{"id":4246,"date":"2025-03-28T10:32:43","date_gmt":"2025-03-28T13:32:43","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4246"},"modified":"2025-03-28T10:32:43","modified_gmt":"2025-03-28T13:32:43","slug":"futuro-presente-o-misterio-das-invencoes-independentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/futuro-presente-o-misterio-das-invencoes-independentes\/","title":{"rendered":"Futuro Presente: o mist\u00e9rio das \u201cinven\u00e7\u00f5es independentes\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o de <strong>#FuturoPresente<\/strong>, vamos conhecer um fen\u00f4meno que fascina e desafia os cientistas h\u00e1 muito tempo: a chamada <strong>\u201cinven\u00e7\u00e3o independente\u201d <\/strong>ou<strong> \u201cdescoberta m\u00faltipla\u201d<\/strong>. Voc\u00ea imagina o que seja isso? Se nunca ouviu falar, comece a ler este texto: voc\u00ea vai se surpreender!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u231b<\/strong> <strong>Vamos viajar no tempo e na tecnologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para e, por um instante, imagine a situa\u00e7\u00e3o. Estamos na <strong>China<\/strong>, no s\u00e9culo XI. L\u00e1, depois de examinar folhas de papel e estudar longamente as t\u00e9cnicas de impress\u00e3o de gravura, um jovem inventor chamado <strong>Bi Sheng<\/strong> desenvolve a impress\u00e3o com uso de tipos m\u00f3veis. Uma revolu\u00e7\u00e3o na comunica\u00e7\u00e3o! Corte de cena: agora, avan\u00e7amos 400 anos e viajamos para o oeste, para a cidade alem\u00e3 de <strong>Mainz<\/strong>. Ali, depois de muito trabalhar com mecanismos de rel\u00f3gio e artes gr\u00e1ficas, outro inventor, chamado <strong>Johannes Gutenberg<\/strong>, cria&#8230; a impress\u00e3o com uso de tipos m\u00f3veis. Outra revolu\u00e7\u00e3o comunicacional!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/FP01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4247\" width=\"553\" height=\"332\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Bi Sheng e Johannes Gutenberg, os inventores da impress\u00e3o com tipos m\u00f3veis. Fontes: Baidu e Wikipedia.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83d\ude80<\/strong> <strong>Como assim?! Dois inventores da mesma coisa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Isso mesmo! E o pior: os dois com a mesma titularidade sobre a inven\u00e7\u00e3o! O caso de Bi Sheng e Johannes Gutenberg ilustra perfeitamente o tema deste artigo, a <strong>inven\u00e7\u00e3o independente<\/strong> ou <strong>descoberta m\u00faltipla <\/strong>(em ingl\u00eas, <em>&#8220;multiple discovery&#8221;<\/em> ou <em>&#8220;simultaneous invention&#8221;<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Algo que, esclarecemos neste momento inicial, \u00e9 totalmente diferente de uma \u00fanica inven\u00e7\u00e3o replicada ao longo do tempo (difus\u00e3o cultural) ou, ent\u00e3o, da c\u00f3pia descarada e da atribui\u00e7\u00e3o de autoria, a algu\u00e9m, de uma inven\u00e7\u00e3o que j\u00e1 existia (pl\u00e1gio).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/FP02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4248\" width=\"561\" height=\"309\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Exemplos de impress\u00f5es de Bi Sheng e de Gutenberg. Fonte: Wikipedia e Europeana.