{"id":4297,"date":"2025-06-04T14:41:54","date_gmt":"2025-06-04T17:41:54","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4297"},"modified":"2025-06-04T14:41:54","modified_gmt":"2025-06-04T17:41:54","slug":"exoesqueletos-das-armaduras-ao-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/exoesqueletos-das-armaduras-ao-futuro\/","title":{"rendered":"Exoesqueletos: das armaduras&#8230; ao futuro!"},"content":{"rendered":"\n<p>Vamos fazer um exerc\u00edcio de imagina\u00e7\u00e3o: voc\u00ea est\u00e1 prestes a vestir uma armadura. Pode at\u00e9 pensar naqueles torneios da <strong>Idade M\u00e9dia<\/strong> ou, ent\u00e3o, em <strong>samurais<\/strong> ou <strong>soldados romanos<\/strong> marchando com suas coura\u00e7as e elmos. Acontece que o que voc\u00ea vai vestir n\u00e3o \u00e9 bem uma armadura&#8230; mas um <strong>exoesqueleto<\/strong>! Isso mesmo: um \u201cesqueleto de fora para dentro\u201d, se vale a brincadeira, com caracter\u00edsticas e aplica\u00e7\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o revolucionando os campos da ind\u00fastria, da medicina e at\u00e9 das guerras. E \u00e9 sobre esse fant\u00e1stico avan\u00e7o cient\u00edfico que n\u00f3s vamos conversar nesta edi\u00e7\u00e3o de <strong>#FuturoPresente<\/strong>. Venha com a gente!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>No in\u00edcio, eram as armaduras<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/GettyImages-530239495.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4298\" width=\"283\" height=\"423\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>No par\u00e1grafo anterior, associamos armaduras a exoesqueletos. Mas, fora o \u201cjeit\u00e3o\u201d, no que elas se assemelham? Boa pergunta! Armaduras e exoesqueletos <strong>partem de um mesmo princ\u00edpio:<\/strong> ambos s\u00e3o <em>wearable tech, <\/em>tecnologia vest\u00edvel, e buscam modificar uma ou mais caracter\u00edsticas de quem os porta.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da <strong>armadura<\/strong>, a mudan\u00e7a busca proteger o corpo do usu\u00e1rio contra pancadas, golpes de l\u00e2mina e perfura\u00e7\u00f5es. No caso do <strong>exoesqueleto<\/strong>, as possibilidades v\u00e3o al\u00e9m. Ele pode proteger o corpo, aumentar a for\u00e7a f\u00edsica, recuperar e reabilitar movimentos ou amplificar os sentidos f\u00edsicos do usu\u00e1rio. Ou seja: h\u00e1 semelhan\u00e7as importantes, mas os exoesqueletos \u201cnavegam por mares mais distantes\u201d \u2013 eles s\u00e3o mais sutis e complexos, e podem interagir profundamente com o corpo e o c\u00e9rebro de seu portador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Mas, afinal, por que \u201cexoesqueleto\u201d?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A palavra <strong>\u201cexoesqueleto\u201d<\/strong> \u00e9 uma velha conhecida dos bi\u00f3logos. Ela surge da soma entre o prefixo grego <strong>\u201cexo\u201d<\/strong>, que significa <strong>\u201cfora\u201d<\/strong> ou <strong>\u201cexterno\u201d<\/strong>, e a palavra <strong>\u201cesqueleto\u201d<\/strong>, tamb\u00e9m de origem grega, que indica a estrutura \u00f3ssea de sustenta\u00e7\u00e3o nos indiv\u00edduos de muitas esp\u00e9cies. Neles, o esqueleto est\u00e1 situado \u201cdentro\u201d, e os \u00f3rg\u00e3os e m\u00fasculos se constroem, via de regra, \u201cao redor\u201d, especialmente da coluna vertebral. Duas exce\u00e7\u00f5es s\u00e3o as costelas e o cr\u00e2nio, que se sobrep\u00f5em aos \u00f3rg\u00e3os internos (pulm\u00f5es e cora\u00e7\u00e3o, c\u00e9rebro), protegendo-os.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/GettyImages-2150652437.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4299\" width=\"431\" height=\"261\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: Getty Images<\/em>.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>No caso do exoesqueleto, <strong>a estrutura de sustenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 fora<\/strong> e as partes moles est\u00e3o dentro \u2013 e ficam especialmente protegidas. Isso faz com que os esp\u00e9cimes dotados dessa estrutura sejam naturalmente blindados. E quem s\u00e3o esses esp\u00e9cimes?