{"id":2691,"date":"2022-09-14T12:23:49","date_gmt":"2022-09-14T15:23:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=2691"},"modified":"2022-09-14T12:23:50","modified_gmt":"2022-09-14T15:23:50","slug":"tdah-hiperatividade-e-escola-caminhos-para-acolher-aprender-ensinar-e-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/tdah-hiperatividade-e-escola-caminhos-para-acolher-aprender-ensinar-e-crescer\/","title":{"rendered":"TDAH, hiperatividade e escola: caminhos para acolher, aprender, ensinar e crescer"},"content":{"rendered":"\n<p>Dados m\u00e9dicos internacionais d\u00e3o conta de que entre 3% e 5% da popula\u00e7\u00e3o global sofrem com o <strong>Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade \u2013 TDAH<\/strong>. Um mal de origem neurobiol\u00f3gica, de causas gen\u00e9ticas, que surge na inf\u00e2ncia e, muitas vezes, afeta a pessoa ao longo de toda a vida. Felizmente, ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, o TDAH se tornou mais conhecido pela sociedade, que passou a trabalhar no sentido de buscar tratamentos, inclus\u00e3o, direitos e educa\u00e7\u00e3o aos portadores.<\/p>\n<p>No campo da educa\u00e7\u00e3o, por exemplo, h\u00e1 todo um movimento no sentido de se incluir crian\u00e7as e adolescentes portadores de TDAH. E um cuidado muito grande em rela\u00e7\u00e3o a como atuar para garantir uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, com reflexos positivos sobre o coletivo, isto \u00e9, sobre o conjunto de estudantes portadores e n\u00e3o portadores.<\/p>\n<p>Pensemos, por exemplo, na hiperatividade que caracteriza muitas das crian\u00e7as com TDAH. Vale observar que nem todas elas s\u00e3o hiperativas; este, por\u00e9m, \u00e9 um sintoma bastante comum, capaz de impactar o ambiente escolar.<\/p>\n<p>Como fazer para que ele n\u00e3o prejudique o pr\u00f3prio estudante hiperativo?<\/p>\n<p>Como fazer para que n\u00e3o afete a din\u00e2mica de aprendizagem de toda a turma?<\/p>\n<p>Como, enfim, encontrar o m\u00e9todo adequado para o trabalho pedag\u00f3gico?<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente sobre isso que vamos tratar neste artigo, que \u00e9 uma breve aproxima\u00e7\u00e3o a um tema complexo e relevante.<\/p>\n<h2><strong>O estudante hiperativo precisa se movimentar para aprender<\/strong><\/h2>\n<p>Uma maneira intuitiva de se trabalhar com a hiperatividade \u00e9 direcionar o trabalho para atividades educacionais, culturais e de aprendizagem que tenham a mesma din\u00e2mica, o mesmo ritmo. \u00c9 muito comum, inclusive, que as quest\u00f5es de comportamento com que os professores lidam ao ensinar as crian\u00e7as com hiperatividade diminuam drasticamente quando as atividades propostas permitem que as crian\u00e7as se mantenham em movimento.<\/p>\n<p>Na medida em que a inquietude e a impulsividade n\u00e3o s\u00e3o apenas motoras, mas tamb\u00e9m verbais, \u00e9 interessante trabalhar com atividades comunicacionais, com comunica\u00e7\u00e3o verbal.<\/p>\n<p>Pensando em um padr\u00e3o de atividades alinhadas ao comportamento dos estudantes que possuem o tipo de TDAH com hiperatividade, logo nos lembramos das metodologias ativas. Vamos a elas!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><strong>Metodologias ativas s\u00e3o grandes aliadas para a harmonia de uma sala diversa<\/strong><\/h2>\n<p>Muito se tem falado a respeito dessas metodologias que, apesar de distintas no modo de estruturar as aulas, seguem o conceito de colocar o estudante no centro do seu processo de ensino-aprendizagem. O caminho \u00e9 o de se priorizar a pr\u00e1tica, o fazer, a a\u00e7\u00e3o, em uma abordagem ativa e protagonista diante do conhecimento.