{"id":3673,"date":"2024-04-19T07:00:00","date_gmt":"2024-04-19T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=3673"},"modified":"2024-04-11T11:00:02","modified_gmt":"2024-04-11T14:00:02","slug":"especial-interculturalidade-desafios-e-descobertas-do-trabalho-com-a-educacao-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/especial-interculturalidade-desafios-e-descobertas-do-trabalho-com-a-educacao-indigena\/","title":{"rendered":"#especial &#8211; Interculturalidade: desafios e descobertas do trabalho com a Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"383\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/menina_indigena.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3674\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Menina do povo Tupi-Guarani.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size\"><em>Aikan\u00e3, Akuntsu, Arawet\u00e9, Guajajara, Guarani, Pano, Xet\u00e1, Xokleng, Tucano, Yanomami&#8230;<\/em> o Brasil possui 266 etnias ind\u00edgenas (dados do <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/P%C3%A1gina_principal\" target=\"_blank\">Instituto Socioambiental<\/a>, 2024), cujos ancestrais habitavam o atual territ\u00f3rio nacional h\u00e1, pelo menos, <strong>12 mil anos<\/strong>. Uma comunidade de <strong>1,7 milh\u00e3o<\/strong> de pessoas (Censo, 2022) distribu\u00eddas por todo o pa\u00eds, que compartilham nada menos do que <strong>160 l\u00ednguas<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Povos que desenvolveram cosmovis\u00f5es, cren\u00e7as, rela\u00e7\u00f5es com o meio ambiente e solu\u00e7\u00f5es sofisticados e valiosos. E que, nos \u00faltimos <strong>524 anos<\/strong> \u2013 desde o primeiro contato oficial dos portugueses com os tupiniquins no sul da Bahia \u2013, contribuem para a constru\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. Em muitos aspectos: das t\u00e9cnicas agr\u00edcolas aos h\u00e1bitos alimentares, do vocabul\u00e1rio ao imagin\u00e1rio nacional, as culturas ind\u00edgenas est\u00e3o l\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"383\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/indigenas_computadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3676\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Estudantes ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia brasileira.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Parceria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o Sistema Educacional Fam\u00edlia e Escola &#8211; Sefe, a Editora Opet atua em parceria com redes municipais p\u00fablicas de ensino de todo o pa\u00eds, construindo uma educa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 e de alta qualidade na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Nesse processo, tem o privil\u00e9gio de atuar com professores e estudantes ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso de <strong>Campo Novo do Parecis<\/strong>, munic\u00edpio do leste de Mato Grosso situado a 385 quil\u00f4metros de Cuiab\u00e1 e territ\u00f3rio dos <strong>H\u00e1liti-Paresi<\/strong>, etnia que estabeleceu contato com os colonizadores portugueses h\u00e1 pelo menos<strong> 300 anos<\/strong>. Desde ent\u00e3o, esse povo trabalha para preservar e transmitir seus valores culturais, vis\u00e3o de mundo e idioma em uma regi\u00e3o que \u00e9 uma das principais fronteiras agr\u00edcolas do pa\u00eds. Nesse processo, a educa\u00e7\u00e3o tem cumprido um papel central, inclusive e especialmente na constru\u00e7\u00e3o de pontes interculturais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"383\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/haliti01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3677\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Professora Valdirene Avelino Zakenaezokero com alunos da etnia H\u00e1liti-Paresi em Campo Novo dos Parecis, Mato Grosso.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Na rede municipal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, os H\u00e1liti-Paresi est\u00e3o distribu\u00eddos em <strong>79 aldeias<\/strong>, das quais nove s\u00e3o atendidas pela Editora Opet em Campo Novo do Parecis. Na rede municipal de ensino s\u00e3o<strong> 97 os estudantes ind\u00edgenas<\/strong>, entre crian\u00e7as da Educa\u00e7\u00e3o Infantil e estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, e <strong>11 professores H\u00e1liti-Paresi <\/strong>\u2013 entre eles, um agente educacional para a Educa\u00e7\u00e3o Especial. O trabalho \u00e9 desenvolvido em tr\u00eas escolas \u2013 a Escola Ind\u00edgena Sacor\u00e9 Kase Weteko (aldeias Morrinho, Otyhaliti, Bacaiuval e Sace II), a Escola Municipal de Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena Seringal (aldeias Chapada Azul, Seringal e Quatro Cachoeiras) e a Escola Municipal Ind\u00edgena Bacaval (aldeias Bacaval e Wazare).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para todos, ind\u00edgenas ou n\u00e3o\u201d<\/em>, sintetiza <strong>Valdirene Avelino Zakenaezokero<\/strong>, professora na Escola Municipal Ind\u00edgena Bacaval, na aldeia Wazare, e l\u00edder em sua comunidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destaca a ancestralidade de seu povo, sua presen\u00e7a na regi\u00e3o h\u00e1 s\u00e9culos, e a import\u00e2ncia que a educa\u00e7\u00e3o assumiu para a manuten\u00e7\u00e3o e o crescimento do grupo. <em>\u201cPor meio da educa\u00e7\u00e3o, oferecemos mais qualidade de vida para os nossos pais e para os nossos filhos. Podemos lutar por uma vida melhor e por melhores empregos\u201d<\/em>, observa. Hoje, explica, os H\u00e1liti-Paresi contam com agr\u00f4nomos, veterin\u00e1rios, farmac\u00eauticos, engenheiros e com uma m\u00e9dica da etnia \u2013 profissionais cuja educa\u00e7\u00e3o formal come\u00e7ou nas escolas das aldeias.