{"id":4543,"date":"2026-01-09T11:48:26","date_gmt":"2026-01-09T14:48:26","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4543"},"modified":"2026-01-09T11:49:04","modified_gmt":"2026-01-09T14:49:04","slug":"educacaohumaniza-a-origem-das-universidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/educacaohumaniza-a-origem-das-universidades\/","title":{"rendered":"#Educa\u00e7\u00e3oHumaniza: a origem das universidades"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u201cUniversidade\u201d:&nbsp;<\/strong>quando a gente l\u00ea a palavra, pensa imediatamente em ensino superior. E \u00e9 isso mesmo: ela \u00e9 o lugar para a forma\u00e7\u00e3o especializada em uma infinidade de \u00e1reas, da Geologia \u00e0 Medicina, da TI \u00e0 Pedagogia, e at\u00e9 em \u201czonas do conhecimento\u201d que, neste exato momento, est\u00e3o sendo imaginadas!<\/p>\n\n\n\n<p>Universidade tamb\u00e9m \u00e9 o lugar do encontro de pessoas para a troca e a constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos, de olho no desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o. Uma cria\u00e7\u00e3o humana not\u00e1vel, que&nbsp;<strong>tem tudo a ver com a ideia de que a Educa\u00e7\u00e3o Humaniza, mote da Editora Opet para 2026<\/strong>. Nesta edi\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie&nbsp;<strong>#Educa\u00e7\u00e3oHumaniza<\/strong>, investigamos o surgimento das universidades. Venha com a gente!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O nome universidade tem a ver com universo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A resposta \u00e9 sim: universidade vem do termo latino<em>&nbsp;universus<\/em>, formado por&nbsp;<em>unus<\/em>&nbsp;(um) e&nbsp;<em>versus<\/em>&nbsp;(voltado para), gerando a ideia de algo \u201cvoltado para o todo\u201d, capaz de abranger o conjunto das coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja,<strong>&nbsp;universo \u00e9 o conjunto de tudo o que existe e que \u00e9 percebido assim, em conjunto, em suas conex\u00f5es<\/strong>. E isso nos permite entender porque, na Astronomia, ele \u00e9 usado para identificar o espa\u00e7o sideral, a mat\u00e9ria, a energia e o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um come\u00e7o instigante.&nbsp;<strong>Mas, como a palavra acabou identificando o que, hoje, conhecemos como universidade?<\/strong>&nbsp;A ideia de um lugar voltado a todos os saberes \u00e9 boa e faz muito sentido. Para chegar mais perto de uma conex\u00e3o com seu in\u00edcio hist\u00f3rico, por\u00e9m, \u00e9 preciso voltar no tempo, mais exatamente para a Idade M\u00e9dia ocidental, que \u00e9 quando o termo come\u00e7ou a ser utilizado nesse sentido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1091\" height=\"402\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/ESPECIAL_UNIVERSIDADES_01-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4546\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u200b<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u201cUniversitas magistrorum et scholarium\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a resposta! Na Europa, por volta do s\u00e9culo XI \u2013 na passagem da Alta Idade M\u00e9dia para a Baixa Idade M\u00e9dia, em \u00e1reas de pa\u00edses como Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Alemanha \u2013 essa express\u00e3o era utilizada para identificar os primeiros grupos modernos ocidentais especializados em trocar e produzir conhecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cUniversitas magistrorum et scholarium\u201d&nbsp;<\/em>significa, exatamente, o&nbsp;<strong>\u201cconjunto (<\/strong><em><strong>universitas<\/strong><\/em><strong>) de professores (<\/strong><em><strong>magistrorum<\/strong><\/em><strong>) e estudantes (<\/strong><em><strong>scholarium<\/strong><\/em><strong>)<\/strong>. Eureka!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, voltemos a esses grupos. Por que eles se reuniam? E como eles conseguiam se manter?