<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea pensou em formigas, besouros, baratas, aranhas, escorpi\u00f5es, caranguejos, lagostas e siris, pensou certo! Os exoesqueletos s\u00e3o comuns entre os <strong>artr\u00f3podes<\/strong>, animais invertebrados que possuem um exoesqueleto r\u00edgido, corpo segmentado e ap\u00eandices \u2013 como pernas e antenas \u2013 articulados. Vale observar que esses \u201cbichos\u201d n\u00e3o s\u00e3o exce\u00e7\u00e3o. Eles formam <strong>o maior filo do reino animal<\/strong>, com mais de um milh\u00e3o de esp\u00e9cies descritas \u2013 <strong>cerca de 80% de todos os animais conhecidos!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fora isso, \u00e9 importante observar \u2013 falando rapidamente \u2013 que esqueletos e exoesqueletos <strong>t\u00eam diferen\u00e7as marcantes<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 composi\u00e7\u00e3o e \u00e0 biologia: enquanto os ossos s\u00e3o estruturas vivas (com c\u00e9lulas e vasos sangu\u00edneos), os exoesqueletos s\u00e3o formados por tecidos inertes (constru\u00eddo com subst\u00e2ncias como a queratina); enquanto os ossos crescem junto com o indiv\u00edduo at\u00e9 a idade adulta (e seus tecidos se renovam de forma permanente), os exoesqueletos <strong>s\u00e3o trocados de forma peri\u00f3dica<\/strong>, literalmente descartados (a chamada ecdise) para acompanhar o crescimento de seu portador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Uma compara\u00e7\u00e3o interessante<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/GettyImages-1272825079.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4300\" width=\"467\" height=\"312\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Essa diferen\u00e7a entre ossos e carapa\u00e7as, tecido vivo e tecido inerte, talvez possa ilustrar bem uma diferen\u00e7a essencial entre armaduras e exoesqueletos de alta tecnologia. Enquanto as armaduras s\u00e3o \u201cinertes\u201d \u2013 isto \u00e9, elas se restringem a proteger o corpo \u2013, os exoesqueletos s\u00e3o \u201cvivos\u201d, ou seja, eles <strong>interagem com seu portador<\/strong> para aumentar capacidades e oferecer um suporte vital altamente diferenciado. Para isso, <strong>integram v\u00e1rias tecnologias<\/strong> \u2013 mec\u00e2nica, eletr\u00f4nica, de materiais e biomateriais, m\u00e9dica&#8230; \u2013 e alcan\u00e7am resultados fant\u00e1sticos. Que vamos conhecer daqui a pouco!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Antes de vestir o \u201cexo\u201d&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"315\" height=\"480\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Invincible_Iron_Man_Vol_2_2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4301\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: Wikimedia Commons.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Exoesqueletos de alta tecnologia s\u00e3o instrumentos fascinantes. Mas, <strong>por que eles nos fascinam<\/strong>? E como, na verdade, ficamos sabendo a respeito deles, uma vez que \u2013 ao menos, at\u00e9 o momento \u2013 ainda n\u00e3o s\u00e3o produzidos em grande quantidade?<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta pode estar na <strong>cultura<\/strong>, mais exatamente <strong>nos quadrinhos e no cinema<\/strong>, com seus super-her\u00f3is, vil\u00f5es, uniformes extraordin\u00e1rios e, \u00e9 claro, super-poderes. Como, por exemplo, os garantidos pelas armaduras exoesquel\u00e9ticas usadas por Tony Stark como \u201cHomem de Ferro\u201d ou pelo \u201cP-5000 Powered Work Loader\u201d, exoesqueleto de carga vestido pela personagem Ellen Ripley em \u201cAliens: o Resgate\u201d, filme de 1986 (curiosidade: esse exoesqueleto foi inspirado em prot\u00f3tipos criados pela empresa GE nos anos 1960).<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas pe\u00e7as cumprem fun\u00e7\u00f5es totalmente previstas pelos cientistas para a nova tecnologia. E, de quebra, ainda alimentam o sonho ancestral humano de ter poderes que os coloquem no topo da natureza (algo que se relaciona aos mitos e aos deuses). O resultado: sucesso no imagin\u00e1rio \u2013 e inspira\u00e7\u00e3o para a ci\u00eancia!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Mas, quando surgiram os exoesqueletos modernos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As armaduras, como j\u00e1 vimos, s\u00e3o \u201cantepassados\u201d dos exoesqueletos baseados em tecnologia. Olhando para a hist\u00f3ria desses equipamentos, por\u00e9m, percebemos que eles est\u00e3o <strong>muito mais pr\u00f3ximos<\/strong> do que poder\u00edamos imaginar. Eles podem n\u00e3o ter as mesmas fun\u00e7\u00f5es, mas nasceram em contextos semelhantes: a guerra e a necessidade de aumentar o desempenho humano.