{"id":4732,"date":"2026-05-04T14:34:42","date_gmt":"2026-05-04T17:34:42","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4732"},"modified":"2026-05-04T14:34:42","modified_gmt":"2026-05-04T17:34:42","slug":"entao-vamos-ao-museu-novidades-e-desafios-dos-museus-do-nosso-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/entao-vamos-ao-museu-novidades-e-desafios-dos-museus-do-nosso-tempo\/","title":{"rendered":"&#8220;Ent\u00e3o, vamos ao museu?&#8221; Novidades e desafios dos museus do nosso tempo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"406\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/museu_05.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4739\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Visita\u00e7\u00e3o ao \u00f4nibus espacial Discovery no Smithsonian Institution&#8217;s National Air and Space Museum<\/em>.<em> Foto: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Responda r\u00e1pido: qual foi a \u00faltima vez que voc\u00ea esteve em um museu? \u00c9 bem poss\u00edvel que sua resposta seja <strong>\u201cfoi h\u00e1 bem pouco tempo\u201d<\/strong>. E essa \u00e9 uma excelente not\u00edcia!<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, especialmente ap\u00f3s a pandemia da COVID-19, as pessoas voltaram a frequentar os museus. No Brasil, segundo dados do <em>Google Trends<\/em>, as buscas cresceram 22% no ano de 2024 (o mais recente da pesquisa), e a m\u00e9dia anual de visita\u00e7\u00e3o j\u00e1 supera os <strong>30 milh\u00f5es de pessoas<\/strong>. E os pr\u00f3prios museus est\u00e3o na \u201cboca do povo\u201d: MASP, MON, Museu do Amanh\u00e3, Museu da L\u00edngua Portuguesa, Museu Hist\u00f3rico Nacional, Museu Catavento, Museu Imperial&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, dados globais mostram que, a cada ano, os cem maiores museus do mundo recebem cerca de 175 milh\u00f5es de visitantes \u2013 e este n\u00famero est\u00e1 crescendo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"406\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/museu_06.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4740\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Os museus oferecem um caminho l\u00fadico e instigante de conex\u00e3o com o conhecimento<\/em>. <em>Foto: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Mas, por que o interesse das pessoas pelos museus aumentou?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Porque essas institui\u00e7\u00f5es se modernizaram, trazendo temas instigantes e oferecendo experi\u00eancias que v\u00e3o muito al\u00e9m da imagem \u201ccl\u00e1ssica\u201d de pe\u00e7as na vitrine ou de dep\u00f3sitos de patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os museus, enfim, est\u00e3o mais vivos do que nunca. Valorizando, preservando, compartilhando e construindo Hist\u00f3ria, Ci\u00eancia, Arte e Conhecimento. Mas h\u00e1, \u00e9 claro, desafios que tamb\u00e9m devem ser conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie <strong>#Educa\u00e7\u00e3oHumaniza<\/strong> \u2013 em homenagem ao Dia Internacional dos Museus, que ser\u00e1 celebrado no pr\u00f3ximo dia <strong>18 de maio <\/strong>\u2013 vamos falar sobre a origem, a evolu\u00e7\u00e3o e os desafios dos museus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A visita j\u00e1 vai come\u00e7ar \u2013 venha com a gente!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"406\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/museu_09.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4743\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Ci\u00eancia l\u00fadica: em um museu de ci\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel interagir com artefatos como o Gerador de Van de Graaff, que acumula eletricidade est\u00e1tica e literalmente &#8220;arrepia os cabelos&#8221;. Foto: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A cole\u00e7\u00e3o do rei<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para muita gente, a primeira ideia que vem \u00e0 mente quando se fala em \u201cmuseu\u201d \u00e9 a de uma cole\u00e7\u00e3o de objetos que contam coisas: pinturas, est\u00e1tuas, m\u00famias, f\u00f3sseis, moedas, animais empalhados, armaduras, pe\u00e7as religiosas, m\u00e1quinas e mais. Essa imagem faz todo sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque os museus surgiram, de fato, como <strong>\u201ccole\u00e7\u00f5es para mostrar e contar\u201d<\/strong>. E nasceram h\u00e1 muito tempo, na Antiguidade, em culturas como a mesopot\u00e2mica, a eg\u00edpcia, a grega e a romana.