Conheça a Lia: sua parceira virtual na educação!

Professor ou gestor parceiro da Editora Opet: quando você se conectar à Plataforma Educacional Opet Inspira, vai perceber algo diferente. No canto inferior direito da tela inicial vai aparecer o ícone da assistente virtual Lia.

Ela foi desenvolvida pelo time de Tecnologia Educacional (TE) da Editora Opet para facilitar a vida dos educadores e melhorar a qualidade do atendimento. Ela está na Plataforma, nos atendimentos via Whatsapp (pelo 41 99806-1273) e também por e-mail (atendimentote@opeteducation.com.br).

“Quando concebemos a Lia, pensamos em um assistente virtual que somasse o poder da IA com a intencionalidade do atendimento”, explica Rogéria Nassarden, assessora de TE da Editora. “Um recurso amigável, humanizado e altamente responsivo, isto é, que respondesse às demandas.”

Lia: assistente virtual agiliza a resolução de problemas de TE.

O trabalho envolveu toda a equipe, que realizou diversos testes ao longo do desenvolvimento e implantação, nos últimos meses, para garantir sua qualidade e funcionamento. O avatar – representando uma professora brasileira – foi desenvolvido pela designer Danielly Schmidt, do Marketing da Editora.

Quem pode utilizar?

O foco são os professores e gestores das redes pública e privada parceiros da Editora Opet.

“Na Plataforma Opet Inspira, o acesso é feito exclusivamente pelo perfil ‘docente’. Queremos que a Lia funcione como um parceiro ideal dos profissionais de educação”, explica Rogéria.

E quando usar?

Nesta primeira fase, a assistente estará totalmente focada em apoiar os educadores em dúvidas relacionadas à própria Tecnologia Educacional (TE).

“Isso significa que pode ser acionada para ajudar na navegação da Plataforma Opet Inspira, acesso a materiais digitais, uso de ferramentas e suporte técnico. Se o desafio for tecnológico, a LIA resolve!”, garante Rogéria.

Perto da TE, junto das pessoas

A implantação da assistente virtual marca um fortalecimento do trabalho da TE na Editora. Isso porque a ferramenta trabalha junto com a equipe, ampliando sua capacidade de resposta.

“Quando as dúvidas são mais relacionadas às questões do dia a dia, a LIA responde rápido e com precisão. Nos casos mais complexos ou específicos, ela aciona diretamente a equipe, que soluciona o problema. Em outras palavras: o professor nunca fica sem resposta e tem um canal facilitado com os nossos especialistas sempre que precisar”, explica.

Gostou?

Então, acesse a plataforma!  Agora é sua vez de conhecer a Lia e descobrir como ela pode facilitar o seu dia a dia na educação!

Chegou “Vivências e Memórias”, a nova coleção da Editora Opet para a Educação Infantil!

No contexto da Educação Infantil, as palavras “vivências” e “memórias” têm um significado especial. Elas evocam a potencialidade das vivências das crianças como experiências de aprendizagem concretas, sociais e culturais que sustentam práticas de registro, narrativa, linguagem, escuta e reflexão.

E é por isso que elas foram escolhidas para batizar a nova Coleção da Editora Opet para a Educação Infantil na área pública. “A coleção Vivências e Memórias caminha exatamente nessa direção”, explica a gerente editorial da Editora, Marcele Quaglio Tavares. E faz isso olhando para os documentos oficiais da educação brasileira e, também, para a Pedagogia Histórico-Crítica.

Capas do “Livro de Vivências”, componente essencial da Coleção Vivências e Memórias.

“Nessa perspectiva, compreendemos a infância como um tempo de experiências significativas, construção de sentidos e formação humana integral”, observa. “A linha editorial articula experiência, cultura e aprendizagem, apoiando o professor em práticas consistentes e intencionalmente planejadas.”

🗨️ Escuta e criação

A Coleção, reforça a gerente, também nasceu do contato permanente dos formadores pedagógicos da Editora com professores e gestores da Educação Infantil de todo o país, nas redes municipais parceiras.

