{"id":4858,"date":"2026-08-06T14:32:47","date_gmt":"2026-08-06T17:32:47","guid":{"rendered":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/?p=4858"},"modified":"2026-08-06T14:34:13","modified_gmt":"2026-08-06T17:34:13","slug":"educacaohumaniza-novos-olhares-sobre-a-independencia-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/educacaohumaniza-novos-olhares-sobre-a-independencia-do-brasil\/","title":{"rendered":"#EDUCA\u00c7\u00c3OHUMANIZA: Novos olhares sobre a Independ\u00eancia do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"472\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/inepd.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4859\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Uma das novidades da Educa\u00e7\u00e3o brasileira nas \u00faltimas d\u00e9cadas, estabelecida em normativas como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foi a transforma\u00e7\u00e3o de <strong>temas e conte\u00fados<\/strong> em <strong>an\u00e1lise e rela\u00e7\u00e3o<\/strong>, em uma perspectiva transversal, voltada ao <strong>racioc\u00ednio e ao pensamento cr\u00edtico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O anterior conteudismo, marcado pela valoriza\u00e7\u00e3o de datas, personagens e f\u00f3rmulas abstratas, deu lugar a uma abordagem que desenvolve e aplica <strong>compet\u00eancias e habilidades<\/strong> a situa\u00e7\u00f5es-problema. Os dados passaram a ser gerenciados de forma diferente, privilegiando o pensamento sobre a mem\u00f3ria de longa dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o <strong>ensino da Hist\u00f3ria<\/strong>, essa mudan\u00e7a foi poderosa. E o componente curricular, visto por muita gente como chato, desinteressante ou desconectado da realidade, passou a revelar o que \u00e9 de verdade: um campo <strong>instigante e vivo<\/strong>, conectado ao tempo presente e \u00e0s pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Independ\u00eancia todo dia<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"215\" height=\"215\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/inde06.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4864\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Um dos temas \u201csalvos do aborrecimento\u201d foi a <strong>Independ\u00eancia do Brasil<\/strong>, que, por d\u00e9cadas, foi resumido em datas, nomes e no famoso \u201cGrito do Ipiranga\u201d, imortalizado <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/artsandculture.google.com\/asset\/independ%C3%AAncia-ou-morte-pedro-am%C3%A9rico-de-figueiredo-e-mello\/xQEMjjFlwma5eQ?hl=pt-br\" target=\"_blank\"><strong>na c\u00e9lebre pintura de<\/strong> <strong>Pedro Am\u00e9rico<\/strong><\/a>. N\u00e3o h\u00e1, enfim, quem n\u00e3o lembre da figura de Dom Pedro I em seu cavalo, sabre na m\u00e3o, cercado de seus \u201cdrag\u00f5es da Independ\u00eancia\u201d&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, <strong>o que foi a Independ\u00eancia do Brasil?<\/strong> Como ela come\u00e7ou a ser gerada? Qual sua rela\u00e7\u00e3o com outros movimentos pol\u00edticos nas Am\u00e9ricas e com as revolu\u00e7\u00f5es que ocorriam na Europa? Qual sua rela\u00e7\u00e3o com Napole\u00e3o Bonaparte? Se Dom Pedro I era pr\u00edncipe de Portugal, como ele acabou se tornando imperador do Brasil? <strong>Que grupos econ\u00f4micos apoiaram a independ\u00eancia e por qu\u00ea?<\/strong> Qual a rela\u00e7\u00e3o com a escravid\u00e3o? Como ela chegou a todo o territ\u00f3rio nacional de ent\u00e3o? <strong>E o povo brasileiro, como participou do movimento, de forma ativa ou passiva?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Novos olhares, novo encantamento<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/inde07.