#PrêmioAçãoDestaque: em primeira mão!

A Editora Opet acaba de divulgar os projetos educacionais que tiveram a inscrição aceita para a primeira etapa, de leitura e apreciação, do 16º Prêmio Ação Destaque. Ao todo, 169 projetos de municípios parceiros tiveram a inscrição aceita. Agora, esses projetos passarão pela etapa de leitura. Ela envolve três leituras críticas, independentes, feitas por pareceristas – professores especialistas nas etapas representadas em cada uma das 6 categorias do Prêmio.

Com base nessas leituras e na pontuação dada pelos pareceristas será construída a lista dos trabalhos finalistas – que será divulgada nas próximas semanas. Assim, fique atento!

Confira a relação de projetos aprovados para leitura e apreciação:

1. Adelaine de Oliveira Pires, Santana de Parnaíba (SP) – “Programa Chá Inclusivo – Família Presente, Aprendizagem Potente”

2 Adilaine Nadia Dos Santos Vieira, Lavras, (MG) “Descobrindo a Multiplicação (aprender, representar, resolver e criar)”

3 Adriana Aparecida De Oliveira Silva, Andradas (MG) – “Ecos da imaginação: pequenos exploradores em uma aventura sonora.”

4 Adriana Silva Lopes Muniz, Andradas (MG) – “Gibiteca Viva”

5 Adriane Ranieri Valente, Santana de Parnaíba (SP) – “Colecionando conhecimentos para desenvolver habilidades”

6 Alex Sandra Taís Dociatti, Quilombo (SC) – “A cultura que vive em nós”

7 Alice Pereira de Brito Azevedo, Varginha (MG) – “Um espetáculo de cores e vozes”

8 Aline Cristiane Gomes de Souza, Lavras (MG) – “Agrupamento Temporário por Hipóteses de Escrita: a gestão pedagógica que transforma a heterogeneidade da sala de aula em instrumento de aprendizagem”

9 Aline Risso Sousa Rodrigues, Santana de Parnaíba (SP) – “Pontes de afeto, fronteiras sem fim: A Interculturalidade no Acolhimento Escolar”

10 Amanda Aparecida Taveira Silva, São Lourenço (MG) – “Oficina da Fluência Leitora e Escrita: Recomposição da Aprendizagem à Prosódia e Autonomia no 3º Ano”

11 Amanda Bastos Souza, Santana de Parnaíba (SP) – “‘Olhos d’água’ e ‘Olhos de quem?’: da escrita de Conceição Evaristo à dos alunos do 8º ano”

12 Amélia Cândida Ferreira Lara, Itabirito (MG) – “A Lagarta do Manacá”

13 Ana Cristina Aguiar de Lima da Costa, Varginha (MG) – “Quando o cheiro virou pergunta: Uma investigação sobre nossas escolhas e os caminhos dos resíduos”

14 Ana Flávia de Souza Rodrigues Cruz, Andradas (MG) – “Comer bem é uma aventura!”

15 Ana Paula Avi, Colombo (PR) – “Brincadeiras nas obras de Ivan Cruz”

16 Ana Paula Couto, Andradas (MG) – “Do campo à escola: Memórias”

17 Ana Paula Lucas Pereira, Loanda (PR) – “Contos que moram na memória”

18 Anderson Franciosi, Arroio Trinta (SC) – “Transforma + Arroio Trinta”

19 Andréa Moutinho do Nascimento, Santana de Parnaíba (SP) – “Minha Voz Também Conta”

20 Andrea Rodrigues Abdalla, Santana de Parnaíba (SP) – “Do Planejamento por Habilidades ao Uso Intencional da IA”

21 Andréia Rangel Santos, Santana de Parnaíba (SP) – “A Geografia na Copa do Mundo (As Américas entram em campo)”

22 Andréia da Silva, Lavras (MG) – “Laboratório de Informática potencializando os saberes”

23 Andressa Maria Ferreira de Souza Oliveira, Lavras (MG) – “Do Livro ao Território”

24 Angélica Barbosa da Silva, Santana de Parnaíba (SP) – “A arte em movimento (Vicent Van Gogh)”

25 Antonio Flávio Maciel de Souza Júnior, Redenção (CE) – “Estratégia de gestão para documentar, valorizar e compartilhar as experiências das infâncias na rede municipal de Redenção/CE: mostra de práticas pedagógicas”

26 Arethuza Antunes dos Santos, Itabirito (MG) – “Horta Vertical: Cultivando Alimentos, Valores e Afetos”

27 Ariana Aparecida dos Santos Rodrigues, Santana de Parnaíba (SP) – “Vivenciar para Experienciar”

28 Arminda Amarante Cruz Panseri, Andradas (MG) – “Quintal da Anninha: “Do campo à escola: um espaço de descobertas, leitura e aprendizagem”

29 Astrit Maria Savaris Tozzo, Chapecó (SC) – “Família Presente: Escola Forte”

30 Beatriz de Paula Vieira Silqueira, Santana de Parnaíba (SP) – “O que nos torna únicos”

31 Beatriz Molina Pizapio Rizzo, Cerejeiras (RO) – “Cidadania em ação: conhecer o sistema político para participar, transformar e acreditar em um futuro melhor”

32 Beatriz Schneider da Costa Pasierppski, Chapecó (SC) – “Sentir para entender e respeitar”

33 Bruna de Oliveira Lage, Itabirito (MG) – “Nosso bairro, um lugar para viver e amar”

34 Bruna Maria Nascimento Orlando, Lavras (MG) – “Laboratório das Chances: quando a matemática encontra palavras”

35 Bruna Nátali da Rosa, Chapecó (SC) – “Mãos que Contam Histórias: Conhecendo a Cultura Brasileira através do Artesanato”

36 Bruna Pereira da Costa, Itabirito (MG) – “Tantas coisas para fazer – o brincar como centro da prática pedagógica”

37 Camila di Lorenzo Oliveira Lago, Varginha (MG) – “Projeto Cultura Maker Sem Fronteiras: Uma Abordagem STEAM Interescolar com MicroPython, C++ e Sustentabilidade”

38 Carlos André Lourenço e Silva, Santana de Parnaíba (SP) – “Cultivando Saberes (Quando o Conteúdo ganha sentido)”

39 Carolina Pauly Silveira, Chapecó (SC) – “Projeto: pequenos pontos, um grande universo”

40 Cinara Rosa Galdino de Lima, Varginha (MG) – “Galopinhos do Saber”

41 Claudia Kely Enderle, Quilombo (SC) – “Do planejamento à experiência: uma gestão presente que articula pessoas, espaços e aprendizagens”

42 Claudia Pacheco dos Anjos, Colombo (PR) – “Educação é reciclar”

43 Cláudia Regina Ribeiro, Pouso Alto (MG) – “África em nós: Raízes que transformaram o Brasil”

44 Conceição Aparecida Martini Matos, São Sebastião da Amoreira (PR) – “Brincadeiras Cantadas”

45 Crislane de Sousa Gonçalves Reis, Santana de Parnaíba (SP) – “Eu Sou Natureza”

46 Cristiana da Silva Norberto Domanski, Colombo (PR) – “The Lost World”

47 Cristiane Juvêncio da Silva, Varginha (MG) – “Pequenos gestos, grandes valores”

48 Daniele de Fátima Vieira Seco, Andradas (MG) – “O Tempo Deixa Marcas”

49 Dayana Graça da Silva, São Lourenço (MG) – “Operação matemática: do cotidiano ao campo de batalha”

50 Débora Aparecida Siqueira André da Silva, Pouso Alto (MG) – “Entre folhas, frutos e cores – natureza, sabores e arte nas descobertas da infância”

51 Denise Aparecida Costa Silva, Santana de Parnaíba (SP) – “Descobrir, Brincar e Investigar: O pensamento computacional como estratégia para investigar, brincar, explorar e construir significados”

52 Diego Marques Ribeiro, Loanda (PR) – “A Criança e a Natureza: Experiências Sensíveis de Cuidado, Descoberta e Pertencimento”

53 Edicleia Aparecida Pilar, Colombo (PR) – “Brincando e explorando a África: África – cores, sons, histórias e culturas”

54 Edicleia Kulkamp, Ivaiporã (PR) – “Além dos Muros da Escola: Amor, Cuidado e Educação Compartilhada na Primeira Infância”

55 Edilaine Rodrigues Coimbra Antunes, Santana de Parnaíba (SP) – “Do Argumento à Poesia: a Palavra em Movimento”

56 Edilene Jesus de Araújo, Vilhena (RO) – “Expressão e Cores: Regulação e Afeto”

57 Edineia Nunes da Silva Lima, Astorga (PR) – “Vovô e Vovó: Tesouros da Nossa História”

58 Edrise de Cássia Araújo Domiciano, Itabirito (MG) – “Chapeuzinho, o lobo no reino do Cinderela”

59 Eliana Márcia Alberton, Chapecó (SC) – “Da Balança à Equação: Construindo o Conceito de Igualdade Matemática”

60 Eliane Alves Queiroz Jarandia, Santana de Parnaíba (SP) – “Clique sem idade: Saberes que Conectam Gerações”

61 Emila Lemos Póvoa, São Lourenço (MG) – “Entre laços e histórias (A literatura como ponte entre criança, família e escola)”

62 Emily Bomfim Souza, Santana de Parnaíba (SP) – “Caminhos sensíveis: O Pequeno Príncipe pelo Brasil”

63 Emily Garcia Batista Souza, Santa Cruz do Rio Pardo (SP) – “Inclusão: Missão (Im)possível?”

64 Érika Santicioli de Lima, Andradas (MG) – “Entre Livros, Vozes e Histórias (Como nasce um Leitor?)”

65 Evandra Barankevicz, Colombo (PR) – “World Cup”

66 Fabia Pacheco Alves Lobo, Itabirito (MG) – “O livro viajante: Despertando mentes criativas e mãos produtivas”

67 Fábio Delmonico, Vilhena (RO) – “Culinária afro-brasileira: sabores, memórias, identidade e valorização da cultura negra”

68 Gabriel Candido Costa, Jaboti (PR) – “O Caminho do Alimento até a Nossa Mesa: cultivando conhecimento, sustentabilidade e alimentação saudável”

69 Gabriely Cristine de Souza, Jundiaí do Sul (PR) – “A Lua está me seguindo?”

70 Giovana Gomes da Silva Bueno, São Sebastião da Amoreira (PR) – “Contos da Infância”

71 Giovana Moreira Januário, Lavras (MG) – “Mercadinho consciente”

72 Grace Pinto Nasario, Chapecó (SC) – “My body, my love (aprendendo inglês de corpo e alma)”

73 Helani Cristina Fortaleza da Silva, Itabirito (MG) – “Crianças que investigam, crianças que transformam: Descobrindo novas formas de cuidar do corpo, da natureza e da vida!”

74 Helen Esther Reinbold Arcega dos Santos, Colombo (PR) – “Our mascots, our story – Celebrando 70 anos de identidade e pertencimento.”

