{"id":4822,"date":"2026-07-01T16:51:36","date_gmt":"2026-07-01T19:51:36","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4822"},"modified":"2026-07-01T16:51:36","modified_gmt":"2026-07-01T19:51:36","slug":"educacaohumaniza-a-linguagem-universal-da-era-dos-emojis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/educacaohumaniza-a-linguagem-universal-da-era-dos-emojis\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3oHumaniza: a linguagem universal da era dos emojis"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma carinha sorridente. Um foguete cortando o c\u00e9u. Uma m\u00e1scara de teatro japonesa. Uma bandeira do Brasil. Uma m\u00e3o fazendo \u201cjoinha\u201d. Mate a charada: o que esses itens t\u00eam em comum?<br><strong>Acho que voc\u00ea j\u00e1 descobriu!<\/strong> \ud83d\ude04\ud83d\ude80\ud83d\udc7a\ud83c\udde7\ud83c\uddf7 \ud83d\udc4d<br>Sim, al\u00e9m de objetos da cultura, <strong>eles tamb\u00e9m s\u00e3o emojis<\/strong>! Aquelas figurinhas que incorporamos \u00e0s nossas mensagens digitais para torn\u00e1-las mais expressivas e acrescentar uma camada extra de sentido ao texto! Elementos simp\u00e1ticos, <strong>mas n\u00e3o inocentes e muito menos gratuitos<\/strong>: afinal, eles guardam segredos que falam muito sobre a linguagem e a comunica\u00e7\u00e3o.<br>Um verdadeiro tesouro de conhecimento\u2026 formado por pixels!<br>Nesta edi\u00e7\u00e3o de <strong>#Educa\u00e7\u00e3oHumaniza<\/strong>, vamos investigar os emojis para descobrir sua origem, import\u00e2ncia e papel como parte da evolu\u00e7\u00e3o de uma linguagem global. Venha com a gente!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"788\" height=\"443\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/GettyImages-2218915903.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4823\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u201cUma imagem vale mais do que mil palavras\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esse ditado manjad\u00edssimo funciona totalmente para explicar os emojis. Mas, ser\u00e1 que eles s\u00e3o, mesmo, uma novidade em termos de linguagem?<br><strong>Sim<\/strong>, se pensarmos puramente em um contexto digital. Afinal, os emojis t\u00eam algo como trinta anos de exist\u00eancia, um pouco mais se considerarmos seus antecedentes, os emoticons.<br><strong>N\u00e3o<\/strong>, se pensarmos que o princ\u00edpio de funcionamento de um emoji reproduz de forma aproximada o fundamento dos sistemas de escrita baseados nos pictogramas e nos ideogramas, como o chin\u00eas, em que a imagem que \u00e9 lida como ideia.<br>Ali\u00e1s, at\u00e9 quando alinhamos dois emojis para gerar uma terceira<strong> imagem mental <\/strong>(tipo \ud83d\ude80 + \ud83c\udf15 = \u201cCorrida Espacial\u201d), o mecanismo \u00e9 o mesmo dos ideogramas compostos, que s\u00e3o os formados por outros ideogramas. Que, de resto, existem h\u00e1 mais de 5 mil anos! Vamos saber mais sobre esses sistemas e sobre como eles \u201cse juntaram\u201d na tela do seu<em> smartphone.<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"727\" height=\"480\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/GettyImages-157317187.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4824\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Chinese Calligraphy<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Ideograma, fonema, emoji<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os sistemas de escrita fon\u00e9ticos, como o que usamos neste texto, s\u00e3o uma deriva\u00e7\u00e3o de<strong> ideogramas <\/strong>(que representam ideias) e <strong>pictogramas<\/strong> (que representam elementos concretos). <strong>Mas, derivam como? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os sinais gr\u00e1ficos da escrita fon\u00e9tica (as letras) come\u00e7aram com imagens que foram sendo simplificadas e associadas a sons, gerando letras e fonemas (que s\u00e3o a menor unidade sonora de uma l\u00edngua). Os fonemas, por sua vez, passaram a ser combinados para formar outras palavras.<br>Um exemplo: a letra \u201cA\u201d, que nasceu do antigo hier\u00f3glifo eg\u00edpcio <strong>\u201ccabe\u00e7a de boi\u201d<\/strong> (e que tinha o som de \u201ca\u201d) e foi adaptada para a escrita proto-sem\u00edtica como \u201cAleph\u201d, depois pelos fen\u00edcios at\u00e9 chegar ao grego como \u201calfa\u201d (\u201c\u03b1\u201d) e ao latim como \u201cA\u201d, passando ent\u00e3o ao nosso alfabeto.