Esse, aliás, foi o primeiro passo. “Para começar, nós escutamos as pessoas que seriam impactadas pela coleção. A proposta nasceu desse encontro e do entendimento das necessidades e desejos de quem está na escola, no dia a dia com as nossas crianças”, explica.

A partir disso, foi feita uma articulação com a linha pedagógico-editorial da Editora. Então, a Coleção e seus materiais complementares começaram a ser desenhados com as características técnicas adequadas para atender às necessidades das crianças e dos educadores.

Na sequência, a equipe trabalhou na criação de um conceito visual que representasse essa intencionalidade pedagógica. E, em seguida, foi feito o convite às autoras do material, especialistas com grande vivência na Educação Infantil um olhar alinhado à concepção da Coleção.

🌱 Zelo pela Educação Infantil

“Acredito que conseguimos oferecer uma Coleção que se destaca pelo respeito às infâncias e ao tempo das crianças da Educação Infantil”, analisa Marcele. “Cuidamos com muito zelo de cada escolha de imagem, da adequação das propostas e da clareza na comunicação. Construímos materiais completos e de uso prático pelos educadores, com propostas claras e objetivas para dar todo o suporte de que eles necessitam.”

🧸 Estrutura

“Vivências e Memórias” é formada por dois volumes principais, o “Livro de Vivências” e o “Livro de Memórias”. “No Livro de Vivências, apresentamos propostas de experiências significativas para incentivar brincadeiras e interações das crianças. E, no Livro de Memórias, a criança protagoniza o registro das narrativas conforme sua escolha e suas lembranças.”

Capas do “Livro de Memórias”.

Esse arco de experiências, explica Marcele, é complementado por uma série especial de livros de literatura (dez títulos, dois para cada nível) sensíveis e aderentes à proposta da Coleção.

Algumas das capas dos livros de Literatura da Coleção. Ideia é aproximar as crianças dos livros e da leitura.

O “Livro Diário” acrescenta mais uma camada ao trabalho, dando suporte à comunicação família-escola e reforçando um aspecto-chave da proposta Opet, o da proximidade por uma formação integral. 

E os recursos complementares do professor – como o “Calendário” e os painéis “Nosso Dia” e “Nossa Rotina” – contribuem para a composição do ambiente de aprendizagem.

🤲 Para os educadores

Professores e coordenadores pedagógicos contam com dois livros específicos que apoiam o trabalho.  No caso dos docentes, o Livro do Professor (imagem abaixo), semestral, integra a fundamentação teórica com um guia prático de mediação e traz, ainda, orientações em páginas espelhadas do Livro da Criança.

E os coordenadores pedagógicos contam com o Livro da Coordenação, desenvolvido para apoiar a gestão na Educação Infantil com acolhimento, consistência e excelência.

🤖 A Coleção e os REDs

No desenvolvimento da Coleção “Vivências e Memórias”, conta Marcele, houve uma preocupação muito grande em relação aos recursos educacionais digitais (REDs), que se caracterizam pela intencionalidade pedagógica. “São vídeos, animações, jogos, músicas e até recursos de Realidade Aumentada (RA) para oportunizar vivências significativas e que favoreçam a relação da criança com o mundo digital de forma segura, responsável e adequada à faixa etária”, explica.

Todos os REDs estão disponíveis no ambiente da criança, na Plataforma Opet Inspira. Para facilitar o acesso, sempre que há algum recurso digital associado ele é sinalizado com um QR Code nas páginas do “Livro de Vivências”.

[DESTAQUE]
Um projeto gráfico centrado na criança

Encantamento. Tempo. Natureza. Espaço. Cor. Sensibilidade. Conhecimento. Juntas, essas palavras poderiam resumir o que é o projeto gráfico da Coleção “Vivências e Memórias”, que reúne intencionalidade pedagógica e protagonismo da criança.
As páginas são “limpas”, isto é, sem excessos gráficos, e focam na natureza e nas miudezas da vivência no cotidiano infantil. “Além disso, demos prioridades a imagens reais, que a criança consegue reconhecer e relacionar com suas observações do mundo”, conta Marcele. “Escolhemos cuidadosamente os estilos das ilustrações utilizadas no material, evitando estereótipos e trazendo riqueza artística para a coleção.”