75 Hellen Priscila Soares, Jaboti (PR) – “Nosso mercadinho: brincar, aprender e descobrir”

76 Iracema Noronha de Oliveira Linhares, Colombo (PR) – “Brincar é bom demais!!!”

77 Ivanete Pedroso Pompeo da Silva, Chapecó (SC) – “Caminhos de Leitura, Vivências de Aprendizagens”

78 Jakeline Mendes, Chapecó (SC) – “Habilidades pré-alfabetização e ensino de línguas: uma abordagem interdisciplinar com o primeiro ano do ensino fundamental”

79 João Batista Soares de Souza, Aquiraz (CE) – “A caixa matemática: aprender, explorar e resolver”

80 João Carlos de Souza, Ivaiporã (PR) – “O silencioso mundo de Maria: Família, escola e inclusão”

81 Joice Gaspari Kaefer, Xaxim (SC) – “Toda semana uma nova história para explorar”

82 José de Barros Silva Neto, Chapecó (SC) – “Huka-Huka: corpo, cultura e ancestralidade na Educação Física”

83 José Fernando Ribeiro de Sousa, Colombo (PR) – “Entrelinhas do conhecimento infantil, professora e coordenação escrevendo o conhecimento com o olhar da criança”

84 Josemar Silmara Galiani, Arapongas (PR) – “Somos natureza: Pomar e Pasto Apícola para abelhas Jataí”

85 Josiane Azevedo da Silva, Ivaiporã (PR) – “Entre vivências e páginas: Escola e família juntas”

86 Josiane Weber Sehnem Ferreira, Ivaiporã (PR) – “Identidade no Berçário”

87 Joyce Vanessa de Oliveira Santos, Loanda (PR) – “Desconecta e Brinca”

88 Julia Maria Gomes da Silva, Santana de Parnaíba (SP) – “Jogando com Números”

89 Juliana Isabel Abreu Genesi, Lavras (MG) – “Caminhos que transformam: gestão democrática com propósito”

90 Juliana Lima de Almeida Schneider, Quilombo (SC) – “Geração Sustentável”

91 Juliana Spuri Lopes, Varginha (MG) – “Inovação, IA e Cultura Digital: o Plano de ação para a transformação tecnológica da rede municipal de Varginha”

92 Julio Cesar Silva, Chapecó (SC) – “Lutas que ensinam: culturas indígenas e africanas e jogos digitais”

93 Jussara Ott Bandeira dos Prazeres, Colombo (PR) – “Moradias”

94 Karla Alessandra Bomfim Sales, Colombo (PR) – “Pequenos Exploradores do Jardim: A Lente do Caracol e o Voo da Libélula”

95 Katrini de Godoi, Chapecó (SC) – “Corpo que dança, corpo que aprende”

96 Keli Cristina Brumati Ostroski, Arapongas (PR) – “Quando Campo Floresce na Cidade: a força da avicultura transformando espaços, pessoas e comunidade”

97 Kelimar Silva Reis, Vilhena (RO) – “Apostila de Ensino Religioso ‘Valores para a vida’”

98 Larissa de Lara Bonierski Ribeiro Colombo (PR) – “Pequenos bichinhos, grandes descobertas”

99 Laura Riva, Matos Costa (SC) – “Um Mate de histórias: crianças, cultura e descobertas”

100 Leonira Ofrunã Rodrigues Bresciani, Vilhena (RO) – “Conectando territórios, saberes e aprendizagens: a parceria com a editora Opet e o AEE como espaço de inclusão, protagonismo e transformação”

101 Lilian Cristina Ribeiro Garcia, Santana de Parnaíba (SP) – “Feira de profissões: construindo projetos de vida e conhecendo o mundo do trabalho”

102 Liliane Henrique Torres, Lavras (MG) – “Nossas Raízes, Nossa História: Aprendendo com José Luiz de Mesquita”

103 Lorena Cezario Alves da Silva, Colombo (PR) – “Paws of support”

104 Lucas Silva de Souza, Santana de Parnaíba (SP) – “Escrita à vista de todos: família e escola acompanhando juntos os avanços do Pré II”

105 Lucia Bueno Ribeiro, Arapongas (PR) – “Da horta para nossa mesa: plantando, cuidando e compartilhando”

106 Luiza Fabiana Dias Megliato, Ivaiporã (PR) – “Economizar Hoje, Sonhar Amanhã”

107 Lurdete Heiderscheidt Griga, Rancho Queimado (SC) – “Construindo Caminhos na Educação Infantil: Formação e Planejamento Coletivo em Rancho Queimado/SC”

108 Maitê Santos da Silva, Colombo (PR) – “Da estratégia à pratica: vivenciando e fortalecendo a aprendizagem”

109 Márcia Aparecida Ayala Braga, São Sebastião da Amoreira (PR) – “Movimento que Conecta”

110 Márcia Mara Campolina Cordeiro Coelho, Itabirito (MG) – “Pequenos Guardiões do Planeta”

111 Márcia Tezza Re, Meleiro (SC) – “People Who care for you”

112 Márcio Dalmazzo Sato Junior, Colombo (PR) – “Ocean Creatures!’

113 Maria Angélica Rego, Santa Cruz do Rio Pardo (SP) – “Família presente, escola que acolhe: construindo juntos caminhos para aprender e crescer”

114 Maria Daniela Ferreira de Paula, Andradas (MG) – “Laços de Amor: Família e Escola (Cuidar, Educar e Compartilhar)”

115 Maria Eunice de Sousa Azevedo, Lavras (MG) – “Carta ao leitor, uma experiência real de leitura e escrita”

116 Maria Luisa Augusto dos Santos, Santana de Parnaíba (SP) – “Palavras em versos, vozes e histórias: literatura, cultura e diversidade”

117 Maria Luiza Alves Silva, Lavras (MG) – “O uso dos jogos opet em uma turma multisseriada: uma conexão de conteúdos”

118 Maria Paula Queiroz dos Reis, Arapongas (PR) – “Receitas que Contam Histórias: Memórias Afetivas na Educação Infantil”

119 Mariana Ataides e Silva Sperandio, Loanda (PR) – “Pequenos Investidores do Saber”

120 Mariane Gomes, Matos Costa (SC) – “O Morango que Virou Ciência: um percurso investigativo entre cultura escrita e território”

121 Mariane Pereira de Carvalho Divino, Colombo (PR) – “Um Pedrinho para chamar de meu”

122 Marinês de Souza Silva, Vilhena (RO) – “Véstias, adereços e culinária da cultura afro-brasileira”

123 Marlon Eustaquio da Silva, Lavras (MG) – “Fluência Leitora”

124 Maycon Diego Amaral Queiroz, Santana de Parnaíba (SP) – “Slam Jahmaycon”

125 Michele da Conceição Pinto, Santana de Parnaíba (SP) – “Projeto Integradores: Experiência de Ensino-Aprendizagem em Arte no Ensino Médio”

126 Mileny de Macedo Farias, Itabirito (MG) – “Onde cabe uma história? Tecendo novos espaços para ler, brincar e pertencer”

127 Mirian Fumagalli, Chapecó (SC) – “Um Caminho para Todos: Descobrindo, Localizando e Aprendendo”

128 Miriângela Soares Nogueira de Miranda Alves, Pouso Alto (MG) – “O universo saboroso da Magali”

129 Naiara Aparecida Ribeiro, Santa Mariana (PR) – “Cada gota conta: da aprendizagem à transformações sociais.”

130 Natali Amanda Francisco, Varginha (MG) – “Família e Escola Conectadas pela Justiça”

131 Natália da Silva, Rancho Queimado (SC) – “Contadores de histórias”

132 Neusa Claudiana Basilio dos Santos, Itabirito (MG) – “Viagem pelo Céu: Descobrindo Infinitos”

133 Nirisnéia de Souza Estevo dos Santos, Ivaiporã (PR) – “Como Estrelas na Terra (Pequenos Artistas)”

134 Núbia Gomes Luzia da Fonseca Itabirito (MG) – “Leiturinha: formando pequenos leitores”

135 Núbia Rafaela Martins da Silva, Santana de Parnaíba (SP) – “IncluiAção (Adequar para Incluir, Flexibilizar para aprender)”

136 Nubia Rosana Reinher Foschiera, Água Boa (MT) – “Pequenos no Trânsito, Grandes na cidadania”

137 Patricia Lopes de Aguiar Teixeira, Colombo (PR) – “Pequenos Guardiões da Natureza”

138 Patrícia Roberta dos Santos, Diamante do Norte (PR) – “Entre livros e histórias: construímos laços”

139 Priscila Moutinho Pires Vilas Boas, Varginha (MG) – “Expedição Literária 2026”

140 Raquel Aparecida Silva, Santana de Parnaíba (SP) – “Do Rap à Redação”

141 Raquel Silvia de Paula, Cerejeiras (RO) – “Do descarte à inovação: Inteligência que preserva e ação que transforma”

142 Regina Carla Zamprogna Galli, Xaxim (SC) – “Sustentabilidade ambiental através das tampinhas”

143 Rejane Rodhiguero Lunardi, Xaxim (SC) – “Da evidência à gestão da aprendizagem: o Indica em Xaxim/SC”

144 Renata Amarante Cruz Barbosa, Andradas (MG) – “Arte que inspira e vida que pulsa no quintal da Anninha”

145 Renata Donizete Rodrigues, Varginha (MG) – “Por todo canto, me encanto e aprendo”

146 Rogeria Santos Fraga Rosa, Jundiaí do Sul (PR) – “Brincar junto é criar memórias que ficam para sempre”

147 Rosa Ramos da Rocha Oliveira, Jundiaí do Sul (PR) – “Museu Estrela do Amanhã”

148 Rosana de Almeida Resende Lima, Varginha (MG) – “Do contexto ao texto: gêneros textuais e prática social na rede municipal de Varginha”

149 Roseli Rossi Saquet, Xaxim (SC) – “Horta Encantada: Raízes do Futuro – Cultivando Vida, Sustentabilidade e Saberes na Escola”.

150 Rosicler Joana Ribeiro de Moraes, Santana de Parnaíba (SP) – “Fios do Protagonismo: a Cultura Maker e o Letramento Digital na Ressignificação do Recreio Dirigido”

151 Sabrina Cardoso Tavares, Santa Cruz do Rio Pardo (SP) – “Investigação e descobertas: o que uma árvore pode nos contar?”

152 Sabrina Felipe Costa de Mattos, São Sebastião da Amoreira (PR) – “Descobrindo Meu Nome: Entrelinhas, Letras e Brincadeiras”

153 Sarah Danielle Dalla Costa Azevedo, Santa Mariana (PR) – “Eu existo, eu tenho direitos: documentação civil e cidadania desde a infância”

154 Silvane Bianchet, Chapecó (SC) – “Chapecó em foco: história, cultura e desenvolvimento em uma perspectiva interdisciplinar”

155 Stefanie Aparecida Panigaz, Arroio Trinta (SC) – “Nossa história, nossa cultura: A influência italiana na identidade de Arroio Trinta”

156 Stella Vieira Raduy, Colombo (PR) – “Treasure hunt game”

157 Suelen Martini Azambuja, Chapecó (SC) – “Copa do Mundo na escola agropecuária”

158 Susane Aparecida Bertolino, Colombo (PR) – “Alimentação saudável na Educação Infantil”

159 Tayla Jamaira de Aguiar Siqueira Osawa, Arapongas (PR) – “Asas da Descoberta: experiências heurísticas no Jardim das Abelhas”

160 Thais Iane dos Santos, Quilombo (SC) – “Entre Lendas, Brincadeiras e Tradições”

161 Thiago Fogaça Nunes, Santana de Parnaíba (SP) – “Números da Escravidão”

162 Valeska Souza Silva, Lavras (MG) – “Projeto Escola Municipal Doutora Dâmina: Histórias e Memórias para ‘Semear na escola e colher no futuro’”

163 Valquiria Marcilio Chaves de Oliveira, São Lourenço (MG) – “Arquitetos do Saber: Onde a geometria encontra a nossa vizinhança”

164 Vania Dantas Machado, Santana de Parnaíba (SP) – “Cativando Pessoas e Saberes”

165 Vera Clarinda de Siqueira, Pouso Alto (MG) – “Herança, Luta e Cultura ‘Sementes de história, frutos de diversidade’”

166 Viviane Candido Dias, Santana de Parnaíba (SP) – “Conquistas reais, o valor das minhas atitudes”

167 Viviane Justino de Figueiredo Cantarino, Varginha (MG) – “Mão na massa e Troco no bolso: A Matemática da Cultura Mineira”

168 Viviane Rodrigues de Souza, Loanda (PR) – “Literatura e linguagem na Educação Infantil”

169 Yasmim Hélen Quirino, Lavras (MG) – “Gêneros Textuais no Cotidiano. Protagonismo e Intencionalidade na Comunidade Escolar”

As primeiras formações de setembro!