<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de um grupo de especialistas transmitindo conhecimentos tem suas ra\u00edzes na pr\u00f3pria Baixa Idade M\u00e9dia \u2013 per\u00edodo que antecedeu a Idade Moderna \u2013 e no ressurgimento das cidades e do com\u00e9rcio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Um come\u00e7o \u201ccorporativo\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ela tem tudo a ver com as&nbsp;<strong>corpora\u00e7\u00f5es de of\u00edcio<\/strong>&nbsp;(de alfaiates, sapateiros, ferreiros, carpinteiros, pedreiros, marceneiros, padeiros, etc.), mas com um objeto um pouco diferente. Se as corpora\u00e7\u00f5es se organizavam para fornecer conhecimentos t\u00e9cnicos e padr\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o de bens materiais e servi\u00e7os,&nbsp;<strong>no caso das universidades o foco era outro<\/strong>. Mais exatamente, os do&nbsp;<strong>Direito, Medicina, Filosofia e Teologia<\/strong>&nbsp;\u2013 \u00e1reas de saberes \u201cimateriais\u201d, mas tremendamente relevantes para a vida das sociedades porque conectadas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e \u00e0 gest\u00e3o do Estado (naquele momento, os Estados modernos estavam come\u00e7ando a aparecer).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1091\" height=\"402\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/ESPECIAL_UNIVERSIDADES_02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4545\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u200bA arte da gest\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O valor do que esses grupos produziam, a import\u00e2ncia que possu\u00edam, nos permite entender quem os financiava. Vale lembrar que&nbsp;<strong>seus conhecimentos n\u00e3o geravam ganhos diretos<\/strong>&nbsp;como os produzidos pela venda de uma espada ou a constru\u00e7\u00e3o de uma igreja; por\u00e9m, eram muito importantes porque permitiam aos mandat\u00e1rios fortalecer a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos, armar ex\u00e9rcitos para financiar guerras, relacionar-se com as grandes casas banc\u00e1rias (que j\u00e1 existiam), firmar acordos diplom\u00e1ticos e de casamentos reais, encontrar dinheiro para os gastos pessoais dos reis, justificar estes gastos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>As universidades eram bancadas pelas pr\u00f3prias cidades (burgos), pelos reis que come\u00e7avam a aparecer depois de um longo per\u00edodo de feudalismo, pela Igreja (que detinha a maior parte do conhecimento letrado no Ocidente) e, tamb\u00e9m, por pessoas de posses \u2013 burgueses e pequenos nobres \u2013 que, estrategicamente,&nbsp;<strong>queriam formar seus filhos para as \u201cprofiss\u00f5es do futuro\u201d daquele momento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1091\" height=\"402\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/ESPECIAL_UNIVERSIDADES_03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4547\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u200b<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas, quais foram as primeiras universidades?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Resposta na ponta da l\u00edngua: as primeiras universidades s\u00e3o as de&nbsp;<strong>Bolonha<\/strong>, na It\u00e1lia (fundada em 1088),&nbsp;<strong>Oxford<\/strong>, na Inglaterra (cerca de 1096), e&nbsp;<strong>Paris<\/strong>&nbsp;(cerca de 1150).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00d3timo! S\u00f3 que n\u00e3o!<\/strong>&nbsp;Isso porque elas s\u00e3o as primeiras e, ao mesmo tempo, n\u00e3o s\u00e3o!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como assim?! Elas foram, efetivamente, as primeiras, por\u00e9m dentro dos limites da cristandade de ent\u00e3o, ou seja, nos territ\u00f3rios do Velho Mundo de maioria crist\u00e3 \u2013 mais exatamente, as Europas Ocidental e Central.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isso, podemos chegar a universidades ainda mais antigas, que funcionam at\u00e9 hoje. S\u00e3o duas: as de&nbsp;<strong>Al-Qarawiyyin<\/strong>, situada em Fez, no Marrocos (fundada em 857), e&nbsp;<strong>Al-Azhar<\/strong>, no Cairo, Egito (funda\u00e7\u00e3o: 988).