As capas são do artista piauiense Irineu Santiago, cujas obras se caracterizam pela sensibilidade e expressividade. “Os traços e as cores geram emoção. Essa escolha representa o nosso cuidado estético e a valorização da forma de representar o corpo, o gesto e o movimento, que são pilares para a aprendizagem das crianças”, conclui Marcele.

Leonardo na internet: um tesouro de arte e ciência nas suas mãos!

Possível auto-retrato de da Vinci. Fonte: Wikipedia.

Anatomista, naturalista, inventor, engenheiro, desenhista, pintor, escultor, escritor. É possível afirmar que poucos personagens reúnem tantos atributos ligados à sabedoria quanto Leonardo da Vinci. Leonardo, podemos brincar, são muitos Leonardos. Ele, aliás, é a própria encarnação do que o dicionário define como “polímata” – um conhecedor profundo de muitas áreas. O personagem símbolo do Renascimento, etapa da História ocidental marcada pelo retorno de uma visão mais ampla e livre para o mundo, o passado e a natureza. E, certamente, um personagem inspirador para uma educação que olha ao seu redor com encantamento, em uma perspectiva transversal focada nos projetos e no fazer.

Se, em sua época, Leonardo foi reconhecido por seus pares e por quem detinha o poder (a Igreja, os nobres das cidades-estado italianas e reis como o da França), nos últimos dois séculos ele se tornou um verdadeiro “astro pop”, visto, lido e relido por escritores e cineastas. E teve seus trabalhos reproduzidos muitas e muitas vezes, em muitas mídias.

Estudo de Leonardo para a “Santa Ceia”. Fonte: Wikipedia.

Nesta edição “davíncica” de #EducaçãoHumaniza, vamos tratar dos acervos – em especial, os digitais – de Leonardo da Vinci, para que você possa acessar e desfrutar do talento desta inigualável figura. Ajeite-se no seu ornitóptero e vamos voar!

🖼️ Como começou o sucesso de Leonardo?

Como observamos, Leonardo já era um artista reconhecido desde o século XV (e no início do XVI), período em que viveu. No entanto, ele só “caiu nas graças do povo” a partir da segunda metade do século XVIII, quando Estados que emergiam da “Era das Revoluções” começaram a transformar as coleções reais artísticas e científicas em museus. Foi quando as pessoas “comuns” puderam ver de perto suas obras.

Vicenzo Peruggia. Fonte: Wikipedia.

No caso do nosso personagem, seu status mudou graças ao furto daquela que viria a se tornar a obra de arte mais célebre do mundo. Em 21 de agosto de 1911, o italiano Vincenzo Peruggia (foto ao lado) aproveitou-se de sua condição de prestador de serviços do museu do Louvre, tirou a tela da “Mona Lisa” da moldura e desapareceu. A obra – que teria sido escolhida não por ser de Leonardo da Vinci, mas por suas dimensões reduzidas (77 x 53 cm), que facilitariam a subtração –, sumiu e virou manchete.

Os jornais, então, estavam se popularizando, assim como a própria literatura policial, e a cobertura do furto foi um enorme sucesso. O crime, aliás, só foi resolvido dois anos depois, quando, já em terras italianas, o autor tentou vender a pintura. A volta da “Mona Lisa” ao Louvre foi um evento grandioso. Nascia, então, a mais “pop” das pinturas, que somava qualidade artística única a uma história fantástica.

Leonardo, porém, é a “Mona Lisa” e muito mais. A partir de agora, vamos descobrir onde “se esconde” – ou melhor, onde está disponível em formato digital – todo esse acervo.

💻 O acervo de Leonardo

Ao examinar a obra do célebre artista italiano, poderíamos dividi-la em quatro grandes campos. Essa divisão, vale reforçar, é arbitrária, ou seja, é uma escolha entre muitas outras possíveis – mas, dá conta do recado.

É possível pensar em um Leonardo (1) pintor, (2) projetista, (3) investigador da natureza e anatomista, e também (4) escritor.

🎨 Leonardo pintor

A famosa “Mona Lisa”, pintada entre 1503 e 1506. Fonte: Wikipedia.