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83e\udde0<\/strong> <strong>Um neg\u00f3cio fant\u00e1stico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como voc\u00ea j\u00e1 deve ter imaginado, as express\u00f5es \u201cinven\u00e7\u00e3o independente\u201d e \u201cdescoberta m\u00faltipla\u201d identificam um fen\u00f4meno raro, por\u00e9m altamente impactante: o nascimento de uma mesma tecnologia, feita para solucionar o mesmo problema, em duas culturas distantes entre si no espa\u00e7o e no tempo. Os inventores, no caso, sequer imaginam a exist\u00eancia de sua \u201ccontraparte criadora\u201d, e agem na mais absoluta boa f\u00e9. Com seus pr\u00f3prios esfor\u00e7os, usando os pr\u00f3prios m\u00e9todos, atacam o problema, constroem caminhos e&#8230; chegam \u00e0 mesma solu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>\u27a1\ufe0f\u2b05\ufe0f <strong>Tecnologias que convergem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As tecnologias de Bi Sheng e Gutenberg, evidentemente, tinham suas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas: o inventor chin\u00eas usava tipos constru\u00eddos em porcelana, enquanto o alem\u00e3o apelava a uma liga de metais \u201cmoles\u201d (d\u00facteis, como estanho, chumbo e antim\u00f4nio) para constru\u00ed-los; al\u00e9m disto, eles usavam tintas diferentes, e o papel chin\u00eas provavelmente era mais sofisticado que o de Gutemberg.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece, por\u00e9m, que ambos os inventores possu\u00edam o mesmo objetivo, que era o de produzir p\u00e1ginas impressas sem a necessidade de criar as matrizes de impress\u00e3o p\u00e1gina a p\u00e1gina, mas apenas compondo ideogramas ou letras \u2013 o que tornaria o trabalho muito mais r\u00e1pido e econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Um objetivo nascido de uma necessidade comum, naquele momento, \u00e0s culturas de origem \u2013 a China da Dinastia Song e a Europa da Reforma Protestante: livros! \u201c\u00c0 mancheia\u201d, como diria Castro Alves, em maior n\u00famero e mais baratos, para difundir conhecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udede <strong>V\u00e1rios exemplos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAh, mas isso s\u00f3 aconteceu uma vez\u201d<\/em>, voc\u00ea pode estar pensando. O caso da impress\u00e3o com tipos m\u00f3veis \u00e9, de fato, emblem\u00e1tico \u2013 ela pertence \u00e0quela lista de inven\u00e7\u00f5es que mudam os rumos da civiliza\u00e7\u00e3o, como a roda, a escrita, as tecnologias nucleares e a internet \u2013, mas nem de longe \u00e9 \u00fanico. Ao longo da hist\u00f3ria s\u00e3o muitos os casos e \u00e9 bem poss\u00edvel que o fen\u00f4meno esteja acontecendo neste exato momento, enquanto voc\u00ea l\u00ea este artigo. Em nossa \u00e9poca, evidentemente, a possibilidade \u00e9 muito menor por conta do alto grau de conex\u00e3o entre as pessoas. Mas, ainda assim, ela existe.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer outro exemplo muito poderoso? <strong>A escrita<\/strong>, que ao longo de algumas centenas de anos surgiu de forma independente e se difundiu a partir de diferentes regi\u00f5es \u2013 Mesopot\u00e2mia, Egito, China e M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais um exemplo \u201cdas antigas\u201d? As <strong>pir\u00e2mides<\/strong>, que despontaram em v\u00e1rios lugares do mundo, do Egito ao M\u00e9xico, passando pela China. E o que dizer da <strong>roda<\/strong>, ent\u00e3o? Vixi!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/FP03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4249\" width=\"601\" height=\"355\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Escrita cuneiforme, da Mesopot\u00e2mia, e hierogl\u00edfica, do Egito. Fonte: Europeana.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u2694\ufe0f <strong>Uma batalha (n\u00e3o percebida) entre criadores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A dist\u00e2ncia cronol\u00f3gica e geogr\u00e1fica entre Bi Sheng e Gutemberg fez com que eles n\u00e3o se conhecessem e nem aos respectivos inventos, o que afasta qualquer possibilidade de disputa, a n\u00e3o ser, talvez, entre seus compatriotas mais nacionalistas em nossa \u00e9poca. H\u00e1, por\u00e9m, casos de <strong>inven\u00e7\u00e3o independente\/ descoberta m\u00faltipla<\/strong> em que os inventores poderiam ter se conhecido&#8230; e at\u00e9 se conheciam!