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4865\" width=\"235\" height=\"235\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Essas s\u00e3o algumas das quest\u00f5es que nascem em uma olhada breve para o epis\u00f3dio hist\u00f3rico. E que, na perspectiva de uma \u201cnova educa\u00e7\u00e3o\u201d, v\u00eam produzindo trabalhos importantes de pesquisa, em livros, document\u00e1rios e at\u00e9 em redes sociais que se aproximam da linguagem jornal\u00edstica para transmitir conhecimento e gerar racioc\u00ednio e interesse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fim e ao cabo, \u00e9 refrescante e animador saber que a Independ\u00eancia <strong>continua tendo muito a ensinar<\/strong>, e que isto acontece porque h\u00e1 pessoas produzindo abordagens novas e ricas. Que, de t\u00e3o interessantes, <strong>compartilham os espa\u00e7os de sala de aula e de entretenimento<\/strong>, transformando-os em um incr\u00edvel cont\u00ednuo de aprendizagem. Vamos conhecer alguns desses trabalhos!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>#LIVRO \u2013 \u201c\u00c0s margens do Ipiranga: a viagem da Independ\u00eancia\u201d, Rodrigo Trespach (Editora Citadel, 2024)<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/inde02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4860\" width=\"215\" height=\"332\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Em <strong>\u201c\u00c0s margens do Ipiranga\u201d<\/strong>, o historiador ga\u00facho <strong>Rodrigo Trespach<\/strong> (laureado com a Ordem do M\u00e9rito do Livro, da Biblioteca Nacional, em 2022), parte de um elemento instigante para abordar a Independ\u00eancia: a <strong>longa viagem <\/strong>de D. Pedro I e seu grupo do Rio de Janeiro a S\u00e3o Paulo. Uma jornada de 1.400 km por grandes territ\u00f3rios vazios entremeados por vilas que, juntas, n\u00e3o somavam 12 mil habitantes. O que levou o <strong>jovem pr\u00edncipe<\/strong> (24 anos) a fazer essa viagem? Como viajava? O que encontrou pelo caminho? Al\u00e9m de viajar, ele tamb\u00e9m governou de fato nesse per\u00edodo? Como foi seu encontro com as pessoas comuns? Nessa abordagem, o epis\u00f3dio \u201c\u00e9pico\u201d da Independ\u00eancia \u00e9 enriquecido com informa\u00e7\u00f5es sobre o Brasil de ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LIVRO \u2013 \u201cPassado em Caleidosc\u00f3pio: vers\u00f5es quadrinizadas da Independ\u00eancia do Brasil\u201d, Raquel Fran\u00e7a dos Santos Ferreira e colaboradores (Appris, 2024)<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/inde03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4861\" width=\"214\" height=\"309\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Muita gente se lembra de \u201cIndepend\u00eancia ou Morte\u201d, filme de 1972 estrelado por Tarc\u00edsio Meira \u2013 uma atra\u00e7\u00e3o infal\u00edvel na grade da tev\u00ea aberta nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980. A produ\u00e7\u00e3o trouxe um dado interessante: <strong>a Independ\u00eancia era \u201cpop\u201d<\/strong>, e tamb\u00e9m chegava \u00e0s pessoas pela ind\u00fastria cultural. Em \u201cPassado em Caleidosc\u00f3pio\u201d, <strong>Raquel Ferreira<\/strong> (doutora em Hist\u00f3ria pela UFF) e seu time abordam o epis\u00f3dio a partir das hist\u00f3rias em quadrinhos. Como a Independ\u00eancia era contada nessas obras? Como elas ajudaram a fixar a imagem que temos, hoje, de Dom Pedro I e seu papel? E como elas trataram dos brasileiros \u201cesquecidos\u201d \u2013 figuras <strong>como o carroceiro<\/strong> que aparece lateralmente na tela \u201cIndepend\u00eancia ou Morte!