{"id":4317,"date":"2025-06-12T09:56:17","date_gmt":"2025-06-12T12:56:17","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4317"},"modified":"2025-06-12T09:56:17","modified_gmt":"2025-06-12T12:56:17","slug":"a-redescoberta-da-escrita-a-mao-na-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/a-redescoberta-da-escrita-a-mao-na-era-digital\/","title":{"rendered":"A redescoberta da escrita \u00e0 m\u00e3o na era digital"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/caligrafia01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4318\" width=\"730\" height=\"290\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Neurocientistas est\u00e3o descobrindo efeitos importantes da escrita \u00e0 m\u00e3o sobre a cogni\u00e7\u00e3o. Foto: Getty Images<\/em>.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>H\u00e1 algumas d\u00e9cadas, pessoas em todo o mundo <strong>substitu\u00edram as canetas pelos teclados<\/strong>. Primeiro, adotaram as m\u00e1quinas de escrever, grandonas e geniais. Depois, assumiram os teclados dos computadores e, mais recentemente, chegaram aos celulares, que acabaram abolindo as teclas f\u00edsicas pelas telas <em>touch screen.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse processo, elas <strong>mudaram o m\u00e9todo de escrita<\/strong>. O uso do c\u00e9rebro e dos olhos se manteve; j\u00e1 o uso da m\u00e3o se transformou totalmente: em vez de envolver o instrumento de escrita e <strong>\u201cdesenhar\u201d as letras<\/strong>, os dedos passaram a <strong>\u201cdisparar\u201d suas pontas contra teclas<\/strong> reais e virtuais. Al\u00e9m disso, diante do teclado, a condi\u00e7\u00e3o de escritor \u201cdestro\u201d ou \u201ccanhoto\u201d desapareceu, assim como a caligrafia e seu resultado material, o papel escrito \u00e0 m\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos mais recentes, as tecnologias digitais foram colocadas em cheque por educadores de todo o mundo, o que gerou um movimento de <strong>proibi\u00e7\u00e3o dos celulares<\/strong> no ambiente escolar em v\u00e1rios pa\u00edses (inclusive no Brasil).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo, que mirou elementos como a desaten\u00e7\u00e3o, o estresse e a dificuldade nas intera\u00e7\u00f5es sociais presenciais entre crian\u00e7as e jovens, trouxe um elemento extra muito bem-vindo: <strong>o retorno da escrita \u00e0 m\u00e3o com l\u00e1pis ou caneta<\/strong>, que tamb\u00e9m passou a ser percebida por outras vantagens. <strong>Mas, por que ela \u00e9 importante?<\/strong> O que dizem as pesquisas mais recentes? Este \u00e9 o tema desta edi\u00e7\u00e3o de <strong>#FuturoPresente<\/strong>. Confira!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O in\u00edcio da escrita<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cuneiforme.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4322\" width=\"422\" height=\"217\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>&#8220;Cilindro de Ciro&#8221;, exemplo de escrita cuneiforme. Fonte: Wikimedia.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O in\u00edcio da escrita, h\u00e1 cerca de <strong>5.500 anos na Sum\u00e9ria<\/strong> (imp\u00e9rio situado no sul do atual Iraque), coroou um per\u00edodo de milhares de anos de organiza\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica para a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica de s\u00edmbolos. Apenas para se ter uma ideia, as pinturas rupestres mais antigas conhecidas datam do <strong>Paleol\u00edtico Superior, h\u00e1 cerca de 45 mil anos<\/strong> (como as de El Castillo, na Espanha, e Sulawesi, na Indon\u00e9sia).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/elefante.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4321\" width=\"426\" height=\"303\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Mamute desenhado na caverna de El Castillo, na Espanha. Fonte: Wikimedia.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>J\u00e1 naquela \u00e9poca, nossos antepassados conectavam c\u00e9rebro, olhos, m\u00e3os e ferramentas de escrita (dedos, pedras de riscar, gravetos, carv\u00f5es, conchas, c\u00e2nulas de soprar) para representar o mundo em que viviam e seu pr\u00f3prio mundo interior. <strong>Com os sistemas de escrita, por\u00e9m, come\u00e7ava algo diferente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por um lado, estavam dadas as bases do que, no futuro, seria a pintura; por outro, as civiliza\u00e7\u00f5es ganhavam sistemas de registro de informa\u00e7\u00f5es altamente eficientes e que podiam ser ensinados. Esses sistemas permitiam o <strong>armazenamento e compartilhamento externo de informa\u00e7\u00f5es<\/strong>. Com isso, o c\u00e9rebro ganhou condi\u00e7\u00f5es de se