<br>Os emojis, como vimos, s\u00e3o parentes <strong>ao mesmo tempo mais jovens e pr\u00f3ximos dos ideogramas e dos pictogramas<\/strong>. Isso porque eles sintetizam ideias e objetos, e n\u00e3o fonemas: n\u00e3o h\u00e1, por exemplo, um emoji para o fonema \u201cmu\u201d, mas h\u00e1 dois para vaca.<br>Assim, quando lemos uma frase que soma texto e emoji, na verdade estamos vendo <strong>uma fus\u00e3o de sistemas<\/strong> &#8211; algo muito peculiar e interessante! Em tempo: na China dos ideogramas, \u00e9 claro, tamb\u00e9m se usa emojis.<br>Em s\u00edntese, voc\u00ea pode usar emojis \u201csem medo de ser feliz\u201d porque eles s\u00e3o pr\u00e1ticos e, tamb\u00e9m, porque est\u00e3o diretamente ligados ao desenvolvimento da linguagem e da escrita. E t\u00eam a ver com alfabetiza\u00e7\u00e3o e letramento, duas metas fundamentais da educa\u00e7\u00e3o.<br>Mas, quando eles surgiram? <strong>\u00c9 o que vamos descobrir agora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>No come\u00e7o, um ponto-e-v\u00edrgula e um par\u00eantesis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O qu\u00ea?! Exatamente: junte esses dois sinais de pontua\u00e7\u00e3o, olhe de lado e voc\u00ea vai ter uma carinha sorridente \u2013<strong> \ud83d\ude09<\/strong> \u2013 que sinaliza ironia, cumplicidade ou bonacheirice. Tudo isso em apenas dois toques no teclado!<br>A \u201ccarinha sorridente piscando\u201d \u00e9 um cl\u00e1ssico pr\u00e9-hist\u00f3rico do universo dos emojis. Na verdade, ele n\u00e3o \u00e9 um emoji, mas um \u201cemoticon\u201d. A palavra foi dicionarizada pelos especialistas da universidade de Oxford como <em>\u201cuma representa\u00e7\u00e3o de uma express\u00e3o facial formada por uma breve sequ\u00eancia de caracteres de teclado (normalmente, para ser vista de lado) e usada em correios eletr\u00f4nicos etc. para mostrar os sentimentos do emiss\u00e1rio ou o tom pretendido na mensagem\u201d<\/em>. Percebeu que a defini\u00e7\u00e3o fala em \u201cexpress\u00e3o facial\u201d? Ta\u00ed a grande diferen\u00e7a entre os emoticons e os emojis; enquanto aqueles s\u00e3o \u201ccarinhas\u201d, estes v\u00e3o al\u00e9m!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O nascimento dos emoticons<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/500px-SEF2007a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4825\" width=\"188\" height=\"251\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Os emoticons nasceram no dia 19 de outubro de 1982, quando <strong>Scott Fahlman<\/strong> (foto ao lado), professor de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o da Carnegie Mellon University (EUA), criou uma regra simples para \u201cbotar ordem\u201d nas mensagens de um dos primeiros f\u00f3runs eletr\u00f4nicos do mundo, usados por estudantes e professores da institui\u00e7\u00e3o. A ideia era simples: mensagens s\u00e9rias seriam complementadas pela \u201ccarinha\u201d <strong>\ud83d\ude41<\/strong> ; mensagens ir\u00f4nicas ou piadas, com <strong>\ud83d\ude42<\/strong>. Simples e efetivo!<br>Anos 1980 e 1990. A ideia de Scott Fahlman deu t\u00e3o certo que gerou <strong>centenas de emoticons,<\/strong> criados pelos participantes dos f\u00f3runs. Eles inclu\u00edam a nossa conhecida \u201cpiscadinha\u201d, a \u201csurpresa\u201d ( <strong>:-O <\/strong>) e a \u201ccareta\u201d ( \ud83d\ude1b ), al\u00e9m de pe\u00e7as complexas como o \u201cShrug\u201d, <strong>\u00af\\_(\u30c4)_\/\u00af<\/strong>, que significa algo como \u201cn\u00e3o sei\u201d ou \u201cpuxa vida, n\u00e3o h\u00e1 o que fazer nesta situa\u00e7\u00e3o\u201d.<br>Naquela \u00e9poca, vale lembrar, surgiram pequenos aparelhos para a troca de mensagens instant\u00e2neas de texto \u2013 os chamados <strong>\u201cpagers\u201d ou, no Brasil, \u201cbipes\u201d<\/strong> -, que tamb\u00e9m veiculavam muitos emoticons.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/GettyImages-2150033539.