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"383\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/haliti02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3678\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A viv\u00eancia da cultura na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos elementos fundamentais entre os H\u00e1liti-Paresi.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Valdirene explica que, nessas escolas, as aulas s\u00e3o ministradas nos dois idiomas, o aruak-h\u00e1liti e o portugu\u00eas, e que o processo de ensino-aprendizagem tem o apoio de materiais did\u00e1ticos na l\u00edngua materna e em portugu\u00eas \u2013 os mesmos utilizados por todos os alunos da rede municipal.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c\u00c9 essencial trabalhar o nosso idioma dentro da educa\u00e7\u00e3o, assim como \u00e9 essencial que os estudantes aprendam e dominem o portugu\u00eas para evitar dificuldades mais \u00e0 frente. E, inclusive, para combater o preconceito que existe contra os ind\u00edgenas que se comunicam apenas na l\u00edngua materna\u201d<\/em>, observa. Ainda sobre a aprendizagem do portugu\u00eas, Valdirene observa que a l\u00edngua \u00e9 estrat\u00e9gica para a sobreviv\u00eancia do grupo. <em>\u201cNossa l\u00edngua materna n\u00f3s falamos aqui, usamos nas aldeias. J\u00e1 o portugu\u00eas voc\u00ea aprende e utiliza para falar fora, na cidade, e lutar pelos seus direitos. \u00c9 um conhecimento que melhora o di\u00e1logo e aumenta o respeito\u201d, <\/em>explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora tamb\u00e9m destaca o papel da educa\u00e7\u00e3o no conhecimento, celebra\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o da identidade de seu grupo. <em>\u201cNo contexto da educa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s trabalhamos registrando tudo. Nossos mitos, nossos cantos&#8230; n\u00e3o s\u00f3 por escrito, mas com as tecnologias digitais tamb\u00e9m\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"571\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/haliti04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3680\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Os H\u00e1liti-Paresi desenvolveram seu pr\u00f3prio material did\u00e1tico, usado em articula\u00e7\u00e3o com os materiais did\u00e1ticos em l\u00edngua portuguesa.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Nas forma\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Valdirene conta que os <strong>professores da Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena<\/strong> participam regularmente das forma\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas oferecidas pelo munic\u00edpio \u2013 um pleito que eles levaram \u00e0 administra\u00e7\u00e3o municipal e foi atendido. E eles fazem quest\u00e3o de estar l\u00e1 sempre. <em>\u201cParticipamos de todos os momentos, ainda mais quando t\u00eam a participa\u00e7\u00e3o dos formadores da Editora Opet\u201d<\/em>, conta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cEu fico at\u00e9 emocionada porque os formadores trabalham muito bem. E porque os livros trazem elementos da nossa realidade. Nas aldeias, temos muitos materiais com que trabalhar, e os livros complementam as nossas abordagens.\u201d&nbsp; <\/em>Ela destaca a consist\u00eancia dos conte\u00fados. <em>\u201cEles trazem quest\u00f5es da nossa realidade, a realidade dos povos ind\u00edgenas brasileiros, e v\u00e3o al\u00e9m dos conte\u00fados associados \u00e0s grandes etnias, como os Guarani. N\u00f3s nos sentimos representados e ficamos felizes com isso.\u201d&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O processo educacional, analisa, \u00e9 parte de algo maior: o futuro de seu povo. <em>\u201cNossa realidade mudou muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Lutamos por direitos e estamos avan\u00e7ando, inclusive com parlamentares ind\u00edgenas que trabalham pela demarca\u00e7\u00e3o de terras. Mas, ainda h\u00e1 muito a fazer. Reduzir a burocracia e melhorar a possibilidades econ\u00f4micas de trabalho dentro dos territ\u00f3rios, por exemplo.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Um trabalho com a Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Daniele Pires Dias<\/strong> \u00e9 a assessora pedag\u00f3gica na Editora Opet e realizou a mais recente forma\u00e7\u00e3o em Campo Novo do Parecis. Al\u00e9m dos H\u00e1liti-Paresi, por\u00e9m, ela tamb\u00e9m j\u00e1 trabalhou com professores de outras etnias ind\u00edgenas, como os <strong>Kuikuro em \u00c1gua Boa (MT), os Xavante em Campin\u00e1polis (MT) e os Kaingang em Chapec\u00f3 (SC)<\/strong>. Segundo ela, a a\u00e7\u00e3o com os professores da Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena \u00e9 uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e, especialmente, de aprender conte\u00fados muito ricos, que abrangem dos mitos \u00e0 arquitetura, da religiosidade aos h\u00e1bitos alimentares.