“Então, vamos ao museu?” Novidades e desafios dos museus do nosso tempo

Visitação ao ônibus espacial Discovery no Smithsonian Institution’s National Air and Space Museum. Foto: Getty Images.

Responda rápido: qual foi a última vez que você esteve em um museu? É bem possível que sua resposta seja “foi há bem pouco tempo”. E essa é uma excelente notícia!

Nos últimos anos, especialmente após a pandemia da COVID-19, as pessoas voltaram a frequentar os museus. No Brasil, segundo dados do Google Trends, as buscas cresceram 22% no ano de 2024 (o mais recente da pesquisa), e a média anual de visitação já supera os 30 milhões de pessoas. E os próprios museus estão na “boca do povo”: MASP, MON, Museu do Amanhã, Museu da Língua Portuguesa, Museu Histórico Nacional, Museu Catavento, Museu Imperial…

Além disso, dados globais mostram que, a cada ano, os cem maiores museus do mundo recebem cerca de 175 milhões de visitantes – e este número está crescendo.

Os museus oferecem um caminho lúdico e instigante de conexão com o conhecimento. Foto: Getty Images.

Mas, por que o interesse das pessoas pelos museus aumentou?

Porque essas instituições se modernizaram, trazendo temas instigantes e oferecendo experiências que vão muito além da imagem “clássica” de peças na vitrine ou de depósitos de patrimônio.

Os museus, enfim, estão mais vivos do que nunca. Valorizando, preservando, compartilhando e construindo História, Ciência, Arte e Conhecimento. Mas há, é claro, desafios que também devem ser conhecidos.

Nesta edição da série #EducaçãoHumaniza – em homenagem ao Dia Internacional dos Museus, que será celebrado no próximo dia 18 de maio – vamos falar sobre a origem, a evolução e os desafios dos museus.

A visita já vai começar – venha com a gente!

Ciência lúdica: em um museu de ciência é possível interagir com artefatos como o Gerador de Van de Graaff, que acumula eletricidade estática e literalmente “arrepia os cabelos”. Foto: Getty Images.

A coleção do rei

Para muita gente, a primeira ideia que vem à mente quando se fala em “museu” é a de uma coleção de objetos que contam coisas: pinturas, estátuas, múmias, fósseis, moedas, animais empalhados, armaduras, peças religiosas, máquinas e mais. Essa imagem faz todo sentido.

Porque os museus surgiram, de fato, como “coleções para mostrar e contar”. E nasceram há muito tempo, na Antiguidade, em culturas como a mesopotâmica, a egípcia, a grega e a romana.

Detalhe de relevo que mostra as tropas do imperador romano Tito desfilando com tesouros saqueados de Jerusalém. Peças como essas formavam as primeiras coleções. Fonte: Wikipedia.

Os poderosos de então – comandantes militares, reis, imperadores – reuniam grandes botins e queriam compartilhá-los com seus semelhantes, mostrando suas conquistas, o alcance de suas jornadas e até o “estranho e maravilhoso” que ficava para além das fronteiras do próprio reino. Queriam “apresentar o mundo”, demonstrando riqueza e, principalmente, poder.

Essa forma de “ser museu”, aliás, perdurou por muito tempo. No período colonial, impérios como o Espanhol, Francês, Russo ou Britânico faziam exatamente o mesmo. Montavam grandes coleções de peças retiradas de seus domínios e de regiões invadidas, expondo-as, agora, para os pares e, agora, para o povo.

Situado em São Petersburgo, Rússia, o Hermitage possui uma das maiores coleções de arte e etnologia de todo o planeta. Foto: Getty Images.

Visitando o “Gabinete de Curiosidades”

Ao ler os parágrafos acima, você provavelmente ficou com a impressão de que os museus, no início, tinham como grande finalidade mostrar uma visão de mundo ligada a poder e, também, a uma ideia de “nós e eles”, de povos mais civilizados e de povos “exóticos”. E é isso mesmo!

O colecionar, então, era visto como um traço de superioridade sobre aquelas culturas que não colecionavam. Some-se a isso, em tempos mais modernos, a Revolução Científica (do século XVI, com grande expansão nos séculos XVIII e XIX), que gerou um enorme movimento de descoberta, catalogação e publicidade dos achados – animais, insetos, plantas, fósseis, antigos textos, peças arqueológicas etc. Vivia-se, então, entre a realidade do “Gabinete de Curiosidades” e a das primeiras tentativas de catalogar, organizar e mostrar descobertas científicas.

Conchas, pintura, estátuas: detalhe de um “Gabinete de Curiosidades” pintado em 1636 pelo pintor flamengo Frans Francken. Fonte: Wikipedia.

Os primeiros museus modernos

O primeiro museu moderno, aquele que inaugura o que conhecemos como tal, foi o Ashmolean Museum, fundado em 1683 na cidade inglesa de Oxford. Elias Ashmole herdou e assumiu os direitos sobre uma enorme coleção dos naturalistas John Tradescant (pai e filho) e a doou à Universidade de Oxford.

A instituição construiu um edifício para abrigar esse acervo, dando origem ao Ashmolean. Atualmente, o museu segue sendo um dos principais do mundo, com um acervo de mais de um milhão de peças, abrangendo do Antigo Egito ao Japão, passando por obras de Michelangelo, moedas, máscaras funerárias e muito mais.

Ashmolean Museum, em Oxford: o primeiro museu “moderno. Foto: Getty Images.

Outro museu (na verdade, um conjunto de museus) pioneiro e extremamente importante é o do Vaticano, que a partir de meados do século XVIII começou a organizar seu acervo em galerias e abrir estes espaços à visitação. O acervo dos Museus Vaticanos é um verdadeiro tesouro – são 70 mil peças de arte e arqueologia distribuídas em nada menos do que 1.400 salas na própria cidade-Estado do Vaticano!

O terceiro dos museus “fundantes” da Era Moderna é o do Louvre, que passou de coleção real de arte a museu nacional francês em 1793, na esteira da Revolução Francesa. Com 38 mil peças – e um acervo que cresceu muito ao longo da Era Napoleônica e de todo o século XIX –, o Louvre é, atualmente, o maior museu de arte do mundo! Em tempo: é, também, o mais visitado, com cerca de 10 milhões de visitantes por ano (uma média de 27 mil visitantes por dia!).

Outros museus que não podem ficar de fora desta lista de “pioneiros incríveis” são o Hermitage, inaugurado em 1764 na cidade russa de São Petersburgo, o Museu Britânico (fundado em 1753), de Londres, e o Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque (1870). Há, é claro, muitos outros museus magníficos (que vamos listar no final deste artigo), mas os citados são os pioneiros.

O “pulo do gato” dos museus

O século XX e as primeiras décadas do século XXI trouxeram grandes novidades. Estamos falando do cinema, da tevê, do rádio, da computação e de avanços extraordinários nas técnicas da indústria gráfica. Todas essas novidades, todas essas tecnologias, refluíram para os museus a partir do momento em que eles mudaram de paradigma.

E que mudança foi essa? Eles deixaram apenas de “mostrar acervos” de forma acrítica e passaram a envolver os visitantes em experiências mais profundas, comunicacionais e sensoriais. O museu, enfim, deixou de ser o “Gabinete de Curiosidades” e passou a oferecer uma experiência viva, que comunica o acervo e vai além.

As coleções dos museus colocam as pessoas em contato com elementos materiais da História. Foto: Getty Images.

Essa mudança se conecta a uma transformação na museologia, que, especialmente a partir dos anos 1960 e 1970, caminhou para oferecer algo diferente e encantador. Mudanças na arquitetura dos prédios, exposições que caminham para fora do espaço museológico, temas e acervos voltados a públicos específicos como as crianças, oferta de experiências científicas (no caso dos museus de ciência e tecnologia) e interações digitais “romperam a vitrine” do passado e colocaram os acervos mais perto das pessoas. Essas mudanças, que efetivamente promoveram um retorno das pessoas aos museus, também foram importantes para o financiamento das próprias instituições – todas elas têm gastos importantes com a conservação, a pesquisa e a expansão dos acervos.

Museus que se mexem!

Muito bem: você quer exemplos de museus modernos e altamente interativos? Vamos a eles! O paulistano Museu da Língua Portuguesa, com suas muitas experiências interativas dentro do nosso idioma, é um deles. O Museu de História Natural de Nova York (AMNH), com seu teatro imersivo 360° e aplicativos de realidade aumentada que “dão vida” a dinossauros extintos, é outro. No campo da tecnologia, merecem destaque o Deutsches Museum, de Munique (Alemanha) – o mais antigo museu do gênero no mundo, fundado em 1903 –, e o Seoul Robot & AI Museum (RAIM), inaugurado em 2024 – o primeiro museu do mundo dedicado à robótica e à IA.

Nosso Museu Nacional, atualmente em fase final de reconstrução – fundado em 1818, ele foi destruído por um incêndio devastador em 2018 –, também promete estar entre os mais importantes e interativos do mundo. E por quê? Porque, entre seus desafios, estão atrair público e, especialmente, recuperar e recontar a história das peças destruídas – algo que só será possível pela soma entre pesquisa de alta qualidade e entrega digital precisa.

E os desafios?

Mas, como fazer isso? A resposta a esta pergunta pode representar um novo salto para os museus. Há, porém, desafios importantes. O primeiro: levar essa transformação para um número muito maior de instituições. Para além dos grandes museus, afinal, há dezenas de milhares de outros que, muitas vezes, ainda reproduzem o modelo “Gabinete de Curiosidades”. Apenas para se ter uma ideia: no Brasil há 4.024 museus cadastrados no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – muitos, em especial os das cidades menores, ainda não “deram o salto” de qualidade.

