{"id":4167,"date":"2025-02-13T14:29:18","date_gmt":"2025-02-13T17:29:18","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4167"},"modified":"2025-02-13T14:31:06","modified_gmt":"2025-02-13T17:31:06","slug":"para-pensar-a-agua-dados-e-reflexoes-sobre-um-bem-essencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/para-pensar-a-agua-dados-e-reflexoes-sobre-um-bem-essencial\/","title":{"rendered":"Para pensar a \u00c1gua! Dados e reflex\u00f5es sobre um bem essencial"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"257\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/agua01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4168\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea j\u00e1 pensou na ideia de educar algu\u00e9m para a \u00e1gua?<\/strong> A ideia pode soar at\u00e9 um pouco estranha \u2013 afinal, a \u00e1gua \u00e9 a companheira de todas as formas de vida do nosso planeta desde sempre \u2013, mas ela \u00e9 <strong>cada vez mais necess\u00e1ria<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p>Com o aumento do consumo de \u00e1gua por setores como a ind\u00fastria, a pecu\u00e1ria e a agricultura, a press\u00e3o sobre rios, lagos e reservat\u00f3rios subterr\u00e2neos cresce significativamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, eventos extremos, como as recentes <strong>enchentes no Rio Grande do Sul<\/strong>, mostram que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 est\u00e3o impactando diretamente o regime das \u00e1guas. Per\u00edodos de chuva intensa e estiagens prolongadas t\u00eam se tornado cada vez mais comuns, em um fen\u00f4meno que pesquisadores chamam de <strong>\u201cemerg\u00eancia clim\u00e1tica\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"257\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/agua02-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4170\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u267a <strong>\u201cUm copo d\u2019\u00e1gua, Sr. Lavoisier\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por volta de 1775, na Fran\u00e7a, o qu\u00edmico <strong>Antoine Lavoisier<\/strong> publicou uma frase que se tornaria c\u00e9lebre no campo da ci\u00eancia. Essa observa\u00e7\u00e3o, que ganhou o nome de <strong>\u201cLei da Conserva\u00e7\u00e3o das Massas\u201d<\/strong> (ou \u201cLei de Lavoisier\u201d), afirmava que, <em>\u201cna natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma\u201d<\/em>. Essa lei vale para os compostos qu\u00edmicos e para a \u00e1gua \u2013 porque, independentemente das transforma\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas ou f\u00edsicas pelas quais ela passe, ao fim do processo sua massa total <strong>sempre ser\u00e1 conservada<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que significa dizer que, salvo pela chegada de \u201c\u00e1gua do espa\u00e7o sideral\u201d em <strong>meteoros\/meteoritos<\/strong> \u2013 algo que \u00e9 muito raro e insignificante em termos de volume, ao menos na nossa \u00e9poca \u2013, a quantidade da subst\u00e2ncia \u00e9 a mesma h\u00e1 muitos milh\u00f5es de anos. E ela apenas vai se transformando em um eterno ciclo de <strong>\u201cs\u00f3lido, l\u00edquido e gasoso\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"257\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/agua03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4171\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83c\udf0a <strong>Transforma\u00e7\u00f5es complicadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, n\u00e3o haveria por que se preocupar, certo? Errado! Porque, se n\u00f3s n\u00e3o temos a capacidade de \u201cfazer desaparecer\u201d a massa total de \u00e1gua do planeta, reunimos todas as condi\u00e7\u00f5es \u2013 e fazemos isso constantemente \u2013 de transform\u00e1-la. N\u00e3o apenas dentro de seus estados f\u00edsicos, mas tamb\u00e9m <strong>por meio da polui\u00e7\u00e3o e de altera\u00e7\u00f5es no relevo terrestre<\/strong> (com a constru\u00e7\u00e3o de represas e o desmatamento, por exemplo).<\/p>\n\n\n\n<p>Essas mudan\u00e7as comprometem a qualidade da \u00e1gua para todas as formas de vida, e podem demandar esfor\u00e7os gigantescos \u2013 muitas vezes, invi\u00e1veis \u2013 de recupera\u00e7\u00e3o ou recomposi\u00e7\u00e3o. Em s\u00edntese: <strong>dispomos de toda a \u00e1gua do mundo, mas n\u00e3o estamos sabendo como cuidar dela. E os resultados s\u00e3o preocupantes!