Muitas horas de planejamento, milhares de quilômetros percorridos e milhares de pessoas contatadas, entre professores, gestores e familiares dos estudantes. A jornada formativa da Editora Opet não para! Nos primeiros dias de setembro, estivemos em redes de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina para formações pedagógicas, reuniões técnicas e visitas técnicas de acompanhamento pedagógico, além dos EFAM – os encontros com familiares. Confira!

🗨️ MG: Encontro com gestores em Varginha

Varginha, um dos municípios mais conhecidos do sul de Minas Gerais, é, também, um dos parceiros estratégicos da Editora Opet no Estado. Lá, nos dias 31 de agosto, 01º e 02 de outubro, aconteceu uma reunião técnica com o time da Secretaria Municipal de Educação e, também, uma formação que envolveu as equipes gestoras das unidades escolares da rede municipal.

Conduzido pela gerente pedagógica Rubia Cristina dos Santos, o evento com os gestores foi o segundo de um ciclo que prevê quatro encontros ao longo de 2026. O foco, como destaca a prefeitura de Varginha, está no aprimoramento das práticas de liderança e no fortalecimento da gestão escolar, contemplando especialmente os diretores que assumiram a gestão neste ano, além de supervisores pedagógicos e orientadores educacionais.

A gerente pedagógica Rubia Cristina conversou com os gestores sobre a conduta do líder na Educação Básica. Crédito/foto: Prefeitura de Varginha.

Durante os trabalhos, os diretores escolares abordam o tema “Identidade, atribuições e conduta do líder na educação básica”. Simultaneamente, supervisores pedagógicos e orientadores educacionais aprofundaram os estudos sobre “Gestão democrática, documentação pedagógica e organização do trabalho”, fortalecendo a rotina pedagógica nas instituições.

O prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci, prestigiou a formação e destacou a importância do investimento permanente do município no desenvolvimento dos gestores para assegurar a qualidade da educação municipal. A secretária Municipal de Educação, Juliana de Paula Mendonça, reforçou o compromisso da gestão com o suporte técnico e pedagógico às equipes, garantindo que o aprendizado e o bem-estar dos estudantes permaneçam no centro das ações educacionais. (*)

✍️ PR: uma formação especial em Jaboti

Localizado no Norte Pioneiro paranaense, o município de Jaboti é um importante parceiro da Editora Opet. E, nos dias 01º e 02 de setembro, realizou a formação para os professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O trabalho, coordenado pelo supervisor regional Fernando Corrêa, foi desenvolvido em oito oficinas (quatro para cada segmento). Entre os temas, “As plantas também têm nome”, “Infâncias Digitais: pensar, criar e explorar na Educação Infantil”, “A heterogeneidade em sala de aula e Produção de textos: um olhar social e computacional”.

Formação foi realizada em formato de oficina. Crédito/foto: Editora Opet.

“Somos parceiros da Opet há três anos e, neste ano, iniciamos o trabalho com a Educação Infantil 3, 4 e 5”, conta a secretária municipal de Educação de Jaboti, Juliane Aparecida de Melo Silva. “E a formação pedagógica foi excelente. Ela trouxe experiência para os nossos professores no sentido de explorar o que a criança pode construir de de vivência alinhada ao ensino-aprendizagem. Como o professor vai conduzir, principalmente o material didático-pedagógico, para desenvolver a capacidade de aprendizagem do nosso aluno.”

A secretária também destacou o trabalho realizado com os professores dos Anos Iniciais, em que houve enfoque em temas críticos como leitura, escrita, equidade e pensamento computacional. “Foi uma das melhores capacitações que nós tivemos, tanto na Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental”.

Professores de Jaboti: as formações da Editora envolvem, sempre, o diálogo e a contrução conjunta do conhecimento. Crédito/foto: Editora Opet.

Conduzido pela assessora pedagógica Daniele Pires, o encontro com os familiares dos estudantes (EFAM) teve como tema “Família e Mundo Digital: a importância das relações saudáveis”. “As mães e pais acharam o tema muito pertinente. Ele trouxe uma reflexão importante sobre temas como o tempo de uso de tela pela criança, os conteúdos acessados e o monitoramento pela família, assim como os impactos do uso excessivo na educação e no próprio desenvolvimento. Foi muito interessante”, observa a secretária Juliane.

🇺🇸 SC: Em Meleiro, atenção total à Língua Inglesa

Em Santa Catarina, estivemos em Meleiro, município parceiro na região sul do Estado. Lá, o trabalho formativo envolveu os professores que utilizam a Coleção Joy, de Língua Inglesa (1º ao 5º ano do Ensino Fundamental), e foi conduzido pela autora do material, a professora Vera Rauta, com a supervisão regional de Glaylson Rodrigues. Além da formação, ela fez visitas técnicas para o assessoramento direto do trabalho com o Inglês nas escolas.

(*) – Com informações da SEDUC Varginha.

“Navegar é preciso”: o Dia do Mar e o conhecimento!

Um oceano azul profundo, vastíssimo. Ou então, de águas verdes semitransparentes, brilhando contra o céu limpo. Ou, ainda, de águas embarradas de um estuário repleto de vida. Águas quentes, águas frias, agitadas ou serenas. Todas essas frases falam do mar, essa grande fronteira que, ao mesmo tempo, divide e une a humanidade. Nesta edição de #EDUCAÇÃOHUMANIZA, vamos celebrar o Dia Mundial do Mar (26 de setembro) de uma forma diferente – mostrando a sua importância para a humanidade a partir de dados curiosos que mostram como as águas e a cultura se misturam. Como diria Fernando Pessoa: navegar é preciso. Então, navegue com a gente!

Os primeiros navegantes

Você já ouviu falar em navegação de cabotagem? Historicamente, em relação ao mar, é a navegação marítima em trechos de costa ou, então, da zona continental para alguma ilha próxima – uma forma de circulação em que o navegante se afasta pouco da terra. Hoje em dia, o termo também identifica viagens que ocorrem dentro de águas jurisdicionais (ou seja, pertencente a um país) contínuas, ainda que de longa distância – como a que liga a Espanha continental às Ilhas Canárias (que são parte da Espanha).

As navegações de cabotagem são bem antigas: os registros mais remotos anotados pelos arqueólogos datam de cerca de 2.000 a.C. na região do Mar Mediterrâneo. Os navegantes? Egípcios e, por volta de 1.500 a.C., fenícios (que habitavam a região do atual Líbano), circulando entre portos e colônias em barcos de madeira.

As navegações oceânicas – muito mais complexas, arriscadas e longas – começaram com os polinésios por volta de 1.000 a.C. Além de excepcionais navegantes, eles eram engenheiros geniais, cortando os oceanos com canoas de casco duplo (que hoje chamamos catamarãs) e canoas simples com estabilizados laterais, as chamadas “batangas”.

Com barcos leves e resistentes – e dominando muitas das “bússolas” naturais, como as estrelas, correntes oceânicas e até a direção das aves marinhas –, ao longo dos séculos eles ocuparam ilhas (como o arquipélago havaiano, a ilha da Páscoa e a Nova Zelândia) em uma área equivalente em tamanho à África! E é bem provável, inclusive, que tenham chegado à América dois ou três séculos antes de Colombo – hipótese apoiada, por exemplo, pela presença de fósseis de plantas de batata-doce, espécie natural da América do Sul, em ilhas da Polinésia.  

Gravura do final do século XVIII mostrando um catamarã – barco de dois cascos – havaiano. Fonte: Wiki.

Correntes oceânicas: as “estradas do mar”

Quando a gente vê aquele “marzão”, aquela massa de água infinita, não se dá conta de que ela abriga correntes oceânicas que, por muito tempo, governaram as navegações. Em certa medida, elas participam até hoje da economia oceânica, uma vez que, mesmo com motor, é possível navegar a favor da corrente e contra a corrente, e isto implica gasto ou economia de combustível. Sem contar que a água transporta uma enormidade de vida, com efeitos sobre o ritmo da pesca, por exemplo.

Ao longo do tempo, seja pela prática da própria navegação ou de estudos científicos (oceanográficos), a humanidade identificou dezenas de correntes oceânicas. Elas se dividem em sistemas que os cientistas chamam de “giros”, que, como o nome indica, promovem grandes movimentos circulares.

Existem cinco grandes “giros oceânicos”: Atlântico Norte, Atlântico Sul, Pacífico Norte, Pacífico Sul e Índico. E, dentro deles, muitas correntes específicas, dentre as quais algumas são especialmente importantes para a navegação e o clima – como as correntes do Golfo, Kuroshio, do Brasil, Humboldt e das Malvinas. Uma curiosidade: no Hemisfério Norte, os giros são em sentido horário; no Hemisfério Sul, em sentido anti-horário (e é claro que isto fez toda a diferença no período das Grandes Navegações, quando os navios eram impulsionados pela soma entre ventos e correntes oceânicas).

Mas, o que faz com que o oceano forme essas “esteiras de transporte”? São muitos os fatores: uma combinação de ventos (que afetam as águas superficiais), a rotação da Terra (que gera o chamado “Efeito Coriolis”), diferenças de temperatura e salinidade (que afetam a densidade das águas) e até os limites físicos impostos pelos continentes. Somado, esse conjunto recebe o nome de circulação termoalina.

Muito bem: o oceano é enorme e nós somos pequenos. Temos o poder de alterar os giros e as correntes oceânicas? A resposta é: sim! Isso porque, em virtude do efeito estufa – com um aumento das temperaturas médias no planeta por conta do aprisionamento do CO2 na atmosfera –, está acontecendo um derretimento acelerado e anormal das geleiras nas regiões polares. Um maior volume de água doce chegando aos oceanos significa mudanças na densidade da água, o que afeta diretamente as trocas aquáticas – com resultados potencialmente sérios. Os cientistas temem, por exemplo, que a Corrente do Golfo (Gulf Stream), que leva calor à Europa Ocidental, colapse justamente por isso. Nesse caso, cidades europeias, que não sofrem com invernos tão rigorosos, possam registrar temperaturas muito mais baixas no inverno. Apenas para se ter uma ideia: Nova Iorque e Madrid se situam aproximadamente na mesma latitude; no entanto, os invernos nova-iorquinos são muito mais rigorosos que os madrilenos, o que tem tudo a ver com o transporte de calor oeste-leste propiciado pela Corrente do Golfo.