especializar e os processos educativos avan\u00e7aram para um outro n\u00edvel. E a humanidade deixou a Pr\u00e9-Hist\u00f3ria para <strong>ingressar na Hist\u00f3ria<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Quando a caneta gerou o teclado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa curiosa, aqui, \u00e9 perceber que, ao longo do tempo, os sistemas de escrita permitiram o desenvolvimento da ci\u00eancia e da tecnologia, que, por sua vez, possibilitou o surgimento dos meios digitais. Ou seja: ao fim e ao cabo, a escrita tradicional e sua materialidade \u2013 ou seja, o escrever a carv\u00e3o, pena, l\u00e1pis ou caneta \u2013 acabaram gerando a escrita digital, que, agora, est\u00e1 sendo colocada em cheque em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas vantagens ou desvantagens em termos de conhecimento! Esta ironia hist\u00f3rica nos leva a uma quest\u00e3o fundamental: <strong>o que perdemos ao abandonar mil\u00eanios de rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre m\u00e3o e escrita?<\/strong> E o que podemos voltar a ganhar?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>As li\u00e7\u00f5es de uma antiga rela\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Agora, imagine: o uso de \u201cferramentas de pegar\u201d para desenhar e escrever se desenrolou ao longo de <strong>pelo menos 50 mil anos<\/strong>. E foi s\u00f3 h\u00e1 pouqu\u00edssimo tempo (cerca de 160 anos, quando surgiram as primeiras m\u00e1quinas datilogr\u00e1ficas), que ele acabou sendo parcialmente substitu\u00eddo pelo uso de \u201cferramentas de teclar\u201d que unificaram ainda mais os registros escritos e deram muito mais velocidade ao processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa enorme diferen\u00e7a de tempo \u2013 <strong>160 anos equivalem a apenas 0,3%<\/strong> de todo o nosso tempo de rela\u00e7\u00e3o com as representa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas \u2013 indica que, por mais que o teclar nos \u201cdomine\u201d hoje em dia, a rela\u00e7\u00e3o m\u00e3o-caneta-l\u00e1pis <strong>possui uma import\u00e2ncia muito grande<\/strong>, que vai al\u00e9m, mesmo, do pr\u00f3prio ato de escrita em si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Efeitos do novo, lembran\u00e7as do eterno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia da Covid-19 e a onda digital que ela gerou em todo o mundo \u2013 de alto impacto na educa\u00e7\u00e3o \u2013 levaram neurocientistas e pesquisadores de educa\u00e7\u00e3o a investigarem <strong>os efeitos da substitui\u00e7\u00e3o da escrita tradicional \u00e0 m\u00e3o pela escrita digital teclada<\/strong>. E eles chegaram a algumas conclus\u00f5es importantes, que v\u00eam sendo complementadas por novos estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo: eles observaram que a pr\u00e1tica da escrita com l\u00e1pis e caneta <strong>fortalece a precis\u00e3o na escrita das palavras<\/strong>, a constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e o acesso a recorda\u00e7\u00f5es; al\u00e9m disso, ela tamb\u00e9m facilita o reconhecimento e a compreens\u00e3o de letras.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/GettyImages-2040237485.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4324\" width=\"598\" height=\"399\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Motricidade fina e a\u00e7\u00e3o cerebral: a escrita cursiva mobiliza dezenas de m\u00fasculos e v\u00e1rios neurocircuitos. Fonte: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Faz sentido. Basta imaginar algu\u00e9m teclando uma letra (um \u201cf\u201d, por exemplo) e, depois, grafando esta mesma letra em um papel. Quando comparamos o teclar ao escrever, percebemos que, neste segundo caso, <strong>h\u00e1 uma exig\u00eancia muito maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 motricidade fina<\/strong>; os movimentos s\u00e3o mais complexos e, necessariamente, mais cuidadosos para dar conta de \u201cdesenhar\u201d a letra, um processo que envolve <strong>ao menos 40 m\u00fasculos e circuitos neurais bem espec\u00edficos<\/strong>. A coisa, por\u00e9m, n\u00e3o para na complexidade da rela\u00e7\u00e3o neuromec\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Uma orquestra cognitiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma <strong><a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/psychology\/articles\/10.3389\/fpsyg.2023.1219945\/full\">pesquisa recente<\/a><\/strong> envolvendo eletroencefalografia (EEG) realizada pelos neurocientistas <strong>Ruud Van der Weel<\/strong> e <strong>Audrey Van der Meer<\/strong>, da Universidade de Ci\u00eancia e Tecnologia de Trondheim, <strong>Noruega<\/strong>, mostrou que escrever \u00e0 m\u00e3o e teclar palavras ativam o c\u00e9rebro de formas diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na escrita \u00e0 m\u00e3o, <strong>mais \u00e1reas do c\u00e9rebro s\u00e3o ativadas<\/strong>, o que, segundo os pesquisadores, pode favorecer a aprendizagem geral. \u00c9 como se escrever \u00e0 m\u00e3o, enfim, n\u00e3o fosse apenas escrever, mas reger um conjunto mais complexo de habilidades que s\u00e3o treinadas e fortalecidas \u2013 uma orquestra cognitiva!