Sim, foi a “Mona Lisa” a grande responsável pela identificação imediata de Leonardo da Vinci como pintor. E, é claro, suas obras são, todas, obras-primas. Porém, o fato é que Leonardo produziu menos pinturas do que poderíamos imaginar à primeira vista. Os especialistas reconhecem apenas entre 15 e 17 obras de sua autoria; destas, oito são consideradas universalmente “da mão do pintor”, enquanto as restantes permanecem em debate pelos especialistas. Não que sejam falsas: elas podem ser oriundas do ateliê dele (de autoria de algum de seus aprendizes) ou, então, cópias feitas na época sem intenção criminosa. Em tempo: no século XV, quando viveu, não era comum que os artistas assinassem seus trabalhos – a assinatura era o próprio traço, enfim.

São consideradas “100% Leonardo” as seguintes obras: “Mona Lisa”, “A Última Ceia”, “Virgem das Rochas” (do Louvre), “Virgem e o Menino com Santa Ana”, “São João Batista”, “Adoração dos Magos” e “São Jerônimo no Deserto”. E são aceitas pela maioria como de autoria do pintor italiano as telas “Sala delle Asse”, “Anunciação”, “Ginevra de’ Benci”, “Madona Benois”, “Dama com Arminho” (foto), “La Belle Ferronnière” e “Retrato de Músico”. Uma última peça, “Salvator Mundi” é vista com suspeita por muitos especialistas e aceita por outros tantos.

Dama com Arminho” (1489-1490). Fonte: Wikipedia.

E que países abrigam essas pinturas? Cinco delas estão na França; outras cinco, na Itália; Vaitcano, Polônia, Rússia e Estados Unidos detêm, cada um, uma peça; e uma delas – justamente, “Salvator Mundi”, está em destino incerto porque pertence a um colecionador particular (provavelmente, está guardada em um banco na Suíça).

Você pode ver cada uma dessas peças em seus museus – tomara que vá! No entanto, elas também estão disponíveis na internet, digitalizadas. E podem ser encontradas nesses endereços:

📌“Mona Lisa”, Museu do Louvre

📌“A Última Ceia”, Museo del Cenacolo Vinciano

📌“Virgem das Rochas” Museu do Louvre

📌“Virgem e o Menino com Santa Ana”, Museu do Louvre

📌“São João Batista”, Museu do Louvre

📌“Adoração dos Magos”, Galleria degli Uffizi

📌“Anunciação”, Galleria degli Uffizi

📌“São Jerônimo no Deserto”, Museus Vaticanos

📌“Sala delle Asse” Castelo Sforzesco

📌“Ginevra de’ Benci”, National Gallery of Art

📌“Madona Benois”, Museu Hermitage

📌“Dama com Arminho”, Museu Czartoryski

📌“La Belle Ferronnière”, Museu do Louvre

📌“Retrato de Músico”, Pinacoteca Ambrosiana

📌“Salvator Mundi”, coleção particular

📐 Leonardo projetista

O “ornitóptero”, máquina de voar projetada por da Vinci. Fonte: Wikipedia.

Como bom “sabe-tudo” que era – um gênio –, Leonardo também colocava o cérebro em ação para projetos de engenharia. Ele, aliás, era um talentoso projetista militar, em uma época cheia de demanda por armas arrasadoras, defesas incríveis e mais.

Entre os seus projetos militares mais célebres – que, até onde se sabe, não saíram do papel – estão um tanque blindado, uma besta gigante, um carro com foices para cortar tudo que cruzasse pelo caminho e um navio com esporão móvel. Ele também desenhou fortificações inovadoras, que se baseavam em ângulos para reduzir o impacto das balas de canhão.

Para além da guerra, ele também desenhou projetos “civis” como pontes móveis – o projeto da “Ponte auto-suportada de Leonardo” é um clássico reproduzido em todo o mundo –, uma máquina voadora de asas móveis (o famoso “ornitóptero”), um paraquedas, o chamado “parafuso aéreo”, baseado no princípio de funcionamento da hélice, e uma máquina de mergulho.

