{"id":4184,"date":"2025-02-24T15:44:19","date_gmt":"2025-02-24T18:44:19","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4184"},"modified":"2025-02-24T15:44:19","modified_gmt":"2025-02-24T18:44:19","slug":"uma-pequena-historia-da-tecnologia-dos-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/uma-pequena-historia-da-tecnologia-dos-livros\/","title":{"rendered":"Uma pequena hist\u00f3ria da tecnologia dos livros"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GettyImages-2060074942.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4185\" width=\"579\" height=\"400\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Em argila, papiro, pergaminho, papel ou, mais recentemente, em formato digital, os livros est\u00e3o entre as maiores conquistas \u2013 e, certamente, as maiores express\u00f5es \u2013 da humanidade<\/strong>. Eles guardam as leis civis e os princ\u00edpios religiosos, as ideias, a ci\u00eancia e muitas hist\u00f3rias. S\u00e3o t\u00e3o importantes e est\u00e3o t\u00e3o presentes que, muitas vezes, a gente nem imagina quando come\u00e7aram. Afinal, quem escreveu os primeiros livros? E quando os livros impressos ganharam a \u201ccara\u201d que t\u00eam hoje, de um conjunto de folhas impressas e reunidas em um volume encadernado? \u00c9 o que vamos saber neste artigo especial \u2013 boa leitura!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Escrita, acesso e mobilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos em livros, a imagem que naturalmente vem \u00e0 mente \u00e9 a dos livros que conhecemos hoje: produzidos em papel, com capa, p\u00e1ginas internas e o formato de caderno. Um modelo perfeito para armazenar, transportar e acessar informa\u00e7\u00f5es, que se tornou cada vez mais popular gra\u00e7as \u00e0 descoberta e ao dom\u00ednio das<strong> tecnologias de produ\u00e7\u00e3o do papel<\/strong> (s\u00e9c. II, China) e da <strong>impress\u00e3o em tipos m\u00f3veis<\/strong> (s\u00e9c. XI, China e s\u00e9c. XVI, Europa). E experimentou um salto a partir do s\u00e9culo XIX, com <strong>avan\u00e7os na ind\u00fastria gr\u00e1fica<\/strong> que culminaram, em nossa \u00e9poca, em tecnologias como a da impress\u00e3o digital e a produ\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros livros da humanidade, por\u00e9m, n\u00e3o reuniam toda essa praticidade! Ou melhor, reuniam, mas \u00e0 sua maneira! E davam conta totalmente do recado \u2013 tanto, que muitos sobreviveram por mais de cinco mil anos! Estamos falando das <strong>t\u00e1buas de escrita cuneiforme<\/strong>, produzidas em argila cozida pelos sum\u00e9rios, civiliza\u00e7\u00e3o que existiu na Mesopot\u00e2mia, em \u00e1reas dos territ\u00f3rios do atual Iraque e S\u00edria, por volta de 3.200 a.C.; nelas, a escrita era feita usando-se esp\u00e1tulas com ponta em forma de cunha \u2013 da\u00ed o nome \u201ccuneiforme\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GettyImages-172805218.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4186\" width=\"509\" height=\"340\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>T\u00e1bua de argila com registro de escrita cuneiforme.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>As tabuinhas, ali\u00e1s, prenunciam o uso que damos hoje ao papel: no caso daqueles documentos que precisavam ser guardados, como leis, tratados e textos sagrados, elas eram queimadas e, assim, adquiriam grande resist\u00eancia, sendo ent\u00e3o guardadas nas primeiras bibliotecas; no caso de escritas do dia a dia \u2013 contas, recibos, recados, exerc\u00edcios \u2013, elas eram registradas em argila e postas a secar no sol. Quando necess\u00e1rio, a escrita podia ser apagada com \u00e1gua, permitindo que a placa fosse reutilizada para novos registros.