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"406\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/museu_07.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4741\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Detalhe de relevo que mostra as tropas do imperador romano Tito desfilando com tesouros saqueados de Jerusal\u00e9m. Pe\u00e7as como essas formavam as primeiras cole\u00e7\u00f5es. Fonte: Wikipedia. <\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os poderosos de ent\u00e3o \u2013 comandantes militares, reis, imperadores \u2013 reuniam grandes botins e queriam compartilh\u00e1-los com seus semelhantes, mostrando suas conquistas, o alcance de suas jornadas e at\u00e9 o \u201cestranho e maravilhoso\u201d que ficava para al\u00e9m das fronteiras do pr\u00f3prio reino. Queriam \u201capresentar o mundo\u201d, <strong>demonstrando riqueza e, principalmente, poder.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa forma de \u201cser museu\u201d, ali\u00e1s, perdurou por muito tempo. No per\u00edodo colonial, imp\u00e9rios como o Espanhol, Franc\u00eas, Russo ou Brit\u00e2nico faziam exatamente o mesmo. Montavam grandes cole\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as retiradas de seus dom\u00ednios e de regi\u00f5es invadidas, expondo-as, agora, para os pares e, agora, para o povo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"406\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/museu_04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4738\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Situado em S\u00e3o Petersburgo, R\u00fassia, o Hermitage possui uma das maiores cole\u00e7\u00f5es de arte e etnologia de todo o planeta.<\/em> <em> Foto: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Visitando o \u201cGabinete de Curiosidades\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao ler os par\u00e1grafos acima, voc\u00ea provavelmente ficou com a impress\u00e3o de que os museus, no in\u00edcio, tinham como grande finalidade mostrar uma vis\u00e3o de mundo ligada a poder e, tamb\u00e9m, a uma ideia de <strong>\u201cn\u00f3s e eles\u201d<\/strong>, de povos mais civilizados e de povos \u201cex\u00f3ticos\u201d. E \u00e9 isso mesmo!<\/p>\n\n\n\n<p>O colecionar, ent\u00e3o, era visto como um tra\u00e7o de superioridade sobre aquelas culturas que n\u00e3o colecionavam. Some-se a isso, em tempos mais modernos, a <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/strong> (do s\u00e9culo XVI, com grande expans\u00e3o nos s\u00e9culos XVIII e XIX), que gerou um enorme movimento de descoberta, cataloga\u00e7\u00e3o e publicidade dos achados \u2013 animais, insetos, plantas, f\u00f3sseis, antigos textos, pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas etc. Vivia-se, ent\u00e3o, entre a realidade do \u201cGabinete de Curiosidades\u201d e a das primeiras tentativas de catalogar, organizar e mostrar descobertas cient\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"406\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/museu_08.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4742\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Conchas, pintura, est\u00e1tuas: detalhe de um &#8220;Gabinete de Curiosidades&#8221; pintado em 1636 pelo pintor flamengo Frans Francken. Fonte: Wikipedia.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Os primeiros museus modernos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro museu moderno, aquele que inaugura o que conhecemos como tal, foi o <strong><a href=\"https:\/\/www.ashmolean.org\/\">Ashmolean Museum<\/a><\/strong>, fundado em 1683 na cidade inglesa de Oxford. <strong>Elias Ashmole<\/strong> herdou e assumiu os direitos sobre uma enorme cole\u00e7\u00e3o dos naturalistas <strong>John Tradescant (pai e filho)<\/strong> e a doou \u00e0 <strong>Universidade de Oxford<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o construiu um edif\u00edcio para abrigar esse acervo, dando origem ao Ashmolean. Atualmente, o museu segue sendo um dos principais do mundo, com um acervo de mais de um milh\u00e3o de pe\u00e7as, abrangendo do Antigo Egito ao Jap\u00e3o, passando por obras de Michelangelo, moedas, m\u00e1scaras funer\u00e1rias e muito mais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"406\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/museu_02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4736\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Ashmolean Museum, em Oxford: o primeiro museu &#8220;moderno.  