{"id":4431,"date":"2025-08-29T11:57:32","date_gmt":"2025-08-29T14:57:32","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4431"},"modified":"2025-08-29T11:57:32","modified_gmt":"2025-08-29T14:57:32","slug":"de-asteroids-a-defesa-global-terra-x-asteroides-gigantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/de-asteroids-a-defesa-global-terra-x-asteroides-gigantes\/","title":{"rendered":"De \u201cAsteroids\u201d \u00e0 defesa global: Terra x Asteroides Gigantes!"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/asteroid01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4433\" width=\"657\" height=\"449\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Afinal, a Terra est\u00e1 preparada para se defender do impacto de asteroides gigantes? Imagem: Freepik (com prompt).<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Em 1979, no in\u00edcio da era dos videogames, <strong>a empresa Atari lan\u00e7ou o jogo \u201cAsteroids\u201d<\/strong>, um grande sucesso nos fliperamas de todo o mundo. A premissa era simples: operando uma pequena nave espacial, o jogador precisava <strong>destruir asteroides<\/strong> vindos de todos os lados antes que eles o abalroassem; vez, por outra, inclusive, podia ganhar um b\u00f4nus ao acertar algum disco voador alien\u00edgena que se aventurasse por aquele quadrante espacial.<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma ci\u00eancia mais \u201cdura\u201d, naves tripuladas capazes de mergulhar no espa\u00e7o profundo e discos voadores ainda se situam nos limites da fic\u00e7\u00e3o. Asteroides, por\u00e9m, s\u00e3o muito reais: estas rochas est\u00e3o l\u00e1 em cima, <strong>em uma vasta \u00e1rea situada entre Marte e J\u00fapiter<\/strong> (o famoso <strong>\u201cCintur\u00e3o de Asteroides\u201d<\/strong>) e, vez por outra, saem do fluxo e chegam \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/atari01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4432\" width=\"402\" height=\"360\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Tela do jogo &#8220;Asteroids&#8221; (1979). Gr\u00e1ficos simples, ideia interessante! Fonte: Wikipedia.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Nessa \u201cescapada\u201d, eles se convertem em meteoros \u2013 quando entram na atmosfera queimando e brilhando \u2013 e, se chegam \u00e0 superf\u00edcie, se convertem em meteoritos. O problema \u00e9 que, por conta do tamanho, alguns desses meteoritos s\u00e3o potencialmente capazes de \u201cabalroar\u201d o nosso planeta \u2013 e amea\u00e7ar vida!<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, a ideia de se defender desse risco atacando, como no jogo, n\u00e3o \u00e9 nada absurda. Nesta edi\u00e7\u00e3o de <strong>#FuturoPresente<\/strong>, vamos mergulhar no espa\u00e7o da ci\u00eancia para saber como os cientistas est\u00e3o trabalhando para proteger a Terra de um risco que \u00e9 raro, mas muito real. Venha com a gente!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cLike a rolling stone\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Algumas linhas acima diferenciamos asteroides, meteoros e meteoritos para contar que estes \u00faltimos \u00e9 que, eventualmente, podem representar risco \u00e0 vida na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cTudo bem, mas a gente n\u00e3o v\u00ea meteoritos todos os dias\u201d<\/em>, voc\u00ea pode observar. \u00c9 verdade. Isso acontece porque a Terra \u00e9 muito maior que os asteroides e, tamb\u00e9m, porque muito da \u201cpoeira\u201d que chega \u00e0 nossa atmosfera \u00e9, realmente, min\u00fasculo. A quantidade, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 desprez\u00edvel: segundo os cientistas, todos os anos cerca de <strong>50 mil toneladas<\/strong> de material vindo do espa\u00e7o sideral entram na atmosfera terrestre, uma massa equivalente \u00e0 de <strong>330 baleias azuis<\/strong> (os maiores animais que vivem na Terra atualmente).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/freepik__the-style-is-candid-image-photography-with-natural__94594.