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros suportes geniais para a produ\u00e7\u00e3o de livros, ainda que um pouco mais recentes \u2013 mas, mesmo assim, muito antigas \u2013 v\u00eam da China e, \u00e9 claro, do nosso conhecido Egito Antigo. Na China, h\u00e1 cerca de quatro mil anos, <strong>os primeiros textos eram literalmente riscados em ossos e cascos de tartaruga<\/strong>. Pelo s\u00e9culo VI a. C., por\u00e9m, os redatores j\u00e1 usavam <strong>tiras de bambu<\/strong> costuradas em formato de esteira, onde escreviam usando pincel e tinta. Curiosamente, o bambu seria a base para uma das maiores inven\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria: o papel \u2013 sobre o qual falaremos daqui a pouco.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao Egito, \u00e9 imposs\u00edvel separar esta incr\u00edvel civiliza\u00e7\u00e3o de uma palavra: <strong>papiro<\/strong>. O papiro, uma planta aqu\u00e1tica <em>(Cyperus papyrus)<\/em>, tornou-se essencial porque, por s\u00e9culos, foi o principal suporte para a escrita. N\u00e3o apenas no pr\u00f3prio Egito, onde era utilizado desde o s\u00e9culo XXV a.C., mas tamb\u00e9m em Roma, que conquistou a civiliza\u00e7\u00e3o dos fara\u00f3s (no s\u00e9c. I a.C.) e disseminou seu uso por todo o imp\u00e9rio.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"483\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GettyImages-484655617.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4187\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Rolos de papiro. Inven\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia se tornou muito popular no Imp\u00e9rio Romano.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Outras civiliza\u00e7\u00f5es importantes da Antiguidade, como a indiana, usavam suportes vegetais para a escrita. Muitos textos cl\u00e1ssicos do hindu\u00edsmo, como o \u201cMahabharata\u201d, eram registrados em <strong>folhas de palmeira tratadas<\/strong>. As folhas, ali\u00e1s, apresentam uma vantagem e uma desvantagem em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s t\u00e1buas sum\u00e9rias de argila: s\u00e3o mais leves e f\u00e1ceis de armazenar, mas, ao mesmo tempo, mais fr\u00e1geis, podendo ser facilmente destru\u00eddas, rasgadas ou queimadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00f3dice: livro \u201ccom cara\u201d de livro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como vimos, os livros est\u00e3o entre n\u00f3s h\u00e1 muito tempo e s\u00e3o quase t\u00e3o antigos quanto a pr\u00f3pria escrita, que, ali\u00e1s, foi inventada pelos sum\u00e9rios. A escrita, vale observar, foi criada diversas vezes, por civiliza\u00e7\u00f5es distintas e em \u00e9pocas diferentes: mesopot\u00e2micos, chineses, fen\u00edcios, maias&#8230; cria\u00e7\u00f5es originais, que demonstram a intelig\u00eancia humana!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas, quando foi que esses documentos ganharam \u201ccara de livro\u201d? <\/strong>Ou melhor: quando foi que eles ficaram mais parecidos com os livros impressos que conhecemos hoje?<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta est\u00e1 em Roma. Foi l\u00e1 que nasceu o <strong><em>\u201cCodex\u201d<\/em> <\/strong>ou c\u00f3dice \u2013 do latim, \u201ccasca de \u00e1rvore\u201d \u2013, um caderno produzido a partir de folhas costuradas, muito usado por comerciantes. No in\u00edcio, os c\u00f3dices eram considerados menos nobres que os rolos de papiro, por\u00e9m, pela praticidade de armazenamento e at\u00e9 de uso, acabaram prevalecendo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"483\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GettyImages-157334071.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4188\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>C\u00f3dice grego do s\u00e9culo X, com trecho do Evangelho.