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Hardiman_I.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4302\" width=\"243\" height=\"401\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: Wikimidia Commons<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Isso porque os primeiros exoesqueletos, que surgiram h\u00e1 cerca de setenta anos, <strong>foram criados nos Estados Unidos<\/strong> para atender a uma necessidade das for\u00e7as armadas \u2013 exatamente como acontecia por mil\u00eanios com as armaduras, inventadas para proteger seus portadores, os guerreiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Pense, por exemplo, na necessidade que os militares t\u00eam de transportar grandes cargas, de muni\u00e7\u00f5es a pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o, ou de cavar trincheiras rapidamente. Esse era o objetivo do <strong>Hardiman<\/strong>, exoesqueleto motorizado de bra\u00e7os e pernas vest\u00edveis desenvolvido pela <strong>General Electric (GE)<\/strong> em parceria com o Ex\u00e9rcito dos EUA (imagem ao lado). O nome Hardiman \u00e9 o acr\u00f4nimo de <em>\u201cHuman Augmentation Research and Development Investigation\u201d<\/em> (HARDI) + <em>\u201cMANipulator\u201d<\/em> (MAN), express\u00e3o que pode ser traduzida como \u201cInvestiga\u00e7\u00e3o para pesquisa e desenvolvimento do aumento da capacidade de manipula\u00e7\u00e3o humana\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O criador do projeto, o engenheiro <strong>Ralph Mosher<\/strong>, buscou produzir um aparato capaz de multiplicar a for\u00e7a humana. A ideia era a de que, ao vesti-lo, a pessoa pudesse levantar facilmente cargas de <strong>1500 libras (cerca de 680 kg)<\/strong>, sem qualquer esfor\u00e7o muscular maior que o associado aos movimentos normais de bra\u00e7os e pernas.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto era visualmente fascinante. Na \u00e9poca, por\u00e9m, n\u00e3o havia tecnologia capaz de garantir sua estabilidade, por exemplo, por meio de sensores eletr\u00f4nicos. A m\u00e1quina era pesad\u00edssima, dava trancos perigosos e apenas uma de suas partes, um bra\u00e7o mec\u00e2nico colossal, funcionava, e ainda por cima de forma limitada. Resultado: n\u00e3o chegou a ser testada por seres humanos diretamente e <strong>acabou arquivada<\/strong> \u2013 mas, definitivamente, abriu uma porta para outras tentativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O ponto de virada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os anos 1990 foram marcados pela chegada de tecnologias altamente impactantes. Foi o tempo de populariza\u00e7\u00e3o dos computadores pessoais, de grandes avan\u00e7os na microeletr\u00f4nica, da chegada da internet \u00e0s casas das pessoas, de novos materiais (como ligas especiais e cer\u00e2micos) e de avan\u00e7os na \u00e1rea de automa\u00e7\u00e3o industrial. Um conjunto de solu\u00e7\u00f5es que, muito provavelmente, \u201cdaria conta\u201d de todos os problemas percebidos no projeto Hardiman. Ele, por\u00e9m, n\u00e3o voltou \u00e0 cena.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/GettyImages-1214978925.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4304\" width=\"673\" height=\"378\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: Getty Images<\/em>.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Para o universo dos exoesqueletos, o per\u00edodo marcou um aporte tecnol\u00f3gico essencial: sensores digitais biom\u00e9tricos, girosc\u00f3pios, estruturas mais leves e motores el\u00e9tricos mais compactos e eficientes. Os aparatos \u201cbrutamontes\u201d, enfim, sa\u00edam de cena para dar lugar a equipamentos elegantes e \u201ccir\u00fargicos\u201d em termos de desempenho. As possibilidades eram muitas! Foi nessa \u00e9poca que o foco das pesquisas foi dividido em tr\u00eas grandes \u00e1reas: militar, m\u00e9dica (de reabilita\u00e7\u00e3o) e industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegamos, ent\u00e3o, ao nosso tempo e aos \u201cexos\u201d que est\u00e3o saindo dos laborat\u00f3rios para dar suporte \u00e0 vida real. Vamos conhec\u00ea-los!