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que essas institui\u00e7\u00f5es t\u00eam em comum?<\/strong>&nbsp;Elas nasceram em pa\u00edses de maioria isl\u00e2mica. Na Idade M\u00e9dia, vale observar, boa parte dos conhecimentos antigos \u2013 gregos e latinos \u2013, assim como novas investiga\u00e7\u00f5es (nos campos que viriam a produzir a Qu\u00edmica, a Biologia, a Astronomia e a Medicina),&nbsp;<strong>foram preservados e cultivados pelos povos isl\u00e2micos.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos conhecimentos religiosos, \u00e9 interessante pontuar que, no Isl\u00e3, eles se aproximam das leis civis; o que significa dizer que, neste contexto, as figuras e o papel do cl\u00e9rigo e do advogado muitas vezes se misturavam.<\/p>\n\n\n\n<p>As universidades, por\u00e9m, n\u00e3o ficaram s\u00f3 nos limites das ci\u00eancias \u201cimateriais\u201d. \u00c9 o que vamos ver a seguir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1091\" height=\"402\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/ESPECIAL_UNIVERSIDADES_04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4548\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u200b<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reis, fortalezas&#8230; conhecimento e poder<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A chegada da Idade Moderna \u2013 marcada, em termos esquem\u00e1ticos, pela conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos no ano de 1453 \u2013 trouxe \u00e0 Europa o fim do feudalismo e o nascimento dos Estados Modernos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Iam saindo de cena os feudos e entrando em cena os reinos (e, depois, os imp\u00e9rios). Com eles, nesse grande movimento, tamb\u00e9m vieram&nbsp;<strong>tecnologias decisivas como as da p\u00f3lvora e da b\u00fassola<\/strong>, vindas da China e convertidas em grandes ferramentas de poder. Os interesses de com\u00e9rcio \u201cdestravaram\u201d as navega\u00e7\u00f5es, aumentando muito seu alcance e gerando a&nbsp;<strong>Era Colonial ou \u201cdos Imp\u00e9rios\u201d<\/strong>&nbsp;(Portugal, Espanha, Reino Unido, Fran\u00e7a).<\/p>\n\n\n\n<p>As universidades, ent\u00e3o, se expandem para outras \u00e1reas bem mais \u201cmateriais\u201d, como as de&nbsp;<strong>Engenharia de Fortifica\u00e7\u00f5es, Metalurgia e Bal\u00edstica<\/strong>&nbsp;(para se alcan\u00e7ar o uso mais eficiente dos canh\u00f5es),&nbsp;<strong>Astronomia e Cartografia<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes, inclusive, esses centros de ensino eram exclusivamente voltados a essas \u00e1reas, e se aproximavam de ex\u00e9rcitos que tamb\u00e9m iam se profissionalizando. Tr\u00eas exemplos: a&nbsp;<strong>Academia Militar de Turim<\/strong>, It\u00e1lia, fundada em 1678, a&nbsp;<strong><em>\u00c9cole du G\u00e9nie de M\u00e9zi\u00e8res<\/em><\/strong>, nas Ardenas, Fran\u00e7a (de 1748), e a&nbsp;<strong>Real Academia de Fortifica\u00e7\u00e3o, Artilharia e Desenho<\/strong>, em Lisboa, Portugal (1790).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1091\" height=\"402\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/ESPECIAL_UNIVERSIDADES_05.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4549\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u200bEm certa medida, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que muitos dos atuais centros de pesquisa associados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de oficiais \u2013 como os nossos&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.ita.br\/\" target=\"_blank\"><strong>Instituto Tecnol\u00f3gico da Aeron\u00e1utica (ITA)<\/strong><\/a>&nbsp;e&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ime.eb.mil.br\/\" target=\"_blank\"><strong>Instituto Militar de Engenharia (IME)<\/strong><\/a>&nbsp;\u2013 s\u00e3o herdeiros diretos dessas institui\u00e7\u00f5es pioneiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel associar as antigas \u201cuniversidades militares\u201d \u00e0s atuais universidades polit\u00e9cnicas, voltadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de engenheiros e outros profissionais de ci\u00eancias exatas. O saber t\u00e9cnico-militar abriu caminho para o saber cient\u00edfico-industrial. A primeira universidade polit\u00e9cnica, ali\u00e1s,&nbsp;<strong>nasceu no calor da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa<\/strong>, na passagem para a Idade Contempor\u00e2nea: estamos falando da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.polytechnique.