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4434\" width=\"584\" height=\"399\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A baleia azul \u00e9 o maior animal da Terra em nossa \u00e9poca. A quantidade de material espacial que cai na Terra todos os anos equivale \u00e0 massa de 330 baleias azuis! Imagem: Freepik (com prompt).<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Felizmente, essa \u201cchuva\u201d \u00e9 formada principalmente por <strong>micrometeoritos<\/strong> \u2013 fragmentos de asteroides e de cometas com at\u00e9 1 mm de di\u00e2metro \u2013 que provocam interfer\u00eancias eletromagn\u00e9ticas e at\u00e9 se chocam com sat\u00e9lites, mas n\u00e3o causam danos em estruturas localizadas na superf\u00edcie do planeta. Esses b\u00f3lidos, ali\u00e1s, normalmente se queimam muito antes de tocar o solo.<\/p>\n\n\n\n<p>A escala c\u00f3smica, por\u00e9m, \u00e9 muito ampla. Se, como vimos, h\u00e1 part\u00edculas min\u00fasculas para o padr\u00e3o humano, tamb\u00e9m existem \u201cpedregulhos c\u00f3smicos\u201d infinitamente maiores e potencialmente devastadores. Como <strong>o meteorito que extinguiu os dinossauros<\/strong> h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos \u2013 ele tinha 10 km de di\u00e2metro e pesava algo como 500 bilh\u00f5es de toneladas!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O tamanho da \u201cpedrada\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em defesa do <em>\u201cmuita calma nesta hora\u201d<\/em>, algu\u00e9m poderia argumentar que o meteorito que destruiu os dinossauros tocou a superf\u00edcie do planeta em um per\u00edodo de tempo muito recuado. \u00c9 verdade (ainda bem!). Desde ent\u00e3o, por\u00e9m, a Terra foi atingida diversas vezes por asteroides importantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas, ali\u00e1s, at\u00e9 estabeleceram uma escala de tamanho-risco baseada nos casos documentados. Ela abrange <strong>micrometeoros<\/strong> (menos de 1 mil\u00edmetro), <strong>meteoroides pequenos<\/strong> (de 1 mil\u00edmetro a 10 metros de di\u00e2metro), <strong>asteroides pequenos<\/strong> (de 10 metros a 100 metros), <strong>asteroides m\u00e9dios<\/strong> (de 100 metros a 1 km), <strong>asteroides grandes<\/strong> (de 1 km a 10 km) e <strong>asteroides gigantes<\/strong> (acima de 10 km).<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que, a partir de 10 metros de di\u00e2metro, j\u00e1 existe risco real de dano \u00e0 vida. E por que isso acontece? Porque, al\u00e9m da massa, esses corpos celestes vencem a atmosfera com uma velocidade brutal, que pode variar entre <strong>39.600 km\/h e 252.000 km\/h<\/strong>. Apenas para se ter uma ideia, o ve\u00edculo humano mais veloz j\u00e1 constru\u00eddo, o avi\u00e3o a jato <strong>North American X-15<\/strong>, chegou a \u201cm\u00edseros\u201d 7.273 km\/h, e uma <strong>bala de fuzil AR-15<\/strong> chega a cerca de 3.300 km\/h.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1278\" height=\"400\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1280px-17_14_083_X15.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4435\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>North American X-15, o avi\u00e3o mais r\u00e1pido da hist\u00f3ria. Asteroides alcan\u00e7am velocidades muito maiores! Fonte: Wikipedia.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Agora, some a massa dessas pedras do espa\u00e7o \u00e0s velocidades colossais que descrevemos acima e dirija o asteroide diretamente para a Terra. O que aconteceria assim que ele tocasse o solo ou a superf\u00edcie do oceano? Uma transforma\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea <strong>de energia cin\u00e9tica em onda de choque com calor (e\/ou radia\u00e7\u00e3o)<\/strong>, acompanhada de uma perturba\u00e7\u00e3o ambiental proporcional ao \u201ctamanho da pedrada\u201d!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Soam os alarmes! O caso de Tunguska<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo recente de \u201cvisitante barulhento\u201d foi registrado h\u00e1 pouco mais de cem anos na regi\u00e3o de <strong>Tunguska, na Sib\u00e9ria<\/strong>. L\u00e1, em 30 de junho de 1908, um meteorito ou fragmento de cometa explodiu no c\u00e9u a cerca de 8 km de altura. Os cientistas acreditam que esse objeto tinha entre 40 e 200 metros de di\u00e2metro e, ao desintegrar-se na atmosfera, gerou uma onda de choque equivalente \u00e0 explos\u00e3o de <strong>mil bombas at\u00f4micas semelhantes \u00e0 de Hiroshima<\/strong>. Uma por\u00e7\u00e3o de floresta de <strong>2.150 km quadrados<\/strong> foi totalmente destru\u00edda \u2013 a \u00e1rea \u00e9 25% maior que a da cidade de S\u00e3o Paulo!