<\/p>\n<p>Essas pr\u00e1ticas de ensino s\u00e3o excelentes para garantir que tanto as crian\u00e7as\/estudantes com hiperatividade associada ao TDAH quanto os que n\u00e3o sofrem com o transtorno possam atuar juntos e se desenvolver plenamente. A ideia \u00e9 fazer com que os modos distintos de funcionamento cerebral atuem juntos e n\u00e3o sejam prejudicados na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Lembre-se: TDAH n\u00e3o \u00e9 transtorno de aprendizagem<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que o TDAH, seja ele do tipo predominantemente desatento, hiperativo ou misto, n\u00e3o \u00e9 um transtorno de aprendizagem. Trata-se de um <strong>transtorno do neurodesenvolvimento<\/strong> causado por uma menor produ\u00e7\u00e3o de dopamina na regi\u00e3o do c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal. Como consequ\u00eancia desse fen\u00f4meno, as fun\u00e7\u00f5es executivas do indiv\u00edduo s\u00e3o prejudicadas \u2013 afinal, tais fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o justamente reguladas por essa \u00e1rea do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Isso significa que habilidades de controle da impulsividade, planejamento em longo prazo, aten\u00e7\u00e3o em assuntos que n\u00e3o s\u00e3o de interesse pessoal, no\u00e7\u00e3o de tempo, entre outras, ser\u00e3o mais dif\u00edceis para esse estudante.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, portanto, nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a capacidade de aprendizado. Pelo contr\u00e1rio: portadores de TDAH, normalmente, s\u00e3o pessoas com um grande potencial criativo.<\/p>\n<p>A criatividade natural dos TDAHs tamb\u00e9m \u00e9 fruto dessa menor produ\u00e7\u00e3o de dopamina, pois, al\u00e9m das habilidades citadas acima, o controle de est\u00edmulos e de pensamentos \u00e9 outra caracter\u00edstica pela qual a regi\u00e3o do c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal \u00e9 respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>No entanto, como mencionamos, tudo que \u00e9 de responsabilidade dessa regi\u00e3o acaba funcionando de forma diferente, e com o fluxo de pensamentos n\u00e3o seria diferente.<\/p>\n<h2><strong>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>Mais pensamentos, mais criatividade<\/strong><\/h2>\n<p>O menor filtro de est\u00edmulos que resulta em um maior fluxo de pensamentos \u00e9 um fator que implica \u2013 normalmente \u2013 um potencial criativo aumentado para esses indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Inclusive, a metodologia ativa \u201cAprendizagem Baseada em Problemas\u201d \u00e9 uma \u00f3tima abordagem para as aulas: normalmente, as atividades desafiadoras captam a aten\u00e7\u00e3o desses estudantes. E, nesse caso, engajar aqueles com TDAH \u00e9 fundamental, pois o fluxo de pensamentos que leva a ideias inovadoras \u00e9 o mesmo que torna a aten\u00e7\u00e3o difusa, algo prejudicial quando \u00e9 necess\u00e1rio focar em algo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Um ambiente prop\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p>Se, por um lado, os estudantes hiperativos s\u00e3o muito criativos em fun\u00e7\u00e3o do fluxo de pensamentos, por outro se distraem facilmente. Com v\u00e1rios pensamentos indo e vindo, podem acabar \u201cperdidos\u201d em um emaranhado de ideias.<\/p>\n<p>Por isso, criar um ambiente prop\u00edcio para esse modo de funcionamento cerebral \u00e9 essencial para o desenvolvimento e aprendizado. E nada melhor do que um ambiente em que a comunica\u00e7\u00e3o, a m\u00e3o na massa e a colabora\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre os colegas sejam estimulados para \u201cfertilizar\u201d essas ideias, colocando-as em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Com a \u201cAprendizagem Baseada em Problemas\u201d, assim como outras metodologias ativas, por exemplo, a \u201cAprendizagem Baseada em Projetos\u201d, a \u201cEduca\u00e7\u00e3o Maker\u201d e o \u201cSTEM\u201d, \u00e9 poss\u00edvel criar esse ambiente e ajudar o estudante hiperativo a sair do campo das ideias, transformando-as em solu\u00e7\u00f5es \u00fanicas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Cuidados extras com estudantes que possuem comorbidades<\/strong><\/p>\n<p>Um adendo importante \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s poss\u00edveis comorbidades que os estudantes podem possuir com o TDAH. \u00c9 muito comum, por exemplo, que o indiv\u00edduo com esse transtorno tenha tamb\u00e9m dislexia ou discalculia \u2013 estes, sim, transtornos de aprendizagem.<\/p>\n<p>Se, por acaso, o TDAH tiver alguma participa\u00e7\u00e3o no mau desempenho escolar, o problema pode ter rela\u00e7\u00e3o com os sintomas de desaten\u00e7\u00e3o que fazem a crian\u00e7a muitas vezes \u201csonhar acordada\u201d ou com a hiperatividade que a torna inquieta, impedindo-a de prestar aten\u00e7\u00e3o. No entanto, a dificuldade de aprender nunca est\u00e1 relacionada, de forma prim\u00e1ria, ao transtorno.<\/p>\n<p>E, claro, \u00e9 ainda mais prov\u00e1vel que a dificuldade de aprendizagem esteja relacionada a uma comorbidade. Mas, fique atento para n\u00e3o confundir erros de desaten\u00e7\u00e3o na escrita com a dislexia. A dislexia possui sintomas bem caracter\u00edsticos e demanda interven\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Aqui, vale uma conversa com os familiares e com o psicopedagogo da escola para um trabalho espec\u00edfico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Os recursos da plataforma educacional Opet INspira<\/strong><\/p>\n<p>Recursos educacionais de alta qualidade, capazes de fornecer elementos para o trabalho docente em diferentes contextos \u2013 inclusive, no do TDAH \u2013, s\u00e3o fundamentais para o sucesso da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No campo dos recursos digitais, a plataforma educacional digital <a href=\"https:\/\/www.editoraopet.com.br\/portal-virtual.php\">Opet INspira<\/a>, da Editora Opet, oferece um acervo extraordin\u00e1rio: s\u00e3o recursos como \u00e1udios, imagens, v\u00eddeos e hist\u00f3rias infantis ilustradas para trabalhar com conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, leitura e at\u00e9 teatro. Essas atividades l\u00fadicas s\u00e3o excelentes para engajar e trabalhar a criatividade das crian\u00e7as que possuem TDAH.<\/p>\n<p>A plataforma tamb\u00e9m oferece jogos online, quizzes educacionais e ferramentas de gamifica\u00e7\u00e3o \u2013 um est\u00edmulo fant\u00e1stico para o professor criar projetos que estimulem a comunica\u00e7\u00e3o e o movimento dos estudantes hiperativos.<\/p>\n<p>Sem contar que a plataforma <a href=\"https:\/\/www.editoraopet.com.br\/portal-virtual.php\">Opet INspira<\/a> possui um menu de acessibilidade que permite adaptar v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es conforme a necessidade do estudante, algo fundamental se a crian\u00e7a ou adolescente com hiperatividade possui comorbidades. A plataforma, ali\u00e1s, \u00e9 uma das mais acess\u00edveis do Brasil!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Para ir mais longe:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/tdah.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o (ABDA)<\/a> \u2013 site oficial da institui\u00e7\u00e3o fundada em 1999 para divulgar informa\u00e7\u00f5es, capacitar profissionais e colocar em discuss\u00e3o o TDAH.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":2692,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2691"}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2691"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2693,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2691\/revisions\/2693"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2692"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}