<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"257\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/agua04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4172\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83c\udf27\ufe0f<\/strong> <strong>Algumas informa\u00e7\u00f5es interessantes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar em <strong>\u201csuperf\u00edcie terrestre\u201d<\/strong>, certo? Ela \u00e9 aquela camada do nosso planeta, aquela \u201ccapa\u201d \u2013 apesar de enorme, muito fina na compara\u00e7\u00e3o com o di\u00e2metro do planeta \u2013 onde a vida acontece. Ela \u00e9 formada pela <strong>litosfera<\/strong> (camada s\u00f3lida), pela <strong>hidrosfera <\/strong>(oceanos, mares, lagos, rios e reservat\u00f3rios subterr\u00e2neos) e pela <strong>atmosfera<\/strong> (a camada gasosa).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E \u00e9 justamente nela que est\u00e1 toda a \u00e1gua<\/strong>; ali\u00e1s, cerca de 71% da superf\u00edcie terrestre \u00e9 coberta por \u00e1gua. Nesse ambiente ela circula sem parar, seguindo o chamado \u201cciclo da \u00e1gua\u201d \u2013 circula\u00e7\u00e3o em estado l\u00edquido, evapora\u00e7\u00e3o, congelamento, retorno em forma de chuva e assim por diante. E pode at\u00e9 acabar \u201cestocada\u201d, na forma l\u00edquida, em <strong>len\u00e7\u00f3is subterr\u00e2neos<\/strong> e reservat\u00f3rios conhecidos como <strong>aqu\u00edferos<\/strong>, que s\u00e3o tremendamente importantes para a regulagem dos pr\u00f3prios rios; e em <strong>geleiras<\/strong>, situadas nas zonas mais altas do planeta e, tamb\u00e9m, pr\u00f3ximo dos polos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"290\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/agua05.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4173\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Detalhe crucial: como os <strong>seres vivos<\/strong> s\u00e3o formados e dependem totalmente da \u00e1gua, \u00e9 poss\u00edvel afirmar, sem errar, que eles <strong>entram no mesmo ciclo<\/strong>: n\u00f3s, por exemplo, bebemos \u00e1gua, consumimos alimentos, vamos ao banheiro, respiramos, transpiramos&#8230; ou seja, tamb\u00e9m estamos \u201ctrocando \u00e1gua\u201d com o mundo o tempo todo!<\/p>\n\n\n\n<p>A quantidade de \u00e1gua, como observamos, \u00e9 grande \u2013 algo como <strong>1,386 bilh\u00e3o de quil\u00f4metros c\u00fabicos<\/strong> (se coloc\u00e1ssemos toda ela em uma esfera, esta teria um pouco menos da metade do tamanho da Lua!). O que n\u00e3o significa dizer que estamos com a \u201ccaixa cheia\u201d! Isso porque 97,3% dela \u00e9 salgada; 77,2% est\u00e1 congelada (doce ou salgada, em montanhas, icebergs e banquisas); 22,4% est\u00e1 guardada sob a terra, em len\u00e7\u00f3is e aqu\u00edferos; e apenas 2,7% \u00e9 doce. S\u00f3 que nem toda a \u00e1gua doce \u00e9 pot\u00e1vel \u2013 ou seja, pr\u00f3pria para o consumo humano.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"257\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/agua06.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4174\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao uso da \u00e1gua pelas sociedades, em uma m\u00e9dia ele est\u00e1 dividido da seguinte maneira: <strong>70% na agricultura e pecu\u00e1ria, 20% na ind\u00fastria (em processos de fabrica\u00e7\u00e3o, resfriamento, produ\u00e7\u00e3o de energia e limpeza) e 10% no uso dom\u00e9stico (alimenta\u00e7\u00e3o, limpeza, sistemas de esgoto etc.)<\/strong>. Vale observar que esses percentuais variam entre os pa\u00edses \u2013 o Brasil, por exemplo, utiliza mais \u00e1gua no setor agropecu\u00e1rio do que outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale observar que todos esses usos s\u00e3o humanos e se situam dentro de um universo muito mais complexo, que compreende os demais componentes da biosfera. O que significa dizer que, al\u00e9m de \u201cnos atender\u201d, a \u00e1gua tamb\u00e9m deve nutrir todos os demais seres vivos dentro de um sistema repleto de vari\u00e1veis (como, por exemplo, as esta\u00e7\u00f5es do ano).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udeb1 <strong>\u201cAh, mas se faltar a gente d\u00e1 um jeito&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depende! Se, por um lado, em tese \u00e9 poss\u00edvel recuperar e potabilizar \u00e1guas contaminadas, salobras, salgadas ou \u201cescondidas\u201d \u2013 e h\u00e1 uma corrida tecnol\u00f3gica em busca de meios mais interessantes para isso \u2013, por outro lado estes processos todos s\u00e3o, sempre, muito caros.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ter acesso a uma fonte de \u00e1gua subterr\u00e2nea, por exemplo, \u00e9 preciso cavar um po\u00e7o, que pode ser muito profundo; muitas vezes, a \u00e1gua dos po\u00e7os precisa ser tratada, resfriada e at\u00e9 desmineralizada para, ent\u00e3o, estar dispon\u00edvel para o consumo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"257\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/agua07.