{"id":4672,"date":"2026-04-02T14:32:33","date_gmt":"2026-04-02T17:32:33","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4672"},"modified":"2026-04-02T14:53:29","modified_gmt":"2026-04-02T17:53:29","slug":"ciencia-afinal-quando-comecou-a-ia-e-o-que-pode-vir-por-ai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/ciencia-afinal-quando-comecou-a-ia-e-o-que-pode-vir-por-ai\/","title":{"rendered":"Ci\u00eancia: afinal, quando come\u00e7ou a IA? E o que pode vir por a\u00ed?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"409\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IA_07.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4679\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\"><em>(*) &#8211; Todas as imagens que ilustram este artigo<\/em> <em>foram geradas por IA (Google Gemini. e Copilot)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">H\u00e1 coisa de dois anos ou pouco menos, computadores pessoais e <em>smartphones<\/em> foram alcan\u00e7ados por um servi\u00e7o diferente. Softwares e aplicativos de intelig\u00eancia artificial (IA) <strong>come\u00e7aram a dar respostas<\/strong>, inclusive \u00e0s nossas perguntas mais tolas, e apareceram nos servi\u00e7os de busca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">E passaram a fazer desenhos segundo nossas orienta\u00e7\u00f5es, melhorar fotos, traduzir, criar m\u00fasica, diagnosticar, escrever, ler mapas, montar aulas e muito mais. Algumas vezes, errando e \u201cdelirando\u201d, mas, na m\u00e9dia, <strong>com entregas que atendem as expectativas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Uma transforma\u00e7\u00e3o ainda mais surpreendente pelo inusitado de seu surgimento: <strong>de repente, a IA entrou na vida das pessoas comuns<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Uma entrada disruptiva, sem d\u00favida. Mas, ser\u00e1 que a descoberta tamb\u00e9m foi disruptiva? Ou ela <strong>nasceu de um processo mais longo<\/strong>, com base \u2013 ser\u00e1 \u2013 na Antiguidade?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nesta edi\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie <strong>#Educa\u00e7\u00e3oHumaniza<\/strong>, vamos investigar <strong>a origem da IA<\/strong>, dando uma passadinha, tamb\u00e9m, por seu <strong>futuro<\/strong>. Venha com a gente!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Mas afinal, o que \u00e9 Intelig\u00eancia Artificial?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Essa \u00e9 uma boa pergunta para iniciar nossa jornada. Afinal, a tecnologia chegou \u00e0s pessoas com o nome de Intelig\u00eancia Artificial (IA) \u2013 e isto, definitivamente, humanizou nossa percep\u00e7\u00e3o da tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Mas o que \u00e9, exatamente, <strong>intelig\u00eancia<\/strong>? E o termo <strong>\u201cartificial\u201d<\/strong>, por que foi usado?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A palavra intelig\u00eancia vem do latim <em>intellegere <\/em>e significa, literalmente, <strong>\u201cler entre\u201d<\/strong> ou saber escolher entre diferentes objetos ou alternativas. Para a ci\u00eancia, n\u00e3o existe um \u00fanico conceito de intelig\u00eancia \u2013 em nosso texto, por\u00e9m, adotamos a defini\u00e7\u00e3o cient\u00edfica geral de que ela \u00e9 <strong>a capacidade de adquirir e aplicar conhecimentos, resolver problemas, adaptar-se a novas situa\u00e7\u00f5es e aprender com a experi\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"409\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IA_02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4677\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">E, em rela\u00e7\u00e3o ao termo <em>artificial<\/em> (tamb\u00e9m de origem latina), a ideia \u00e9 de que se trata de algo que se tornou poss\u00edvel gra\u00e7as a um artif\u00edcio, ou seja, a uma habilidade ou t\u00e9cnica desenvolvida pelo homem. E que age fora do c\u00e9rebro humano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Assim, intelig\u00eancia artificial pode ser entendida como <strong>a capacidade de adquirir e aplicar conhecimentos, resolver problemas, adaptar-se a novas situa\u00e7\u00f5es e aprender com a experi\u00eancia \u2013 algo eminentemente humano \u2013 instalada em um dispositivo constru\u00eddo por um ser humano<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A IA, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 apenas uma imita\u00e7\u00e3o ou emula\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o humana, mas uma tecnologia que tamb\u00e9m gerencia conhecimentos e aprende com a pr\u00f3pria experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A partir daqui, podemos descobrir quando come\u00e7ou a jornada de \u201cimplantar intelig\u00eancia na m\u00e1quina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Sonhos, reflex\u00f5es e estudos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Podemos dividir nossa investiga\u00e7\u00e3o em dois aspectos que acabam se conectando. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em um primeiro momento, temos o <strong>sonho humano<\/strong>, o desejo de construir aut\u00f4matos e seres dotados de intelig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Ele aparecia nos mitos e no pensamento filos\u00f3fico grego (como nos aut\u00f4matos constru\u00eddos pelo deus ferreiro Hefesto &#8211; imagem abaixo), entre os judeus medievais com o <em>Golem<\/em> (um aut\u00f4mato constru\u00eddo magicamente por rabinos) \u2013 e tamb\u00e9m na China, com aqueles que s\u00e3o considerados os primeiros rob\u00f4s humanoides, descritos em textos cl\u00e1ssicos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"409\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IA_06.