Mas, onde encontrar esses projetos? E até como saber se eles eram realmente efetivos? O ornitóptero, por exemplo, poderia voar, não fosse pela ausência de motores suficientemente rápidos para sustentar o voo (este, aliás, é um problema com as asas móveis, como já vimos em um artigo anterior).

Muitos projetos de engenharia de Leonardo foram digitalizados por instituições de várias partes do mundo. Uma das mais célebres é a “Leonardotheka” do Museo Galileo, de Florença. Lá, é possível encontrar centenas de projetos davincianos – dentre eles, 50 de engenharia militar, 200 de engenharia civil e mecânica, 30 relacionados ao voo, 100 de engenharia hidráulica e 50 de arquitetura e urbanismo.

🔎🐛 Leonardo investigador da natureza e anatomista

“Estudo dos ossos do braço” (cerca de 1510). Fonte: Wikipedia.

É difícil afirmar uma faceta mais fascinante de Leonardo. Afinal, tudo o que ele fez era genial, mesmo se não funcionasse! Isso porque, para além da forma estava o princípio, a regra que nasce da observação, e nisto o polímata italiano era um craque. Mas, se pudéssemos escolher um aspecto de Leonardo mais instigante, seria seu olhar para a natureza.

Um olhar que, em certa medida, reproduzia o dos filósofos naturalistas gregos e ainda desafiava as regras rígidas impostas pela Igreja naquela virada de Idade Média para Idade Moderna.

Pense, por exemplo, em seus cerca de 750 desenhos anatômicos, que reproduziam à perfeição o corpo e os órgãos humanos e ainda intuíam seu funcionamento. Leonardo examinou e descreveu, por exemplo, o sistema músculo-esquelético, o coração, o crânio e o cérebro (e também o feto, os órgãos genitais e mais). Para isso, driblou as regras da religião – examinando e dissecando cadáveres –, em nome do conhecimento. As cerca de 30 dissecações foram feitas entre 1509 e 1513 em companhia de Marcantonio dela Torre, professor da universidade de Pádua.

Ainda nessa mirada para a natureza, ele também enxergou coisas como o voo dos pássaros, o padrão matemático das folhas de uma planta e até o fluxo da água em uma correnteza. E, com o chamado “Homem Vitruviano” (referência a Marco Vitruvio Polião, arquiteto romano do século I), demonstrou que o ser humano pode ser uma medida para o mundo.

Mas, onde encontrar as obras do Leonardo naturalista e anatomista? O grande repositório de obras está no Google Arts and Culture, que reúne uma enormidade de dados sobre Leonardo – inclusive, seus códices naturalistas e de anatomia.

📖 Leonardo escritor

Quando pensamos nos escritos de Leonardo, a imagem que salta aos olhos é a da “escrita espelhada” que ele, canhoteiro, usava em todos os seus códices. Essa forma de escrita tão peculiar – para lê-la, era necessário colocar o papel diante de um espelho – não apenas prevenia borrões de tinta pelo arrasto da mão como também era um elemento de preservação da informação.

Mais do que a forma, porém, importava o conteúdo. Não apenas as geniais anotações técnicas e de observação dos fenômenos, mas histórias curtas de fundo moral – em sua maioria, fábulas, que Leonardo também escreveu. Essas histórias, aliás, talvez sejam a parte menos conhecida e menos disponível de sua obra, ao menos no universo digital. Porém, é possível acessá-las em português, na Biblioteca Digital da Unesp – para isto, é preciso fazer uma inscrição gratuita.

💡 Conclusão: Leonardo, educador

A extensão dos conteúdos de Leonardo da Vinci disponíveis na internet (e não contamos, aqui, tudo o que se produziu a respeito dele) mostra seu enorme valor. Leonardo é pop. Mais do que isso, ele espelha o que deve ser a própria ciência: curiosa, investigativa, imaginativa, criadora, protagonista, intencionada, desafiadora de limites. E também, é claro, espelha a arte: simplesmente inigualável.

Todos, elementos almejados e desejáveis pela educação, que inspiram professores e estudantes. Portanto, inspire-se!