Outro desafio, monumental, diz respeito ao repensar dos governos e das gestões dos museus em relação aos seus acervos. Na medida em que muitas coleções foram construídas no período colonial – em muitos casos, a partir de saques, confiscos e compras ilegais –, há uma questão séria que envolve a titularidade dos acervos e a necessidade de repatriação de peças.

Apenas para ficar em alguns exemplos, entre os acervos “problemáticos” estão coleções associadas às religiões e religiosidades de povos originários (como objetos rituais e até restos humanos de grupos indígenas americanos), peças saqueadas em guerras e relíquias arqueológicas como os bronzes do Benin, África (hoje, em vários museus), os frisos do Parthenon, em Atenas (atualmente no Museu Britânico), o busto da rainha egípcia Nefertiti (atualmente no Neues Museum, em Berlim) e a Pedra de Rosetta (peça-chave na decifração dos hieróglifos egípcios, hoje no Museu Britânico).

Mas, não seria simples apenas repatriá-los, devolvendo-os às sociedades de origem? Sim e não. Se, por um lado, já há movimentos importantes nesse sentido – como a entrega, ao Brasil, de mantos tupinambás em penas de guará (do século XVII) que estavam no Museu Nacional da Dinamarca –, por outro há questões econômicas envolvidas. Peças como o busto de Nefertiti, por exemplo, são “estrelas” que atraem milhares de pessoas do museu. Sem contar o risco, que não deve ser desprezado, de as peças retornarem a lugares sem capacidade de conservar e mostrar os acervos. Algo que, em tese, poderia ser resolvido por uma expansão dos museus e da cultura museológica, o que demanda investimentos e interesse político.

Conclusão

Neste artigo, pudemos perceber como os museus evoluíram. E evoluíram, em essência, porque refletem a evolução das sociedades e da tecnologia. Esse processo, porém, também marca conflitos que cresceram nas últimas décadas. O maior deles, o do respeito às culturas do mundo e à necessidade de promoção da interculturalidade nas relações entre os povos. Outro desafio é o da democratização desse novo modelo, que deve alcançar os milhares de museus do mundo e não apenas as grandes instituições.  

Se conseguirmos dar esse salto, os museus – esses espaços vivos de memória e descoberta – terão, de fato, encontrado o caminho para o futuro. Um passo importante nesse sentido é o interesse das pessoas pelos seus museus. Assim, deixamos o convite: vá aos museus! Prestigie o museu da sua cidade!

O Museu do Palácio Nacional, em Taipei, possui uma das maiores coleções de arte e História da China de todo o mundo. Foto: Getty Images.

Museus para conhecer:

O mundo possui milhares de museus, e muitos deles são simplesmente sensacionais. Abaixo, listamos apenas alguns deles que podem ser conhecidos pela internet:

Hermitage Museum, São Petersburgo

Instituto Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais

Metropolitan Museum of Art (MET), Nova Iorque

Museo Nacional del Prado, Madrid

Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo

Museu Britânico, Londres

Museu da Acrópole, Atenas

Museu de História Natural (AMNH), Nova Iorque

Museu do Louvre, Paris

Museu Imperial, Petrópolis, Rio de Janeiro

Museu Nacional, Rio de Janeiro

Museu Oscar Niemeyer (MON), Curitiba

Museus do Vaticano, Roma

National Palace Museum, Taipei, Taiwan

New York Hall of Science (NYSCI), Nova Iorque

Novo Museu Egípcio, Cairo

Smithsonian National Air and Space Museum, Washington

Tate Modern, Londres

A importância das formações pedagógicas para a qualidade da educação nas redes municipais

Formação de professores em Chapecó: o objetivo das formações é oferecer uma experiência integral, que se reflita nas ações docentes em sala de aula. Foto: Editora Opet.

As formações pedagógicas desempenham um papel central nas parcerias da Editora Opet com os municípios. Por meio delas, no diálogo e na construção conjunta do conhecimento, os professores conseguem acessar e desenvolver os melhores usos dos materiais e recursos educacionais. E os gestores, avançar no fortalecimento da educação. Com intencionalidade, olhar crítico e troca de experiências. O resultado? O fortalecimento da aprendizagem e o desenvolvimento integral das crianças e dos estudantes!

Nas últimas semanas, os assessores pedagógicos da Editora estiveram em municípios do Paraná, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso e Minas Gerais para mais um ciclo de formação continuada. Esses encontros fortalecem a parceria com as redes municipais, promovendo reflexão qualificada sobre práticas pedagógicas e o uso assertivo dos materiais e soluções Opet, sempre com foco na potencialização dos resultados educacionais. A seguir, destacamos o trabalho desenvolvido em três redes municipais.

🫶 Astorga: encontro com 400 profissionais de Educação

Em Astorga, município parceiro Opet na região norte do Paraná, a formação – com o atendimento do supervisor regional Fernando Corrêa – aconteceu nos dias 13 e 14 e envolveu nada menos do que 400 profissionais de Educação, entre professores e gestores, além das famílias dos estudantes – que participaram de um Encontro com Familiares (EFAM).

Entre os atendimentos, uma palestra com a pedagoga e professora Gabriela Menezes sobre o tema “Educação inclusiva na prática: estratégias possíveis para o cotidiano pedagógico com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA)”.

Educadores na palestra “Educação inclusiva na prática: estratégias possíveis para o cotidiano pedagógico com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, com a professora Gabriela Menezes. Foto: Editora Opet.

“Foi excelente! A palestrante foi perfeita em sua apresentação e o conteúdo foi exatamente o que esperávamos. Os professores elogiaram muito”, diz a secretária municipal de Educação de Astorga, Graziella Cavallari. Em relação ao trabalho desenvolvido pela Opet no município, Graziella destaca a presteza e a qualidade no atendimento pelos assessores e supervisores. “Temos uma equipe sempre muito próxima e muito presente para atender as nossas demandas”, sintetiza.

🤝 Aquiraz: gestão escolar para a equidade

O município mais antigo do Ceará – e, também, sua primeira capital –, Aquiraz é um parceiro estratégico da Editora Opet. Lá, o trabalho também foi realizado nos dias 13 e 14, envolvendo 85 professores dos primeiros e segundos anos do Ensino Fundamental, os 56 diretores das escolas do município e os superintendentes da secretaria de Educação.

Professores de Aquiraz durante a formação: o foco, aqui, foi na educação socioemocional. Foto: Editora Opet.

No caso dos diretores, como explica o supervisor regional Glaylson Rodrigues – responsável, na Editora, pelo atendimento –, foi organizado um fórum especial com o tema “Gestão escolar para a equidade: estratégias para a redução das desigualdades educacionais”, apresentado pela coordenadora pedagógica Rúbia Cristina da Costa, da Editora Opet. O secretário pedagógico de Aquiraz, Pedro Lioba, se disse entusiasmado com o trabalho desenvolvido com os gestores. “Só posso dizer que a formação impactou positivamente na rede de ensino.”

📈 Chapecó: parceria histórica pela educação
Localizado no Oeste de Santa Catarina, Chapecó é parceiro da Editora Opet há vários anos, com foco na aprendizagem e no desenvolvimento integral das crianças e dos estudantes.
Na rede municipal, o primeiro ciclo formativo do ano começou no dia 20 de março, com os professores. A formação envolveu nada menos do que 700 educadores de todos os componentes da Educação Básica e da Educação Especial. Os professores de Arte, Ciências, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Educação Física e Educação Especial puderam se aprofundar nas possibilidades de uso dos materiais didáticos e dos recursos educacionais digitais.

Iniciado em março, ciclo formativo em Chapecó envolveu mais de 700 professores e 360 gestores e integrantes das equipes da SME. Foto: Editora Opet.

No período de 14 a 17 de abril foi a vez dos cerca de 360 gestores e integrantes da equipe técnica da secretaria de Educação. O foco foi em um tema que ganha cada vez mais importância no contexto educacional: a Inteligência Emocional, mas voltada à gestão de pessoas e situações na escola.

Por fim – mas não menos importante –, no último dia 23 a formação teve como público os professores da Educação Infantil que atuam com a Língua Inglesa. Essa formação foi conduzida pela professora Vera Rauta, uma grande especialista. O tema – “A Língua Inglesa na Educação Infantil: quando a língua adicional dialoga com a infância” – buscou aproximar o idioma da vivência das crianças.
“Chapecó se destaca pelo alto nível de organização e engajamento, desde o planejamento pela equipe da SEDUC até a participação dos educadores”, avalia Marina Kalinowski, supervisora regional da Editora responsável pelo atendimento. “A dedicação de todos faz a diferença no dia a dia das escolas e contribui para fortalecer os resultados da rede municipal de ensino.”

Formações pedagógicas movimentam redes em MG, PR e SC

Turma de gestores da SME de Xaxim, Santa Catarina, na formação pedagógica desta semana.

O trabalho pedagógico e de aproximação com a comunidade não para: nas últimas semanas, o time pedagógico da Editora Opet esteve em campo para mais uma série de encontros com professores, gestores e familiares de estudantes dos municípios parceiros. Como os que aconteceram em Caxambu, no sul de Minas Gerais, Santa Mariana, no norte pioneiro do Paraná, e Xaxim, no oeste de Santa Catarina.

São ações formativas estratégicas, planejadas com cuidado pela Editora e que permitem o fortalecimento do trabalho docente e de gestão para a construção conjunta do conhecimento, a aprendizagem e o desenvolvimento socioemocional dos estudantes. São ações, também, de aproximação em relação às famílias pelo desenvolvimento da educação.