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4826\" width=\"434\" height=\"282\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A revolu\u00e7\u00e3o dos pixels<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que mais chama a aten\u00e7\u00e3o nos emoticons \u00e9 a \u201csacada\u201d que seus criadores tiveram para transformar sinais gr\u00e1ficos existentes, como pontos, v\u00edrgulas, tra\u00e7os e par\u00eantesis, em partes de outros elementos gr\u00e1ficos com significados totalmente diferentes. Esses sinais, \u00e9 claro, tinham limita\u00e7\u00f5es, mas eram aproveitados com o m\u00e1ximo de criatividade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Donkey_Kong_arcade_at_the_QuakeCon_2005.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4827\" width=\"191\" height=\"395\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Ao mesmo tempo em que a \u201cnova linguagem\u201d era criada, <strong>a computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica dava saltos<\/strong>. Nos anos 1970 e 1980 houve o <strong>surgimento dos jogos eletr\u00f4nicos<\/strong>, que, gra\u00e7as \u00e0 genialidade dos cientistas da computa\u00e7\u00e3o, transformaram <strong>pixels \u2013 a menor unidade de uma imagem digital<\/strong>, aquele \u201cpontinho de luz\u201d que se repete na tela \u2013 em imagens elaboradas.  Com o tempo, o tamanho dos pixels foi ficando menor, o que permitiu construir <strong>imagens mais elaboradas<\/strong> nas telas, e tamb\u00e9m<strong> imagens complexas menores<\/strong>.<br>A partir disso, muita coisa seria poss\u00edvel. Como, por exemplo, substituir os sinais gr\u00e1ficos (que eram formados por pixels) pelos pr\u00f3prios pixels. <strong>Eureka!<\/strong> Porta aberta para uma nova cria\u00e7\u00e3o \u2013 <strong>os emojis! <\/strong>Vamos descobrir como eles nasceram e quem os criou.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Era uma vez no Jap\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voltemos nossos olhos para o Oriente. Mais exatamente para o<strong> Jap\u00e3o dos anos 1980,<\/strong> que surgia como superpot\u00eancia econ\u00f4mica e tecnol\u00f3gica. Uma civiliza\u00e7\u00e3o<strong> cheia de hist\u00f3ria e apaixonada pelo novo<\/strong>, pelo digital e pelo miniaturizado, e com um enorme envolvimento tanto com as artes gr\u00e1ficas quanto com o entretenimento. Sem contar o uso cotidiano tanto de sistemas fon\u00e9ticos quanto de ideogramas e pictogramas. O lugar ideal, enfim, para o nascimento dos emojis, que somam tudo isso!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/kurita.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4828\" width=\"216\" height=\"286\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Os primeiros emojis foram imaginados e criados pelo designer japon\u00eas <strong>Shigetaka Kurita<\/strong> (foto ao lado) e sua equipe na d\u00e9cada de 1990. Na verdade, o primeir\u00edssimo emoji foi o de um cora\u00e7\u00e3o, que eles desenvolveram para um software da rede de telefonia <strong>NTT DoCoMo<\/strong> voltado a adolescentes.<br>A novidade foi um grande sucesso, e levou Kurita a imaginar <strong>um conjunto de 176 pictogramas<\/strong> com dimens\u00f5es de 12 pixels x 12 pixels. Esse primeiro \u201cset\u201d, lan\u00e7ado em 1999, inclu\u00eda emojis cl\u00e1ssicos como \u201ccara sorridente\u201d, \u201csol\u201d e \u201cl\u00e2mpada\u201d. E fez sucesso rapidamente, utilizado pelas pessoas nos sistemas digitais de troca de mensagens e, pouco tempo depois, na internet (que, naquele momento, j\u00e1 estava nas casas das pessoas).<br>O mais interessante foi perceber que as pessoas n\u00e3o duvidaram nem um instante <strong>em usar ou compreender o uso<\/strong> dos emojis. A leitura dos sinais pode passar, eventualmente, por varia\u00e7\u00f5es regionais, mas, na m\u00e9dia, eles se converteram em<strong> linguagem universal<\/strong>. Se voc\u00ea envia uma \u201ccarinha zangada\u201d ao Jap\u00e3o, por exemplo, ela com certeza ser\u00e1 lida e entendida!