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4175\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 um outro fator muito importante: <strong>o tempo<\/strong>. H\u00e1 um antigo ditado chin\u00eas que afirma que \u201cuma pessoa n\u00e3o deve come\u00e7ar a cavar um po\u00e7o quando j\u00e1 est\u00e1 com sede\u201d; esta regra parece funcionar perfeitamente para a quest\u00e3o de que estamos tratando. Visto em termos muito gerais, o mundo ainda n\u00e3o est\u00e1 \u201ccom sede\u201d \u2013 ela, por\u00e9m, j\u00e1 afeta muitas pessoas e causa muitas mortes.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da ONU (2023) mostram que cerca de <strong>2 bilh\u00f5es de pessoas<\/strong> (26% da popula\u00e7\u00e3o global) n\u00e3o t\u00eam acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel segura; destas, cerca de <strong>1,7 bilh\u00e3o<\/strong> utiliza fontes contaminadas por fezes ou produtos qu\u00edmicos; e cerca de <strong>4 bilh\u00f5es de pessoas<\/strong> (quase metade da popula\u00e7\u00e3o mundial) enfrentam escassez severa de \u00e1gua por pelo menos um m\u00eas ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte das pessoas afetadas vive nos pa\u00edses mais pobres, que n\u00e3o possuem meios de solucionar a quest\u00e3o. \u00c0 medida, por\u00e9m, que a emerg\u00eancia clim\u00e1tica se acelera, esse n\u00famero vai crescer e chegar, tamb\u00e9m, aos pa\u00edses mais fortes economicamente. H\u00e1, inclusive, quem afirme que j\u00e1 estamos em uma etapa de <strong>\u201cguerras da \u00e1gua\u201d<\/strong>, quando pa\u00edses lutar\u00e3o pelo controle e pelo uso deste recurso. Nesse sentido, o futuro n\u00e3o \u00e9 nada promissor&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udee1\ufe0f <strong>Ent\u00e3o, como fazer?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Promissor, mesmo, \u00e9 investir em <strong>caminhos sustent\u00e1veis<\/strong> para o uso e a conserva\u00e7\u00e3o das \u00e1guas dispon\u00edveis. Ao inv\u00e9s de explorar aqu\u00edferos, <strong>proteger as nascentes<\/strong> e os rios; ao inv\u00e9s de dessalinizar a \u00e1gua do mar, proteger as florestas e recompor o meio ambiente em regi\u00f5es degradadas para <strong>\u201cplantar \u00e1gua\u201d<\/strong> (regulando os len\u00e7\u00f3is e protegendo os rios do assoreamento). Ao inv\u00e9s de consumir alimentos e produtos cuja produ\u00e7\u00e3o implica um gasto extremo de \u00e1gua, <strong>olhar com cuidado para os pr\u00f3prios h\u00e1bitos<\/strong> em busca de equil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pausa para um exemplo: a produ\u00e7\u00e3o de <strong>1 kg de carne bovina<\/strong> envolve, em m\u00e9dia, o consumo de <strong>15 mil litros de \u00e1gua<\/strong> (os dados s\u00e3o do Water Footprint Network e do Instituto Akatu); tomando como refer\u00eancia o valor recomendado pela ONU de consumo de \u00e1gua por pessoa\/dia, <strong>que \u00e9 de 110 litros<\/strong>, chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que o volume de \u00e1gua investido na produ\u00e7\u00e3o de 1 kg de carne poderia suprir as necessidades di\u00e1rias de uma pessoa por mais de 4 meses!<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estamos falando, evidentemente, em eliminar o consumo de carne bovina, que \u00e9 um h\u00e1bito nutricional, cultural e de sa\u00fade de bilh\u00f5es de pessoas em todo o mundo; o importante, aqui, \u00e9 refletir sobre os h\u00e1bitos e a responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o aos impactos do consumo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"257\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/agua08.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4176\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udeb0 <strong>Dia Mundial da \u00c1gua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa, ali\u00e1s, \u00e9 uma ideia central do <strong>Dia Internacional da \u00c1gua<\/strong>, proposto pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1992. A data, que \u00e9 comemorada no dia <strong>22 de mar\u00e7o<\/strong>, funciona como um mobilizador de pessoas, empresas e sociedade para conhecer os problemas da \u00e1gua, conscientizar sobre o uso consciente de um recurso que \u00e9 precioso e escasso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na medida em que esse \u00e9 um processo civilizat\u00f3rio \u2013 ou seja, ele implica <strong>uma mudan\u00e7a de h\u00e1bitos e de olhar de longa dura\u00e7\u00e3o<\/strong>, que envolve toda uma comunidade \u2013, ele deve, necessariamente, envolver a educa\u00e7\u00e3o e a escola, j\u00e1 na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. E \u00e9 a\u00ed que entra em cena a <strong>Educa\u00e7\u00e3o