Caxambu (MG): Receptividade e Participação

Em Caxambu (MG), o encontro aconteceu nos dias 30 e 31 e envolveu cerca de 50 professores da Educação Infantil 5 e do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. O foco foi dado às coleções “Entrelinhas para Você” (Educação Infantil) e “Caminhos e Vivências”, utilizadas pela rede municipal de ensino.

“Ficamos muito felizes com a formação. Os professores de Caxambu são, sempre, muito receptivos à nossa equipe. Eles são participativos e afetuosos”, conta a supervisora regional Jessica Soares, responsável pela formação na Editora Opet.

As professoras Thaianny Diniz Nogueira, chefe de Central da Educação Infantil, e Mayara Resende da Silva, chefe de Central do Ensino Fundamental da secretaria municipal de Educação de Caxambu, coordenaram o trabalho formativo pelo município.

“Os encontros foram de extrema importância, especialmente por marcar o ano de implantação do sistema no município”, explica Thaianny. “Com a formação, os professores tiveram a oportunidade de trocar experiências, esclarecer dúvidas e participar de oficinas enriquecedoras.”

Ela observa que momentos assim são fundamentais para um trabalho de excelência, que amplia a experiência e o suporte aos docentes, contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade do ensino oferecido aos alunos.

Sobre a experiência com a Editora Opet, as coordenadoras observam que ela tem sido muito satisfatória. E destacam a disponibilidade da equipe de formadores, que apoia e contribui para a educação municipal. “Os materiais e recursos contribuem para o processo de ensino e aprendizagem dos alunos, permitindo que o corpo discente avance de forma contínua”, comenta Thaianny.

Santa Mariana (PR): Comunidade Presente

Em Santa Mariana (PR), o trabalho – coordenado na Editora pelo supervisor regional Fernando Corrêa – aconteceu nos dias 31 de março e 01º de abril. E envolveu cerca de 150 profissionais entre professores, gestores e equipe técnica da secretaria.

No caso dos docentes, participaram todos os da Educação Infantil (1 a 5), do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e dos componentes de Arte e Educação Física. Foram várias oficinas envolvendo temas relacionados aos segmentos atendidos em conexão com as coleções “Entrelinhas para Você” e “Caminhos e Vivências”.

No município também foi realizado um Encontro com Familiares (EFAM), que reuniu a comunidade para a palestra “Família Presente: cuidar, educar e proteger crianças em um mundo de relações, emoções e desafios”. A ação foi conduzida pela assessora pedagógica Jussara Moreschi, da Editora Opet.

Os EFAM são momentos essenciais das parcerias da Editora com os municípios. Eles materializam e fortalecem um princípio do trabalho – a aproximação entre a família e a escola pelo desenvolvimento integral das crianças e dos estudantes.

Xaxim (SC): Momentos Formativos Fundamentais

No município de Xaxim, a formação, que começou ontem e segue hoje (08 e 09 de abril), envolve 40 gestores e integrantes da equipe técnica da secretaria. Eles participam de oficinas com os temas “Educação integral e educação em tempo integral”, “Diversidade escolar e diversidade na escola”, “Práticas de atualização e escrita do PPP” e “Inteligência emocional na gestão da escola”.

Na rede municipal, o trabalho formativo com os professores aconteceu um pouco mais cedo, em fevereiro. E envolveu nada menos do que 290 professores – profissionais da Educação Infantil 4 e 5, do Ensino Fundamental Anos Iniciais (1º a 5º ano + Ciências, Arte e Educação Física) e Anos Finais (Língua Portuguesa e Língua Inglesa, Matemática, História, Geografia, Ensino Religioso, Educação Física, Ciências e Arte).

Na ocasião, a programação abrangeu várias oficinas, sempre com foco nos materiais didáticos – como as coleções “Entrelinhas para Você” e “Caminhos e Vivências”, da Educação Infantil e do Ensino Fundamental – e em temas de interesse para o dia a dia dos professores na escola.

Na avaliação do secretário municipal de Educação de Xaxim, Gildomar Michelon, momentos formativos como os promovidos para professores e gestores são fundamentais. “Investir em capacitação é investir na qualidade do ensino e no futuro dos nossos alunos. Estamos sempre em busca de novas estratégias que possam contribuir com o desenvolvimento da nossa educação municipal.”

(*) – Fotos: Editora Opet

(**) – Com informações complementares (Xaxim) de “Lê Notícias”.

Formações pedagógicas de março marcam o início do ano letivo nas redes municipais

A assessora pedagógica Daniele Pires Dias, da Editora Opet, com professores na formação de Campos de Júlio (Foto: SMCS/Campos de Júlio)

Março ocupa um lugar central na organização do trabalho pedagógico nas redes municipais de ensino. Com o início efetivo do ano letivo, crianças, estudantes e professores passam a consolidar, em sala de aula, os primeiros movimentos do processo de aprendizagem. 

Esse também é um período intenso para a equipe de assessores e supervisores pedagógicos da Editora Opet, que percorre diferentes regiões do país promovendo formações pedagógicas. Nos últimos quinze dias, os profissionais estiveram nas redes municipais de Corumbiara e Cerejeiras, em Rondônia; Conquista D’Oeste e Campos de Júlio, em Mato Grosso; São Lourenço e, na sequência do calendário, Itabirito e Pouso Alto, em Minas Gerais; Barra Velha, em Santa Catarina; e Diamante do Norte, Turvo e Douradina, no Paraná. A programação também inclui Pimenteiras do Oeste, em Rondônia. Ao longo desse percurso, centenas de professores e gestores participam das atividades formativas. 

Corumbiara

Em Corumbiara, no sul de Rondônia, a formação foi realizada nos dias 9 e 10 de março, reunindo professores que atuam com as coleções Entrelinhas para Você e Caminhos e Vivências. Além da abordagem dos materiais didáticos, a programação contemplou reflexões sobre os temas “Experiências de Aprendizagem Vivas e Significativas”, voltado à Educação Infantil, e “Práticas Pedagógicas: Transformando possibilidades em realidade para o professor”, direcionado ao Ensino Fundamental. 

Em Corumbiara, com os professores do 4º e 5º ano (Foto: Editora Opet)

Na avaliação da professora Fabiana Ramos, assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, a parceria estabelecida com a Editora Opet ao longo dos últimos seis anos tem contribuído para resultados significativos na rede. “Nas formações do primeiro semestre, que envolveram os professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais, tivemos momentos importantes de discussão, trocas e compartilhamento de conhecimentos”, pondera. 

Campos de Júlio

No oeste de Mato Grosso, o município de Campos de Júlio vem acumulando reconhecimento pelos resultados alcançados na Educação Básica. No último dia 18, recebeu premiação no 5º Prêmio Alfabetiza MT, iniciativa estadual que valoriza municípios com destaque na alfabetização na idade certa. A rede obteve desempenho expressivo nos quintos anos do Ensino Fundamental e conquistou o “Selo Prata – Porte 2”, categoria destinada a municípios com 51 a 199 estudantes avaliados.

No ranking estadual, alcançou a 21ª colocação entre 70 municípios, com 455 pontos em Língua Portuguesa e Matemática, ficando a quatro pontos do Selo Ouro. O município também recebeu o Selo Ouro no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), coordenado pelo MEC.

Parte desse trabalho é desenvolvida com o apoio da Editora Opet. No município, a formação ocorreu nos dias 12 e 13 de março e reuniu cerca de cem professores. As atividades envolveram o aprofundamento nos conteúdos das coleções Entrelinhas para Você, Caminhos e Vivências e Ser e Viver Cidadania. Também foram trabalhados os temas “Experiências de Aprendizagem Vivas e Significativas”, na Educação Infantil; “Práticas pedagógicas: leitura, aprendizagem e descobertas”, para 3º e 4º anos; e “Práticas pedagógicas: transformando possibilidades em realidade para o professor”, voltado ao 5º e 6º anos. 

As formações, como esta, em Campos de Júlio, envolvem descontração, diálogo e uma participação intensa dos docentes (Foto: SCMS/Campos de Júlio).

Para a professora Odila Nelci Krampe Donat, assessora pedagógica da rede municipal, a formação fortalece o trabalho desenvolvido nas escolas. “O material didático da Editora Opet está alinhado às diretrizes do Estado e contribui para a organização do trabalho docente”, observa. “A formação continuada também tem papel relevante, principalmente pelas oficinas práticas, que favorecem a aplicação no cotidiano escolar. Além disso, o envolvimento das famílias, por meio de orientações e palestras, fortalece a relação entre escola e responsáveis.” 

Odila também destaca a importância das ações desenvolvidas no âmbito do Programa Indica, oferecido pela Editora Opet para avaliação diagnóstica da aprendizagem. “Ele traz dados consistentes, permitindo identificar fragilidades e direcionar intervenções de forma mais assertiva, contribuindo para a melhoria dos resultados de aprendizagem.” 

Turvo

No centro do Paraná, o município de Turvo mantém uma parceria histórica com a Editora Opet. As atividades de formação pedagógica foram realizadas nos dias 11 e 12 de março. A programação incluiu ainda um Encontro com Familiares (EFAM) de crianças da Educação Infantil (4 e 5 anos), coordenado pela secretária municipal de Educação, Silvane Rickli Horst Schneider, e pela coordenadora pedagógica Dimarilda do Nascimento. O EFAM teve como tema “Família Presente – Cuidar, educar e proteger crianças em um mundo de relações, emoções e desafios”, conduzido por Elisangela Vieira, assessora pedagógica da Editora. 

As formações da Editora sempre incluem momentos “mão na massa”, em que os professores trabalham com recursos que podem levar à sua prática em sala de aula (Foto: SMCS/Turvo).