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em><strong>\u00c9cole Polytechnique de Paris<\/strong><\/em><\/a>, fundada em 1794 para formar engenheiros e cientistas em \u00e1reas aplicadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O sucesso pol\u00edtico, econ\u00f4mico e militar global das pot\u00eancias europeias ao longo de boa parte dos \u00faltimos quinhentos anos teve nas universidades (e no conhecimento gerado por elas) uma de suas bases. E, \u00e9 claro, ajudou a espalhar o modelo de universidades pelo mundo \u2013 Am\u00e9ricas, \u00c1frica, \u00c1sia, Oceania.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E isso significa dizer que, em outros lugares, n\u00e3o existiam iniciativas semelhantes?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sim e n\u00e3o!<\/strong>&nbsp;<strong>Sim<\/strong>, porque as \u201cuniversidades\u201d em um sentido europeu (e eurocentrado) nasceram, mesmo, na Europa, dos contextos e configura\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da regi\u00e3o \u2013 como as decorrentes do poder da Igreja, do mundo feudal, do renascimento das cidades e do com\u00e9rcio etc. Esse modelo acabou prevalecendo em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>E&nbsp;<strong>n\u00e3o<\/strong>, porque outras civiliza\u00e7\u00f5es possu\u00edam demandas semelhantes por profissionais ligados \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e \u00e0s ci\u00eancias aplicadas \u2013 e criaram suas pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso mais ilustrativo, aqui, \u00e9 o da&nbsp;<strong>China<\/strong>, que viu sua primeira universidade \u2013 a de Beijing \u2013 ser fundada apenas no final do s\u00e9culo XIX, em 1898. No entanto,&nbsp;<strong>a mesma China possu\u00eda academias imperiais desde, pelo menos, o s\u00e9culo II<\/strong>. Essas institui\u00e7\u00f5es eram encarregadas de formar burocratas para a enorme m\u00e1quina administrativa chinesa \u2013 e tamb\u00e9m se ocupavam de pesquisas cient\u00edficas e temas filos\u00f3ficos. Ou seja: cumpriam boa parte do que entender\u00edamos, deste lado do mundo, como universidade&#8230; s\u00f3 que eram muito mais antigas!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>As primeiras universidades americanas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O poder colonial europeu nos s\u00e9culos XVI-XVII&nbsp;<strong>gerou vastos imp\u00e9rios que tinham entre seus territ\u00f3rios toda a Am\u00e9rica<\/strong>, repartida entre Espanha, Portugal, Fran\u00e7a e Reino Unido. Esse dom\u00ednio incluiu, tamb\u00e9m, a funda\u00e7\u00e3o de escolas de ensino superior, muitas das quais eram diretamente relacionadas \u00e0 Igreja. Enquanto os portugueses n\u00e3o autorizavam universidades fora da \u201cmetr\u00f3pole\u201d \u2013 o que for\u00e7ava as elites das col\u00f4nias a se formarem em Portugal, refor\u00e7ando seus la\u00e7os com o poder central \u2013, espanh\u00f3is e ingleses n\u00e3o pensavam da mesma maneira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras universidades americanas s\u00e3o a<strong>&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/uasd.edu.do\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Universidade de Santo Domingo<\/strong><\/a>, na Rep\u00fablica Dominicana (1538), a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.unmsm.edu.pe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Universidade Nacional Maior de S\u00e3o Marcos<\/strong><\/a>, no Peru (1551), a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.unam.mx\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico<\/strong><\/a>&nbsp;(1553), a Universidade S\u00e3o Tom\u00e1s, na Col\u00f4mbia (1580), a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Universidade de Harvard<\/strong><\/a>, nos Estados Unidos (1636), a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.unsaac.edu.pe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Universidade Nacional de San Antonio Abad del Cusco<\/strong><\/a>, no Peru (1692), e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.uh.cu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Universidade de Havana<\/strong><\/a>, Cuba (1728).