Avaliação atualizada: chegaram os novos cadernos de prova do Programa Indica!

O Programa Indica, da Editora Opet, tem um compromisso absoluto com a qualidade da avaliação diagnóstica. Nessa perspectiva, acaba de lançar os novos cadernos de prova do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, que são o núcleo do Programa.

A atualização, explica a coordenadora do Indica, Silneia Chiquetto, é permanente – trata-se de um componente essencial para que o Indica entregue dados precisos às redes públicas e privadas parceiras. “Uma premissa da avaliação diagnóstica é a da atualização – em relação às necessidades das escolas, às mudanças do cenário educacional e à evolução dos estudantes que já se beneficiam das avaliações”, pondera. “Em termos figurados, é como se estivéssemos ‘afiando a ferramenta’ para obter os dados mais precisos para a construção dos planos de intervenção.”

Processo minucioso

A atualização dos cadernos de prova abrangeu a verificação de todos os elementos de suporte das questões, como textos, fotos, ilustrações e quadrinhos. E envolveu autores, editores técnicos e pedagógicos, revisores e iconógrafos.
“Não poupamos esforços. Mobilizamos profissionais com grande conhecimento e que prestam serviço, por exemplo, para o Inep, que organiza as principais avaliações do Brasil, como o Saeb e o Enem”, explica Silneia.

Atualização dos cadernos de prova vale, também, para a versão digital das avaliações. Foto: Editora Opet.

O papel da TRI

Esse trabalho envolveu o elemento-chave das avaliações brasileiras: a produção, análise e processamento dos resultados a partir da Teoria da Resposta ao Item, a TRI.
A TRI é um modelo matemático – e uma metodologia de correção de provas – desenvolvido para tornar a correção mais justa e precisa. Ele foi adotado pelos organizadores do Enem a partir de 2009 (CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS).
“Os itens construídos para correção em TRI passam por critérios rigorosos durante a sua construção, bem como o conjunto de itens que formam a prova. É um trabalho minucioso, que somente profissionais experientes e com muito conhecimento conseguem garantir”, explica Silneia.

O uso da TRI para a construção das questões e a correção das provas torna os resultados ainda mais precisos. Foto: Getty Images.

O olhar dos parceiros

A atualização das provas passou, também, por um validador crítico: as redes parceiras que já adotam as avaliações do Indica. Em muitas delas, os ciclos avaliativos são realizados há anos, o que produziu um olhar ainda mais ajustado paras as necessidades e para as minúcias da aplicação das provas.
“O olhar dos nossos parceiros está em primeiro lugar”, destaca Silneia. “Na atualização dos cadernos, ele foi cruzado com as curvas e as séries históricas de resultados, resultando em avaliações mais próximas e precisas”, observa.

Novos cadernos já estão nas escolas

As novas provas já estão sendo aplicadas. Neste início de junho, por exemplo, estão chegando a uma grande rede parceira, do município catarinense de Xaxim. “Nossa equipe estará lá para dar todo o suporte à aplicação”, conta Silneia.

Dos filósofos gregos ao aquecimento global – um capítulo da história da consciência ambiental

Comuns na Grécia e em todo o leste do Mediterrâneo, as oliveiras foram domesticadas há cerca de 6,5 mil anos. Elas marcaram a relação dos antigos gregos com o meio ambiente. Fonte: Getty Images.

Meio ambiente. Só de ouvir essas palavras, muita gente fica “de antena ligada”. Por um lado, esse movimento demonstra uma consciência ambiental crescente. Por outro, aponta para o poder dos meios digitais, que informam e amplificam a comunicação.

Ele também se liga à percepção de que algo parece estar “fora da ordem”, com a aceleração da destruição ambiental e eventos climáticos cada vez mais intensos.

Mas, será que nossa consciência sobre a “pegada ambiental” é assim tão recente? Nesta edição da série #EducaçãoHumaniza, vamos conhecer uma das origens mais poderosas da relação entre o pensamento humano e o meio ambiente – o pensamento grego! O artigo antecipa as celebrações e as reflexões da Semana Nacional do Meio Ambiente (1º a 7 de junho) e do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho).

Venha com a gente!