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/tunguska.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4436\" width=\"624\" height=\"316\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Tunguska, local do choque do \u00faltimo &#8220;meteoro monstro&#8221; a se chocar com a Terra. Fonte: Wikipedia.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Felizmente, a regi\u00e3o, extremamente fria, n\u00e3o era habitada de forma permanente por seres humanos, e o n\u00famero de mortos (acreditam os pesquisadores) <strong>limitou-se a tr\u00eas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nasce a consci\u00eancia sobre o problema<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a explos\u00e3o de Tunguska tenha sido ouvida a mais de mil km de dist\u00e2ncia e percebida por esta\u00e7\u00f5es s\u00edsmicas em toda a Europa, ela s\u00f3 entrou mesmo no radar da ci\u00eancia nos anos 1920. Em 1927, uma expedi\u00e7\u00e3o liderada pelo mineralogista russo <strong>Leonid Kulik<\/strong> chegou ao local e detectou as cicatrizes da explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Tunguska_Ereignis-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4437\" width=\"578\" height=\"392\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00c1rvores derrubadas e carbonizadas pelo impacto do corpo celeste em Tunguska. A foto \u00e9 da expedi\u00e7\u00e3o de Leonid Kulik (1927). Fonte: Wikipedia.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Os cientistas, \u00e9 claro, tinham plena consci\u00eancia do risco de eventos semelhantes em \u00e1reas mais povoadas. Na \u00e9poca, por\u00e9m, a astron\u00e1utica ainda dava seus primeiros passos, e outras \u00e1reas, como a dos radares e a de uma astronomia \u201cal\u00e9m das lentes\u201d, era apenas um sonho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cJoystick na m\u00e3o\u201d: a humanidade entra no jogo dos asteroides<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O caminho at\u00e9 uma prote\u00e7\u00e3o efetiva contra asteroides potencialmente perigosos foi longo. Nas d\u00e9cadas que se seguiram aos anos 1920, o mundo viu uma guerra mundial que desenvolveu as <strong>tecnologias do foguete e do radar<\/strong> e, ainda, uma guerra fria que acelerou <strong>a Corrida Espacial, a evolu\u00e7\u00e3o dos computadores e a internet.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esses componentes \u2013 que se desdobram em tecnologias como <strong>GPS, materiais avan\u00e7ados, telesc\u00f3pios n\u00e3o digitais, comunica\u00e7\u00e3o em rede e intelig\u00eancia artificial<\/strong> \u2013 permitiram construir um sistema de defesa em duas etapas. A primeira, de <strong>varredura do espa\u00e7o<\/strong> em busca de corpos celestes e cataloga\u00e7\u00e3o dos asteroides situados no cintur\u00e3o entre Marte e J\u00fapiter (de onde costumam vir as \u201cpedradas\u201d!); a segunda, formada por medidas pr\u00e1ticas, intervencionistas, para <strong>o desvio dos asteroides amea\u00e7adores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todo mundo olhando pro c\u00e9u!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No jogo \u201cAsteroids\u201d, antes de atirar, o jogador virava sua nave para apontar os canh\u00f5es. Antes, por\u00e9m, ele detectava o perigo l\u00e1 longe, vindo de um canto da tela. Na \u201cca\u00e7a\u201d real aos asteroides o caminho \u00e9 exatamente o mesmo. E come\u00e7a pelo mapeamento e identifica\u00e7\u00e3o dos riscos no espa\u00e7o, feito por meio de sistemas de telesc\u00f3pios \u00f3ticos e de raios infravermelhos financiados por universidades e governos. S\u00e3o quatro sistemas principais.