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Os exoesqueletos da nossa \u00e9poca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, o \u201csonho de superpoderes\u201d prometido pelos exoesqueletos est\u00e1 cada vez mais pr\u00f3ximo. Esses aparatos ainda n\u00e3o chegaram ao cotidiano da maioria das pessoas, o que pode estar relacionado ao seu alto custo e, tamb\u00e9m, \u00e0s suas finalidades muito espec\u00edficas. Sem contar o fato de que, at\u00e9 o momento (a n\u00e3o ser, nos filmes e na literatura), eles n\u00e3o encontram finalidades est\u00e9ticas ou recreativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os fins a que se destinam, por\u00e9m, os novos \u201cexos\u201d \u2013 que contam com aportes tecnol\u00f3gicos recentes, como os da IA \u2013 se mostram transformadores. Como no caso da <strong>medicina de reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong>, em que exoesqueletos de empresas como ReWalk e Ekso Bionics est\u00e3o devolvendo a mobilidade a pessoas afetadas por les\u00f5es medulares.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/500px-Miguel_Nicolelis_16397324065.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4305\" width=\"229\" height=\"344\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: Wikimedia Commons.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Nesse campo, ali\u00e1s, um brasileiro possui grande destaque: \u00e9 <strong>Miguel Nicolelis<\/strong> (foto ao lado), m\u00e9dico e neurocientista brasileiro que lidera um time de pesquisadores na Universidade Duke, nos Estados Unidos. Em 2014, na abertura da Copa do Mundo do Brasil, ele apresentou um exoesqueleto cujos movimentos eram comandados <strong>diretamente pelo c\u00e9rebro do usu\u00e1rio<\/strong> \u2013 no caso, <strong>Juliano Pinto<\/strong>, um parapl\u00e9gico do tronco e dos membros inferiores que chutou uma bola.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo da ind\u00fastria, exoesqueletos v\u00eam sendo utilizados especialmente <strong>no suporte f\u00edsico de oper\u00e1rios<\/strong>, em plantas como as da Huyndai (Coreia) e Panasonic (Jap\u00e3o). Com os equipamentos \u2013 que, externamente, se assemelham em certa medida aos \u201cexos\u201d de reabilita\u00e7\u00e3o \u2013, esses funcion\u00e1rios podem levantar cargas mais pesadas e se manter por mais tempo em posi\u00e7\u00f5es que, normalmente, exigiriam um esfor\u00e7o f\u00edsico muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, mas n\u00e3o menos importantes, s\u00e3o os exoesqueletos de aplica\u00e7\u00e3o militar, que, aos poucos, tamb\u00e9m come\u00e7am a \u201cdar as caras\u201d nos quart\u00e9is. N\u00e3o pense, por\u00e9m (pelo menos, ainda), em equipamentos como o do Homem de Ferro, com capacidade de voo e armas integradas. Na verdade, eles se assemelham muito aos exoesqueletos de uso industrial. Sua meta \u00e9 resolver um dos <strong>problemas mais antigos do universo militar<\/strong>: o da capacidade individual, de cada soldado, de transportar peso por longas dist\u00e2ncias sem se cansar. Nessa \u00e1rea, o principal projeto em andamento \u00e9 o <em>Human Universal Load Carrier<\/em> (Transportador Humano Universal de Cargas), HULC, desenvolvido pela Lockheed Martin nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>E o que vem por a\u00ed&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/freepik__35mm-film-photography-generate-a-highly-detailed-p__93550.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4306\" width=\"535\" height=\"365\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Exoesqueleto: representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica feita por IA. Gera\u00e7\u00e3o: Freepik.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>\u00c9 bem poss\u00edvel que, em algumas d\u00e9cadas, este artigo seja lido como uma curiosidade de um tempo antigo. Afinal, com os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos que estamos vendo, \u00e9 prov\u00e1vel que os exoesqueletos acabem \u201cmergulhando\u201d em suas tr\u00eas \u00e1reas de desenvolvimento: teremos mais pessoas reabilitadas (e reabilita\u00e7\u00f5es mais sofisticadas), trabalhadores mais confort\u00e1veis em suas \u00e1rduas miss\u00f5es e soldados marchando por mais tempo com mochilas super-pesadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, tamb\u00e9m, que aplica\u00e7\u00f5es \u201cexo\u201d estejam dispon\u00edveis em trajes do cotidiano, funcionando como interfaces entre o corpo humano e outras m\u00e1quinas. E, quem sabe, no espa\u00e7o sideral, garantindo suporte \u00e0 vida e for\u00e7a em ambientes hostis e de muita ou pouca a\u00e7\u00e3o gravitacional.