🌍 Essa tal Cosmovisão

A primeira coisa que se deve ter em mente em relação à temática ambiental é o papel das ideias e da cosmovisão – o olhar que as civilizações têm sobre o conjunto de todas as coisas. O famoso “quem somos, onde estamos, como surgimos e o que explica isto”.

Todas essas ideias, evidentemente, fazem parte de muitas das discussões atuais, de um tempo de maturidade nascida de dados científicos.

A cosmovisão é o olhar que as civilizações têm a respeito do universo e de todos os seus componentes. Fonte: Getty Images.

🏛️ Do templo à ágora, agora!

Em muitas civilizações, esse conjunto de ideias foi dado inicialmente pelas religiões, o primeiro grande “organizador do mundo”.

Se tomarmos como exemplo o “Livro do Gênese”, do Pentateuco/Velho Testamento, podemos perceber uma relação de subordinação entre os seres humanos e a natureza; mas, também, uma noção de cuidado com o meio (como em 2:15, que traz a ideia de “cultivar e guardar” o Jardim do Éden).

“Cultivar e Guardar”: Representação do Jardim do Éden pelo pintor Lucas Cranach, o Velho (séc. XVI). Fonte: Wikipedia.

Outras religiões e sistemas de pensamento, como os dos antigos chineses e dos povos indígenas americanos, podiam ver essa relação em um viés complementar, mais próximo da ideia recente de “teia ambiental”. Outras ainda, como as dos egípcios, gregos e romanos, tinham divindades como responsáveis pelos elementos ou eventos naturais (“Deus do Raio”, “Rei dos Mares”, “Deus Sol” e assim por diante).

Em certos contextos históricos, como o da própria Grécia, de Roma e da China, esse olhar “vazou” dos sacerdotes para os filósofos (como Aristóteles, Lao Tzu, Teofrasto ou Plínio, o Velho), dando início a um tipo de pensamento – a Filosofia Natural – que acabaria por participar diretamente do que conhecemos como Ciência.

🔎🐞 Foram os gregos os primeiros “ambientalistas”?

Em “Escola de Atenas”, o pintor Rafael mostra alguns dos principais filósofos gregos. Fonte: Wikipedia.

Não exatamente, até porque o conceito de ambientalismo é muito mais recente (século XX). Mas os gregos ajudaram a aproximar da questão. No Ocidente, os primeiros filósofos com foco no meio ambiente – mais propriamente, filósofos naturais, antecessores de ciências como a Biologia – surgiram na Grécia a partir do século VI a.C.

Considerado um dos “Sete Sábios da Grécia” – e um dos primeiros filósofos –, Tales de Mileto (séc. VI a.C.) olhou com muita atenção para a água, que considerava a substância primordial para todos os seres vivos.

Para Tales de Mileto, a água era o princípio da vida. A ciência moderna mostra que, sem água, não há vida como a conhecemos. Fonte: Getty Images.

Na mesma época, Anaximandro (também de Mileto) propôs uma das primeiras hipóteses científicas sobre a origem da vida: ela teria surgido da umidade. Anaximandro também percebeu a inter-relação entre os seres vivos.

“Panta Rei”: a ideia de que tudo flui

Em seus trabalhos, Heráclito (séc. VI a.C.) enfatizou a existência e a importância dos ciclos naturais. É atribuído a ele, aliás, o conceito grego de que “tudo flui” (“panta rei”), que se conecta à Lei de Conservação das Massas, enunciada por Lavoisier no século XVIII (“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”), e a algumas das correntes mais atuais de pensamento sobre a natureza.

⚠️ Platão e os primeiros alertas ambientais

Damos, então, um giro interessante. O foco deixa de ser a investigação da natureza, dos ciclos e relações naturais, e passa à pegada humana sobre o meio ambiente. Nosso autor é ninguém menos que Platão, que em “Crítias” se refere à degradação ambiental pelo desmatamento na Ática (onde fica Atenas) e seus efeitos perniciosos para as pessoas.