No caso da formação pedagógica, as atividades abrangeram a Educação Infantil, com a realização de oito oficinas, sendo quatro para cada nível de ensino.

Na avaliação da secretária municipal de Educação, Silvane Schneider, a formação pedagógica é fundamental para o ano letivo. “Por meio dela os professores ampliam seus conhecimentos, refletem sobre suas práticas e alinham metodologias às necessidades reais dos alunos”, observa. “A formação continuada fortalece a segurança do professor em sala de aula, promove a troca de experiências entre os profissionais e contribui diretamente para a qualidade do ensino ofertado na rede municipal.”

Ela destaca a importância dos Encontros com Familiares, que fortalecem a parceria entre escola e família – essencial para o processo de aprendizagem. “Quando a família participa da vida escolar, os resultados são visíveis no comportamento, no interesse e no desenvolvimento das crianças”, reflete. “Esses momentos de diálogo aproximam a comunidade escolar e geram resultados efetivos, tanto no acompanhamento pedagógico quanto na formação integral dos estudantes.”

Educação em Movimento! Formações Opet em fevereiro reúnem cinco mil educadores

Fevereiro é um mês estratégico para as formações pedagógicas. Aqui, momento formativo em Água Boa, Mato Grosso. Crédito/foto: SMCS/Água Boa.

As formações pedagógicas são um momento essencial da parceria da Editora Opet com os municípios. Nelas, é possível aprofundar os conhecimentos e o “saber fazer” com as coleções e ferramentas educacionais. Mais do que isso, as formações permitem construir a educação de forma conjunta, no diálogo e na percepção das questões e características únicas de cada rede de ensino.
Neste início de ano letivo, as formações brilham ainda mais. Elas marcam o “tiro de largada” de um trabalho que começou meses antes, com o planejamento e a preparação das equipes da Editora e dos municípios. Verdadeiro tempo de “pé na estrada”, que leva os formadores pedagógicos da Editora a todas as regiões do país.

Nos últimos dias, por exemplo, mais de cem formadores da Editora estiveram em nada menos do que 18 municípios no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo, Ceará e Minas Gerais, para trabalhar com mais de cinco mil professores e gestores. Um trabalho que segue pelas próximas semanas e ao longo de todo o ano, nas formações que envolvem o uso dos materiais didáticos, ferramentas e recursos educacionais, e também discussões sobre temas de interesse da educação.

✔️ Santana de Parnaíba

Uma das cidades mais antigas do Brasil é, também, um dos parceiros mais tradicionais da Editora Opet. Situada na região metropolitana de São Paulo, Santana de Parnaíba se destaca na educação em rankings como o Connected Smart Cities, tendo ficado na primeira posição do país no quesito “Educação” no ano passado.

Formações ampliam o repertório dos professores para o uso dos materiais didáticos. Foto: SMCS/Santana de Parnaíba.

Lá, nos dias 19 e 20 de fevereiro, a formação envolveu 2.284 professores e gestores, com foco em todos os níveis da Educação Básica, da Educação Infantil ao Ensino Médio (que também é abrangido pela rede municipal de ensino). “Nossa parceria com Santana de Parnaíba já chega a uma década e vem se consolidando e se aprofundando ano a ano”, avalia o supervisor regional Fernando Correa, da Editora Opet.
“Neste ano, por exemplo, pudemos observar um engajamento ainda maior dos professores e dos gestores, um compartilhamento e uma troca de experiências em educação. E isso tem muito a ver com a organização feita pela equipe da Secretaria para as formações continuadas, que é muito boa. São três polos grandes, que a cada ano otimizam as atividades”, observa.

✔️Alicerce Estratégico
Para o diretor de Ensino de Santana de Parnaíba, professor Cleber Aparecido Martinelli Hernandes, a formação dos dias 19 e 20 é o alicerce estratégico para o sucesso do ano letivo de 2026. “Ela permite o alinhamento pedagógico de toda a rede municipal neste momento de contato direto com os estudantes”, observa. “Começar o ano com esse planejamento coletivo é fundamental para garantir que todos os professores estejam em sintonia com as metas educacionais da cidade, promovendo segurança metodológica e um ambiente motivador, que reflete diretamente na qualidade do aprendizado desde o primeiro dia de aula.”

Sobre a parceria com a Editora Opet, o diretor a avalia como um pilar de inovação para Santana de Parnaíba. “Ela oferece um sistema de ensino que integra materiais didáticos de excelência, alinhados à BNCC, com um suporte pedagógico contínuo aos nossos docentes. Essa colaboração fortalece a relação entre escola e família e fornece ferramentas modernas que potencializam o desenvolvimento integral dos estudantes, consolidando nossa rede como uma referência em educação pública de qualidade.

Grupo de formadores do Polo Imídeo junto aos Supervisores da SME de Santana de Parnaíba. Foto: Editora Opet.

✔️ Água Boa

Outro exemplo significativo desse trabalho formativo vem de Água Boa, município situado na região do vale do rio Araguaia, no oeste de Mato Grosso. Lá, a primeira formação também aconteceu nos dias 19 e 20 de fevereiro, dentro da Jornada Pedagógica 2026. Entre os temas abordados estiveram práticas pedagógicas, leitura e aprendizagem, inclusão escolar, planejamento e avaliação, inovação no processo de ensino-aprendizagem, além do fortalecimento da atuação dos profissionais que contribuem diretamente para a organização e o funcionamento das unidades escolares.

Uma das turmas de professores na formação de Água Boa. Foto: SMCS Água Boa.

Lá, como explica a supervisora regional da Editora Opet, Claudia Dalabona, o trabalho envolveu 200 professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, além de gestores e docentes especialistas. “Foi um momento incrível. Leve, acolhedor, com muitas trocas de experiências e, principalmente, com o fazer, o ‘mão na massa’ que é tão importante para o trabalho que vai seguir por todo o ano”, explica. Claudia destaca a proatividade e o engajamento dos professores. “É muito bom trabalhar com pessoas que não se limitam a ouvir e participam de cada momento, formando uma verdadeira comunidade de aprendizagem – isto é essencial.”

Em sua cobertura da Jornada Pedagógica, a Secretaria Municipal de Educação reforçou que “investir na formação continuada é investir no futuro de Água Boa, garantindo uma educação cada vez mais eficiente, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento dos alunos”.

Durante as formações, as coleções são examinadas em detalhes no contexto do processo de ensino-aprenmdizagem. Foto: SMCS Água Boa.

Ano letivo começa com formações pedagógicas em diferentes regiões do país!

Com o início do ano letivo nas redes de ensino de todo o Brasil, a equipe pedagógica da Editora Opet intensifica sua atuação junto aos municípios parceiros. É tempo de “pé na estrada”, com palestras e formações pedagógicas que marcam o início do trabalho formativo de 2026 – um trabalho que segue pelas próximas semanas!

📍 No dia 19 de janeiro, com o apoio da Editora Opet, os educadores de Cocalinho (MT) participaram da palestra do psicanalista João Hilton, realizada durante a abertura da Semana Pedagógica do município. Com o tema “Comunicação Assertiva e Gerenciamento Emocional”, o encontro promoveu momentos de escuta, diálogo e reflexão sobre as relações no contexto educacional.

Em Cocalinho, a palestra foi com o psicanalista João Hilton. Foto: SME

📍Já no dia 26, foi a vez dos professores e gestores de Aquiraz (CE) receberem a coordenadora pedagógica da Editora Opet, Rúbia Cristina da Costa. Em sua fala, ela abordou o tema “Equidade, inovação e responsabilidade social na educação: desafios atuais para a promoção de aprendizagens significativas”, destacando o papel da escola na construção de práticas pedagógicas mais justas e alinhadas às demandas contemporâneas.

A coordenadora Rúbia Cristina na palestra e com a equipe da SME de Aquiraz.

📍No dia 28, durante a abertura da Semana Pedagógica de Varginha (MG), também com o apoio da Editora, os educadores participaram da palestra “Antes de tudo, um coração”, ministrada pelo cantor Rafinha Acústico – ele trouxe uma abordagem sensível e inspiradora sobre o cuidado com as emoções no ambiente escolar.

Em Varginha, os participantes da semana pedagógica participaram de uma palestra cultural com Rafinha Acústico. Foto: Divulgação.

📍As formações pedagógicas seguem nos dias 29 e 30 de janeiro nos municípios de Varginha e Andradas (MG), Figueirópolis do Oeste (MT) e São Sebastião da Amoreira (PR). Para Fernanda Gonçalves, coordenadora pedagógica regional da Editora Opet, esse momento inicial é fundamental para o desenvolvimento do trabalho ao longo do ano.

“Esse momento formativo inicial é estratégico para o trabalho de todo o ano. Nossa equipe planejou e se preparou muito para o trabalho com professores e gestores. Agora, colocamos a parceria em prática”, destaca.

E essa é apenas a primeira etapa da jornada formativa de 2026. Nas próximas semanas e ao longo de todo o ano, a Editora Opet seguirá acompanhando e apoiando seus municípios parceiros, reafirmando o compromisso com a formação docente e a qualidade da educação.

#EducaçãoHumaniza: a origem das universidades

“Universidade”: quando a gente lê a palavra, pensa imediatamente em ensino superior. E é isso mesmo: ela é o lugar para a formação especializada em uma infinidade de áreas, da Geologia à Medicina, da TI à Pedagogia, e até em “zonas do conhecimento” que, neste exato momento, estão sendo imaginadas!

Universidade também é o lugar do encontro de pessoas para a troca e a construção de conhecimentos, de olho no desenvolvimento da civilização. Uma criação humana notável, que tem tudo a ver com a ideia de que a Educação Humaniza, mote da Editora Opet para 2026. Nesta edição da série #EducaçãoHumaniza, investigamos o surgimento das universidades. Venha com a gente!

