{"id":2796,"date":"2022-10-26T11:41:41","date_gmt":"2022-10-26T14:41:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=2796"},"modified":"2022-10-28T11:30:03","modified_gmt":"2022-10-28T14:30:03","slug":"zum-crash-bum-quadrinhos-e-charges-no-enem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/zum-crash-bum-quadrinhos-e-charges-no-enem\/","title":{"rendered":"Zum! Crash! Bum! Quadrinhos e charges no Enem"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2803 size-full alignnone\" src=\"http:\/\/www.editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/enem-hq-blog-v2.png\" alt=\"\" width=\"1069\" height=\"602\" srcset=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/enem-hq-blog-v2.png 1069w, https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/enem-hq-blog-v2-300x169.png 300w, https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/enem-hq-blog-v2-1024x577.png 1024w, https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/enem-hq-blog-v2-768x432.png 768w\" sizes=\"(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px\" \/><\/p>\n<p>Quando os seres humanos estruturaram a escrita, h\u00e1 cerca de seis mil anos, come\u00e7aram usando desenhos padronizados para representar pessoas, animais, objetos, cenas e ideias. Com o tempo, esses desenhos, conhecidos como ideogramas, foram simplificados e transformados em letras. Em alguns dos atuais sistemas de escrita, como o chin\u00eas, os ideogramas ainda est\u00e3o muito presentes e prestam um bom servi\u00e7o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, o que os ideogramas t\u00eam a ver com o Enem? Se pensarmos na rela\u00e7\u00e3o entre desenho, escrita e a mensagem que se quer transmitir, t\u00eam muito a ver! N\u00e3o diretamente, mas em outros elementos de comunica\u00e7\u00e3o que somam todos esses componentes: <strong>as charges e as hist\u00f3rias em quadrinhos<\/strong>, que est\u00e3o muito presentes nas edi\u00e7\u00f5es da maior avalia\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Elas s\u00e3o usadas como base para as quest\u00f5es em muitos dos componentes curriculares e, inclusive, surgem com for\u00e7a como elemento de discuss\u00e3o nas reda\u00e7\u00f5es. Assim, \u00e9 importante saber mais a respeito e descobrir \u201co que se esconde atr\u00e1s daquelas tirinhas\u201d \u2013 e usar este conhecimento para brilhar no Enem!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2798\" src=\"http:\/\/www.editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/charge03_selec.jpg\" alt=\"\" width=\"706\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/charge03_selec.jpg 706w, https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/charge03_selec-300x215.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px\" \/><\/p>\n<h4><strong>HQ \u00e9 uma linguagem mista<\/strong><\/h4>\n<p>Quando falamos em ideogramas, estamos falando em sinais gr\u00e1ficos que representam um elemento do mundo ou uma ideia. J\u00e1 quando falamos em quadrinhos ou hist\u00f3rias em quadrinhos (HQ), estamos falando em algo diferente: eles s\u00e3o uma forma de <strong>linguagem mista<\/strong>, que soma <strong>elementos verbais (a escrita)<\/strong> e <strong>n\u00e3o verbais (a imagem)<\/strong> para transmitir uma ideia.<\/p>\n<p>H\u00e1, evidentemente, quadrinhos e charges que abrem m\u00e3o dos famosos \u201cbal\u00f5es\u201d que expressam mensagens escritas, como falas, pensamentos, gritos e ru\u00eddos. Essas s\u00e3o obras em linguagem n\u00e3o verbal, e elas e costumam ser bem expressivas por sua pr\u00f3pria express\u00e3o gr\u00e1fica.<\/p>\n<p>H\u00e1, tamb\u00e9m, aqueles quadrinhos, charges e tirinhas que somam elementos verbais e n\u00e3o verbais. Da soma de todos esses componentes \u00e9 que nasce a mensagem que o autor quer transmitir, e que deve ser \u201cdecifrada\u201d pela pessoa que est\u00e1 lendo a HQ ou a charge. No caso do Enem, essa decifra\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 submetida ao enunciado da quest\u00e3o: o que o avaliador quis realmente saber, de verdade, ao apelar \u00e0 tirinha ou \u00e0 charge?<\/p>\n<h4><strong>Come\u00e7ando pelos bal\u00f5es&#8230;<\/strong><\/h4>\n<p>As hist\u00f3rias em quadrinhos normalmente s\u00e3o t\u00e3o prazerosas, t\u00e3o gostosas de ler, que a gente nem perde tempo tentando encontrar seus elementos. \u00c9 o tipo de leitura que flui f\u00e1cil e alcan\u00e7a rapidamente a mente. No entanto, quando o assunto \u00e9 Enem, o importante \u00e9 gerar diferenciais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria compreens\u00e3o e ir al\u00e9m.<\/p>\n<p>Vamos imaginar, por exemplo, os bal\u00f5es que cercam as express\u00f5es em linguagem verbal. Se eu disser \u201cSocorro!\u201d, voc\u00ea certamente vai pensar em um \u201cbal\u00e3o de grito\u201d, representado cheio de pontas e com bastante espa\u00e7o para letras em formato grande. J\u00e1 os bal\u00f5es de fala s\u00e3o em formato arredondado ou quadrado, enquanto os que representam pensamentos t\u00eam a forma de nuvens. J\u00e1 os de sussurro s\u00e3o desenhados com linhas pontilhadas. E as onomatopeias \u2013 figuras de linguagem como o \u201cBum!