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Duas curiosidades aqui: 1) &#8211; os primeiros textos crist\u00e3os, escritos no s\u00e9culo I, foram assentados em c\u00f3dices e n\u00e3o em rolos de papiro; 2) \u2013 outra civiliza\u00e7\u00e3o, totalmente separada de Roma, tamb\u00e9m inventou o c\u00f3dice: <strong>os maias, que, por volta do s\u00e9culo XII, come\u00e7aram a publicar livros em folha de figueira chamados por eles de <em>\u201chuun\u201d<\/em><\/strong><em>. <\/em>Infelizmente, a maioria desses documentos acabou destru\u00edda quando da chegada dos espanh\u00f3is \u00e0 pen\u00ednsula mexicana.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/643px-Laminas_8_y_9_del_Codice_de_Dresden.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4189\" width=\"513\" height=\"574\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>L\u00e2minas 8 e 9 do C\u00f3dice Maia de Dresden.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E o pergaminho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de avan\u00e7ar para um momento muito especial da hist\u00f3ria do livro, \u00e9 interessante falar sobre um outro material importante para sua confec\u00e7\u00e3o: <strong>o pergaminho, cujo nome deriva do nome da cidade grega de P\u00e9rgamo<\/strong>, onde teria surgido por volta do s\u00e9culo II a.C (na verdade, seu uso \u00e9 mais antigo, mas o nome \u201cpegou\u201d). O pergaminho nada mais \u00e9 do que uma pele animal \u2013 normalmente, de cabra, carneiro, cordeiro ou ovelha \u2013 especialmente tratada para receber a escrita. Documentos mais luxuosos, produzidos em pele de bezerros, eram chamados<strong> \u201cvelinos\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pergaminhos competiam com os papiros e at\u00e9 os substitu\u00edam. Como na Idade M\u00e9dia europeia, quando os monast\u00e9rios crist\u00e3os produziram e reproduziram milhares de textos usando pergaminhos \u2013 isto porque o couro estava muito mais \u00e0 m\u00e3o que os papiros do agora distante Egito. Se bem conservado, o pergaminho \u00e9 um material dur\u00e1vel, o que tamb\u00e9m justifica a prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NLW_Penrice_and_Margam_Deeds_204_front_8634702372.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4191\" width=\"669\" height=\"746\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Documento oficial de 1329 redigido sobre um velino.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Papel e impress\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 curioso: nossos livros atuais s\u00e3o, ao mesmo tempo, muito diferentes e muito semelhantes aos livros de 500 anos atr\u00e1s.<\/strong> S\u00e3o diferentes porque, hoje, as tecnologias de impress\u00e3o e montagem s\u00e3o muito mais avan\u00e7adas \u2013 elas, ali\u00e1s, passaram por v\u00e1rias revolu\u00e7\u00f5es ao longo do tempo, com a ind\u00fastria e os computadores \u2013, e tamb\u00e9m porque em nossa \u00e9poca a variedade de pap\u00e9is de impress\u00e3o \u00e9 muito grande. E s\u00e3o iguais por conta, justamente, do papel e da impress\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas as tecnologias v\u00eam da China, com a observa\u00e7\u00e3o de que, no caso da impress\u00e3o de tipos m\u00f3veis, ela tamb\u00e9m foi criada no Ocidente, em um processo semelhante ao que j\u00e1 observamos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escrita \u2013 a mesma inven\u00e7\u00e3o, em tempos diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Da China para o mundo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso do papel, ele foi criado na China por volta do s\u00e9culo II a.C., quando seus inventores come\u00e7aram a usar fibras vegetais trituradas (de bambu, c\u00e2nhamo, amoreira, restos de tecido e redes). Essas fibras eram mergulhadas em tanques e filtradas em telas bem finas, em que ficavam depositadas e formavam camadas; depois de secas, estas camadas se transformavam em folhas de papel que eram, ent\u00e3o, recortadas. Por volta do s\u00e9culo I d.C., usando fibras de bambu, um inventor chin\u00eas chamado <strong>C\u2019ai Lun<\/strong> aprimorou a t\u00e9cnica de produ\u00e7\u00e3o do papel. A partir de ent\u00e3o, ele