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4673\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Por muito tempo, foi s\u00f3 um sonho; nascido, por\u00e9m, de mentes que tamb\u00e9m criariam a filosofia e, a partir dela, desenvolveram o pensamento cient\u00edfico, na Europa a partir do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">E \u00e9 exatamente nesse per\u00edodo, com pensadores como <strong>Ren\u00e9 Descartes (1596-1650) e Gottfried Leibniz (1646-1716 &#8211; imagem)<\/strong>, que t\u00eam in\u00edcio esfor\u00e7os no sentido de se \u201ctraduzir a raz\u00e3o\u201d em termos matem\u00e1ticos, com a l\u00f3gica e o racioc\u00ednio mec\u00e2nico (o mesmo que \u201cd\u00e1 vida\u201d \u00e0s calculadoras).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"409\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IA_04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4674\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u201cOmbros de gigantes\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A refer\u00eancia, neste subt\u00edtulo, \u00e9 a uma frase escrita por <strong>Isaac Newton <\/strong>(que ele emprestou de um pensador medieval, <strong>Bernardo de Chartres<\/strong>) para indicar que a ci\u00eancia \u00e9 cumulativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os avan\u00e7os na Matem\u00e1tica e na Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o propiciados por pesquisadores como Leibniz, <strong>George Boole<\/strong> (1815\u20131864), <strong>Charles Babbage<\/strong> (1791\u20131871) e <strong>Ada Lovelace<\/strong> (1815\u20131852) serviram de base para que, no s\u00e9culo XX, outros cientistas chegassem mais perto de um <strong>\u201cpensamento computacional\u201d<\/strong> e da arquitetura mais pr\u00f3xima do que conhecemos como IA. Esses trabalhos avan\u00e7aram pela l\u00f3gica simb\u00f3lica (que possibilitou a inven\u00e7\u00e3o dos circuitos digitais), o c\u00e1lculo universal (que permitiu as linguagens formais) e a programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A \u201cm\u00e1quina universal\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1936, <strong>Alan Turing <\/strong>(1912\u20131954) formulou o conceito de \u201cm\u00e1quina universal\u201d, um modelo que mostra que uma \u00fanica m\u00e1quina pode realizar qualquer tarefa computacional desde que seja programada corretamente. Esse conceito fundamenta os computadores de uso geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Pouco mais tarde (1945), <strong>John Von Neumann<\/strong> (1903-1957) estabeleceu o que conhecemos, hoje, como arquitetura de programa armazenado, que est\u00e1 em praticamente todos os computadores (e que prev\u00ea uma unidade central de processamento, CPU, mem\u00f3ria e dispositivos de entrada\/sa\u00edda).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"409\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IA_03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4675\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1950, no artigo <em>\u201cComputing Machinery and Intelligence\u201d<\/em>, Turing (imagem) prop\u00f4s um teste para avaliar se uma m\u00e1quina poderia ser considerada \u201cinteligente\u201d. Esse teste, que se conecta diretamente \u00e0 ideia de IA, estabelece o seguinte: <em>\u201cse um interrogador humano, em uma conversa escrita, n\u00e3o conseguir distinguir entre as respostas de um humano e de uma m\u00e1quina, ent\u00e3o podemos dizer que a m\u00e1quina \u2018pensa\u2019\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Nasce a IA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Cada contribui\u00e7\u00e3o foi essencial para a moldagem da IA que conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Entre os anos 1960 e 1980, os estudos caminharam para a <strong>\u201cIA simb\u00f3lica<\/strong>\u201d, que se baseava em <strong>l\u00f3gica formal e representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas<\/strong> para simular o racioc\u00ednio humano em computadores e modelos matem\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1966, o <strong>programa de computador \u201cELIZA\u201d <\/strong>ficou famoso por simular conversas com um psicoterapeuta; e os sistemas \u201cespecialistas\u201d come\u00e7aram a aplicar regras de conhecimento para resolver problemas de Medicina e Engenharia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nos anos 1980, os primeiros jogos digitais de RPG tamb\u00e9m \u201cnamoravam\u201d com uma caracter\u00edstica da IA: quando perguntavam ao usu\u00e1rio \u201c<em>O que devo fazer agora?\u201d<\/em> esperando uma resposta que permitisse avan\u00e7ar na jornada, simulavam a intera\u00e7\u00e3o humana \u2013 uma caracter\u00edstica essencial da IA. Essa caracter\u00edstica, ali\u00e1s, \u00e9 chave no <strong>Teste de Turing.