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro \u00e9 o <strong><a href=\"https:\/\/outerspace.stsci.edu\/display\/PANSTARRS\/\">Pan-STARRS<\/a><\/strong> (sigla, em ingl\u00eas, para Sistema de Telesc\u00f3pios de Pesquisa Panor\u00e2mica e Resposta R\u00e1pida), formado por telesc\u00f3pios \u00f3ticos associados a c\u00e2meras digitais que fotografam constantemente o c\u00e9u. As imagens s\u00e3o comparadas por computadores superpotentes em busca de pontos de luz desconhecidos que se movem em meio aos pontos fixos (como planetas e estrelas). Esses pontos s\u00e3o validados por pesquisadores e, se forem, de fato, an\u00f4malos, passam a ser monitorados.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1080px-Pan-STARRS_Observatory_2019-12-4315.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4439\" width=\"602\" height=\"401\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Observat\u00f3rio do Telesc\u00f3pio do Pan-STARRS no topo do monte Haleakala, no Hava\u00ed. Foto: Wikipedia.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O segundo sistema \u00e9 o <strong><a href=\"https:\/\/catalina.lpl.arizona.edu\/\">Catalina Sky Survey (CSS)<\/a><\/strong>, da NASA, baseado no deserto do Arizona (EUA), que funciona nos mesmos moldes do Pan-STARRS.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro \u00e9 o <strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/neowise\/\">NEOWISE<\/a><\/strong> (sigla em ingl\u00eas para \u201cTelesc\u00f3pio Espacial de Explora\u00e7\u00e3o por Infravermelho de Campo Amplo de Objetos Pr\u00f3ximos da Terra\u201d), tamb\u00e9m da NASA, que parte de uma outra premissa: ao inv\u00e9s de varrer o c\u00e9u com lentes, ele capta a radia\u00e7\u00e3o infravermelha que os asteroides emitem naturalmente para detectar a assinatura de calor dos corpos celestes. Mas, asteroides s\u00e3o quentes? Sim. Eles s\u00e3o aquecidos pelos raios solares e, mesmo sem brilhar, podem ser identificados, dimensionados e catalogados. Os que representam risco passam a ser monitorados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Farewell to NEOWISE: NASA\u2019s Asteroid-Hunting Telescope\" width=\"840\" height=\"473\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fDm2fKAZvHE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>V\u00eddeo oficial, produzido pela NASA, sobre o Sistema NEOWISE. Fonte: Canal da NASA no Youtube.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por fim, mas n\u00e3o menos importante, \u00e9 o <strong><a href=\"https:\/\/atlas.fallingstar.com\/\">ATLAS<\/a><\/strong> (sigla em ingl\u00eas para Sistema de Alerta de Impacto Terrestre de Asteroides), da <strong>Universidade do Hava\u00ed<\/strong>, formado por telesc\u00f3pios \u00f3ticos instalados no Hava\u00ed, Chile e \u00c1frica do Sul. Eles buscam especificamente por objetos muito brilhantes. O brilho, nesse caso, \u00e9 um indicativo potencial de proximidade \u2013 ou seja, de risco iminente \u2013 e refor\u00e7a a necessidade de verifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"John Tonry Introduces ATLAS\" width=\"840\" height=\"473\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lXksS5fPdqI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>V\u00eddeo oficial do Projeto ATLAS. Fonte: Canal do Projeto ATLAS no Youtube.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Sinuca espacial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Perigo detectado, \u00e9 hora de agir! Antes, por\u00e9m, pausa para a imagina\u00e7\u00e3o: <strong>pense em uma mesa de bilhar muito longa<\/strong>. A bola branca est\u00e1 aqui e a bola 8, a \u00faltima da sequ\u00eancia, est\u00e1 do outro lado. Sua miss\u00e3o \u00e9 fazer com que ela caia na ca\u00e7apa do canto \u00e0 esquerda. Voc\u00ea apoia o taco, calcula a for\u00e7a, determina o \u00e2ngulo de ataque e \u201cToc!\u201d, dispara. E ela vai chegando, \u201ctira uma casquinha\u201d da bola 8 e a envia direto para a ca\u00e7apa.<strong> Voc\u00ea ganhou a partida!<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/snooker.