Os oceanos e a cultura: quem conhece e quem não conhece

Hoje em dia, é difícil imaginar que haja pessoas que não conheçam os oceanos. No entanto, basta trazer um exemplo concreto para descobrir que há pessoas que, de fato, sequer suspeitam da existência dos oceanos. Pense, por exemplo, nos cerca de 115 grupos indígenas isolados e não contatados que vivem em outro “oceano”, o “oceano verde” de floresta da Amazônia brasileira. A maioria absoluta deles está em porções muito interiores do território, afastadas do litoral. Eles conhecem, é claro, os rios amazônicos – alguns deles, muito largos –, mas não o mar, ao menos diretamente.

A pergunta é: se eles nunca viram o mar, podem ter criado palavras que o identifiquem? Podem situá-lo dentro de um horizonte de cultura com mitos e narrativas? A resposta é: muito provavelmente, não! Sem ter visto o mar diretamente, é difícil “transportá-lo para dentro” da mente e da cultura. Ah, e se eles efetivamente dispõem de palavras, isto pode significar que, um dia, viveram em lugares perto do mar!

Essa percepção ajudou os linguistas e os arqueólogos a detectarem e documentar as grandes migrações humanas, em especial em tempos mais recuados da História e da pré-história.

Um exemplo, mas que ainda segue em grande parte envolto em mistério, é o dos povos e línguas que formaram a civilização grega, marcada pelo encontro (nem sempre pacífico) de povos “do mar” – a civilização minoica, que vivia nas ilhas gregas e tinha grande conhecimento de navegação – e “do interior”, no caso, grupos indo-europeus que se deslocaram do sul da Rússia para a península balcânica entre 2.000 e 1.600 a.C. Ainda que não tenham decifrado parte dos sistemas de escrita desses antigos povos, os pesquisadores supõem fortemente que os termos ligados ao mar – e também as divindades e os mitos – vêm, via de regra, da “herança minoica”.

Conclusão: nós somos o mar!

Neste artigo, trouxemos algumas curiosidades sobre o mar para celebrar um dia mundial que abarca, também, os oceanos. Mar que se liga de muitas maneiras à nossa vida: nos pescados e frutos do mar que consumimos, nas compras que fazemos e recebemos de longe, na ideia que fazemos da praia como um lugar de descanso e até na arte ligada às imagens do mar, em músicas como as de Dorival Caymmi e poemas de Fernando Pessoa. Mar que somos nós e que, como alertam os cientistas, também são de nossa responsabilidade. Refletir a respeito, saber mais, conhecer, é essencial. Para os próprios mares e para a vida!

Leonardo na internet: um tesouro de arte e ciência nas suas mãos!

Possível auto-retrato de da Vinci. Fonte: Wikipedia.

Anatomista, naturalista, inventor, engenheiro, desenhista, pintor, escultor, escritor. É possível afirmar que poucos personagens reúnem tantos atributos ligados à sabedoria quanto Leonardo da Vinci. Leonardo, podemos brincar, são muitos Leonardos. Ele, aliás, é a própria encarnação do que o dicionário define como “polímata” – um conhecedor profundo de muitas áreas. O personagem símbolo do Renascimento, etapa da História ocidental marcada pelo retorno de uma visão mais ampla e livre para o mundo, o passado e a natureza. E, certamente, um personagem inspirador para uma educação que olha ao seu redor com encantamento, em uma perspectiva transversal focada nos projetos e no fazer.

Se, em sua época, Leonardo foi reconhecido por seus pares e por quem detinha o poder (a Igreja, os nobres das cidades-estado italianas e reis como o da França), nos últimos dois séculos ele se tornou um verdadeiro “astro pop”, visto, lido e relido por escritores e cineastas. E teve seus trabalhos reproduzidos muitas e muitas vezes, em muitas mídias.

Estudo de Leonardo para a “Santa Ceia”. Fonte: Wikipedia.

Nesta edição “davíncica” de #EducaçãoHumaniza, vamos tratar dos acervos – em especial, os digitais – de Leonardo da Vinci, para que você possa acessar e desfrutar do talento desta inigualável figura. Ajeite-se no seu ornitóptero e vamos voar!

🖼️ Como começou o sucesso de Leonardo?

Como observamos, Leonardo já era um artista reconhecido desde o século XV (e no início do XVI), período em que viveu. No entanto, ele só “caiu nas graças do povo” a partir da segunda metade do século XVIII, quando Estados que emergiam da “Era das Revoluções” começaram a transformar as coleções reais artísticas e científicas em museus. Foi quando as pessoas “comuns” puderam ver de perto suas obras.

Vicenzo Peruggia. Fonte: Wikipedia.

No caso do nosso personagem, seu status mudou graças ao furto daquela que viria a se tornar a obra de arte mais célebre do mundo. Em 21 de agosto de 1911, o italiano Vincenzo Peruggia (foto ao lado) aproveitou-se de sua condição de prestador de serviços do museu do Louvre, tirou a tela da “Mona Lisa” da moldura e desapareceu. A obra – que teria sido escolhida não por ser de Leonardo da Vinci, mas por suas dimensões reduzidas (77 x 53 cm), que facilitariam a subtração –, sumiu e virou manchete.

Os jornais, então, estavam se popularizando, assim como a própria literatura policial, e a cobertura do furto foi um enorme sucesso. O crime, aliás, só foi resolvido dois anos depois, quando, já em terras italianas, o autor tentou vender a pintura. A volta da “Mona Lisa” ao Louvre foi um evento grandioso. Nascia, então, a mais “pop” das pinturas, que somava qualidade artística única a uma história fantástica.

Leonardo, porém, é a “Mona Lisa” e muito mais. A partir de agora, vamos descobrir onde “se esconde” – ou melhor, onde está disponível em formato digital – todo esse acervo.

💻 O acervo de Leonardo

Ao examinar a obra do célebre artista italiano, poderíamos dividi-la em quatro grandes campos. Essa divisão, vale reforçar, é arbitrária, ou seja, é uma escolha entre muitas outras possíveis – mas, dá conta do recado.

É possível pensar em um Leonardo (1) pintor, (2) projetista, (3) investigador da natureza e anatomista, e também (4) escritor.

🎨 Leonardo pintor

A famosa “Mona Lisa”, pintada entre 1503 e 1506. Fonte: Wikipedia.

Sim, foi a “Mona Lisa” a grande responsável pela identificação imediata de Leonardo da Vinci como pintor. E, é claro, suas obras são, todas, obras-primas. Porém, o fato é que Leonardo produziu menos pinturas do que poderíamos imaginar à primeira vista. Os especialistas reconhecem apenas entre 15 e 17 obras de sua autoria; destas, oito são consideradas universalmente “da mão do pintor”, enquanto as restantes permanecem em debate pelos especialistas. Não que sejam falsas: elas podem ser oriundas do ateliê dele (de autoria de algum de seus aprendizes) ou, então, cópias feitas na época sem intenção criminosa. Em tempo: no século XV, quando viveu, não era comum que os artistas assinassem seus trabalhos – a assinatura era o próprio traço, enfim.

São consideradas “100% Leonardo” as seguintes obras: “Mona Lisa”, “A Última Ceia”, “Virgem das Rochas” (do Louvre), “Virgem e o Menino com Santa Ana”, “São João Batista”, “Adoração dos Magos” e “São Jerônimo no Deserto”. E são aceitas pela maioria como de autoria do pintor italiano as telas “Sala delle Asse”, “Anunciação”, “Ginevra de’ Benci”, “Madona Benois”, “Dama com Arminho” (foto), “La Belle Ferronnière” e “Retrato de Músico”. Uma última peça, “Salvator Mundi” é vista com suspeita por muitos especialistas e aceita por outros tantos.

Dama com Arminho” (1489-1490). Fonte: Wikipedia.

E que países abrigam essas pinturas? Cinco delas estão na França; outras cinco, na Itália; Vaitcano, Polônia, Rússia e Estados Unidos detêm, cada um, uma peça; e uma delas – justamente, “Salvator Mundi”, está em destino incerto porque pertence a um colecionador particular (provavelmente, está guardada em um banco na Suíça).

Você pode ver cada uma dessas peças em seus museus – tomara que vá! No entanto, elas também estão disponíveis na internet, digitalizadas. E podem ser encontradas nesses endereços:

📌“Mona Lisa”, Museu do Louvre

📌“A Última Ceia”, Museo del Cenacolo Vinciano

📌“Virgem das Rochas” Museu do Louvre

📌“Virgem e o Menino com Santa Ana”, Museu do Louvre

📌“São João Batista”, Museu do Louvre

📌“Adoração dos Magos”, Galleria degli Uffizi

📌“Anunciação”, Galleria degli Uffizi

📌“São Jerônimo no Deserto”, Museus Vaticanos

📌“Sala delle Asse” Castelo Sforzesco

📌“Ginevra de’ Benci”, National Gallery of Art

📌“Madona Benois”, Museu Hermitage

📌“Dama com Arminho”, Museu Czartoryski

📌“La Belle Ferronnière”, Museu do Louvre

📌“Retrato de Músico”, Pinacoteca Ambrosiana

📌“Salvator Mundi”, coleção particular

📐 Leonardo projetista

O “ornitóptero”, máquina de voar projetada por da Vinci. Fonte: Wikipedia.

Como bom “sabe-tudo” que era – um gênio –, Leonardo também colocava o cérebro em ação para projetos de engenharia. Ele, aliás, era um talentoso projetista militar, em uma época cheia de demanda por armas arrasadoras, defesas incríveis e mais.

Entre os seus projetos militares mais célebres – que, até onde se sabe, não saíram do papel – estão um tanque blindado, uma besta gigante, um carro com foices para cortar tudo que cruzasse pelo caminho e um navio com esporão móvel. Ele também desenhou fortificações inovadoras, que se baseavam em ângulos para reduzir o impacto das balas de canhão.

Para além da guerra, ele também desenhou projetos “civis” como pontes móveis – o projeto da “Ponte auto-suportada de Leonardo” é um clássico reproduzido em todo o mundo –, uma máquina voadora de asas móveis (o famoso “ornitóptero”), um paraquedas, o chamado “parafuso aéreo”, baseado no princípio de funcionamento da hélice, e uma máquina de mergulho.

Mas, onde encontrar esses projetos? E até como saber se eles eram realmente efetivos? O ornitóptero, por exemplo, poderia voar, não fosse pela ausência de motores suficientemente rápidos para sustentar o voo (este, aliás, é um problema com as asas móveis, como já vimos em um artigo anterior).

Muitos projetos de engenharia de Leonardo foram digitalizados por instituições de várias partes do mundo. Uma das mais célebres é a “Leonardotheka” do Museo Galileo, de Florença. Lá, é possível encontrar centenas de projetos davincianos – dentre eles, 50 de engenharia militar, 200 de engenharia civil e mecânica, 30 relacionados ao voo, 100 de engenharia hidráulica e 50 de arquitetura e urbanismo.

🔎🐛 Leonardo investigador da natureza e anatomista

“Estudo dos ossos do braço” (cerca de 1510). Fonte: Wikipedia.

É difícil afirmar uma faceta mais fascinante de Leonardo. Afinal, tudo o que ele fez era genial, mesmo se não funcionasse! Isso porque, para além da forma estava o princípio, a regra que nasce da observação, e nisto o polímata italiano era um craque. Mas, se pudéssemos escolher um aspecto de Leonardo mais instigante, seria seu olhar para a natureza.