Ambiental<\/strong>, prevista, no caso brasileiro, de forma transversal (pela BNCC). E que, evidentemente, pode ser trabalhada de muitas maneiras, integrando coloca\u00e7\u00f5es mais te\u00f3ricas \u2013 como a que diz respeito, por exemplo, \u00e0 compreens\u00e3o esquem\u00e1tica do ciclo da \u00e1gua \u2013 e metodologias ativas que trabalhem com observa\u00e7\u00e3o de campo, a\u00e7\u00e3o e protagonismo dos estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, por exemplo, envolver os estudantes <strong>no conhecimento dos rios da cidade\/bairro onde eles moram<\/strong>, do papel das \u00e1guas para o desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o naquele local e a forma como estes cursos est\u00e3o sendo tratados na atualidade. Perguntas como <em>\u201cOnde est\u00e1 o rio que passava ali?\u201d<\/em> ou <em>\u201cQuais s\u00e3o e onde ficam os rios do seu bairro?\u201d <\/em>podem dar in\u00edcio a belos projetos de pesquisa com impacto na comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel envolver os estudantes na compreens\u00e3o dos custos de tratamento do esgoto em uma visita \u00e0s esta\u00e7\u00f5es e estruturas associadas. \u00c9 poss\u00edvel, enfim, fazer com que eles percebam a rela\u00e7\u00e3o entre \u00e1gua e os h\u00e1bitos de consumo de diferentes maneiras. E lev\u00e1-los a conhecer os caminhos para a conserva\u00e7\u00e3o e o uso racional e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa lista de possibilidades, evidentemente, \u00e9 muito maior, e pode levar em conta os muitos cen\u00e1rios onde as escolas e as comunidades est\u00e3o inseridas. O essencial, em todos os casos, \u00e9 o letramento das novas gera\u00e7\u00f5es para uma quest\u00e3o fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"257\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/agua09.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4178\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udca6 <strong>Quero encontrar mais fontes:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Legal! Vamos listar alguns links importantes para o trabalho sobre a tem\u00e1tica da \u00e1gua na escola:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.unwater.org\/\">Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) \u2013 \u00c1gua<\/a><\/strong> (UN Water): Portal que mostra o trabalho da ONU em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua e ao saneamento. Traz not\u00edcias, relat\u00f3rios e infogr\u00e1ficos. Disponivel em portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.unesco.org\/es\/water\">UNESCO &#8211; Programa Hidrol\u00f3gico Internacional (PHI)<\/a><\/strong>: A UNESCO promove pesquisas e educa\u00e7\u00e3o sobre gest\u00e3o sustent\u00e1vel da \u00e1gua. O Programa Hidrol\u00f3gico Internacional (PHI) \u00e9 uma refer\u00eancia global em estudos sobre recursos h\u00eddricos. Em ingl\u00eas e espanhol.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.waterfootprintassessmenttool.org\/\">Water Footprint Network (Rede de Pegada H\u00eddrica)<\/a><\/strong>: Esta organiza\u00e7\u00e3o internacional calcula a &#8220;pegada h\u00eddrica&#8221; de produtos, pa\u00edses e indiv\u00edduos, mostrando o consumo de \u00e1gua em diferentes atividades. Em ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/ana\/pt-br\">Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA)<\/a><\/strong>: O portal da ag\u00eancia reguladora de recursos h\u00eddricos no Brasil traz not\u00edcias e materiais educacionais interessantes. Em portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/tratabrasil.org.br\/\">Portal Trata Brasil<\/a><\/strong>: O portal do Instituto Trata Brasil traz informa\u00e7\u00f5es relevantes e materiais educativos sobre o saneamento b\u00e1sico no pa\u00eds. Em portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, tamb\u00e9m, <strong>espa\u00e7os f\u00edsicos dedicados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o para a \u00e1gua<\/strong>. Destacamos o <strong><a href=\"https:\/\/museuplanetaagua.org.br\/\">Museu Planeta \u00c1gua<\/a><\/strong>, mantido pela Companhia de Saneamento B\u00e1sico do Paran\u00e1, a Sanepar, em Curitiba, e o <strong><a href=\"https:\/\/www.aesabesp.org.br\/museu-agua\/\">Museu \u00c1gua<\/a><\/strong>, mantido em S\u00e3o Paulo pela Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Sabesp (AESABESP).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 pensou na ideia de educar algu\u00e9m para a \u00e1gua? A ideia pode soar at\u00e9 um pouco estranha \u2013 afinal, a \u00e1gua \u00e9 a companheira de todas as formas de vida do nosso planeta desde sempre \u2013, mas ela \u00e9 cada vez mais necess\u00e1ria! 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