<br>Antes de avan\u00e7ar, vamos resolver um enigma: por que \u201cemoji\u201d tem esse nome? Tem a ver com \u201cemo\u00e7\u00e3o\u201d? Vamos descobrir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A imagem-letra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que possamos fazer uma associa\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica entre \u201cemotion\u201d, \u201cemoticon\u201d e \u201cemoji\u201d, no caso desta \u00faltima palavra a origem \u00e9 mais espec\u00edfica. <strong>\u201cEmoji\u201d \u00e9 a translitera\u00e7\u00e3o de \u7d75\u6587\u5b57<\/strong>, palavra formada por \u7d75 (\u201ce\u201d, imagem) e \u6587\u5b57 (\u201cmoji\u201d, caractere). Assim, emoji significa, literalmente, <strong>pictograma ou \u201cimagem-letra\u201d<\/strong>. O que faz todo sentido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Uma linguagem viva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a tecnologia e as ferramentas dispon\u00edveis, qualquer pessoa com certo n\u00edvel de conhecimento t\u00e9cnico poderia desenvolver seus pr\u00f3prios emojis. Isso, por\u00e9m, n\u00e3o acontece justamente porque os <strong>emojis foram percebidos como uma linguagem<\/strong>, ou seja, como algo que \u00e9 compartilhado e compreendido por muita gente. Assim como inventar palavras pode fazer com que a comunica\u00e7\u00e3o \u201cbata na trave\u201d, o mesmo vale para os emojis.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Neste exato momento <strong>existem 3.953 emojis oficiais<\/strong>, reconhecidos pelo <strong>Unicode Consortium<\/strong>, entidade sem fins lucrativos que mant\u00e9m o padr\u00e3o Unicode, que \u00e9 o sistema universal de codifica\u00e7\u00e3o de caracteres digitais. Esse sistema \u2013 que \u00e9 utilizado no seu computador e no seu celular \u2013 foi criado no final dos anos 1980 pelos engenheiros <strong>Joe Becker, Lee Collins e Mark Davis<\/strong>.<br>Ou seja: h\u00e1 muito mais emojis do que nossos dedos costumam teclar! Para conhec\u00ea-los (e ampliar seu repert\u00f3rio), vale visitar e colocar na lista de favoritos a <strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/unicode.org\/emoji\/charts\/full-emoji-list.html\" target=\"_blank\">Unicode Emoji List<\/a><\/strong>, que re\u00fane todos eles.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1102\" height=\"623\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ddsd.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4829\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Vale observar que os emojis formam um sistema de linguagem vivo, ou seja, em constante expans\u00e3o. E <strong>qualquer pessoa pode contribuir!<\/strong> Para isso, deve entrar em contato com o pr\u00f3prio Unicode Consortium e fazer a proposta.<br>Os integrantes do cons\u00f3rcio avaliam o novo sinal com base em crit\u00e9rios como relev\u00e2ncia cultural, clareza visual, frequ\u00eancia de uso esperado e aus\u00eancia de redund\u00e2ncia com emojis j\u00e1 existentes. Os emojis aprovados s\u00e3o adicionados oficialmente \u00e0 lista, com c\u00f3digo \u00fanico e descri\u00e7\u00e3o. Em m\u00e9dia, <strong>cerca de 120 novos emojis foram incorporados \u00e0 lista<\/strong> por ano nos \u00faltimos seis anos (a exce\u00e7\u00e3o ficou com 2021, na pandemia, com 31 acr\u00e9scimos).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Conclus\u00e3o: as surpresas da linguagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os emojis s\u00e3o um bom exemplo da capacidade humana de<strong> desenvolver linguagens e de romper barreiras culturais<\/strong> em nome de uma comunica\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e que possa chegar mais longe. Mais ainda, eles nos for\u00e7am a <strong>olhar ao mesmo tempo para a frente e para tr\u00e1s<\/strong>, ou seja, perceber como ideogramas, pictogramas e pixels se uniram para gerar algo de enorme impacto para a sociedade global. Emojis, enfim, n\u00e3o s\u00e3o \u201cenfeites\u201d em mensagens digitais, mas, efetivamente, <strong>conte\u00fado e cultura<\/strong>. Curtiu? <strong>Ent\u00e3o, manda um \u201cjoinha\u201d!<\/strong> \ud83d\udc4d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma carinha sorridente. Um foguete cortando o c\u00e9u. Uma m\u00e1scara de teatro japonesa. Uma bandeira do Brasil. Uma m\u00e3o fazendo \u201cjoinha\u201d. Mate a charada: o que esses itens t\u00eam em comum?Acho que voc\u00ea j\u00e1 descobriu! \ud83d\ude04\ud83d\ude80\ud83d\udc7a\ud83c\udde7\ud83c\uddf7 \ud83d\udc4dSim, al\u00e9m de objetos da cultura, eles tamb\u00e9m s\u00e3o emojis! 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