educa\u00e7\u00e3o. Elas possuem algum transtorno do neurodesenvolvimento, como autismo, TDAH ou diferentes dist\u00farbios de aprendizagem.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Inclus\u00e3o n\u00e3o \u00e9 moldar, \u00e9 considerar diferentes vis\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, muito tem se estudado sobre terapias e modelos de ensino que apoiem as pessoas neurodivergentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 inclus\u00e3o e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da cidadania.\u00a0<\/p>\n<p>Por\u00e9m, uma outra vertente de estudo vem ganhando for\u00e7a nas Neuroci\u00eancias: a de entender como os neurodivergentes podem contribuir com ideias inovadoras no ambiente em que est\u00e3o inseridos.\u00a0<\/p>\n<p>Como eles possuem um modelo cognitivo diferente, eles absorvem as informa\u00e7\u00f5es, pensam em solu\u00e7\u00f5es e usam a criatividade de um modo tamb\u00e9m distinto. Logo, podem trazer ideias e solu\u00e7\u00f5es que os neurot\u00edpicos ainda n\u00e3o tiveram.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ter em mente que o conceito de neurodiversidade tem a ver com a percep\u00e7\u00e3o de que pessoas \u201cdiferentes\u201d n\u00e3o precisam de \u201ccura\u201d; elas possuem um modo pr\u00f3prio e \u00fanico de ver o mundo e, para expor todo o seu potencial, precisam de ajuda, acolhimento, ambientes preparados e ferramentas espec\u00edficas.<\/p>\n<p><strong>O ensino precisa considerar as potencialidades<\/strong><\/p>\n<p>Todo educador deve conhecer os preju\u00edzos que cada uma das condi\u00e7\u00f5es que relacionamos acima oferece ao indiv\u00edduo. Elas, por certo, devem ser consideradas, pois permitem a cria\u00e7\u00e3o de adapta\u00e7\u00f5es que v\u00e3o facilitar a vida do estudante.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 muito importante que as atividades sejam pensadas abrangendo seus talentos espec\u00edficos e \u00fanicos. Hoje em dia j\u00e1 se sabe, por exemplo, que neurodiversos possuem dons que v\u00e3o ao encontro da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, do empreendedorismo e da ci\u00eancia. Ent\u00e3o, por que n\u00e3o criar aulas baseadas nesses conhecimentos?\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m de facilitar o processo de aprendizagem, \u00e9 uma forma de preparar essa crian\u00e7a ou jovem para se destacar em situa\u00e7\u00f5es futuras, fora da escola e no mercado de trabalho.<\/p>\n<p><strong>O poder no pensamento inovador de pessoas neurodivergentes<\/strong><\/p>\n<p>Quando pensamos em figuras como Henry Ford e Thomas Edison, logo os associamos aos seus inventos e \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es que deram \u00e0 sociedade. Pouca gente sabe, no entanto, que eles tinham mais em comum do que apenas uma genial mente inventiva. Eles tamb\u00e9m possu\u00edam transtornos como TDAH \u2013 ou seja, eram neurodiversos.<\/p>\n<p>Winston Churchill, por exemplo, tinha um dist\u00farbio de conduta e um problema de fala. J\u00e1 Henry Ford tinha dificuldades de aprendizagem, enquanto Thomas Edison apresentava sinais claros de TDAH. Agatha Christie, uma das maiores escritoras de todos os tempos, tinha dislexia.\u00a0<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a melhor prova de que estimular corretamente crian\u00e7as e jovens com TDAH, autismo, dislexia e outros transtornos semelhantes pode abrir portas com seu potencial inovador em muitas \u00e1reas. Todas essas personalidades tinham \u2013 apesar de todas as dificuldades \u2013 pontos fortes e um talento \u00fanico.<\/p>\n<p><strong>O futuro exige mentes diversas, tudo come\u00e7a na escola<\/strong><\/p>\n<p>Se voltarmos nosso olhar para as necessidades do mercado de trabalho, as exig\u00eancias dos novos profissionais e as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas, perceberemos com mais clareza como a neurodiversidade ser\u00e1 importante para o futuro.<\/p>\n<p>\u00c9 sabido, por exemplo, que pessoas com autismo ou TDAH t\u00eam grande afinidade com tecnologia. Ambos os perfis, inclusive, possuem um sintoma chamado hiperfoco. O hiperfoco ocorre quando esses indiv\u00edduos se deparam com algo que lhes \u00e9 muito estimulante. Ent\u00e3o, por mais que a desaten\u00e7\u00e3o possa ser um problema comum nesses casos, existem alguns temas espec\u00edficos que ret\u00eam sua aten\u00e7\u00e3o de forma muito intensa.<\/p>\n<p>O mais interessante \u00e9 que, quando est\u00e3o trabalhando em um assunto que estimula o hiperfoco, TDAHs e autistas s\u00e3o capazes de manter um foco muito maior do que um neurot\u00edpico.\u00a0<\/p>\n<p>Isso, sem contar que, assim como os autistas, os indiv\u00edduos com dislexia t\u00eam uma excelente capacidade para reconhecer padr\u00f5es. Tamb\u00e9m s\u00e3o perfeccionistas, possuem excelente racioc\u00ednio l\u00f3gico e habilidades especiais com Matem\u00e1tica. Tudo isso tamb\u00e9m deve ser considerado e estimulado nessas crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Estimulando habilidades de neurodiversos na sala de aula<\/strong><\/p>\n<p>Sabendo dessas habilidades dos neurodivergentes, os professores devem buscar os assuntos de interesse da crian\u00e7a ou do jovem. E o trabalho escolar deve priorizar esses temas, sem perder de vista outros aprendizados.