Um olhar que, em certa medida, reproduzia o dos filósofos naturalistas gregos e ainda desafiava as regras rígidas impostas pela Igreja naquela virada de Idade Média para Idade Moderna.

Pense, por exemplo, em seus cerca de 750 desenhos anatômicos, que reproduziam à perfeição o corpo e os órgãos humanos e ainda intuíam seu funcionamento. Leonardo examinou e descreveu, por exemplo, o sistema músculo-esquelético, o coração, o crânio e o cérebro (e também o feto, os órgãos genitais e mais). Para isso, driblou as regras da religião – examinando e dissecando cadáveres –, em nome do conhecimento. As cerca de 30 dissecações foram feitas entre 1509 e 1513 em companhia de Marcantonio dela Torre, professor da universidade de Pádua.

Ainda nessa mirada para a natureza, ele também enxergou coisas como o voo dos pássaros, o padrão matemático das folhas de uma planta e até o fluxo da água em uma correnteza. E, com o chamado “Homem Vitruviano” (referência a Marco Vitruvio Polião, arquiteto romano do século I), demonstrou que o ser humano pode ser uma medida para o mundo.

Mas, onde encontrar as obras do Leonardo naturalista e anatomista? O grande repositório de obras está no Google Arts and Culture, que reúne uma enormidade de dados sobre Leonardo – inclusive, seus códices naturalistas e de anatomia.

📖 Leonardo escritor

Quando pensamos nos escritos de Leonardo, a imagem que salta aos olhos é a da “escrita espelhada” que ele, canhoteiro, usava em todos os seus códices. Essa forma de escrita tão peculiar – para lê-la, era necessário colocar o papel diante de um espelho – não apenas prevenia borrões de tinta pelo arrasto da mão como também era um elemento de preservação da informação.

Mais do que a forma, porém, importava o conteúdo. Não apenas as geniais anotações técnicas e de observação dos fenômenos, mas histórias curtas de fundo moral – em sua maioria, fábulas, que Leonardo também escreveu. Essas histórias, aliás, talvez sejam a parte menos conhecida e menos disponível de sua obra, ao menos no universo digital. Porém, é possível acessá-las em português, na Biblioteca Digital da Unesp – para isto, é preciso fazer uma inscrição gratuita.

💡 Conclusão: Leonardo, educador

A extensão dos conteúdos de Leonardo da Vinci disponíveis na internet (e não contamos, aqui, tudo o que se produziu a respeito dele) mostra seu enorme valor. Leonardo é pop. Mais do que isso, ele espelha o que deve ser a própria ciência: curiosa, investigativa, imaginativa, criadora, protagonista, intencionada, desafiadora de limites. E também, é claro, espelha a arte: simplesmente inigualável.

Todos, elementos almejados e desejáveis pela educação, que inspiram professores e estudantes. Portanto, inspire-se!

Avaliação atualizada: chegaram os novos cadernos de prova do Programa Indica!

O Programa Indica, da Editora Opet, tem um compromisso absoluto com a qualidade da avaliação diagnóstica. Nessa perspectiva, acaba de lançar os novos cadernos de prova do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, que são o núcleo do Programa.

A atualização, explica a coordenadora do Indica, Silneia Chiquetto, é permanente – trata-se de um componente essencial para que o Indica entregue dados precisos às redes públicas e privadas parceiras. “Uma premissa da avaliação diagnóstica é a da atualização – em relação às necessidades das escolas, às mudanças do cenário educacional e à evolução dos estudantes que já se beneficiam das avaliações”, pondera. “Em termos figurados, é como se estivéssemos ‘afiando a ferramenta’ para obter os dados mais precisos para a construção dos planos de intervenção.”

Processo minucioso

A atualização dos cadernos de prova abrangeu a verificação de todos os elementos de suporte das questões, como textos, fotos, ilustrações e quadrinhos. E envolveu autores, editores técnicos e pedagógicos, revisores e iconógrafos.
“Não poupamos esforços. Mobilizamos profissionais com grande conhecimento e que prestam serviço, por exemplo, para o Inep, que organiza as principais avaliações do Brasil, como o Saeb e o Enem”, explica Silneia.

Atualização dos cadernos de prova vale, também, para a versão digital das avaliações. Foto: Editora Opet.

O papel da TRI

Esse trabalho envolveu o elemento-chave das avaliações brasileiras: a produção, análise e processamento dos resultados a partir da Teoria da Resposta ao Item, a TRI.
A TRI é um modelo matemático – e uma metodologia de correção de provas – desenvolvido para tornar a correção mais justa e precisa. Ele foi adotado pelos organizadores do Enem a partir de 2009 (CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS).
“Os itens construídos para correção em TRI passam por critérios rigorosos durante a sua construção, bem como o conjunto de itens que formam a prova. É um trabalho minucioso, que somente profissionais experientes e com muito conhecimento conseguem garantir”, explica Silneia.

O uso da TRI para a construção das questões e a correção das provas torna os resultados ainda mais precisos. Foto: Getty Images.

O olhar dos parceiros

A atualização das provas passou, também, por um validador crítico: as redes parceiras que já adotam as avaliações do Indica. Em muitas delas, os ciclos avaliativos são realizados há anos, o que produziu um olhar ainda mais ajustado paras as necessidades e para as minúcias da aplicação das provas.
“O olhar dos nossos parceiros está em primeiro lugar”, destaca Silneia. “Na atualização dos cadernos, ele foi cruzado com as curvas e as séries históricas de resultados, resultando em avaliações mais próximas e precisas”, observa.

Novos cadernos já estão nas escolas

As novas provas já estão sendo aplicadas. Neste início de junho, por exemplo, estão chegando a uma grande rede parceira, do município catarinense de Xaxim. “Nossa equipe estará lá para dar todo o suporte à aplicação”, conta Silneia.

Dos filósofos gregos ao aquecimento global – um capítulo da história da consciência ambiental

Comuns na Grécia e em todo o leste do Mediterrâneo, as oliveiras foram domesticadas há cerca de 6,5 mil anos. Elas marcaram a relação dos antigos gregos com o meio ambiente. Fonte: Getty Images.

Meio ambiente. Só de ouvir essas palavras, muita gente fica “de antena ligada”. Por um lado, esse movimento demonstra uma consciência ambiental crescente. Por outro, aponta para o poder dos meios digitais, que informam e amplificam a comunicação.

Ele também se liga à percepção de que algo parece estar “fora da ordem”, com a aceleração da destruição ambiental e eventos climáticos cada vez mais intensos.

Mas, será que nossa consciência sobre a “pegada ambiental” é assim tão recente? Nesta edição da série #EducaçãoHumaniza, vamos conhecer uma das origens mais poderosas da relação entre o pensamento humano e o meio ambiente – o pensamento grego! O artigo antecipa as celebrações e as reflexões da Semana Nacional do Meio Ambiente (1º a 7 de junho) e do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho).

Venha com a gente!

🌍 Essa tal Cosmovisão

A primeira coisa que se deve ter em mente em relação à temática ambiental é o papel das ideias e da cosmovisão – o olhar que as civilizações têm sobre o conjunto de todas as coisas. O famoso “quem somos, onde estamos, como surgimos e o que explica isto”.

Todas essas ideias, evidentemente, fazem parte de muitas das discussões atuais, de um tempo de maturidade nascida de dados científicos.

A cosmovisão é o olhar que as civilizações têm a respeito do universo e de todos os seus componentes. Fonte: Getty Images.

🏛️ Do templo à ágora, agora!

Em muitas civilizações, esse conjunto de ideias foi dado inicialmente pelas religiões, o primeiro grande “organizador do mundo”.

Se tomarmos como exemplo o “Livro do Gênese”, do Pentateuco/Velho Testamento, podemos perceber uma relação de subordinação entre os seres humanos e a natureza; mas, também, uma noção de cuidado com o meio (como em 2:15, que traz a ideia de “cultivar e guardar” o Jardim do Éden).

“Cultivar e Guardar”: Representação do Jardim do Éden pelo pintor Lucas Cranach, o Velho (séc. XVI). Fonte: Wikipedia.

Outras religiões e sistemas de pensamento, como os dos antigos chineses e dos povos indígenas americanos, podiam ver essa relação em um viés complementar, mais próximo da ideia recente de “teia ambiental”. Outras ainda, como as dos egípcios, gregos e romanos, tinham divindades como responsáveis pelos elementos ou eventos naturais (“Deus do Raio”, “Rei dos Mares”, “Deus Sol” e assim por diante).

Em certos contextos históricos, como o da própria Grécia, de Roma e da China, esse olhar “vazou” dos sacerdotes para os filósofos (como Aristóteles, Lao Tzu, Teofrasto ou Plínio, o Velho), dando início a um tipo de pensamento – a Filosofia Natural – que acabaria por participar diretamente do que conhecemos como Ciência.

🔎🐞 Foram os gregos os primeiros “ambientalistas”?

Em “Escola de Atenas”, o pintor Rafael mostra alguns dos principais filósofos gregos. Fonte: Wikipedia.

Não exatamente, até porque o conceito de ambientalismo é muito mais recente (século XX). Mas os gregos ajudaram a aproximar da questão. No Ocidente, os primeiros filósofos com foco no meio ambiente – mais propriamente, filósofos naturais, antecessores de ciências como a Biologia – surgiram na Grécia a partir do século VI a.C.

Considerado um dos “Sete Sábios da Grécia” – e um dos primeiros filósofos –, Tales de Mileto (séc. VI a.C.) olhou com muita atenção para a água, que considerava a substância primordial para todos os seres vivos.

Para Tales de Mileto, a água era o princípio da vida. A ciência moderna mostra que, sem água, não há vida como a conhecemos. Fonte: Getty Images.

Na mesma época, Anaximandro (também de Mileto) propôs uma das primeiras hipóteses científicas sobre a origem da vida: ela teria surgido da umidade. Anaximandro também percebeu a inter-relação entre os seres vivos.

“Panta Rei”: a ideia de que tudo flui

Em seus trabalhos, Heráclito (séc. VI a.C.) enfatizou a existência e a importância dos ciclos naturais. É atribuído a ele, aliás, o conceito grego de que “tudo flui” (“panta rei”), que se conecta à Lei de Conservação das Massas, enunciada por Lavoisier no século XVIII (“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”), e a algumas das correntes mais atuais de pensamento sobre a natureza.

⚠️ Platão e os primeiros alertas ambientais

Damos, então, um giro interessante. O foco deixa de ser a investigação da natureza, dos ciclos e relações naturais, e passa à pegada humana sobre o meio ambiente. Nosso autor é ninguém menos que Platão, que em “Crítias” se refere à degradação ambiental pelo desmatamento na Ática (onde fica Atenas) e seus efeitos perniciosos para as pessoas.

Na mesma linha e período (séc. IV a.C.), Aristóteles destacou a relação entre a natureza e o bem-estar humano. E Xenofonte observou a necessidade de se praticar a agricultura de forma sustentável. Vale indicar que, já naquela época, a produção agropastoril – de trigo, azeitonas, uvas e produtos lácteos – tinha como foco o consumo e a exportação (o que, por certo, gerava uma pressão por novas áreas de cultivo).

Pioneiros do Ocidente: da esquerda para a direita, representações gregas e romanas de Heráclito, Platão, Aristóteles, Xenofonte e Teofrasto. Fonte: Wikipedia.

Outros pensadores de olho na natureza

A lista de pensadores é extensa e, claro, não se encerra neste artigo. Podemos citar, por exemplo, o sucessor de Aristóteles, Teofrasto (séc. IV a.C.), que produziu tratados sobre Botânica influentes em todo o mundo ocidental até o Renascimento.