Foto: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Outro museu (na verdade, um conjunto de museus) pioneiro e extremamente importante \u00e9 o do <strong>Vaticano<\/strong>, que a partir de meados do s\u00e9culo XVIII come\u00e7ou a organizar seu acervo em galerias e abrir estes espa\u00e7os \u00e0 visita\u00e7\u00e3o. O acervo dos <strong>Museus Vaticanos<\/strong> \u00e9 um verdadeiro tesouro \u2013 s\u00e3o 70 mil pe\u00e7as de arte e arqueologia distribu\u00eddas em nada menos do que 1.400 salas na pr\u00f3pria cidade-Estado do Vaticano!<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro dos museus \u201cfundantes\u201d da Era Moderna \u00e9 o do <strong>Louvre<\/strong>, que passou de cole\u00e7\u00e3o real de arte a museu nacional franc\u00eas em 1793, na esteira da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Com 38 mil pe\u00e7as \u2013 e um acervo que cresceu muito ao longo da Era Napole\u00f4nica e de todo o s\u00e9culo XIX \u2013, o Louvre \u00e9, atualmente, o maior museu de arte do mundo! Em tempo: \u00e9, tamb\u00e9m, o mais visitado, com cerca de 10 milh\u00f5es de visitantes por ano (uma m\u00e9dia de 27 mil visitantes por dia!).<\/p>\n\n\n\n<p>Outros museus que n\u00e3o podem ficar de fora desta lista de \u201cpioneiros incr\u00edveis\u201d s\u00e3o o Hermitage, inaugurado em 1764 na cidade russa de S\u00e3o Petersburgo, o Museu Brit\u00e2nico (fundado em 1753), de Londres, e o Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque (1870). H\u00e1, \u00e9 claro, muitos outros museus magn\u00edficos (que vamos listar no final deste artigo), mas os citados s\u00e3o os pioneiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O \u201cpulo do gato\u201d dos museus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00e9culo XX e as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI trouxeram <strong>grandes novidades<\/strong>. Estamos falando do cinema, da tev\u00ea, do r\u00e1dio, da computa\u00e7\u00e3o e de avan\u00e7os extraordin\u00e1rios nas t\u00e9cnicas da ind\u00fastria gr\u00e1fica. Todas essas novidades, todas essas tecnologias, reflu\u00edram para os museus a partir do momento em que eles mudaram de paradigma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E que mudan\u00e7a foi essa?<\/strong> Eles deixaram apenas de \u201cmostrar acervos\u201d de forma acr\u00edtica e passaram a envolver os visitantes em experi\u00eancias mais profundas, comunicacionais e sensoriais. O museu, enfim, deixou de ser o \u201cGabinete de Curiosidades\u201d e passou a oferecer uma <strong>experi\u00eancia viva<\/strong>, que comunica o acervo e vai al\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"406\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/museu_01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4735\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>As cole\u00e7\u00f5es dos museus colocam as pessoas em contato com elementos materiais da Hist\u00f3ria.<em> Foto: Getty Images.<\/em><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a se conecta a uma transforma\u00e7\u00e3o na museologia, que, especialmente <strong>a partir dos anos 1960 e 1970<\/strong>, caminhou para oferecer algo diferente e encantador. Mudan\u00e7as na arquitetura dos pr\u00e9dios, exposi\u00e7\u00f5es que caminham para fora do espa\u00e7o museol\u00f3gico, temas e acervos voltados a p\u00fablicos espec\u00edficos como as crian\u00e7as, oferta de experi\u00eancias cient\u00edficas (no caso dos museus de ci\u00eancia e tecnologia) e intera\u00e7\u00f5es digitais \u201cromperam a vitrine\u201d do passado e colocaram os acervos mais perto das pessoas. Essas mudan\u00e7as, que efetivamente promoveram <strong>um retorno das pessoas aos museus<\/strong>, tamb\u00e9m foram importantes para o financiamento das pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es \u2013 todas elas t\u00eam gastos importantes com a conserva\u00e7\u00e3o, a pesquisa e a expans\u00e3o dos acervos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Museus que se mexem!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muito bem: voc\u00ea quer exemplos de museus modernos e altamente interativos? Vamos a eles! O paulistano <strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.museudalinguaportuguesa.org.br\/\" target=\"_blank\">Museu da L\u00edngua Portuguesa<\/a><\/strong>, com suas muitas experi\u00eancias interativas dentro do nosso idioma, \u00e9 um deles. O Museu de Hist\u00f3ria Natural de Nova York (AMNH), com seu teatro imersivo 360\u00b0 e aplicativos de realidade aumentada que \u201cd\u00e3o vida\u201d a dinossauros extintos, \u00e9 outro. No campo da tecnologia, merecem destaque o <em><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.deutsches-museum.de\/en\/\" target=\"_blank\"><strong>Deutsches Museum<\/strong><\/a><\/em>, de Munique (Alemanha) \u2013 o mais antigo museu do g\u00eanero no mundo, fundado em 1903 \u2013, e o <strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.seoul.go.kr\/RAIM\/index.do\" target=\"_blank\">Seoul Robot &amp; AI Museum (RAIM)<\/a><\/strong>, inaugurado em 2024 \u2013 o primeiro museu do mundo dedicado \u00e0 rob\u00f3tica e \u00e0 IA.