O nome universidade tem a ver com universo?

A resposta é sim: universidade vem do termo latino universus, formado por unus (um) e versus (voltado para), gerando a ideia de algo “voltado para o todo”, capaz de abranger o conjunto das coisas.

Ou seja, universo é o conjunto de tudo o que existe e que é percebido assim, em conjunto, em suas conexões. E isso nos permite entender porque, na Astronomia, ele é usado para identificar o espaço sideral, a matéria, a energia e o tempo.

Esse é um começo instigante. Mas, como a palavra acabou identificando o que, hoje, conhecemos como universidade? A ideia de um lugar voltado a todos os saberes é boa e faz muito sentido. Para chegar mais perto de uma conexão com seu início histórico, porém, é preciso voltar no tempo, mais exatamente para a Idade Média ocidental, que é quando o termo começou a ser utilizado nesse sentido. 

“Universitas magistrorum et scholarium”

Essa é a resposta! Na Europa, por volta do século XI – na passagem da Alta Idade Média para a Baixa Idade Média, em áreas de países como França, Itália e Alemanha – essa expressão era utilizada para identificar os primeiros grupos modernos ocidentais especializados em trocar e produzir conhecimentos.

“Universitas magistrorum et scholarium” significa, exatamente, o “conjunto (universitas) de professores (magistrorum) e estudantes (scholarium). Eureka! 

Mas, voltemos a esses grupos. Por que eles se reuniam? E como eles conseguiam se manter?

A ideia de um grupo de especialistas transmitindo conhecimentos tem suas raízes na própria Baixa Idade Média – período que antecedeu a Idade Moderna – e no ressurgimento das cidades e do comércio. 

Um começo “corporativo”

Ela tem tudo a ver com as corporações de ofício (de alfaiates, sapateiros, ferreiros, carpinteiros, pedreiros, marceneiros, padeiros, etc.), mas com um objeto um pouco diferente. Se as corporações se organizavam para fornecer conhecimentos técnicos e padrões para a produção de bens materiais e serviços, no caso das universidades o foco era outro. Mais exatamente, os do Direito, Medicina, Filosofia e Teologia – áreas de saberes “imateriais”, mas tremendamente relevantes para a vida das sociedades porque conectadas à organização e à gestão do Estado (naquele momento, os Estados modernos estavam começando a aparecer).

​A arte da gestão

O valor do que esses grupos produziam, a importância que possuíam, nos permite entender quem os financiava. Vale lembrar que seus conhecimentos não geravam ganhos diretos como os produzidos pela venda de uma espada ou a construção de uma igreja; porém, eram muito importantes porque permitiam aos mandatários fortalecer a arrecadação de impostos, armar exércitos para financiar guerras, relacionar-se com as grandes casas bancárias (que já existiam), firmar acordos diplomáticos e de casamentos reais, encontrar dinheiro para os gastos pessoais dos reis, justificar estes gastos…

As universidades eram bancadas pelas próprias cidades (burgos), pelos reis que começavam a aparecer depois de um longo período de feudalismo, pela Igreja (que detinha a maior parte do conhecimento letrado no Ocidente) e, também, por pessoas de posses – burgueses e pequenos nobres – que, estrategicamente, queriam formar seus filhos para as “profissões do futuro” daquele momento.

Mas, quais foram as primeiras universidades?

Resposta na ponta da língua: as primeiras universidades são as de Bolonha, na Itália (fundada em 1088), Oxford, na Inglaterra (cerca de 1096), e Paris (cerca de 1150).

Ótimo! Só que não! Isso porque elas são as primeiras e, ao mesmo tempo, não são! 

Como assim?! Elas foram, efetivamente, as primeiras, porém dentro dos limites da cristandade de então, ou seja, nos territórios do Velho Mundo de maioria cristã – mais exatamente, as Europas Ocidental e Central. 

Dito isso, podemos chegar a universidades ainda mais antigas, que funcionam até hoje. São duas: as de Al-Qarawiyyin, situada em Fez, no Marrocos (fundada em 857), e Al-Azhar, no Cairo, Egito (fundação: 988). 

O que essas instituições têm em comum? Elas nasceram em países de maioria islâmica. Na Idade Média, vale observar, boa parte dos conhecimentos antigos – gregos e latinos –, assim como novas investigações (nos campos que viriam a produzir a Química, a Biologia, a Astronomia e a Medicina), foram preservados e cultivados pelos povos islâmicos. 

No caso dos conhecimentos religiosos, é interessante pontuar que, no Islã, eles se aproximam das leis civis; o que significa dizer que, neste contexto, as figuras e o papel do clérigo e do advogado muitas vezes se misturavam.

As universidades, porém, não ficaram só nos limites das ciências “imateriais”. É o que vamos ver a seguir.

Reis, fortalezas… conhecimento e poder

A chegada da Idade Moderna – marcada, em termos esquemáticos, pela conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos no ano de 1453 – trouxe à Europa o fim do feudalismo e o nascimento dos Estados Modernos. 

Iam saindo de cena os feudos e entrando em cena os reinos (e, depois, os impérios). Com eles, nesse grande movimento, também vieram tecnologias decisivas como as da pólvora e da bússola, vindas da China e convertidas em grandes ferramentas de poder. Os interesses de comércio “destravaram” as navegações, aumentando muito seu alcance e gerando a Era Colonial ou “dos Impérios” (Portugal, Espanha, Reino Unido, França).

As universidades, então, se expandem para outras áreas bem mais “materiais”, como as de Engenharia de Fortificações, Metalurgia e Balística (para se alcançar o uso mais eficiente dos canhões), Astronomia e Cartografia

Muitas vezes, inclusive, esses centros de ensino eram exclusivamente voltados a essas áreas, e se aproximavam de exércitos que também iam se profissionalizando. Três exemplos: a Academia Militar de Turim, Itália, fundada em 1678, a École du Génie de Mézières, nas Ardenas, França (de 1748), e a Real Academia de Fortificação, Artilharia e Desenho, em Lisboa, Portugal (1790). 

​Em certa medida, é possível afirmar que muitos dos atuais centros de pesquisa associados à formação de oficiais – como os nossos Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e Instituto Militar de Engenharia (IME) – são herdeiros diretos dessas instituições pioneiras. 

Da mesma forma, também é possível associar as antigas “universidades militares” às atuais universidades politécnicas, voltadas à formação de engenheiros e outros profissionais de ciências exatas. O saber técnico-militar abriu caminho para o saber científico-industrial. A primeira universidade politécnica, aliás, nasceu no calor da Revolução Francesa, na passagem para a Idade Contemporânea: estamos falando da École Polytechnique de Paris, fundada em 1794 para formar engenheiros e cientistas em áreas aplicadas.

O sucesso político, econômico e militar global das potências europeias ao longo de boa parte dos últimos quinhentos anos teve nas universidades (e no conhecimento gerado por elas) uma de suas bases. E, é claro, ajudou a espalhar o modelo de universidades pelo mundo – Américas, África, Ásia, Oceania. 

E isso significa dizer que, em outros lugares, não existiam iniciativas semelhantes? 

Sim e não! Sim, porque as “universidades” em um sentido europeu (e eurocentrado) nasceram, mesmo, na Europa, dos contextos e configurações próprias da região – como as decorrentes do poder da Igreja, do mundo feudal, do renascimento das cidades e do comércio etc. Esse modelo acabou prevalecendo em todo o mundo.

não, porque outras civilizações possuíam demandas semelhantes por profissionais ligados à administração pública e às ciências aplicadas – e criaram suas próprias instituições. 

O caso mais ilustrativo, aqui, é o da China, que viu sua primeira universidade – a de Beijing – ser fundada apenas no final do século XIX, em 1898. No entanto, a mesma China possuía academias imperiais desde, pelo menos, o século II. Essas instituições eram encarregadas de formar burocratas para a enorme máquina administrativa chinesa – e também se ocupavam de pesquisas científicas e temas filosóficos. Ou seja: cumpriam boa parte do que entenderíamos, deste lado do mundo, como universidade… só que eram muito mais antigas! 

As primeiras universidades americanas

O poder colonial europeu nos séculos XVI-XVII gerou vastos impérios que tinham entre seus territórios toda a América, repartida entre Espanha, Portugal, França e Reino Unido. Esse domínio incluiu, também, a fundação de escolas de ensino superior, muitas das quais eram diretamente relacionadas à Igreja. Enquanto os portugueses não autorizavam universidades fora da “metrópole” – o que forçava as elites das colônias a se formarem em Portugal, reforçando seus laços com o poder central –, espanhóis e ingleses não pensavam da mesma maneira. 

As primeiras universidades americanas são a Universidade de Santo Domingo, na República Dominicana (1538), a Universidade Nacional Maior de São Marcos, no Peru (1551), a Universidade Nacional Autônoma do México (1553), a Universidade São Tomás, na Colômbia (1580), a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (1636), a Universidade Nacional de San Antonio Abad del Cusco, no Peru (1692), e a Universidade de Havana, Cuba (1728). 

No Brasil, as primeiras faculdades nasceram no início do século XIX, com a chegada da família imperial portuguesa, e as primeiras universidades surgiram a partir de então. Há quem aponte que a Escola Politécnica da UFRJ nasceu da antiga Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, fundada em 1792 pelos portugueses – o que situaria a instituição carioca, em definitivo, como a mais antiga do Brasil.

Conclusão: a universidade… universal!