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"814\" height=\"429\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/GettyImages-2173650405.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4323\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Em pa\u00edses como a China e o Jap\u00e3o, a caligrafia \u00e9 considerada uma forma de arte. E tem um efeito importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tranquiliza\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro. Fonte: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A caneta e as ondas theta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outra investiga\u00e7\u00e3o EEG, realizada em 2020 pelos mesmos pesquisadores, mostrou algo especialmente interessante em tempos de \u201calta ansiedade\u201d como os que vivemos: a escrita \u00e0 m\u00e3o tamb\u00e9m pode estar relacionada ao aparecimento de <strong>estados de relaxamento mental<\/strong>. Isso porque, em crian\u00e7as e adultos, escrever com l\u00e1pis ou caneta promove uma sincroniza\u00e7\u00e3o na <strong>faixa de frequ\u00eancia theta<\/strong> nas regi\u00f5es parietais e centrais do c\u00e9rebro. A frequ\u00eancia theta de ondas cerebrais (que variam entre 4 e 7,5 Hz) \u00e9 a associada a estados mentais de relaxamento profundo, medita\u00e7\u00e3o, sonho REM, devaneio e intui\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m podem ser encontradas durante o sono e no per\u00edodo de adormecimento. Ou seja, escrever \u00e0 m\u00e3o estimula n\u00e3o apenas o relaxamento, mas a criatividade!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"788\" height=\"443\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/GettyImages-1248569519.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4325\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Usando a t\u00e9cnica de eletroencefalografia, os neurocientistas descobrem as partes do c\u00e9rebro acionadas nas escritas cursiva e teclada. E elas s\u00e3o diferentes! Fonte: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A educa\u00e7\u00e3o&#8230; de l\u00e1pis na m\u00e3o!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o, vale refor\u00e7ar, nunca abandonou a escrita cursiva, e tamb\u00e9m est\u00e1 se colocando <strong>na vanguarda de seu processo de resgate<\/strong>. No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a indica como uma habilidade <strong>a ser adquirida nos primeiros anos do Ensino Fundamental<\/strong>, dentro do processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros sistemas educacionais, como os dos Estados Unidos (em v\u00e1rios Estados) e do Canad\u00e1, que haviam \u201ctrocado os l\u00e1pis pelos teclados\u201d, voltaram a considerar a escrita \u00e0 m\u00e3o relevante. Em muitos pa\u00edses da Europa \u2013 como Reino Unido, Espanha, It\u00e1lia, Portugal e Fran\u00e7a \u2013, ela nunca deixou os curr\u00edculos. E, no Extremo Oriente, especialmente na China e no Jap\u00e3o, <strong>a caligrafia possui um status de arte<\/strong> que vai al\u00e9m de seu car\u00e1ter comunicacional essencial.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"723\" height=\"483\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/GettyImages-687830448.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4326\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O trabalho com a escrita cursiva est\u00e1 previsto nas normas que regem a educa\u00e7\u00e3o brasileira, e esta \u00e9 uma excelente not\u00edcia. Fonte: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em um tempo de telas e de estresse digital, a redescoberta da escrita \u00e0 m\u00e3o e de seus efeitos cognitivos \u00e9 uma not\u00edcia excepcional.<\/strong> Ela tamb\u00e9m abre espa\u00e7o para novos conhecimentos sobre esse bem cultural t\u00e3o antigo e importante, ao mesmo tempo em que nos convida a cultivar um olhar mais amplo sobre o mundo. <strong>Um mundo onde m\u00e3os, l\u00e1pis, canetas e folhas de papel escrevem uma bela hist\u00f3ria!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 algumas d\u00e9cadas, pessoas em todo o mundo substitu\u00edram as canetas pelos teclados. Primeiro, adotaram as m\u00e1quinas de escrever, grandonas e geniais. 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