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel gra\u00e7as a avan\u00e7os em \u00e1reas que j\u00e1 apontamos, como a dos materiais, que dever\u00e3o ser cada vez mais leves e flex\u00edveis \u2013 muito mais \u201cvest\u00edveis\u201d, enfim. E das neuroci\u00eancias, que devem garantir avan\u00e7os acelerados na conex\u00e3o entre o c\u00e9rebro e as m\u00e1quinas. Nesse caso, ali\u00e1s, o tema chega quase a ser outro: saem os exoesqueletos, entram os bi\u00f4nicos! Essa, por\u00e9m, \u00e9 outra hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Para ir mais longe&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma sele\u00e7\u00e3o de links interessantes sobre exoesqueletos e suas aplica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ReWalk Robotics<\/strong> &#8211; Fabricante de exoesqueletos para pessoas com les\u00f5es medulares.<br>\ud83c\udf10 <a href=\"https:\/\/rewalk.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/rewalk.com\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ekso Bionics<\/strong> &#8211; Desenvolve exoesqueletos para reabilita\u00e7\u00e3o e uso industrial.<br>\ud83c\udf10 <a href=\"https:\/\/eksobionics.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/eksobionics.com\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Miguel Nicolelis (Nicolelis Lab \u2013 Duke University)<\/strong> &#8211; Laborat\u00f3rio do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis.<br>\ud83c\udf10 <a href=\"https:\/\/www.nicolelislab.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.nicolelislab.net\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal G1 &#8211; &#8220;Pesquisadores brasileiros avan\u00e7am nos estudos sobre uso de exoesqueletos e IA na reabilita\u00e7\u00e3o f\u00edsica e neurol\u00f3gica&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83c\udf10 <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ciencia\/noticia\/2025\/01\/19\/pesquisadores-brasileiros-avancam-nos-estudos-sobre-uso-de-exoesqueletos-e-ia-na-reabilitacao-fisica-e-neurologica.ghtml\" target=\"_blank\">https:\/\/g1.globo.com\/ciencia\/noticia\/2025\/01\/19\/pesquisadores-brasileiros-avancam-nos-estudos-sobre-uso-de-exoesqueletos-e-ia-na-reabilitacao-fisica-e-neurologica.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jornal da USP &#8211; Exoesqueleto rob\u00f3tico: desafio \u00e9 diminuir custo e trazer maior portabilidade ao paciente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83c\udf10 <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/atualidades\/exoesqueleto-robotico-desafio-e-diminuir-custo-e-trazer-maior-portabilidade-ao-paciente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/jornal.usp.br\/atualidades\/exoesqueleto-robotico-desafio-e-diminuir-custo-e-trazer-maior-portabilidade-ao-paciente\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>BBC Brasil &#8211; Pai cientista constr\u00f3i exoesqueleto para filho com paralisia andar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83c\udf10<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-58033087\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-58033087<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos fazer um exerc\u00edcio de imagina\u00e7\u00e3o: voc\u00ea est\u00e1 prestes a vestir uma armadura. Pode at\u00e9 pensar naqueles torneios da Idade M\u00e9dia ou, ent\u00e3o, em samurais ou soldados romanos marchando com suas coura\u00e7as e elmos. Acontece que o que voc\u00ea vai vestir n\u00e3o \u00e9 bem uma armadura&#8230; mas um exoesqueleto! Isso mesmo: um \u201cesqueleto de fora [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[198,130,196,146,150,1,140],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4297"}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4297"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4307,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4297\/revisions\/4307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}