Neste artigo, abordamos a etapa inicial das universidades, que se conecta a uma fantástica jornada humana relacionada ao conhecimento, à ciência, ao fim das superstições e ao poder político. Em 2026, segundo dados do QS World University Rankings, há entre 25 mil e 30 mil universidades em todo o mundo, sem contar faculdades isoladas e centros universitários. Esses números demonstram a relevância dessas instituições, que, a cada ano, formam incríveis 45 milhões de pessoas, segundo estimativa do UNESCO (os matriculados chegam a 264 milhões).

Em um momento de aceleração tecnológica e alta especialização dos conhecimentos, as universidades são forçadas a encarar grandes mudanças, como a de oferta de novos cursos ou, mesmo, de novos formatos de ensino que permitam, por exemplo, formações “híbridas”. E fazem isso com o mesmo espírito que as fundou – o de universitas, ou seja, de um olhar amplo sobre um todo vivo, complexo e vibrante. 

RO: escolas parceiras Opet são destaque em sistema estadual de avaliação da Educação

Escolas de Corumbiara e Cerejeiras se destacaram no SAERO, sistema de avaliação educacional do Estado

Resultados do SAERO 2024 foram divulgados em seminário promovido pelo governo de Rondônia. Fonte: SEDUC-RO.

Três escolas das redes municipais de ensino de Corumbiara e Cerejeiras, municípios parceiros da Editora Opet em Rondônia, foram destaque no Sistema de Avaliação Educacional de Rondônia – SAERO.

Em Corumbiara, a Escola Municipal de Ensino Infantil e Ensino Fundamental (EMEIEF) Domingos Pereira Rocha (rural) e a Escola Mundo Mágico (Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano – urbana) apareceram entre as 30 melhores do Estado de Rondônia na faixa avaliativa do Ensino Fundamental – Anos Iniciais. No caso de Cerejeiras, foi destaque a EMEIEF Professora Maria Helena Barreiros, 2ª colocada no quesito desempenho dos estudantes.

O SAERO

Criado pelo governo do Estado de Rondônia em 2012 para auxiliar no planejamento e desenvolvimento da educação pública, o SAERO é realizado em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF).

A edição que reconheceu os municípios parceiros da Editora Opet foi realizada entre os dias 11 e 22 de novembro de 2024 e abrangeu 123 mil estudantes de todas as escolas públicas estaduais e municipais de Rondônia. A avaliação contemplou os estudantes do 2º, 3º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 2º ano do Ensino Médio. Os resultados da avaliação foram divulgados no último dia 11 em Porto Velho, durante o Seminário de Resultados Saero 2024: Painel de Indicadores e Perspectivas.

Ao todo, 96 escolas públicas foram homenageadas pelos resultados, com premiações financiadas com recursos próprios do Estado.

Trabalho permanente

A secretária municipal de Educação de Corumbiara, Fátima Notaro, destaca o trabalho desenvolvido em conjunto pelas escolas que se destacaram, pela rede municipal de ensino e pelos gestores municipais.

“Nossos resultados são a soma de muitas mãos que trabalham incansavelmente pela melhoria do ensino. Os professores são realmente comprometidos com as nossas crianças”, avalia. Ela destaca a importância dos esforços municipais de reforço estruturado e recomposição da aprendizagem no pós-pandemia, que vêm mostrando resultados importantes.

“Além disso, contamos com os materiais da Editora Opet em todos os seguimentos da Educação, da creche ao 5º ano do Ensino Fundamental”, observa.

“Quando falamos em Opet, falamos de um material riquíssimo em conteúdos, que trabalha na mesma linha de que necessitamos para complementar nossa aprendizagem. É um material de ponta! Também contamos com um pessoal especializado da Editora, dando total apoio, presencial e online, ao município.”

O diretor da EMEIEF Professor Domingos Pereira da Rocha, professor Reinaldo Nascimento da Silva, acredita que o bom resultado de sua instituição esteja relacionado a uma série de fatores, começando pelo engajamento dos professores e da coordenação, e também pelo reforço e recomposição da aprendizagem. Ele acredita que os materiais da Editora Opet utilizados na Educação Infantil podem ter participado do resultado.

“Sabemos que o trabalho nessa etapa, quando bem feito e estruturado, tem reflexos sobre o Ensino Fundamental. Ele é a base de tudo. Se a base é bem-feita, é possível estruturar melhor o trabalho que vem a seguir”, observa.

A diretora Claudinéia Vicente de Lima Martins, da EMEF Mundo Mágico, diz que o resultado do SAERO foi emocionante. “Esse resultado representa o esforço coletivo, o compromisso diário e a dedicação de toda a comunidade escolar”, observa. Ela atribui o sucesso da escola na aprendizagem a um conjunto de elementos como a recomposição da aprendizagem, o reforço escolar estruturado, o atendimento educacional especializado, o acompanhamento psicopedagógico e psicológico, bem como práticas pedagógicas que respeitam o ritmo de cada estudante. “Além disso, o engajamento dos professores é notável. Eles atuam verdadeiramente como agentes de transformação!”, destaca.

A diretora Claudinéia Martins com o prefeito de Corumbiara, Leandro Vieira (à direita na foto), e sua equipe durante a premiação das escolas de destaque no SAERO. Fonte: Divulgação.

Para a diretora, os materiais e formações pedagógicas da Editora Opet também desempenham um papel importante. “Eles têm contribuído significativamente para o fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem na nossa escola. Os recursos oferecidos são alinhados às diretrizes curriculares e favorecem uma prática pedagógica mais intencional, contextualizada e efetiva.”

Fortalecimento

Formação pedagógica de professores da rede municipal de ensino de Corumbiara. Fonte: Editora Opet.

“Os resultados das escolas parceiras da Editora em Rondônia mostram que existe um processo estruturado de fortalecimento da aprendizagem”, avalia Cliciane Élen Augusto, gerente pedagógica da Editora Opet.

“E isso é significativo, especialmente, porque não são resultados pontuais. A partir deles é possível avançar ainda mais, recompondo as aprendizagens que ainda estiverem defasadas e ir além, construindo uma aprendizagem adequada nas próximas etapas da educação.” Nesse processo, Corumbiara, Cerejeiras e todos os municípios parceiros contam com os recursos e o apoio da Editora Opet.

A redescoberta da escrita à mão na era digital

Neurocientistas estão descobrindo efeitos importantes da escrita à mão sobre a cognição. Foto: Getty Images.

Há algumas décadas, pessoas em todo o mundo substituíram as canetas pelos teclados. Primeiro, adotaram as máquinas de escrever, grandonas e geniais. Depois, assumiram os teclados dos computadores e, mais recentemente, chegaram aos celulares, que acabaram abolindo as teclas físicas pelas telas touch screen.

Nesse processo, elas mudaram o método de escrita. O uso do cérebro e dos olhos se manteve; já o uso da mão se transformou totalmente: em vez de envolver o instrumento de escrita e “desenhar” as letras, os dedos passaram a “disparar” suas pontas contra teclas reais e virtuais. Além disso, diante do teclado, a condição de escritor “destro” ou “canhoto” desapareceu, assim como a caligrafia e seu resultado material, o papel escrito à mão.

Em tempos mais recentes, as tecnologias digitais foram colocadas em cheque por educadores de todo o mundo, o que gerou um movimento de proibição dos celulares no ambiente escolar em vários países (inclusive no Brasil).

Esse processo, que mirou elementos como a desatenção, o estresse e a dificuldade nas interações sociais presenciais entre crianças e jovens, trouxe um elemento extra muito bem-vindo: o retorno da escrita à mão com lápis ou caneta, que também passou a ser percebida por outras vantagens. Mas, por que ela é importante? O que dizem as pesquisas mais recentes? Este é o tema desta edição de #FuturoPresente. Confira!

O início da escrita

“Cilindro de Ciro”, exemplo de escrita cuneiforme. Fonte: Wikimedia.

O início da escrita, há cerca de 5.500 anos na Suméria (império situado no sul do atual Iraque), coroou um período de milhares de anos de organização neurológica para a representação gráfica de símbolos. Apenas para se ter uma ideia, as pinturas rupestres mais antigas conhecidas datam do Paleolítico Superior, há cerca de 45 mil anos (como as de El Castillo, na Espanha, e Sulawesi, na Indonésia).

Mamute desenhado na caverna de El Castillo, na Espanha. Fonte: Wikimedia.

Já naquela época, nossos antepassados conectavam cérebro, olhos, mãos e ferramentas de escrita (dedos, pedras de riscar, gravetos, carvões, conchas, cânulas de soprar) para representar o mundo em que viviam e seu próprio mundo interior. Com os sistemas de escrita, porém, começava algo diferente.

Por um lado, estavam dadas as bases do que, no futuro, seria a pintura; por outro, as civilizações ganhavam sistemas de registro de informações altamente eficientes e que podiam ser ensinados. Esses sistemas permitiam o armazenamento e compartilhamento externo de informações. Com isso, o cérebro ganhou condições de se especializar e os processos educativos avançaram para um outro nível. E a humanidade deixou a Pré-História para ingressar na História!

Quando a caneta gerou o teclado

Uma coisa curiosa, aqui, é perceber que, ao longo do tempo, os sistemas de escrita permitiram o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, que, por sua vez, possibilitou o surgimento dos meios digitais. Ou seja: ao fim e ao cabo, a escrita tradicional e sua materialidade – ou seja, o escrever a carvão, pena, lápis ou caneta – acabaram gerando a escrita digital, que, agora, está sendo colocada em cheque em relação às suas vantagens ou desvantagens em termos de conhecimento! Esta ironia histórica nos leva a uma questão fundamental: o que perdemos ao abandonar milênios de relação íntima entre mão e escrita? E o que podemos voltar a ganhar?