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio ter em mente que n\u00e3o precisamos de um \u00fanico tipo de estudante. Em uma escola precisamos ter variedades de mentes, diversas perspectivas, ou seja, uma infinidade de pontos de vista.\u00a0<\/p>\n<p>Com isso, um \u00fanico trabalho, projeto, problema ou discuss\u00e3o ter\u00e1 muitas solu\u00e7\u00f5es oferecidas, o que \u00e9 fundamental para o mundo em que vivemos, onde as coisas mudam com tanta rapidez.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Adapta\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso, no entanto, fazer um adendo. Falamos sobre o educador criar aulas baseadas nas potencialidades do estudante, n\u00e3o nos d\u00e9ficits. Isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o seja importante conhecer a fundo esses d\u00e9ficits. Muito pelo contr\u00e1rio: eles representam desafios reais para as crian\u00e7as e devem ser encarados com total seriedade pelos professores e pela fam\u00edlia.\u00a0<\/p>\n<p>Com as ferramentas e encaminhamentos corretos, tais desafios podem ser muito menos impactantes para elas. Para isso, os professores devem se cercar de informa\u00e7\u00f5es e do apoio de profissionais especializados, como psicopedagogos e m\u00e9dicos.<\/p>\n<p><strong>Tipos de adapta\u00e7\u00f5es para estudantes neurodiversos<\/strong><\/p>\n<p>O aluno com autismo, por exemplo, pode apresentar alta sensibilidade a est\u00edmulos visuais e auditivos. Ent\u00e3o, encontrar formas de diminuir o ru\u00eddo ambiente, bem como a claridade em computadores, pode ser de grande ajuda.\u00a0<\/p>\n<p>Alguns estudos mostram que trocar a cor do plano de fundo dos computadores tamb\u00e9m \u00e9 uma maneira de diminuir est\u00edmulos visuais. Os tons past\u00e9is s\u00e3o os que melhor se adaptam \u00e0s necessidades de pessoas com autismo.\u00a0<\/p>\n<p>Crian\u00e7as com dislexia enfrentam dificuldades no momento da leitura, especialmente quando o texto \u00e9 escrito em letra cursiva. Uma boa solu\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizar textos impressos, com tipos-padr\u00e3o de imprensa. Existem fontes espec\u00edficas, as chamadas fontes n\u00e3o serifadas, que tendem a ajudar ainda mais. Em programas como Word, o professor consegue at\u00e9 mesmo baixar uma fonte feita exclusivamente para esse fim \u2013 seu nome \u00e9 Open-Dyslexic.<\/p>\n<p>Criar atividades que sigam uma hierarquia visual \u00e9 outra forma de facilitar o processo de aprendizagem de estudantes neurodivergentes. Principalmente em aulas expositivas, com slides, por exemplo.\u00a0<\/p>\n<p>Inclusive, inserir imagens e \u00edcones pode ajudar nesses casos, mesmo que eles n\u00e3o tenham liga\u00e7\u00e3o direta com o significado do texto.<\/p>\n<p><strong>Onde encontrar ferramentas para aplicar a neurodiversidade?<\/strong><\/p>\n<p>Como podemos perceber, algumas altera\u00e7\u00f5es ambientais n\u00e3o necessitam de muitos recursos. Em outros casos, programas b\u00e1sicos, como os da Microsoft (Word ou PowerPoint), oferecem recursos interessantes.<\/p>\n<p>\u00c9 importante sempre buscar por mais recursos pedag\u00f3gicos inclusivos. A Opet INspira \u00e9 uma plataforma educacional da Editora Opet que conta com diversas ferramentas para auxiliar os educadores em processos como esse.<\/p>\n<p><strong>Opet INspira e a inclus\u00e3o de crian\u00e7as neurodiversas<\/strong><\/p>\n<p>Com os recursos da plataforma, o professor consegue criar trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos totalmente adaptados \u00e0s necessidades da crian\u00e7a. Al\u00e9m disso, h\u00e1 ferramentas digitais que contribuem com o ensino de estudantes neurodiversos, como quizzes e instrumentos para gamifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nela, o educador encontra tamb\u00e9m, um Menu de Acessibilidade. Um espa\u00e7o onde \u00e9 poss\u00edvel escolher e selecionar fun\u00e7\u00f5es personalizadas aos usu\u00e1rios, como teclas de navega\u00e7\u00e3o, leitor de p\u00e1gina, tamanho do texto e do cursor, espa\u00e7amento de texto, contraste, entre outros.<\/p>\n<p>Para acessar a plataforma \u00e9 preciso que a escola seja conveniada, sendo necess\u00e1rio ter usu\u00e1rio (login) e senha individual.\u00a0<\/p>\n<p>Ao fazer isso, os educadores encontrar\u00e3o um espa\u00e7o para a cria\u00e7\u00e3o de aulas que estimulem os talentos das crian\u00e7as com diversos transtornos, bem como maneiras de diminuir os desafios causados por qualquer d\u00e9ficit que possam ter.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":1762,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[7,71],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1761"}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1761"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1761\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1763,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1761\/revisions\/1763"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1762"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1761"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1761"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1761"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}