\u201d ou o \u201cBang!\u201d dos tiros \u2013 s\u00e3o representadas com formas gr\u00e1ficas que evocam explos\u00f5es e expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Veja s\u00f3 que bacana: esses formatos s\u00e3o conven\u00e7\u00f5es, mas funcionam t\u00e3o bem \u2013 e foram t\u00e3o internalizados \u2013 que a gente l\u00ea e compreende imediatamente. Mas, n\u00e3o custa ficar atento. <strong>Afinal, os bal\u00f5es expressam como a mensagem verbal \u00e9 transmitida dentro da hist\u00f3ria, refor\u00e7ando-a.<\/strong> Vamos, ent\u00e3o, ao conte\u00fado que est\u00e1 dentro dos bal\u00f5es.<\/p>\n<h4><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-2799 alignleft\" src=\"http:\/\/www.editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/charge02_selec.jpg\" alt=\"\" width=\"291\" height=\"757\" srcset=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/charge02_selec.jpg 291w, https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/charge02_selec-115x300.jpg 115w\" sizes=\"(max-width: 291px) 85vw, 291px\" \/>E seguindo para as falas&#8230;<\/strong><\/h4>\n<p>Esses conte\u00fados representam, de forma direta, o que os personagens que comp\u00f5em a hist\u00f3ria \u2013 como Cebolinha, Mafalda, Pato Donald, Perer\u00ea, Batman e muitos outros \u2013 querem dizer.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso perceber a mensagem verbal a partir de seus <strong>elementos denotativos e conotativos<\/strong>. Quando falamos em \u201cdenotativos\u201d, estamos falando no significado literal das palavras, tal como aparece no dicion\u00e1rio. Como quando o personagem Cebolinha, por exemplo, chega para o Casc\u00e3o e diz \u201cEu tenho um plano infal\u00edvel!\u201d, ou, ent\u00e3o, quando o Hor\u00e1cio encontra uma alfacinha e grita \u201cComida!\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 quando falamos em termos \u201cconotativos\u201d, estamos falando na linguagem usada em sentido figurado. Como, por exemplo, quando a M\u00f4nica, depois de ter descoberto mais um \u201cplano infal\u00edvel\u201d, grita para Cebolinha e Casc\u00e3o: \u201cA casa caiu!\u201d, ou quando Thuga, ao olhar para o Piteco, pensa \u201cVoc\u00ea \u00e9 o sol da minha vida&#8230;\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Para onde vai?<\/strong><\/h4>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem verbal, \u00e9 importante voc\u00ea perceber o direcionamento da tira ou da charge: ela tem um vi\u00e9s mais humor\u00edstico, mais pol\u00edtico ou possui uma finalidade mais narrativa? Traz, por exemplo, ironia? Fala diretamente para o leitor, fala sobre o pr\u00f3prio mundo dos quadrinhos (nestes casos, temos usos metalingu\u00edsticos do espa\u00e7o, como quando um personagem reclama por estar limitado pela largura da tirinha ou, ent\u00e3o, quando ele \u201cfala\u201d diretamente ao leitor: \u201cOl\u00e1, sou \u2018X\u2019, personagem desta hist\u00f3ria em quadrinhos\u201d).<\/p>\n<h4><strong>Expert em quadrinhos<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-2800 alignleft\" src=\"http:\/\/www.editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/charge01_selec.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"424\" srcset=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/charge01_selec.jpg 397w, https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/charge01_selec-213x300.jpg 213w\" sizes=\"(max-width: 300px) 85vw, 300px\" \/>Uma forma bacana de se conhecer esse aspecto dos quadrinhos e das tiras \u00e9 lendo outros trabalhos do autor. Mas, como vou saber que tirinha vai cair no Enem? Isso, \u00e9 claro, \u00e9 imposs\u00edvel. Mas, olhando para as edi\u00e7\u00f5es anteriores do Enem e dos vestibulares, descobrimos alguns personagens que costumam aparecer, como Mafalda (Quino), Hagar, o Horr\u00edvel (Dik Browne) e a Turma da M\u00f4nica (Maur\u00edcio de Souza). Esses quadrinhos, ali\u00e1s, est\u00e3o dispon\u00edveis na pr\u00f3pria internet \u2013 inclusive, nos cadernos de prova disponibilizados online pelo pr\u00f3prio Inep e por v\u00e1rias universidades. Pesquise, leia, responda e confira seu grau de acerto!<\/p>\n<h4><strong>De olho no todo<\/strong><\/h4>\n<p>No mais, ao interpretar HQs e charges, fique atento ao todo: aos elementos gr\u00e1ficos &#8211; os cen\u00e1rios e seus elementos, as posi\u00e7\u00f5es assumidas pelos personagens e at\u00e9 a estrutura\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios quadros, aos conte\u00fados verbais e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es que eles estabelecem entre si!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando os seres humanos estruturaram a escrita, h\u00e1 cerca de seis mil anos, come\u00e7aram usando desenhos padronizados para representar pessoas, animais, objetos, cenas e ideias. Com o tempo, esses desenhos, conhecidos como ideogramas, foram simplificados e transformados em letras. 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