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"383\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/haliti03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3679\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Professores H\u00e1liti-Paresi em forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica com a professora Daniele Pires Dias.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Focando especificamente os H\u00e1liti-Paresi, ela destaca o compromisso do grupo com a pr\u00f3pria cultura. <em>\u201c\u00c9 um compromisso de cultiv\u00e1-la e inseri-la dentro da cultura mais ampla do nosso pa\u00eds, para que os estudantes consigam <strong>dominar os conte\u00fados dos dois mundos<\/strong>, o ind\u00edgena e o n\u00e3o ind\u00edgena. E isso \u00e9 feito com intelig\u00eancia e sensibilidade\u201d<\/em>, observa.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniele sinaliza o fato de os ind\u00edgenas de Campo Novo do Parecis terem desenvolvido um material did\u00e1tico pr\u00f3prio, <strong>escrito em aruak-h\u00e1liti<\/strong>, e integr\u00e1-lo aos conte\u00fados educacionais comuns a toda a rede. <em>\u201cEu percebo que, nesse contexto de interculturalidade, tudo \u00e9 feito de uma maneira leve, com muita investiga\u00e7\u00e3o e usando os recursos locais, que eles conhecem e dominam como ningu\u00e9m, como sementes, frutas, plantas e penas, por exemplo. Isso enriquece enormemente o trabalho educacional.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo caminho de <strong>interculturalidade<\/strong> \u00e9 percebido nas forma\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas, que envolvem todos os professores da rede municipal de ensino, ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas. <em>\u201cS\u00e3o momentos de troca e escuta. Temos muitas contribui\u00e7\u00f5es dos professores das aldeias e um interesse muito grande da parte deles \u2013 e de todos os docentes, na verdade \u2013 por temas como o das tecnologias educacionais digitais\u201d<\/em>, observa. Ela lembra, por exemplo, o trabalho com a tecnologia Google 3D (realidade aumentada), que foi desenvolvido com os professores e levado \u00e0s aldeias, onde foi incorporado ao processo de ensino-aprendizagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Valorizar e promover a identidade cultural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A professora <strong>Marilei Aparecida Bahnert<\/strong> \u00e9 coordenadora de Educa\u00e7\u00e3o da rede municipal de Campo Novo do Parecis, e trabalha junto com os professores da Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena. <em>\u201cCertamente, nosso maior desafio \u00e9 proporcionar educa\u00e7\u00e3o formal sem comprometer a identidade cultural e, principalmente, sem gerar conflito cultural ou crises de identidade no momento de transi\u00e7\u00e3o da escola ind\u00edgena para a escola regular\u201d<\/em>, observa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As escolas de Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena de Campo Novo do Parecis oferecem a Educa\u00e7\u00e3o Infantil e o Ensino Fundamental \u2013 Anos Iniciais. Nesses dois segmentos, h\u00e1 a inser\u00e7\u00e3o da L\u00edngua Portuguesa at\u00e9 o quinto ano. O objetivo \u00e9 minimizar as dificuldades de comunica\u00e7\u00e3o e aprendizagem dos estudantes quando de seu ingresso nos Anos Finais, em escolas de ensino regular do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio ao mesmo tempo generoso e desafiador, Campo Novo do Parecis trabalha pela <strong>constru\u00e7\u00e3o conjunta de um ambiente educacional intercultural<\/strong>. <em>\u201cA aprendizagem \u00e9 bilateral. Assim, sempre que poss\u00edvel, promovemos momentos em que os alunos visitam as aldeias e, tamb\u00e9m, momentos em que os alunos da aldeia v\u00eam fazer apresenta\u00e7\u00f5es culturais nas escolas da cidade\u201d<\/em>, conta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cNa visita \u00e0 aldeia, os alunos aprendem muito sobre liberdade e conex\u00e3o com a natureza. Na cidade, os alunos da aldeia t\u00eam mais contato com espa\u00e7os mais emparedados e tecnol\u00f3gicos.\u201d <\/em>Esse interc\u00e2mbio cultural, explica Marilei, promove amplia\u00e7\u00e3o de vis\u00e3o de mundo e tamb\u00e9m o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, al\u00e9m de desenvolver a consci\u00eancia acerca das diferen\u00e7as. <\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cNosso foco reside, sempre, em valorizar e promover a identidade cultural dos H\u00e1liti-Paresi, que \u00e9 um componente importante da nossa pr\u00f3pria cultura, da regi\u00e3o e do pa\u00eds\u201d, <\/em>conclui<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"383\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/crianjcas_xavante.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3681\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Crian\u00e7as da etnia Xavante.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aikan\u00e3, Akuntsu, Arawet\u00e9, Guajajara, Guarani, Pano, Xet\u00e1, Xokleng, Tucano, Yanomami&#8230; o Brasil possui 266 etnias ind\u00edgenas (dados do Instituto Socioambiental, 2024), cujos ancestrais habitavam o atual territ\u00f3rio nacional h\u00e1, pelo menos, 12 mil anos. 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