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, as primeiras faculdades nasceram no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, com a chegada da fam\u00edlia imperial portuguesa, e as primeiras universidades surgiram a partir de ent\u00e3o. H\u00e1 quem aponte que a&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.poli.ufrj.br\/\" target=\"_blank\"><strong>Escola Polit\u00e9cnica da UFRJ<\/strong><\/a>&nbsp;nasceu da antiga&nbsp;<strong>Real Academia de Artilharia, Fortifica\u00e7\u00e3o e Desenho<\/strong>, fundada em 1792 pelos portugueses \u2013 o que situaria a institui\u00e7\u00e3o carioca, em definitivo, como a mais antiga do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1091\" height=\"402\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/ESPECIAL_UNIVERSIDADES_06.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4550\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u200b<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Conclus\u00e3o: a universidade&#8230; universal!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, abordamos a etapa inicial das universidades, que se conecta a uma fant\u00e1stica jornada humana relacionada ao conhecimento, \u00e0 ci\u00eancia, ao fim das supersti\u00e7\u00f5es e ao poder pol\u00edtico. Em 2026, segundo dados do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.topuniversities.com\/qs-world-university-rankings\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>QS World University Rankings<\/em><\/strong><\/a>, h\u00e1 entre&nbsp;<strong>25 mil e 30 mil universidades em todo o mundo<\/strong>, sem contar faculdades isoladas e centros universit\u00e1rios. Esses n\u00fameros demonstram a relev\u00e2ncia dessas institui\u00e7\u00f5es, que, a cada ano, formam incr\u00edveis&nbsp;<strong>45 milh\u00f5es de pessoas<\/strong>, segundo estimativa do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.unesco.org\/es\/articles\/la-cifra-record-de-estudiantes-de-ensenanza-superior-pone-de-manifiesto-la-necesidad-escala-mundial\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>UNESCO<\/strong><\/a>&nbsp;(os matriculados chegam a&nbsp;<strong>264 milh\u00f5es<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>Em um momento de acelera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e alta especializa\u00e7\u00e3o dos conhecimentos, as universidades s\u00e3o for\u00e7adas a encarar grandes mudan\u00e7as, como a de oferta de novos cursos ou, mesmo, de novos formatos de ensino que permitam, por exemplo, forma\u00e7\u00f5es \u201ch\u00edbridas\u201d. E fazem isso com o mesmo esp\u00edrito que as fundou \u2013&nbsp;<strong>o de&nbsp;<\/strong><em><strong>universitas<\/strong><\/em><strong>, ou seja, de um olhar amplo sobre um todo vivo, complexo e vibrante.&nbsp;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cUniversidade\u201d:&nbsp;quando a gente l\u00ea a palavra, pensa imediatamente em ensino superior. E \u00e9 isso mesmo: ela \u00e9 o lugar para a forma\u00e7\u00e3o especializada em uma infinidade de \u00e1reas, da Geologia \u00e0 Medicina, da TI \u00e0 Pedagogia, e at\u00e9 em \u201czonas do conhecimento\u201d que, neste exato momento, est\u00e3o sendo imaginadas! Universidade tamb\u00e9m \u00e9 o lugar do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[208,193,196,3,146],"tags":[212,211,210],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4543"}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4543"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4543\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4552,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4543\/revisions\/4552"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}