ganhou o mundo, chegando a outras regi\u00f5es da \u00c1sia, \u00e0 \u00c1frica e \u00e0 Europa, pela <strong>Rota da Seda<\/strong>. E, com a difus\u00e3o da tecnologia pelo mundo, gradativamente tornou-se mais barato e popular. E, como funcionava muito melhor que o papiro e o pergaminho \u2013 pela regularidade, cor e oferta \u2013, acabou prevalecendo. Em tempo: a produ\u00e7\u00e3o do papel, atualmente, segue a mesma l\u00f3gica da t\u00e9cnica inicial;<strong> a mat\u00e9ria-prima, por\u00e9m, \u00e9 a celulose<\/strong> (principal componente da parede celular das plantas), extra\u00edda de \u00e1rvores de reflorestamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impress\u00e3o l\u00e1 e c\u00e1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Chegamos, ent\u00e3o, \u00e0 impress\u00e3o, que possui v\u00e1rios antecedentes, a come\u00e7ar pelo <strong>carimbo e o decalque<\/strong>, que j\u00e1 eram conhecidos e utilizados por v\u00e1rias civiliza\u00e7\u00f5es em todo o mundo. No entanto, foi apenas por volta do s\u00e9culo XI, <strong>na China<\/strong>, que se pensou em imprimir textos usando tipos \u2013 no caso chin\u00eas, com ideogramas \u2013 para compor as frases. S\u00e3o os chamados <strong>\u201ctipos m\u00f3veis\u201d<\/strong>, ou seja, tipos que podem ser reaproveitados.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma simples, na impress\u00e3o tradicional, podemos dizer que cada tipo \u00e9 como um pequeno carimbo, que \u00e9 alinhado com outros tipos dentro de uma estrutura para formar as frases. Depois de ser devidamente \u201cenquadrada\u201d, cada p\u00e1gina recebe uma camada de tinta e, ent\u00e3o, \u00e9 aplicada sobre uma folha de papel com uma certa press\u00e3o. Nesse sistema, para que os ideogramas (ou letras) fossem impressos corretamente, era preciso produzir os tipos invertidos.<\/p>\n\n\n\n<p>E foi exatamente essa a t\u00e9cnica desenvolvida na Europa, no s\u00e9culo XV, por Johannes Gutenberg, um relojoeiro alem\u00e3o que se dedicou \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de livros e, neste processo, acabou \u201cvirando a chave\u201d para a populariza\u00e7\u00e3o dos livros \u2013 e, de quebra, ajudou a impulsionar grandes transforma\u00e7\u00f5es como o <strong>Renascimento e a Reforma<\/strong>. Pense, por exemplo, na populariza\u00e7\u00e3o das B\u00edblias (que passaram a ser traduzidas para v\u00e1rios idiomas), nos manuais t\u00e9cnicos, nas obras filos\u00f3ficas e cient\u00edficas. Bingo!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"635\" height=\"480\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/635px-Chodowiecki_Basedow_Tafel_21_c_Z.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4193\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Ateli\u00ea europeu de impress\u00e3o. Observe-se a composi\u00e7\u00e3o da chapa tipos m\u00f3veis, \u00e0 direita, e a chamada &#8220;entintagem&#8221; dos tipos \u00e0 esquerda.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Em termos gerais, ambas as t\u00e9cnicas, a chinesa e a de Gutenberg, partiam da mesma premissa. Contudo, o alfabeto latino, por seu n\u00famero limitado de letras, facilitava a composi\u00e7\u00e3o de textos (naquela \u00e9poca, a escrita chinesa possu\u00eda dezenas de milhares de ideogramas!). Al\u00e9m disso, a tecnologia de Gutemberg utilizava tipos met\u00e1licos, mais dur\u00e1veis, enquanto a chinesa se baseava em tipos de madeira ou cer\u00e2mica, mais fr\u00e1geis.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"400\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Korean_book-Jikji-Selected_Teachings_of_Buddhist_Sages_and_Seon_Masters-1377.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4192\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Livro coreano (escrito em chin\u00eas) impresso em tipos m\u00f3veis. S\u00e9culo XIII.