\u201d, de Pedro Am\u00e9rico? Uma obra instigante porque \u201cl\u00ea as leituras\u201d da Independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PODCAST \u2013 \u201cEcos do Ipiranga\u201d, produ\u00e7\u00e3o do Museu do Ipiranga (da USP) com apresenta\u00e7\u00e3o de D\u00e9bora Aladim (2020)<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/inde04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4862\" width=\"320\" height=\"207\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Pesquisas apontam que o Brasil \u00e9 um dos <strong>maiores produtores e consumidores mundiais de podcasts<\/strong>, m\u00eddia \u201cherdeira do r\u00e1dio\u201d e que agrada por ser muito amig\u00e1vel. Nos 10 epis\u00f3dios (de 20 a 30 minutos de dura\u00e7\u00e3o) de <strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2bv53uQy4IQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cEcos do Ipiranga\u201d<\/a><\/strong>, os pesquisadores do <strong>Museu do Ipiranga\/USP<\/strong> revelam a Independ\u00eancia a partir de diferentes enfoques, da an\u00e1lise da pintura de Pedro Am\u00e9rico \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre o Brasil livre de Portugal e a escravid\u00e3o. Com uma <strong>linguagem acess\u00edvel<\/strong> e informa\u00e7\u00f5es de alta qualidade! Dispon\u00edvel em plataformas como Spotify, Deezer, Apple Podcasts e tamb\u00e9m no site do Museu do Ipiranga.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PODCAST \u2013 \u201cHist\u00f3ria FM\u201d, epis\u00f3dios 108 e 212, apresentado por Icles Rodrigues<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/editoraopet.com.br\/blog_opet\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/inde05.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4863\" width=\"209\" height=\"339\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Com mais de 460 mil seguidores no YouTube, o projeto \u201cHist\u00f3ria FM\u201d, conduzido pelo doutor em Hist\u00f3ria pela UFSC <strong>Icles Rodrigues<\/strong> com a participa\u00e7\u00e3o de especialistas, \u00e9 provavelmente o mais popular podcast do Brasil voltado \u00e0 tem\u00e1tica hist\u00f3rica. E reservou dois de seus 253 epis\u00f3dios para tratar da Independ\u00eancia: <strong>\u201cIndepend\u00eancia do Brasil \u2013 A hist\u00f3ria da separa\u00e7\u00e3o de Brasil de Portugal\u201d<\/strong> (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hlTVe7JvW6w&amp;list=PL0g2HWK8QfHb3uPxxTNrP2MyoBsPsPOfl&amp;index=142\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">epis\u00f3dio <\/a><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hlTVe7JvW6w&amp;list=PL0g2HWK8QfHb3uPxxTNrP2MyoBsPsPOfl&amp;index=142\">108<\/a>) <strong>e \u201cGuerra da Independ\u00eancia: os conflitos ap\u00f3s o sete de setembro\u201d<\/strong> (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bB0BUyVGNnM&amp;list=PL0g2HWK8QfHb3uPxxTNrP2MyoBsPsPOfl&amp;index=37\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">epis\u00f3dio 212<\/a>). Em ambos os epis\u00f3dios \u2013 com cerca de 2 horas de dura\u00e7\u00e3o cada \u2013, os temas s\u00e3o tratados em profundidade. Como no segundo, que derruba o mito de que a Independ\u00eancia foi uma esp\u00e9cie de \u201cbatida na mesa\u201d sem resist\u00eancias, combates ou participa\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todas essas obras \u2013<\/strong> e, com certeza, muitas outras, mais antigas e mais recentes \u2013 podem e devem ser conhecidas e comparadas pelos estudantes. E n\u00e3o s\u00f3 por eles! De uma perspectiva da educa\u00e7\u00e3o como elemento essencial para a constru\u00e7\u00e3o da realidade, ampliar o conhecimento hist\u00f3rico significa, em um primeiro momento, conhecer a si mesmo. E tamb\u00e9m abrir novas possibilidades para a vida social, da valoriza\u00e7\u00e3o cultural ao turismo e \u00e0 sustentabilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das novidades da Educa\u00e7\u00e3o brasileira nas \u00faltimas d\u00e9cadas, estabelecida em normativas como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foi a transforma\u00e7\u00e3o de temas e conte\u00fados em an\u00e1lise e rela\u00e7\u00e3o, em uma perspectiva transversal, voltada ao racioc\u00ednio e ao pensamento cr\u00edtico. 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