🌱 Mas, você já parou para pensar por que esses filósofos chegaram tão perto da natureza?

O primeiro motivo é sua proximidade em relação ao mundo natural. Em um mundo “em construção”, ele era a grande reserva – de esperanças, riquezas, possibilidades, medos e descobertas (como em nossa época!).

A segunda razão é histórica: eles começaram a filosofar porque viveram condições ideais para isso, em uma área do planeta – o “Levante”, a leste do Mar Mediterrâneo – que era um verdadeiro entroncamento de culturas, do Oriente e do Ocidente, marítimas e terrestres, e que tinham no comércio uma de suas forças motrizes. Comércio que exige contato, conversa, diálogo, proposta e tentativa de convencimento – exatamente como a Filosofia!

🏯 E em outras partes do mundo?

Neste artigo, focamos de forma mais específica os antecessores gregos do atual pensamento ambiental. E fizemos isso porque esses nomes se conectam diretamente à Filosofia e, a partir dela, ao Pensamento Científico e à Ciência.

Isso, porém, não significa que outras antigas civilizações não abordaram a questão de forma profunda e com muita coerência. Muito pelo contrário!

Ciclo e complemetariedade: Lao-Tzu é um dos pensadores chineses mais influentes. Sua obra, o “Tao Te Qing”, estabelece conexões diretas e profundas entre os seres humanos e a natureza. Fonte: Wiki.

Os chineses, por exemplo, trouxeram colaborações importantes com pensadores taoístas como Lao Tzu (séc. VI a.C.) e Chuang Tzu (séc. IV a.C.), que destacaram a conexão entre os seres humanos, os elementos e os ciclos da natureza. Essas contribuições ficaram conhecidas no Ocidente a partir do séc. XVI, quando jesuítas que estavam na China publicaram as primeiras traduções.

Os povos indígenas das Américas, por exemplo, sempre compreenderam a floresta como um organismo vivo e interdependente, em que cada ser tem papel essencial na manutenção da vida. Já em muitas culturas africanas, rios e florestas são entidades espirituais, guardiãs da comunidade e merecedoras de um olhar redobrado de cuidado.

No Pacífico, povos polinésios desenvolveram práticas de manejo sustentável dos oceanos, baseadas em ciclos de pesca e respeito aos ritmos naturais. Essas cosmovisões mostram que a consciência ambiental não é exclusiva do Ocidente: ela floresceu em diferentes lugares, com formas diversas de sabedoria que devem ser conhecidas.

🍃 Conclusão: Ecos antigos num planeta em alerta

Hoje, quando falamos em aquecimento global, perda de biodiversidade e esgotamento de recursos naturais, estamos, em grande medida, revisitando questões que os filósofos gregos – e pensadores de outras civilizações – vislumbraram há mais de 25 séculos. A diferença é a de que, agora, os dados são inequívocos e a urgência é muito maior.

Os filósofos gregos perceberam, há muito tempo, o encadeamento entre todos os elementos que formam a natureza. Sua mensagem pode servir como alerta para a atual civilização. Fonte: Getty Images.

Longe de ser meras curiosidades históricas, os gregos nos lembram de algo fundamental: a consciência ambiental não é uma moda passageira nem uma invenção do nosso século – é um fio que atravessa a história do pensamento ocidental. E, talvez, o mais importante que eles nos legaram seja a própria pergunta: qual é o nosso lugar na ordem da natureza? A resposta está nas nossas mãos.

“Então, vamos ao museu?” Novidades e desafios dos museus do nosso tempo

Visitação ao ônibus espacial Discovery no Smithsonian Institution’s National Air and Space Museum. Foto: Getty Images.

Responda rápido: qual foi a última vez que você esteve em um museu? É bem possível que sua resposta seja “foi há bem pouco tempo”. E essa é uma excelente notícia!

Nos últimos anos, especialmente após a pandemia da COVID-19, as pessoas voltaram a frequentar os museus. No Brasil, segundo dados do Google Trends, as buscas cresceram 22% no ano de 2024 (o mais recente da pesquisa), e a média anual de visitação já supera os 30 milhões de pessoas. E os próprios museus estão na “boca do povo”: MASP, MON, Museu do Amanhã, Museu da Língua Portuguesa, Museu Histórico Nacional, Museu Catavento, Museu Imperial…

Além disso, dados globais mostram que, a cada ano, os cem maiores museus do mundo recebem cerca de 175 milhões de visitantes – e este número está crescendo.

Os museus oferecem um caminho lúdico e instigante de conexão com o conhecimento. Foto: Getty Images.

Mas, por que o interesse das pessoas pelos museus aumentou?

Porque essas instituições se modernizaram, trazendo temas instigantes e oferecendo experiências que vão muito além da imagem “clássica” de peças na vitrine ou de depósitos de patrimônio.

Os museus, enfim, estão mais vivos do que nunca. Valorizando, preservando, compartilhando e construindo História, Ciência, Arte e Conhecimento. Mas há, é claro, desafios que também devem ser conhecidos.

Nesta edição da série #EducaçãoHumaniza – em homenagem ao Dia Internacional dos Museus, que será celebrado no próximo dia 18 de maio – vamos falar sobre a origem, a evolução e os desafios dos museus.

A visita já vai começar – venha com a gente!

Ciência lúdica: em um museu de ciência é possível interagir com artefatos como o Gerador de Van de Graaff, que acumula eletricidade estática e literalmente “arrepia os cabelos”. Foto: Getty Images.

A coleção do rei

Para muita gente, a primeira ideia que vem à mente quando se fala em “museu” é a de uma coleção de objetos que contam coisas: pinturas, estátuas, múmias, fósseis, moedas, animais empalhados, armaduras, peças religiosas, máquinas e mais. Essa imagem faz todo sentido.

Porque os museus surgiram, de fato, como “coleções para mostrar e contar”. E nasceram há muito tempo, na Antiguidade, em culturas como a mesopotâmica, a egípcia, a grega e a romana.

Detalhe de relevo que mostra as tropas do imperador romano Tito desfilando com tesouros saqueados de Jerusalém. Peças como essas formavam as primeiras coleções. Fonte: Wikipedia.

Os poderosos de então – comandantes militares, reis, imperadores – reuniam grandes botins e queriam compartilhá-los com seus semelhantes, mostrando suas conquistas, o alcance de suas jornadas e até o “estranho e maravilhoso” que ficava para além das fronteiras do próprio reino. Queriam “apresentar o mundo”, demonstrando riqueza e, principalmente, poder.

Essa forma de “ser museu”, aliás, perdurou por muito tempo. No período colonial, impérios como o Espanhol, Francês, Russo ou Britânico faziam exatamente o mesmo. Montavam grandes coleções de peças retiradas de seus domínios e de regiões invadidas, expondo-as, agora, para os pares e, agora, para o povo.

Situado em São Petersburgo, Rússia, o Hermitage possui uma das maiores coleções de arte e etnologia de todo o planeta. Foto: Getty Images.

Visitando o “Gabinete de Curiosidades”

Ao ler os parágrafos acima, você provavelmente ficou com a impressão de que os museus, no início, tinham como grande finalidade mostrar uma visão de mundo ligada a poder e, também, a uma ideia de “nós e eles”, de povos mais civilizados e de povos “exóticos”. E é isso mesmo!

O colecionar, então, era visto como um traço de superioridade sobre aquelas culturas que não colecionavam. Some-se a isso, em tempos mais modernos, a Revolução Científica (do século XVI, com grande expansão nos séculos XVIII e XIX), que gerou um enorme movimento de descoberta, catalogação e publicidade dos achados – animais, insetos, plantas, fósseis, antigos textos, peças arqueológicas etc. Vivia-se, então, entre a realidade do “Gabinete de Curiosidades” e a das primeiras tentativas de catalogar, organizar e mostrar descobertas científicas.

Conchas, pintura, estátuas: detalhe de um “Gabinete de Curiosidades” pintado em 1636 pelo pintor flamengo Frans Francken. Fonte: Wikipedia.

Os primeiros museus modernos

O primeiro museu moderno, aquele que inaugura o que conhecemos como tal, foi o Ashmolean Museum, fundado em 1683 na cidade inglesa de Oxford. Elias Ashmole herdou e assumiu os direitos sobre uma enorme coleção dos naturalistas John Tradescant (pai e filho) e a doou à Universidade de Oxford.

A instituição construiu um edifício para abrigar esse acervo, dando origem ao Ashmolean. Atualmente, o museu segue sendo um dos principais do mundo, com um acervo de mais de um milhão de peças, abrangendo do Antigo Egito ao Japão, passando por obras de Michelangelo, moedas, máscaras funerárias e muito mais.

Ashmolean Museum, em Oxford: o primeiro museu “moderno. Foto: Getty Images.

Outro museu (na verdade, um conjunto de museus) pioneiro e extremamente importante é o do Vaticano, que a partir de meados do século XVIII começou a organizar seu acervo em galerias e abrir estes espaços à visitação. O acervo dos Museus Vaticanos é um verdadeiro tesouro – são 70 mil peças de arte e arqueologia distribuídas em nada menos do que 1.400 salas na própria cidade-Estado do Vaticano!

O terceiro dos museus “fundantes” da Era Moderna é o do Louvre, que passou de coleção real de arte a museu nacional francês em 1793, na esteira da Revolução Francesa. Com 38 mil peças – e um acervo que cresceu muito ao longo da Era Napoleônica e de todo o século XIX –, o Louvre é, atualmente, o maior museu de arte do mundo! Em tempo: é, também, o mais visitado, com cerca de 10 milhões de visitantes por ano (uma média de 27 mil visitantes por dia!).

Outros museus que não podem ficar de fora desta lista de “pioneiros incríveis” são o Hermitage, inaugurado em 1764 na cidade russa de São Petersburgo, o Museu Britânico (fundado em 1753), de Londres, e o Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque (1870). Há, é claro, muitos outros museus magníficos (que vamos listar no final deste artigo), mas os citados são os pioneiros.

O “pulo do gato” dos museus

O século XX e as primeiras décadas do século XXI trouxeram grandes novidades. Estamos falando do cinema, da tevê, do rádio, da computação e de avanços extraordinários nas técnicas da indústria gráfica. Todas essas novidades, todas essas tecnologias, refluíram para os museus a partir do momento em que eles mudaram de paradigma.

E que mudança foi essa? Eles deixaram apenas de “mostrar acervos” de forma acrítica e passaram a envolver os visitantes em experiências mais profundas, comunicacionais e sensoriais. O museu, enfim, deixou de ser o “Gabinete de Curiosidades” e passou a oferecer uma experiência viva, que comunica o acervo e vai além.

As coleções dos museus colocam as pessoas em contato com elementos materiais da História. Foto: Getty Images.

Essa mudança se conecta a uma transformação na museologia, que, especialmente a partir dos anos 1960 e 1970, caminhou para oferecer algo diferente e encantador. Mudanças na arquitetura dos prédios, exposições que caminham para fora do espaço museológico, temas e acervos voltados a públicos específicos como as crianças, oferta de experiências científicas (no caso dos museus de ciência e tecnologia) e interações digitais “romperam a vitrine” do passado e colocaram os acervos mais perto das pessoas. Essas mudanças, que efetivamente promoveram um retorno das pessoas aos museus, também foram importantes para o financiamento das próprias instituições – todas elas têm gastos importantes com a conservação, a pesquisa e a expansão dos acervos.