As lições de uma antiga relação

Agora, imagine: o uso de “ferramentas de pegar” para desenhar e escrever se desenrolou ao longo de pelo menos 50 mil anos. E foi só há pouquíssimo tempo (cerca de 160 anos, quando surgiram as primeiras máquinas datilográficas), que ele acabou sendo parcialmente substituído pelo uso de “ferramentas de teclar” que unificaram ainda mais os registros escritos e deram muito mais velocidade ao processo.

Essa enorme diferença de tempo – 160 anos equivalem a apenas 0,3% de todo o nosso tempo de relação com as representações gráficas – indica que, por mais que o teclar nos “domine” hoje em dia, a relação mão-caneta-lápis possui uma importância muito grande, que vai além, mesmo, do próprio ato de escrita em si.

Efeitos do novo, lembranças do eterno

A pandemia da Covid-19 e a onda digital que ela gerou em todo o mundo – de alto impacto na educação – levaram neurocientistas e pesquisadores de educação a investigarem os efeitos da substituição da escrita tradicional à mão pela escrita digital teclada. E eles chegaram a algumas conclusões importantes, que vêm sendo complementadas por novos estudos.

Por exemplo: eles observaram que a prática da escrita com lápis e caneta fortalece a precisão na escrita das palavras, a construção da memória e o acesso a recordações; além disso, ela também facilita o reconhecimento e a compreensão de letras.

Motricidade fina e ação cerebral: a escrita cursiva mobiliza dezenas de músculos e vários neurocircuitos. Fonte: Getty Images.

Faz sentido. Basta imaginar alguém teclando uma letra (um “f”, por exemplo) e, depois, grafando esta mesma letra em um papel. Quando comparamos o teclar ao escrever, percebemos que, neste segundo caso, há uma exigência muito maior em relação à motricidade fina; os movimentos são mais complexos e, necessariamente, mais cuidadosos para dar conta de “desenhar” a letra, um processo que envolve ao menos 40 músculos e circuitos neurais bem específicos. A coisa, porém, não para na complexidade da relação neuromecânica.

Uma orquestra cognitiva

Uma pesquisa recente envolvendo eletroencefalografia (EEG) realizada pelos neurocientistas Ruud Van der Weel e Audrey Van der Meer, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Trondheim, Noruega, mostrou que escrever à mão e teclar palavras ativam o cérebro de formas diferentes.

Na escrita à mão, mais áreas do cérebro são ativadas, o que, segundo os pesquisadores, pode favorecer a aprendizagem geral. É como se escrever à mão, enfim, não fosse apenas escrever, mas reger um conjunto mais complexo de habilidades que são treinadas e fortalecidas – uma orquestra cognitiva!

Em países como a China e o Japão, a caligrafia é considerada uma forma de arte. E tem um efeito importante em relação à tranquilização do cérebro. Fonte: Getty Images.

A caneta e as ondas theta

Outra investigação EEG, realizada em 2020 pelos mesmos pesquisadores, mostrou algo especialmente interessante em tempos de “alta ansiedade” como os que vivemos: a escrita à mão também pode estar relacionada ao aparecimento de estados de relaxamento mental. Isso porque, em crianças e adultos, escrever com lápis ou caneta promove uma sincronização na faixa de frequência theta nas regiões parietais e centrais do cérebro. A frequência theta de ondas cerebrais (que variam entre 4 e 7,5 Hz) é a associada a estados mentais de relaxamento profundo, meditação, sonho REM, devaneio e intuição, e também podem ser encontradas durante o sono e no período de adormecimento. Ou seja, escrever à mão estimula não apenas o relaxamento, mas a criatividade!

Usando a técnica de eletroencefalografia, os neurocientistas descobrem as partes do cérebro acionadas nas escritas cursiva e teclada. E elas são diferentes! Fonte: Getty Images.

A educação… de lápis na mão!

A educação, vale reforçar, nunca abandonou a escrita cursiva, e também está se colocando na vanguarda de seu processo de resgate. No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a indica como uma habilidade a ser adquirida nos primeiros anos do Ensino Fundamental, dentro do processo de alfabetização.

Outros sistemas educacionais, como os dos Estados Unidos (em vários Estados) e do Canadá, que haviam “trocado os lápis pelos teclados”, voltaram a considerar a escrita à mão relevante. Em muitos países da Europa – como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França –, ela nunca deixou os currículos. E, no Extremo Oriente, especialmente na China e no Japão, a caligrafia possui um status de arte que vai além de seu caráter comunicacional essencial.

O trabalho com a escrita cursiva está previsto nas normas que regem a educação brasileira, e esta é uma excelente notícia. Fonte: Getty Images.

Conclusão

Em um tempo de telas e de estresse digital, a redescoberta da escrita à mão e de seus efeitos cognitivos é uma notícia excepcional. Ela também abre espaço para novos conhecimentos sobre esse bem cultural tão antigo e importante, ao mesmo tempo em que nos convida a cultivar um olhar mais amplo sobre o mundo. Um mundo onde mãos, lápis, canetas e folhas de papel escrevem uma bela história!

#FuturoPresente: oceanos em risco, ciência em ação!

Mergulhadora mede diâmetro de coral marinho. Foto: Getty Images.

Uma linha perfeita, coroada no horizonte pelo sol que começa a nascer. Uma vasta curva que toma conta de quase todo o planeta e faz com que, do espaço, a Terra seja vista como o que ela é: um planeta azul. A causa? Os oceanos. Que nos separam, conectam e desafiam; que nos alimentam, fascinam e assustam. E que, infelizmente, estão em risco, ao mesmo tempo em que seguem revelando seus segredos para a ciência – e continuam guardando muitos mistérios!

Nesta edição de #FuturoPresente, vamos conhecer algumas das pesquisas mais recentes no campo dos oceanos! Navegue conosco.

🌊 “Um continente oceânico”

Vista do espaço, a Terra é uma “bola” azul com manchas amarronzadas, esverdeadas e brancas, das terras, geleiras e bancos de nuvens. A predominância de cor está relacionada a algo que você, mesmo morando longe da praia, conhece: os oceanos, que ocupam cerca de 71% da superfície do planeta. Uma superfície enorme, mas proporcionalmente muito fina – quase uma “película”.

Os oceanos cobrem 70% da superfície terrestre. Foto: Getty Images.

Imagine que, em média, a crosta oceânica possui 7 km de espessura e que o diâmetro médio do nosso planeta é de 12.742 km. Ou seja: a crosta oceânica equivale a apenas 0,055% do diâmetro total da Terra; se o planeta “medisse” um metro, a crosta oceânica teria 0,5 milímetro! Nesse minúsculo intervalo, porém, reside a chave para o clima do planeta e para algo que é muito raro em termos siderais: a vida.

Mais do que apenas mostrar proporções – os limites, a grandeza e até a fragilidade dos oceanos –, esses números sinalizam que a espécie humana se aproximou e passou a desvendá-los. E isso tem nome: cultura.

🌊 O oceano e a cultura

É difícil estabelecer quando começou a relação entre as pessoas e os oceanos. Afinal, de uma forma ou outra, a vida se liga desde sempre aos oceanos. Fiquemos, então, apenas nas relações culturais, que são tão antigas quanto o assentamento de seres humanos próximo a áreas marítimas, há cerca de 16 mil anos. É possível, inclusive, que essa datação recue ainda mais, em especial porque, hoje, muitos dos antigos sítios estão submersos por conta de mudanças naturais no relevo.

Representação de navio fenício com duas filas de remos. No mar, estão representados peixes e crustáceos. Foto: Wikimedia Commons.

Essa proximidade, é claro, gerou religiosidade, mitos, tecnologia, conhecimentos associados à nutrição e muito mais. Uma relação que se aprofundou com o início da navegação oceânica, há cerca de 5 mil anos pelos egípcios e também pelos polinésios, malaio-indonésios e outros povos do sudeste asiático. Os mares, que até então separavam porções de terra, passaram a uni-las.

Desde então, fomos acumulando informações sobre os oceanos, em um processo que se acelerou com a Revolução Científica, a partir do século XVIII. Registramos e descrevemos espécies marítimas, conhecemos as correntes e seus regimes, descobrimos a relação entre os oceanos e o clima, cartografamos o fundo dos mares.

Mesmo assim, esse azul todo segue revelando novidades, inclusive relativas à sua própria sobrevivência em um tempo de enorme pressão causada pela própria humanidade.

🌊 As espécies que habitam o grande azul

Um dia fantástico no mar: o pescador puxa a rede e ela vem pesada de peixes e crustáceos. Pequenos, grandes, coloridos, cinzentos, lisos e espinhosos. Um espetáculo de abundância para os olhos e para a cozinha. E que nos convida a perguntar: afinal, quantas espécies existem nos oceanos?

Desde o século XVIII, quando começou a classificação científica, foram catalogadas cerca de 250 mil espécies. Esse número gigantesco – que inclui peixes, moluscos, crustáceos, mamíferos marinhos, algas, corais e plâncton, entre outros – é bem menor, porém, que o estimado pelos cientistas. Eles acreditam que existam entre 500 mil e 1 milhão de espécies nos oceanos, muitas delas ainda desconhecidas por conta da dificuldade de acesso a certas regiões, como os fundos abissais, fontes hidrotermais marinhas ou sob camadas de gelo nos polos. Estamos falando, enfim, em algo como 50% e 75% de espécies ainda desconhecidas!

“Panda-esqueleto-do-mar”. Foto: Wikimedia.

De vez em quando, porém, alguns desses “bichos novos” acabam se mostrando ou, então, são contatados por pesquisadores mais audaciosos. Um exemplo interessante é o do “panda-esqueleto-do-mar” (Clavelina ossipandae), um peixe muito peculiar, de 2 cm de comprimento, descoberto e classificado por cientistas japoneses em 2023 na ilha de Kumejima.