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4442\" width=\"721\" height=\"356\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A&#8221;Ca\u00e7a aos meteoros&#8221; se assemelha&#8230; a uma partida de sinuca! Fonte: Canva (com prompt). <\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Ao voltar para a realidade, descobrimos que a abordagem dos cientistas \u00e9 exatamente a mesma dos jogadores de sinuca, com a diferen\u00e7a de que, no caso espacial, a \u201cbola 8\u201d est\u00e1 em movimento. A miss\u00e3o, aqui, \u00e9 impactar o asteroide e modificar sua velocidade em alguns cent\u00edmetros por segundo, alterando ligeiramente sua \u00f3rbita ao longo do tempo para que, anos depois, ele j\u00e1 n\u00e3o esteja mais no caminho de colis\u00e3o com a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Cent\u00edmetros por segundo? Anos depois? Isso mesmo! Na medida em que a m\u00e9trica espacial \u00e9 monumental \u2013 dependendo da \u00e9poca do ano, a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Cintur\u00e3o de Asteroides <strong>varia entre 180 milh\u00f5es de km e 645 milh\u00f5es de km<\/strong> \u2013, pequenos ajustes feitos a uma dist\u00e2ncia suficiente geram desvios gigantescos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na teoria, tudo \u00f3timo. Mas, e na pr\u00e1tica? Melhor ainda! Tudo o que descrevemos foi devidamente planejado e testado. Estamos falando da <strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/dart\/\">Miss\u00e3o Dart<\/a><\/strong> (dardo, em ingl\u00eas, sigla de <em>Double Asteroid Redirection Test<\/em>), da Nasa, que em 26 de setembro de 2022 realizou a fa\u00e7anha de impactar uma sonda em um asteroide, modificando seu padr\u00e3o de movimento. O alvo da experi\u00eancia foi um sistema formado por dois asteroides, <strong>Didymos e Dimorphos<\/strong>, que, vale refor\u00e7ar, nunca representaram perigo \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Dimorphos-5.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4444\" width=\"568\" height=\"426\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Dimorphos, o asteroide impactado pela sonda Dart. Fonte: NASA.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Nesse sistema, Dimorphos, o asteroide menor, funciona como uma lua, orbitando Didymos. E ele foi o alvo da \u201ctacada\u201d da NASA, que acabou por modificar sua velocidade orbital em 32 minutos. Ou seja, a humanidade mostrou compet\u00eancia <strong>para alcan\u00e7ar e modificar objetos celestes distantes<\/strong>, o que significa que dispomos de um caminho para enfrentar poss\u00edveis amea\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas, ningu\u00e9m destr\u00f3i as \u201cpedras\u201d com m\u00edsseis nucleares?<\/strong> Sistemas assim at\u00e9 foram cogitados pelos cientistas (e tamb\u00e9m pelos cineastas, como em <strong>&#8220;Armageddon&#8221;<\/strong>, de 1998), mas n\u00e3o s\u00e3o considerados uma boa ideia. O receio \u00e9 de que eles apenas trocassem um grande asteroide por uma chuva de asteroides menores \u2013 e, ainda por cima, radioativos!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos recentes, um novo recurso chegou para refinar a busca por asteroides perigosos. Se voc\u00ea pensou em <strong>Intelig\u00eancia Artificial<\/strong>, acertou! Suas ferramentas t\u00eam uma enorme capacidade de percorrer bancos de dados, comparar informa\u00e7\u00f5es e estabelecer um padr\u00e3o de <em>\u201copa, essa pedra \u00e9 esquisita!\u201d<\/em> ao encontrar novidades no c\u00e9u. Ou seja: h\u00e1 um aumento da seguran\u00e7a aqui, e uma demonstra\u00e7\u00e3o cabal do poder do g\u00eanio humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1979, no in\u00edcio da era dos videogames, a empresa Atari lan\u00e7ou o jogo \u201cAsteroids\u201d, um grande sucesso nos fliperamas de todo o mundo. A premissa era simples: operando uma pequena nave espacial, o jogador precisava destruir asteroides vindos de todos os lados antes que eles o abalroassem; vez, por outra, inclusive, podia ganhar um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4431"}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4431"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4431\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4445,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4431\/revisions\/4445"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4431"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4431"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4431"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}