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso Museu Nacional, atualmente em fase final de reconstru\u00e7\u00e3o \u2013 fundado em 1818, ele foi destru\u00eddo por um inc\u00eandio devastador em 2018 \u2013, tamb\u00e9m promete estar entre os mais importantes e interativos do mundo. E por qu\u00ea? Porque, entre seus desafios, est\u00e3o atrair p\u00fablico e, especialmente, recuperar e recontar a hist\u00f3ria das pe\u00e7as destru\u00eddas \u2013 algo que s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel pela soma entre pesquisa de alta qualidade e entrega digital precisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>E os desafios?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como fazer isso? A resposta a esta pergunta pode representar um novo salto para os museus. H\u00e1, por\u00e9m, desafios importantes. O primeiro: <strong>levar essa transforma\u00e7\u00e3o para um n\u00famero muito maior de institui\u00e7\u00f5es<\/strong>. Para al\u00e9m dos grandes museus, afinal, h\u00e1 dezenas de milhares de outros que, muitas vezes, ainda reproduzem o modelo \u201cGabinete de Curiosidades\u201d. Apenas para se ter uma ideia: <strong>no Brasil h\u00e1 4.024 museus<\/strong> cadastrados no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) \u2013 muitos, em especial os das cidades menores, ainda n\u00e3o \u201cderam o salto\u201d de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro desafio, monumental, diz respeito ao repensar dos governos e das gest\u00f5es dos museus em rela\u00e7\u00e3o aos seus acervos. Na medida em que muitas cole\u00e7\u00f5es foram constru\u00eddas no per\u00edodo colonial \u2013 <strong>em muitos casos, a partir de saques, confiscos e compras ilegais<\/strong> \u2013, h\u00e1 uma quest\u00e3o s\u00e9ria que envolve a titularidade dos acervos e a necessidade de repatria\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas para ficar em alguns exemplos, entre os acervos \u201cproblem\u00e1ticos\u201d est\u00e3o cole\u00e7\u00f5es associadas \u00e0s religi\u00f5es e religiosidades de povos origin\u00e1rios (como objetos rituais e at\u00e9 restos humanos de grupos ind\u00edgenas americanos), pe\u00e7as saqueadas em guerras e rel\u00edquias arqueol\u00f3gicas como os<strong> bronzes do Benin<\/strong>, \u00c1frica (hoje, em v\u00e1rios museus), os <strong>frisos do Parthenon<\/strong>, em Atenas (atualmente no Museu Brit\u00e2nico), o <strong>busto da rainha eg\u00edpcia Nefertiti<\/strong> (atualmente no <strong><a href=\"https:\/\/www.smb.museum\/en\/museums-institutions\/neues-museum\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Neues Museum<\/a><\/strong>, em Berlim) e a <strong>Pedra de Rosetta <\/strong>(pe\u00e7a-chave na decifra\u00e7\u00e3o dos hier\u00f3glifos eg\u00edpcios, hoje no Museu Brit\u00e2nico).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, n\u00e3o seria simples apenas repatri\u00e1-los, devolvendo-os \u00e0s sociedades de origem? <strong>Sim e n\u00e3o.<\/strong> Se, por um lado, j\u00e1 h\u00e1 movimentos importantes nesse sentido \u2013 como a entrega, ao Brasil, de <strong><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c06kr2e314ro\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mantos tupinamb\u00e1s em penas de guar\u00e1<\/a><\/strong> (do s\u00e9culo XVII) que estavam no <strong>Museu Nacional da Dinamarca<\/strong> \u2013, por outro h\u00e1 quest\u00f5es econ\u00f4micas envolvidas. Pe\u00e7as como o busto de Nefertiti, por exemplo, s\u00e3o \u201cestrelas\u201d que atraem milhares de pessoas do museu. Sem contar o risco, que n\u00e3o deve ser desprezado, de as pe\u00e7as retornarem a lugares sem capacidade de conservar e mostrar os acervos. Algo que, em tese, poderia ser resolvido por uma expans\u00e3o dos museus e da cultura museol\u00f3gica, o que demanda investimentos e interesse pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, pudemos perceber como os museus evolu\u00edram. E evolu\u00edram, em ess\u00eancia, porque refletem a evolu\u00e7\u00e3o das sociedades e da tecnologia. Esse processo, por\u00e9m, tamb\u00e9m marca conflitos que cresceram nas \u00faltimas d\u00e9cadas. O maior deles, o do respeito \u00e0s culturas do mundo e \u00e0 necessidade de promo\u00e7\u00e3o da interculturalidade nas rela\u00e7\u00f5es entre os povos. Outro desafio \u00e9 o da democratiza\u00e7\u00e3o desse novo modelo, que deve alcan\u00e7ar os milhares de museus do mundo e n\u00e3o apenas as grandes institui\u00e7\u00f5es. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se conseguirmos dar esse salto, os museus \u2013 esses espa\u00e7os vivos de mem\u00f3ria e descoberta \u2013 ter\u00e3o, de fato, encontrado o caminho para o futuro. Um passo importante nesse sentido \u00e9 o interesse das pessoas pelos seus museus. <strong>Assim, deixamos o convite: v\u00e1 aos museus! Prestigie o museu da sua cidade!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"406\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/museu_03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4737\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O Museu do Pal\u00e1cio Nacional, em Taipei, possui uma das maiores cole\u00e7\u00f5es de arte e Hist\u00f3ria da China de todo o mundo.<\/em> <em> Foto: Getty Images.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Museus para conhecer:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mundo possui milhares de museus, e muitos deles s\u00e3o simplesmente sensacionais. Abaixo, listamos apenas alguns deles que podem ser conhecidos pela internet:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/hermitagemuseum.org\/?lng=en\">Hermitage Museum<\/a><\/strong>, S\u00e3o Petersburgo<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.inhotim.org.br\/\">Instituto Inhotim<\/a><\/strong>, Brumadinho, Minas Gerais<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.metmuseum.org\/es\">Metropolitan Museum of Art (MET)<\/a><\/strong>, Nova Iorque<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.museodelprado.es\/\">Museo Nacional del Prado<\/a><\/strong>, Madrid<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/masp.com.br\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (MASP)<\/a><\/strong>, S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.britishmuseum.org\/\">Museu Brit\u00e2nico<\/a><\/strong>, Londres<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.theacropolismuseum.gr\/en\/\">Museu da Acr\u00f3pole<\/a><\/strong>, Atenas<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.amnh.org\/\">Museu de Hist\u00f3ria Natural (AMNH)<\/a><\/strong>, Nova Iorque<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.louvre.fr\/es\">Museu do Louvre<\/a><\/strong>, Paris<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/museuimperial.museus.gov.br\/\">Museu Imperial<\/a><\/strong>, Petr\u00f3polis, Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.museunacional.ufrj.br\/\">Museu Nacional<\/a><\/strong>, Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.museuoscarniemeyer.org.br\/\">Museu Oscar Niemeyer (MON),<\/a><\/strong> Curitiba<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.museivaticani.va\/content\/museivaticani\/es.html\">Museus do Vaticano<\/a><\/strong>, Roma<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.npm.gov.tw\/index.aspx?l=2\">National Palace Museum<\/a><\/strong>, Taipei, Taiwan<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/nysci.org\/\">New York Hall of Science (NYSCI)<\/a><\/strong>, Nova Iorque<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/grandegyptianmuseum.org\/\">Novo Museu Eg\u00edpcio<\/a><\/strong>, Cairo<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/airandspace.si.edu\/\">Smithsonian National Air and Space Museum<\/a><\/strong>, Washington<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.tate.org.uk\/visit\/tate-modern\">Tate Modern<\/a><\/strong>, Londres<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Responda r\u00e1pido: qual foi a \u00faltima vez que voc\u00ea esteve em um museu? \u00c9 bem poss\u00edvel que sua resposta seja \u201cfoi h\u00e1 bem pouco tempo\u201d. E essa \u00e9 uma excelente not\u00edcia! Nos \u00faltimos anos, especialmente ap\u00f3s a pandemia da COVID-19, as pessoas voltaram a frequentar os museus. No Brasil, segundo dados do Google Trends, as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[208,2,130,196,3,146,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4732"}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4732"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4744,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4732\/revisions\/4744"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}