Um animal transparente, com uma rede de vasos sanguíneos aparentes e semelhantes, em sua estrutura, a um esqueleto! Detalhe: o panda-esqueleto foi encontrado a apenas 20 metros de profundidade, em um ambiente alcançado pela luz solar, o que mostra que as novas espécies não vivem apenas nos abismos oceânicos; elas também podem estar bem perto!

🌊 Agora, imagine só o que vive nos abismos…

Sim, por incrível que pareça, esses lugares inóspitos para os seres humanos também guardam um verdadeiro tesouro de vida que, aos poucos, vai sendo revelado. Na medida em que as tecnologias avançam, é possível mergulhar mais fundo nas fossas submarinas, ambientes extremos por conta da enorme pressão exercida sobre os seres e objetos (um exemplo: no fundo das Fossas Marianas, a 11 km de profundidade, a pressão é 1.100 vezes maior que no nível do mar!).

Pois foi em um desses abismos – a Fossa de Atacama, localizada entre o Peru e o Chile, a 7 km de profundidade – que em 2022 os cientistas descobriram uma nova espécie, batizada de “peixe-caracol azul do Atacama” (ou, no registro científico, Paraliparis selti).

Peixe-caracol-azul-do-Atacama. Foto: American Association for the Advancement of Science (AAAS).

O pequeno peixe, de pouco menos de um centímetro, é parente de outros peixes caracóis comuns nas águas rasas da região. Contudo, a espécie evoluiu e se desenvolveu nas profundezas, um ambiente inviável para quase todas as espécies que vivem no planeta. Basta pensar que, para chegar lá, os seres humanos usam robôs blindados ou, então, sinos de mergulho poderosíssimos, capazes de resistir à pressão intensa.

Mas, como ele consegue? A resposta está na adaptação e na evolução, que fez com que seu corpo se tornasse gelatinoso e resistente à pressão brutal; além disto, ele não possui bexiga natatória, órgão comum aos peixes (ele regula a profundidade), mas que, em um contexto abissal, é totalmente inútil.

Além dos peixes-caracóis do Atacama, espécies como o polvo-dumbo (do gênero Grimpoteuthis) ou os vermes de Pompeia (Alvinella pompejana), que sobrevivem perto de fontes marinhas hidrotermais superquentes, mostram como a vida se adapta a ambientes inóspitos.

🌊 Dois exemplos, grandes lições

As espécies que citamos – apenas duas, entre dezenas descobertas e classificadas a cada mês – reservam algumas lições. A primeira é a percepção de que o oceano não é, apenas, um grande bioma; ele, na verdade, forma um universo riquíssimo, de semelhanças e diferenças significativas, dadas pela profundidade e por muitos outros fatores.

A segunda lição é a de que as novas espécies são promissoras em termos de conhecimento sobre a vida e, também, sobre caminhos para a própria ciência. Imagine, por exemplo, o que os peixes caracóis azuis do Atacama podem nos revelar sobre materiais resistentes a grandes pressões.

Por fim, mas não menos importante: as novas descobertas nos lembram de nossa própria responsabilidade em relação aos oceanos e a toda a vida. Estamos, enfim, diante de uma teia extraordinária (da qual fazemos parte), antiga, poderosa e resiliente, mas, ao mesmo tempo, muito frágil.

🌊 As novas tecnologias nos oceanos

Grandes desafios implicam grandes soluções, que implicam estudo e conexões entre conhecimentos e tecnologias já existentes. Pois é exatamente esse o caminho das novas tecnologias que estão ajudando a revelar mais e mais sobre os oceanos. Uma fronteira que, como já afirmamos, é enorme, complexa e, muitas vezes, de difícil acesso. Mas que, aos poucos, vai sendo cartografada e analisada em diferentes aspectos – geográficos, biológicos, fisioquímicos, geológicos, meteorológicos etc.

Tomemos como exemplo desse avanço duas tecnologias recentes, começando pela dos robôs submarinos de última geração, os chamados AUVs, que mapeiam o fundo dos oceanos com ajuda da inteligência artificial. Um exemplo emblemático é o do veículo de operação remota ROV SuBastian, do Schmidt Ocean Institute (dos Estados Unidos), capaz de mergulhar a 4.500 metros levando equipamentos de pesquisa.

Crédito: Schmidt Ocean Institute.

Em suas jornadas, até o momento esse “robô marinho” (e outros equipamentos do Instituto) descobriu nada menos do que 20 espécies. Eles também podem encontrar naufrágios, mapear depósitos de minerais de interesse comercial no leito marinho e mensurar áreas oceânicas em risco (como certas zonas de corais).

A segunda tecnologia de alto impacto vem das alturas: falamos do SWOT (Surface Water and Ocean Topography – Topografia da Água Superficial e do Oceano), missão de satélite lançada em 2022 pela Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) e pela Agência Espacial Francesa (CNES).

Sua meta é “olhar” para os cursos de água (rios, que são tributários dos mares) e estabelecer o nível exato dos oceanos; e, de quebra, conhecer a fundo o ciclo da água e mapear as correntes marítimas. Com isso, em breve será possível construir modelos climáticos ainda mais precisos, que auxiliem a humanidade a responder melhor à crise climática, e promover rotas de navegação mais sustentáveis.

🌊 A humanidade no centro do problema

O desenvolvimento tecnológico trouxe uma sobrecarga aos oceanos, como a provocada pelos transportes oceânicos. Foto: Getty Images.

Nos últimos séculos, em especial a partir da Revolução Industrial, a humanidade passou a exercer uma pressão enorme sobre os oceanos, com consequências como o desaparecimento de espécies (o exemplo mais conhecido é o das baleias, que tiveram 4 espécies extintas ou levadas a um declínio irreversível pela caça), a ruptura de cadeias alimentares (pela sobrepesca e pela pesca de arrasto), o surgimento de “ilhas de plástico” provocadas pelo acúmulo de detritos (que já cobrem uma área de 1,6 milhão de km² – mil vezes a área da cidade de São Paulo!) e, mais recentemente, o aquecimento e a elevação do nível das águas oceânicas (atualmente, em 4,5 mm ao ano) em virtude do efeito estufa.

🌊 O que pode vir por aí

Os cientistas, é claro, conhecem a maior parte das causas e podem testemunhar e antecipar muitos de seus efeitos. Um deles, sistêmico e muito poderoso, é justamente o associado à relação entre os oceanos e o efeito estufa.

O “aprisionamento” do calor na superfície terrestre já está provocando consequências como o derretimento de geleiras e a redução da salinidade das águas, que desregula o mecanismo das correntes oceânicas, que são dependentes da diferença de densidade entre água salgada e doce. Com menor salinidade, a água doce não afunda, enfraquecendo ou até paralisando a circulação do oceano.

No caso específico do Atlântico Norte, os cientistas perceberam que, desde os anos 1950, a Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC), que inclui a Corrente do Golfo, perdeu 15% de sua força, e que pode estar perto de um ponto de virada. Se essa circulação acabar, as consequências serão dramáticas em relação ao clima da Europa Ocidental, que é mais ameno graças às correntes oceânicas quentes. Ele passaria a ser muito mais frio, afetando todas as formas de vida na região.

🌊 O conhecimento como caminho para salvar os oceanos

É complexo e mesmo trágico perceber que a ciência e a tecnologia, responsáveis pelos maiores avanços da humanidade, tenham sido as mesmas que aceleraram o colapso dos oceanos e dos ecossistemas. Nessa mesma fonte, porém, está a chave para a reversão – desde que aplicada com urgência, ética e um compromisso inadiável com o futuro da vida marinha.

Nas últimas décadas, por exemplo, uma moratória internacional à caça da baleia fez com que muitas espécies de cetáceos começassem a recuperar suas populações. Para isso, porém, foi necessário chegar a um consenso político construído graças aos aportes de conhecimentos científicos e à pressão de uma sociedade sensibilizada para o problema. As pessoas, enfim, perceberam que a caça às baleias trazia mais prejuízos do que benefícios – e decidiram agir, cobrando ações de seus representantes.

Baleia-corcunda fotografada em Vitória, Espírito Santo. Foto: Getty Images.

A mesma intencionalidade pela mudança, a mesma pressão política, é essencial para ir além do salvamento das baleias. É preciso, também, pensar em termos de consumo mais racional (de alimentos, roupas, tecnologias), de apoio às energias renováveis, de redução do uso de combustíveis fósseis e de eliminação de desperdícios. De fortalecimento, enfim, de uma consciência ambiental que cresce na sociedade a partir do conhecimento.

🌊 Para ir mais longe

Alguns links interessantes sobre o tema dos oceanos:

🌊 Década da Ciência Oceânica (ONU)

Iniciativa global da ONU para promover a pesquisa e a proteção dos oceanos.

🧬 Ocean Biodiversity Information System (OBIS)

Base de dados internacional que reúne informações sobre a biodiversidade marinha.

https://obis.org

🚀 Missão SWOT (NASA/CNES)

Detalhes sobre o satélite que está mapeando a topografia da água na Terra.

https://swot.jpl.nasa.gov

🐟 Schmidt Ocean Institute – Descobertas recentes do robô SuBastian

Relatórios e vídeos sobre as explorações e espécies descobertas.

🐋 International Whaling Commission – Proteção das baleias

Informações sobre a moratória da caça às baleias e suas consequências.

https://iwc.int

🧪 Revista Science – Artigos sobre biologia marinha e mudanças climáticas

Pesquisas recentes e revisadas por pares sobre oceanos.

https://www.science.org/journal/science