Museus que se mexem!

Muito bem: você quer exemplos de museus modernos e altamente interativos? Vamos a eles! O paulistano Museu da Língua Portuguesa, com suas muitas experiências interativas dentro do nosso idioma, é um deles. O Museu de História Natural de Nova York (AMNH), com seu teatro imersivo 360° e aplicativos de realidade aumentada que “dão vida” a dinossauros extintos, é outro. No campo da tecnologia, merecem destaque o Deutsches Museum, de Munique (Alemanha) – o mais antigo museu do gênero no mundo, fundado em 1903 –, e o Seoul Robot & AI Museum (RAIM), inaugurado em 2024 – o primeiro museu do mundo dedicado à robótica e à IA.

Nosso Museu Nacional, atualmente em fase final de reconstrução – fundado em 1818, ele foi destruído por um incêndio devastador em 2018 –, também promete estar entre os mais importantes e interativos do mundo. E por quê? Porque, entre seus desafios, estão atrair público e, especialmente, recuperar e recontar a história das peças destruídas – algo que só será possível pela soma entre pesquisa de alta qualidade e entrega digital precisa.

E os desafios?

Mas, como fazer isso? A resposta a esta pergunta pode representar um novo salto para os museus. Há, porém, desafios importantes. O primeiro: levar essa transformação para um número muito maior de instituições. Para além dos grandes museus, afinal, há dezenas de milhares de outros que, muitas vezes, ainda reproduzem o modelo “Gabinete de Curiosidades”. Apenas para se ter uma ideia: no Brasil há 4.024 museus cadastrados no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – muitos, em especial os das cidades menores, ainda não “deram o salto” de qualidade.

Outro desafio, monumental, diz respeito ao repensar dos governos e das gestões dos museus em relação aos seus acervos. Na medida em que muitas coleções foram construídas no período colonial – em muitos casos, a partir de saques, confiscos e compras ilegais –, há uma questão séria que envolve a titularidade dos acervos e a necessidade de repatriação de peças.

Apenas para ficar em alguns exemplos, entre os acervos “problemáticos” estão coleções associadas às religiões e religiosidades de povos originários (como objetos rituais e até restos humanos de grupos indígenas americanos), peças saqueadas em guerras e relíquias arqueológicas como os bronzes do Benin, África (hoje, em vários museus), os frisos do Parthenon, em Atenas (atualmente no Museu Britânico), o busto da rainha egípcia Nefertiti (atualmente no Neues Museum, em Berlim) e a Pedra de Rosetta (peça-chave na decifração dos hieróglifos egípcios, hoje no Museu Britânico).

Mas, não seria simples apenas repatriá-los, devolvendo-os às sociedades de origem? Sim e não. Se, por um lado, já há movimentos importantes nesse sentido – como a entrega, ao Brasil, de mantos tupinambás em penas de guará (do século XVII) que estavam no Museu Nacional da Dinamarca –, por outro há questões econômicas envolvidas. Peças como o busto de Nefertiti, por exemplo, são “estrelas” que atraem milhares de pessoas do museu. Sem contar o risco, que não deve ser desprezado, de as peças retornarem a lugares sem capacidade de conservar e mostrar os acervos. Algo que, em tese, poderia ser resolvido por uma expansão dos museus e da cultura museológica, o que demanda investimentos e interesse político.

Conclusão

Neste artigo, pudemos perceber como os museus evoluíram. E evoluíram, em essência, porque refletem a evolução das sociedades e da tecnologia. Esse processo, porém, também marca conflitos que cresceram nas últimas décadas. O maior deles, o do respeito às culturas do mundo e à necessidade de promoção da interculturalidade nas relações entre os povos. Outro desafio é o da democratização desse novo modelo, que deve alcançar os milhares de museus do mundo e não apenas as grandes instituições.  

Se conseguirmos dar esse salto, os museus – esses espaços vivos de memória e descoberta – terão, de fato, encontrado o caminho para o futuro. Um passo importante nesse sentido é o interesse das pessoas pelos seus museus. Assim, deixamos o convite: vá aos museus! Prestigie o museu da sua cidade!

O Museu do Palácio Nacional, em Taipei, possui uma das maiores coleções de arte e História da China de todo o mundo. Foto: Getty Images.

Museus para conhecer:

O mundo possui milhares de museus, e muitos deles são simplesmente sensacionais. Abaixo, listamos apenas alguns deles que podem ser conhecidos pela internet:

Hermitage Museum, São Petersburgo

Instituto Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais

Metropolitan Museum of Art (MET), Nova Iorque

Museo Nacional del Prado, Madrid

Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo

Museu Britânico, Londres

Museu da Acrópole, Atenas

Museu de História Natural (AMNH), Nova Iorque

Museu do Louvre, Paris

Museu Imperial, Petrópolis, Rio de Janeiro

Museu Nacional, Rio de Janeiro

Museu Oscar Niemeyer (MON), Curitiba

Museus do Vaticano, Roma

National Palace Museum, Taipei, Taiwan

New York Hall of Science (NYSCI), Nova Iorque

Novo Museu Egípcio, Cairo

Smithsonian National Air and Space Museum, Washington

Tate Modern, Londres

Formações pedagógicas de março marcam o início do ano letivo nas redes municipais

A assessora pedagógica Daniele Pires Dias, da Editora Opet, com professores na formação de Campos de Júlio (Foto: SMCS/Campos de Júlio)

Março ocupa um lugar central na organização do trabalho pedagógico nas redes municipais de ensino. Com o início efetivo do ano letivo, crianças, estudantes e professores passam a consolidar, em sala de aula, os primeiros movimentos do processo de aprendizagem. 

Esse também é um período intenso para a equipe de assessores e supervisores pedagógicos da Editora Opet, que percorre diferentes regiões do país promovendo formações pedagógicas. Nos últimos quinze dias, os profissionais estiveram nas redes municipais de Corumbiara e Cerejeiras, em Rondônia; Conquista D’Oeste e Campos de Júlio, em Mato Grosso; São Lourenço e, na sequência do calendário, Itabirito e Pouso Alto, em Minas Gerais; Barra Velha, em Santa Catarina; e Diamante do Norte, Turvo e Douradina, no Paraná. A programação também inclui Pimenteiras do Oeste, em Rondônia. Ao longo desse percurso, centenas de professores e gestores participam das atividades formativas. 

Corumbiara

Em Corumbiara, no sul de Rondônia, a formação foi realizada nos dias 9 e 10 de março, reunindo professores que atuam com as coleções Entrelinhas para Você e Caminhos e Vivências. Além da abordagem dos materiais didáticos, a programação contemplou reflexões sobre os temas “Experiências de Aprendizagem Vivas e Significativas”, voltado à Educação Infantil, e “Práticas Pedagógicas: Transformando possibilidades em realidade para o professor”, direcionado ao Ensino Fundamental. 

Em Corumbiara, com os professores do 4º e 5º ano (Foto: Editora Opet)

Na avaliação da professora Fabiana Ramos, assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, a parceria estabelecida com a Editora Opet ao longo dos últimos seis anos tem contribuído para resultados significativos na rede. “Nas formações do primeiro semestre, que envolveram os professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais, tivemos momentos importantes de discussão, trocas e compartilhamento de conhecimentos”, pondera. 

Campos de Júlio

No oeste de Mato Grosso, o município de Campos de Júlio vem acumulando reconhecimento pelos resultados alcançados na Educação Básica. No último dia 18, recebeu premiação no 5º Prêmio Alfabetiza MT, iniciativa estadual que valoriza municípios com destaque na alfabetização na idade certa. A rede obteve desempenho expressivo nos quintos anos do Ensino Fundamental e conquistou o “Selo Prata – Porte 2”, categoria destinada a municípios com 51 a 199 estudantes avaliados.

No ranking estadual, alcançou a 21ª colocação entre 70 municípios, com 455 pontos em Língua Portuguesa e Matemática, ficando a quatro pontos do Selo Ouro. O município também recebeu o Selo Ouro no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), coordenado pelo MEC.

Parte desse trabalho é desenvolvida com o apoio da Editora Opet. No município, a formação ocorreu nos dias 12 e 13 de março e reuniu cerca de cem professores. As atividades envolveram o aprofundamento nos conteúdos das coleções Entrelinhas para Você, Caminhos e Vivências e Ser e Viver Cidadania. Também foram trabalhados os temas “Experiências de Aprendizagem Vivas e Significativas”, na Educação Infantil; “Práticas pedagógicas: leitura, aprendizagem e descobertas”, para 3º e 4º anos; e “Práticas pedagógicas: transformando possibilidades em realidade para o professor”, voltado ao 5º e 6º anos. 

As formações, como esta, em Campos de Júlio, envolvem descontração, diálogo e uma participação intensa dos docentes (Foto: SCMS/Campos de Júlio).

Para a professora Odila Nelci Krampe Donat, assessora pedagógica da rede municipal, a formação fortalece o trabalho desenvolvido nas escolas. “O material didático da Editora Opet está alinhado às diretrizes do Estado e contribui para a organização do trabalho docente”, observa. “A formação continuada também tem papel relevante, principalmente pelas oficinas práticas, que favorecem a aplicação no cotidiano escolar. Além disso, o envolvimento das famílias, por meio de orientações e palestras, fortalece a relação entre escola e responsáveis.” 

Odila também destaca a importância das ações desenvolvidas no âmbito do Programa Indica, oferecido pela Editora Opet para avaliação diagnóstica da aprendizagem. “Ele traz dados consistentes, permitindo identificar fragilidades e direcionar intervenções de forma mais assertiva, contribuindo para a melhoria dos resultados de aprendizagem.” 

Turvo

No centro do Paraná, o município de Turvo mantém uma parceria histórica com a Editora Opet. As atividades de formação pedagógica foram realizadas nos dias 11 e 12 de março. A programação incluiu ainda um Encontro com Familiares (EFAM) de crianças da Educação Infantil (4 e 5 anos), coordenado pela secretária municipal de Educação, Silvane Rickli Horst Schneider, e pela coordenadora pedagógica Dimarilda do Nascimento. O EFAM teve como tema “Família Presente – Cuidar, educar e proteger crianças em um mundo de relações, emoções e desafios”, conduzido por Elisangela Vieira, assessora pedagógica da Editora. 

As formações da Editora sempre incluem momentos “mão na massa”, em que os professores trabalham com recursos que podem levar à sua prática em sala de aula (Foto: SMCS/Turvo).

No caso da formação pedagógica, as atividades abrangeram a Educação Infantil, com a realização de oito oficinas, sendo quatro para cada nível de ensino.

Na avaliação da secretária municipal de Educação, Silvane Schneider, a formação pedagógica é fundamental para o ano letivo. “Por meio dela os professores ampliam seus conhecimentos, refletem sobre suas práticas e alinham metodologias às necessidades reais dos alunos”, observa. “A formação continuada fortalece a segurança do professor em sala de aula, promove a troca de experiências entre os profissionais e contribui diretamente para a qualidade do ensino ofertado na rede municipal.”

Ela destaca a importância dos Encontros com Familiares, que fortalecem a parceria entre escola e família – essencial para o processo de aprendizagem. “Quando a família participa da vida escolar, os resultados são visíveis no comportamento, no interesse e no desenvolvimento das crianças”, reflete. “Esses momentos de diálogo aproximam a comunidade escolar e geram resultados efetivos, tanto no acompanhamento pedagógico quanto na formação integral dos estudantes.”