<\/p>\n\n\n\n<p>O caso cl\u00e1ssico, nesse contexto, \u00e9 o dos fil\u00f3sofos <strong>Issac Newton<\/strong> (1643-1727) e <strong>Gottfried Wilhelm Leibniz<\/strong> (1646-1716), que desenvolveram \u2013 cada um, com seus pr\u00f3prios c\u00e9rebros, penas, tinteiros e cadernos \u2013 o c\u00e1lculo diferencial e integral, que contribuiu de forma extraordin\u00e1ria para a evolu\u00e7\u00e3o humana em \u00e1reas que v\u00e3o da m\u00fasica \u00e0 eletr\u00f4nica, da climatologia ao GPS.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/FP04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4250\" width=\"589\" height=\"320\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Newton e Leibnitz, criadores do c\u00e1lculo diferencial e integral &#8211; eles se conheciam e viviam na mesma \u00e9poca. Fonte: Wikipedia.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Esse, caso, vale observar, gerou pol\u00eamica entre os historiadores da ci\u00eancia por muito tempo \u2013 afinal, ser\u00e1 que um n\u00e3o sabia, mesmo, sobre as ideias do outro? Na verdade, o pr\u00f3prio Newton acusou seu colega alem\u00e3o de pl\u00e1gio (em 1716), mas investiga\u00e7\u00f5es posteriores, pautadas na leitura cuidadosa dos documentos e da correspond\u00eancia trocada entre eles, mostraram que ambos desenvolveram o c\u00e1lculo de forma independente. Newton teve a ideia primeiro, mas a manteve em segredo, tornando-a p\u00fablica apenas depois de Leibniz publicar seu pr\u00f3prio trabalho a respeito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83d\udd2c\ud83d\udd2c<\/strong> <strong>Casos recentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>E para mostrar que casos semelhantes n\u00e3o se limitam a tempos em que a comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 muito ruim \u2013 e em que, por conta disto, os pensadores \u201cd\u00e3o conta do recado\u201d sozinhos \u2013, \u00e9 poss\u00edvel citar algumas descobertas mais recentes que entram na categoria de inven\u00e7\u00e3o independente\/descoberta m\u00faltipla.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos ficar em duas delas: 1) \u2013 a t\u00e9cnica de Edi\u00e7\u00e3o Gen\u00e9tica CRISPR-Cas9, adotada para o tratamento de doen\u00e7as e at\u00e9 para a \u201cdesextin\u00e7\u00e3o\u201d de esp\u00e9cies (que vimos em um artigo anterior), desenvolvida simultaneamente pelos cientistas Jennifer Doudna &amp; Emmanuelle Charpentier (EUA\/Fran\u00e7a) e Feng Zhang (EUA\/China); e 2) \u2013 as Redes Neurais Artificiais, utilizadas em IA, desenvolvidas simultaneamente por Geoffrey Hinton (Reino Unido\/Canad\u00e1), Yann LeCun (Fran\u00e7a\/EUA) e Yoshua Bengio (Canad\u00e1).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses e em outros casos recentes, \u00e9 poss\u00edvel pensar em raz\u00f5es para o fen\u00f4meno. A primeira delas \u00e9 uma base compartilhada de conhecimentos e uma demanda bem espec\u00edfica. E a segunda \u00e9 o desejo de exclusividade em rela\u00e7\u00e3o ao conhecimento ou tecnologia, que faz com que \u2013 sonhando com Nobel e com milh\u00f5es de d\u00f3lares do mercado \u2013 os cientistas trabalhem \u201cna moita\u201d e tentem chegar primeiro ao objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83c\udfaf <strong>Mas, o que explica o fen\u00f4meno?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma pergunta fant\u00e1stica. \u00c9 poss\u00edvel pensar em v\u00e1rios fatores que contribuem para que, vez por outra, uma mesma inven\u00e7\u00e3o genial \u201cpipoque\u201d aqui e\/ou acol\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro deles \u00e9 bem conhecido e atende pelo nome de \u201cser humano\u201d. Ou seja, pessoas dotadas de c\u00e9rebros e de um sistema cognitivo avan\u00e7ado tendem a \u201cbrincar com os mesmos brinquedos\u201d \u2013 ou seja, buscar solu\u00e7\u00f5es usando o racioc\u00ednio comum \u00e0 esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"467\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/GettyImages-1945032265.