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Revolu\u00e7\u00e3o e livros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo XVIII, a <strong>Inglaterra<\/strong> liderou um movimento de profunda transforma\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o \u2013 a <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Industrial<\/strong>. Os artes\u00e3os, pessoas altamente especializadas, deram lugar a oper\u00e1rios e m\u00e1quinas, que produziam mais em menos tempo. Esse processo, que est\u00e1 muito relacionado com a pr\u00f3pria Revolu\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, promoveu grandes mudan\u00e7as na sociedade, com reflexos sobre os livros e a leitura.<\/p>\n\n\n\n<p>As t\u00e9cnicas de impress\u00e3o melhoraram sensivelmente em qualidade e escala (como, por exemplo, com a <strong>impressora movida a vapor<\/strong>), ao mesmo tempo em que as pessoas, que passaram a se concentrar nas cidades, foram tendo mais acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o. E vieram os jornais populares, as novelas de detetives e os romances, os tratados filos\u00f3ficos e de pol\u00edtica, os panfletos, os livros t\u00e9cnicos, os livros did\u00e1ticos&#8230; <strong>livros \u00e0 mancheia, como diria Castro Alves em \u201cO Livro e a Am\u00e9rica\u201d<\/strong>!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GettyImages-686732223.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4194\" width=\"605\" height=\"403\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>No s\u00e9culo XIX, os jornais populares impulsionaram o interesse pela leitura.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>No final do s\u00e9culo XX houve um novo salto no segmento editorial. Tecnologias de impress\u00e3o consagradas, como a <em>offset<\/em> com fotolito, deram lugar \u00e0 <strong>impress\u00e3o digital<\/strong>. Os livros passaram a ser escritos e diagramados com uso de <em>softwares <\/em>e apoio de recursos avan\u00e7ados de fotografia digital e envio de dados. A escala tamb\u00e9m cresceu muito, e o pre\u00e7o das impress\u00f5es caiu. Al\u00e9m disso, a log\u00edstica envolvida na compra e envio dos livros tamb\u00e9m melhorou muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas para se ter uma ideia, o Brasil imprime, em m\u00e9dia, <strong>300 milh\u00f5es de livros por ano<\/strong> \u2013 muitos, destinados diretamente ao setor educacional (livros did\u00e1ticos); nos Estados Unidos, este n\u00famero chega perto de <strong>um bilh\u00e3o de exemplares<\/strong>. Uma enormidade!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O futuro nas p\u00e1ginas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o de livros em formato digital, em suportes eletr\u00f4nicos como os computadores pessoais e o <em>Kindle,<\/em> abriu uma nova frente para os leitores. E, antecipamos o futuro aqui, vai facilitar a vida das futuras gera\u00e7\u00f5es em suas andan\u00e7as pelo universo com suas \u201cbibliotecas de bolso\u201d!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O mais importante \u00e9 que os livros \u2013 estes velhos e queridos companheiros, t\u00e3o humanos, t\u00e3o nossos \u2013 v\u00e3o continuar revolucionando o mundo. Com conhecimento, sentimento, sabedoria e informa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"483\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GettyImages-926220248.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4195\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Tecnologias como a do E-book ampliaram ainda mais o acesso aos livros. Mas, elas representam o futuro?<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em argila, papiro, pergaminho, papel ou, mais recentemente, em formato digital, os livros est\u00e3o entre as maiores conquistas \u2013 e, certamente, as maiores express\u00f5es \u2013 da humanidade. Eles guardam as leis civis e os princ\u00edpios religiosos, as ideias, a ci\u00eancia e muitas hist\u00f3rias. 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