ECA Digital entra em vigor: o que muda na proteção de crianças e adolescentes?

Uma excelente notícia: entrou em vigor hoje (17) a Lei Nº 15.211/2025, que aumenta a proteção de crianças e adolescentes no mundo digital. A lei foi apelidada de “ECA Digital” porque, efetivamente, ela atualiza e amplia o alcance de direitos fundamentais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei Nº 8.069/1990), levando-os ao mundo digital. São protegidas as crianças (do nascimento aos 12 anos incompletos) e adolescentes (dos 12 aos 18 anos incompletos)

E o que isso significa? Muita coisa!

Especificamente, mais controle da sociedade sobre os meios digitais, mais proteção das nossas crianças e adolescentes e a responsabilização jurídica dos fornecedores e produtos e serviços.

A nova lei atua a partir de cinco pilares:

📍 Verificação da idade: todos os serviços digitais devem adotar métodos eficazes para verificar a idade dos usuários, restringindo o acesso nos casos definidos em lei.

📍 Prevenção: as empresas devem ter regras claras e adotar medidas para evitar a exploração, abuso sexual, incentivo à violência física e ao assédio, cyberbullying, pornografia, autoindução de danos físicos e/ou mentais, promoção de jogos de azar e produtos tóxicos, assim como a promoção de publicidade predatória. Elas também devem oferecer canais de apoio às vítimas de violência digital.

📍 Exploração comercial: é proibido às empresas usarem os dados ou perfis de crianças e adolescentes para fins publicitários. Também está proibida a publicação e o impulsionamento de conteúdos que erotizem ou utilizem linguagem adulta com crianças e adolescentes. A promoção de “lootboxes” – “caixas-surpresa” de brindes com pagamento prévio, também estão proibidas para crianças e adolescentes.

📍 Supervisão parental: crianças e adolescentes de até 16 anos só poderão acessar as redes sociais em contas vinculadas às contas de um familiar ou parente responsável. E as plataformas deverão fornecer ferramentas claras para que as famílias possam monitorar o uso dos conteúdos acessados.

📍 Controle de conteúdos: as plataformas devem adotar medidas para que menores de idade não possam acessar conteúdos impróprios para a sua faixa etária. Elas também são obrigadas a remover conteúdos de exploração, abuso sexual, sequestro ou aliciamento de crianças e adolescentes. E devem informar as autoridades, por meio de relatórios, sobre o que foi removido ou denunciado.

Mudanças de fato?

Com a nova lei, o país entra em uma nova fase nas relações entre a sociedade e as chamadas big techs, empresas responsáveis pelo fornecimento de serviços digitais de grande alcance e poder econômico como Instagram, Tik-Tok, Facebook e jogos cooperativos.

A mudança prevista pela lei, porém, só acontecerá de verdade sob algumas condições:

1) – O desenvolvimento de mecanismos no próprio mundo digital que possibilitam a verificação da idade dos usuários, mas respeitando a sua privacidade.

2) – O fortalecimento das instituições públicas brasileiras, que devem contar com recursos e mecanismos que permitam fazer cumprir a lei. Vale lembrar que muitos fornecedores de serviços digitais estão sediados em outros países; além disto, algumas dessas empresas possuem uma quantidade enorme de recursos, o que faz com que elas possam se opor a leis que consideram contrárias aos seus interesses.

3) – Uma transformação de consciência das famílias na relação de seus filhos com o mundo digital. É preciso equilibrar liberdade e consciência de uso, aprendizado e proteção, evitando tanto a exposição excessiva quanto o isolamento digital.

Para saber mais:

🔗 Confira o conteúdo da Lei Nº 15.211/2025

🔗 “ECA Digital: entenda a nova lei que protege crianças e adolescentes no ambiente online”, artigo da Fundação Abrinq

🔗 “ECA Digital começa a valer na terça-feira (17); saiba o que muda nas redes”, artigo do Olhar Digital

🔗 “ECA Digital, para proteção on-line de crianças e adolescentes, entra em vigor”, notícia publicada no Portal do Senado Federal

🔗 “ECA Digital entra em vigor em março de 2026”, notícia publicada pela Fundação Childhood Brasil

“Uma sede sideral”: o que o espaço nos ensina sobre a água?

Representação artística de um astronauta “bebendo água” no espaço. Fora da Terra, o acesso à água é bem mais complexo. Fonte: Prompt de IA/Gemini

Só quem já sentiu sede de verdade conhece de fato o valor de um copo d´água. Essa afirmação, em princípio tão óbvia, nos coloca diante de uma questão muito interessante, que se situa além do nosso próprio planeta. Em tempo de retomada da corrida espacial, perguntamos: no espaço sideral, qual a raridade e o valor de um copo d’água? Ou, melhor dizendo: como resolver a questão da água nas viagens espaciais, na investigação e colonização de novos mundos?

Neste Dia da Água, vamos propor uma visita ao espaço sideral para perceber o enorme valor deste recurso natural. Uma perspectiva diferente para um tema do qual depende a nossa vida! Aqui, em mais uma edição da série #EducaçãoHumaniza!

🚰 A vida em um copo
Quando conectamos a imagem da sede à importância da água, no início deste artigo, buscamos ressaltar a importância que esta substância tem para a vida. Ao menos na Terra – e ao menos em relação ao que conhecemos como “vida” –, não há como deixar a molécula formada por dois átomos de Hidrogênio e um de Oxigênio de fora da equação. Toda vida que conhecemos, enfim, se conecta à água, mesmo nos desertos mais abrasadores.

🌊 Grandes reservas de água
Curiosamente ou não em relação à presença de vida, nossa “bolinha azul”, a Terra, também é um dos planetas do Sistema Solar que possuem reservas de água.
E, na verdade, a nossa nem é a maior delas! Enquanto acumulamos volumosos 1,335 zettalitros (1 zettalitro = 1 bilhão de km³ – uma enormidade!) em nuvens, mares, rios, geleiras e aquíferos, o volume encontrado em Europa, lua de Júpiter, é o dobro disto! Em Titã, lua de Saturno, o volume é catorze vezes maior… e em Ganímedes (a maior das luas de Júpiter), nada menos do que vinte e seis vezes maior!

Europa, a lua “aquática” de Júpiter. À direita, detalhe da superfície do planeta. Foto: NASA/JPL-Caltech.

💧 Ou seja: existe água, e em quantidades monumentais!

O que significa que não teríamos este problema em uma viagem espacial, certo? Não é bem assim! O que acontece é que a nossa água, na Terra, está mais disponível – ainda que apenas 1% dela seja potável.
Nos outros corpos celestes do Sistema Solar, onde as condições atmosféricas e ambientais são muito diferentes das nossas, ela geralmente não aparece em rios ou lagos superficiais. Costuma surgir em forma de bancos gelo com quilômetros de profundidade, em oceanos subterrâneos muito abaixo da superfície ou, então, como vapor.
Em formas que, para os padrões tecnológicos atuais, seriam de exploração muito difícil e cara. Isso sem contar, é claro, os custos da viagem! Por exemplo: com a tecnologia atual, uma viagem até Ganímedes levaria entre seis e oito anos, dependendo da trajetória escolhida.

🌝 E a água da Lua?
Em um momento no qual a humanidade se prepara para retornar à Lua com pessoas depois de mais de meio século (estamos falando das missões Ártemis, da NASA, e Chang’e, da Agência Espacial Chinesa), a questão da presença de água no nosso satélite natural se tornou estratégica. Não necessariamente para as próximas missões, que levarão boa parte da água “de casa”, mas para a instalação de bases humanas permanentes lá.
A pergunta é: tem água na Lua? A resposta é: sim. E, com a tecnologia certa, ela poderia ser explorada.
A despeito da atmosfera extremamente tênue e daquele ambiente com cara de “empoeirado”, o satélite natural da Terra guarda reservas importantes, congeladas, em seus polos. Elas foram descobertas em 1994 pela missão Clementine, da NASA (que detectou hidrogênio nessas regiões), e foram confirmadas em missões subsequentes. Além dos depósitos polares há, também, moléculas de água no solo lunar, porém em quantidades muito pequenas.

Imagens dos polos norte e sul da Lua, onde estão concentrados os maiores volumes de água no satélite natural da Terra. Foto: NASA/JPL-Caltech.

🪣 Um “poço” lunar
Essas descobertas abrem caminho para a realização do sonho de ocupação humana da Lua. Para usar a água da Lua, porém, será preciso primeiro descongelá-la ou extraí-la do solo – algo que tem um custo muito elevado, mas que está nos planos das principais agências espaciais do mundo (EUA, China, Rússia, Índia, Comunidade Europeia, Japão). Ou seja: quando a humanidade “fincar o pé” de fato na Lua, algo que deve acontecer a partir da próxima década, ela também vai levar equipamentos para extrair, descongelar e potabilizar a água!

🫗 O astronauta e a caixa d’água
Você sabe qual é o consumo diário de água ideal por pessoa, segundo a ONU? Levando em conta as necessidades básicas de ingestão, uso na alimentação e limpeza pessoal, é de 110 litros. No espaço sideral, com necessidades ajustadas ao ambiente, ele certamente seria menor, mas, ainda assim, tremendamente desafiador em termos de fornecimento e armazenamento. O que leva à questão essencial: como resolver a questão da caixa d’água em uma nave espacial?
O grande segredo das missões espaciais e, especialmente, das estações espaciais, é a reciclagem.

Na Estação Espacial Internacional (ISS), por exemplo, o percentual de recuperação da água – leia-se, do suor, urina, umidade da respiração e condensação do ar interno – chega a incríveis 98%, o que garante o fornecimento de cerca de 4 litros de água por astronauta/dia. Para isso, os cientistas desenvolveram sistemas avançados que envolvem coleta, evaporação, condensação e purificação.

Hora do jantar: tripulação 46 (2022) da Estação Espacial Internacional (ISS). O “canudo azul” sobre a mesa é parte do dispensador de água potável. Foto: Wikipedia.

Além da água circulante, todas as missões atuais incluem uma carga embarcada na Terra. E, em alguns casos, o uso de células de hidrogênio para geração de energia também produz água, porém em pequenas quantidades.

🐳 Conclusão: uma lição sideral para o Dia da Água
Em síntese: existe água na Terra, no espaço e no organismo dos próprios astronautas. Um conjunto de fontes que, em princípio, torna possível a expansão humana para as estrelas. Água de beber, de cultivar, de banhar, enfim. Porém, com um custo de obtenção altíssimo, o que implica, necessariamente, um processo regulatório muito rigoroso.
Um desafio bem ao gosto da humanidade, mas que também traz preciosas lições sobre o uso da água em nosso próprio ambiente, em nossa própria casa. Onde, a cada dia, ela se torna mais escassa por conta do uso excessivo, do desperdício e de uma percepção errada sobre a sua infinitude. A solução para esse grave problema é, sim, dos governos e das empresas – e é, especialmente, das próprias pessoas, da sociedade, que deve se conscientizar, ajustar seus hábitos e, principalmente, fiscalizar e cobrar mudanças e medidas de proteção da água.

Ao perceber a raridade da água no espaço sideral, percebemos sua raridade, também, em nosso planeta. Foto: Getty Images

Para ir mais longe:

Mundos Oceânicos: Água no Sistema Solar e Além, artigo produzido pela NASA sobre a água no universo, com foco no Sistema Solar.