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4251\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Um dos motivos para o nascimento de ideias iguais em contextos distintos seria o pr\u00f3prio c\u00e9rebro humano &#8211; um sistema cognitivo que capta a realidade e suas quest\u00f5es a partir de padr\u00f5es similares. Fonte: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O segundo fator \u00e9 a necessidade. Problemas universais \u2013 como a necessidade da escrita \u2013 geram respostas que podem ser diferentes, mas que t\u00eam uma mesma finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um terceiro fator \u00e9 o da chamada press\u00e3o evolutiva: na medida em que as civiliza\u00e7\u00f5es foram se desenvolvendo, acabaram sujeitas a novos desafios que, muitas vezes, eram semelhantes (como o de armazenar ou transportar safras, por exemplo).<\/p>\n\n\n\n<p>Um quarto fator \u00e9 o conhecimento pr\u00e9vio compartilhado por mais de uma civiliza\u00e7\u00e3o, o que pode fazer com que os criativos busquem inovar em espectros de a\u00e7\u00e3o semelhantes. Por exemplo: n\u00e3o haveria impress\u00e3o com tipos m\u00f3veis se n\u00e3o houvesse papel, tecnologia chinesa compartilhada com os europeus da \u00e9poca de Gutenberg.<\/p>\n\n\n\n<p>Um quinto fator, por estranho que possa parecer, reside no isolamento civilizacional: em alguns casos, uma descoberta nasce de uma necessidade somada \u00e0 falta de conhecimento sobre a mesma descoberta feita por outra pessoa ou cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim \u2013 esta lista, vale observar, n\u00e3o \u00e9 definitiva \u2013 est\u00e1 o que em alem\u00e3o se chama <strong>\u201cZeitgeist\u201d<\/strong>, o famoso \u201cEsp\u00edrito do Tempo\u201d. Certas eras da humanidade \u2013 como o Renascimento, a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial ou a Dinastia Shang, na China \u2013 expandiram certos campos do conhecimento, o que, por sua vez, levou pensadores e cientistas a \u201cciscarem\u201d em \u00e1reas semelhantes, podendo obter resultados semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83c\udf0d<\/strong> <strong>Conclus\u00e3o: e por falar em \u201cZeitgeist\u201d&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ou melhor, no \u201cesp\u00edrito do tempo\u201d e na \u00eanfase ao estudo, constru\u00e7\u00e3o conjunta e compartilhamento de conhecimentos, ela combina muito bem com a escola e com a educa\u00e7\u00e3o. E, no caso mais espec\u00edfico das inven\u00e7\u00f5es independentes, combina at\u00e9 mesmo com algumas metodologias educacionais recentes, como a da <strong>pedagogia por projetos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Explicamos: nesse caso, os estudantes recebem o mesmo problema e s\u00e3o levados a desenvolver caminhos independentes para a sua solu\u00e7\u00e3o. Neles, explicitam seus conhecimentos e, na compara\u00e7\u00e3o com os outros projetos, tamb\u00e9m, as vantagens e defici\u00eancias de sua pr\u00f3pria estrat\u00e9gia. Ent\u00e3o: <strong>que tal propor um desafio assim em sua sala de aula e observar se solu\u00e7\u00f5es paralelas emergem?<\/strong> Pense nisso!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o de #FuturoPresente, vamos conhecer um fen\u00f4meno que fascina e desafia os cientistas h\u00e1 muito tempo: a chamada \u201cinven\u00e7\u00e3o independente\u201d ou \u201cdescoberta m\u00faltipla\u201d. Voc\u00ea imagina o que seja isso? 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