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O salto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nos anos 1990 houve uma nova expans\u00e3o. Se, at\u00e9 ent\u00e3o, os sistemas que simulavam intelig\u00eancia se baseavam em regras fixas e mais \u201cduras\u201d, eles come\u00e7aram a incorporar <strong>dados estat\u00edsticos e algoritmos<\/strong> (equa\u00e7\u00f5es) de aprendizado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com isso, ganharam flexibilidade de resposta \u2013 outra caracter\u00edstica humanizante. Ao mesmo tempo, surgiram aplica\u00e7\u00f5es computacionais que focavam em reconhecimento de padr\u00f5es, como os de escrita e voz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1997, um choque: pela primeira vez, um supercomputador \u2013 o <em>Deep Blue<\/em>, da IBM \u2013, derrotou um superenxadrista, <strong>Garry Kasparov<\/strong>, mostrando a proximidade entre sua forma de \u201craciocinar\u201d e o pensamento complexo humano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"409\" data-id=\"4676\"  src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IA_01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4676\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nos anos 2000, se unem ao processo (depois de um desenvolvimento de quase 50 anos) as <strong>redes neurais artificiais<\/strong>, modelos matem\u00e1ticos inspirados no funcionamento do c\u00e9rebro humano. Elas s\u00e3o compostas por camadas de <strong>neur\u00f4nios artificiais <\/strong>(linhas de programa ou mesmo chips) que recebem dados, processam e transmitem resultados. Conectadas \u00e0 IA, forneceram a \u201cautonomia intelectual\u201d que vemos hoje nesses sistemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os sistemas, ent\u00e3o, conseguiam falar e &#8220;sabiam pensar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Para a etapa seguinte, que estamos vivendo agora (mas que come\u00e7ou por volta do ano 2000), faltava apenas conhecimento, isto \u00e9, acesso a uma <strong>massa de dados<\/strong> (<em>Big Data<\/em>) que permitisse aos sistemas expandir a capacidade de processamento e constru\u00e7\u00e3o de respostas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Essa massa de dados est\u00e1 na internet, nos trilh\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es que chegam a cada dia aos bancos de dados e que alimentam os algoritmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A\u00ed, inclusive, reside a chave da chamada<strong> IA Generativa <\/strong>(vista em ferramentas como ChatGPT, MidJourney, Copilot e DeepSeek), em que n\u00e3o h\u00e1 uma simples organiza\u00e7\u00e3o-repeti\u00e7\u00e3o de dados conhecidos, mas <strong>a gest\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o de novos conte\u00fados<\/strong>. \u00c9 nesse est\u00e1gio que nos encontramos agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Conclus\u00e3o: esta IA \u00e9 IA de verdade? E o que vem por a\u00ed?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Quando falamos de IA, n\u00e3o costumamos relacion\u00e1-la, por exemplo, com <strong>emo\u00e7\u00f5es ou subjetividade<\/strong>. E voc\u00ea sabe por qu\u00ea? Porque esses elementos n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1! Eles s\u00e3o t\u00e3o sofisticados \u2013 e emergem de uma estrutura t\u00e3o complexa, o c\u00e9rebro humano \u2013 que a ci\u00eancia ainda n\u00e3o os alcan\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"409\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IA_05.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4678\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Diante disso, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que <strong>a IA, hoje, \u00e9 uma simula\u00e7\u00e3o extremamente bem-feita<\/strong>, e que pode ser cada vez mais refinada para uma mimese quase completa com os seres humanos. N\u00e3o mais do que isso, por\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>E o que faltaria<\/strong> para a cria\u00e7\u00e3o de uma intelig\u00eancia artificial real, isto \u00e9, modulada por emo\u00e7\u00f5es e dotada de subjetividade? Que fosse<strong> indistingu\u00edvel da intelig\u00eancia humana<\/strong>, a ponto de perder o qualificativo \u201cartificial\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A ci\u00eancia, \u00e9 claro, trabalha nessa quest\u00e3o. Ainda n\u00e3o h\u00e1 meios, por\u00e9m, para esse novo salto \u2013 o salto definitivo? \u2013 da IA. Dotar a m\u00e1quina de uma no\u00e7\u00e3o de \u201cEu\u201d, faz\u00ea-la sentir emo\u00e7\u00f5es (a chamada<strong> IA afetiva<\/strong>), permitir que tenha objetivos e vontade pr\u00f3pria, que tenha um corpo f\u00edsico capaz de fornecer informa\u00e7\u00f5es que um sistema digital simplesmente n\u00e3o alcan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Um avan\u00e7o t\u00e3o exponencial, por\u00e9m, <strong>implicaria quest\u00f5es \u00e9ticas s\u00e9rias e reflexos profundos na vida das pessoas.<\/strong> Que exigiriam discuss\u00e3o pr\u00e9via, normatiza\u00e7\u00e3o e acompanhamento cuidadoso pela sociedade. Esse debate, ali\u00e1s, deveria come\u00e7ar agora, em escolas, universidades e governos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Na sua opini\u00e3o, a humanidade estaria pronta para essa nova etapa?<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(*) &#8211; Todas as imagens que ilustram este artigo foram geradas por IA (Google Gemini. e Copilot) H\u00e1 coisa de dois anos ou pouco menos, computadores pessoais e smartphones foram alcan\u00e7ados por um servi\u00e7o diferente. 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