Na mesma linha e período (séc. IV a.C.), Aristóteles destacou a relação entre a natureza e o bem-estar humano. E Xenofonte observou a necessidade de se praticar a agricultura de forma sustentável. Vale indicar que, já naquela época, a produção agropastoril – de trigo, azeitonas, uvas e produtos lácteos – tinha como foco o consumo e a exportação (o que, por certo, gerava uma pressão por novas áreas de cultivo).

Pioneiros do Ocidente: da esquerda para a direita, representações gregas e romanas de Heráclito, Platão, Aristóteles, Xenofonte e Teofrasto. Fonte: Wikipedia.

Outros pensadores de olho na natureza

A lista de pensadores é extensa e, claro, não se encerra neste artigo. Podemos citar, por exemplo, o sucessor de Aristóteles, Teofrasto (séc. IV a.C.), que produziu tratados sobre Botânica influentes em todo o mundo ocidental até o Renascimento.

🌱 Mas, você já parou para pensar por que esses filósofos chegaram tão perto da natureza?

O primeiro motivo é sua proximidade em relação ao mundo natural. Em um mundo “em construção”, ele era a grande reserva – de esperanças, riquezas, possibilidades, medos e descobertas (como em nossa época!).

A segunda razão é histórica: eles começaram a filosofar porque viveram condições ideais para isso, em uma área do planeta – o “Levante”, a leste do Mar Mediterrâneo – que era um verdadeiro entroncamento de culturas, do Oriente e do Ocidente, marítimas e terrestres, e que tinham no comércio uma de suas forças motrizes. Comércio que exige contato, conversa, diálogo, proposta e tentativa de convencimento – exatamente como a Filosofia!

🏯 E em outras partes do mundo?

Neste artigo, focamos de forma mais específica os antecessores gregos do atual pensamento ambiental. E fizemos isso porque esses nomes se conectam diretamente à Filosofia e, a partir dela, ao Pensamento Científico e à Ciência.

Isso, porém, não significa que outras antigas civilizações não abordaram a questão de forma profunda e com muita coerência. Muito pelo contrário!

Ciclo e complemetariedade: Lao-Tzu é um dos pensadores chineses mais influentes. Sua obra, o “Tao Te Qing”, estabelece conexões diretas e profundas entre os seres humanos e a natureza. Fonte: Wiki.

Os chineses, por exemplo, trouxeram colaborações importantes com pensadores taoístas como Lao Tzu (séc. VI a.C.) e Chuang Tzu (séc. IV a.C.), que destacaram a conexão entre os seres humanos, os elementos e os ciclos da natureza. Essas contribuições ficaram conhecidas no Ocidente a partir do séc. XVI, quando jesuítas que estavam na China publicaram as primeiras traduções.

Os povos indígenas das Américas, por exemplo, sempre compreenderam a floresta como um organismo vivo e interdependente, em que cada ser tem papel essencial na manutenção da vida. Já em muitas culturas africanas, rios e florestas são entidades espirituais, guardiãs da comunidade e merecedoras de um olhar redobrado de cuidado.

No Pacífico, povos polinésios desenvolveram práticas de manejo sustentável dos oceanos, baseadas em ciclos de pesca e respeito aos ritmos naturais. Essas cosmovisões mostram que a consciência ambiental não é exclusiva do Ocidente: ela floresceu em diferentes lugares, com formas diversas de sabedoria que devem ser conhecidas.

🍃 Conclusão: Ecos antigos num planeta em alerta

Hoje, quando falamos em aquecimento global, perda de biodiversidade e esgotamento de recursos naturais, estamos, em grande medida, revisitando questões que os filósofos gregos – e pensadores de outras civilizações – vislumbraram há mais de 25 séculos. A diferença é a de que, agora, os dados são inequívocos e a urgência é muito maior.

Os filósofos gregos perceberam, há muito tempo, o encadeamento entre todos os elementos que formam a natureza. Sua mensagem pode servir como alerta para a atual civilização. Fonte: Getty Images.

Longe de ser meras curiosidades históricas, os gregos nos lembram de algo fundamental: a consciência ambiental não é uma moda passageira nem uma invenção do nosso século – é um fio que atravessa a história do pensamento ocidental. E, talvez, o mais importante que eles nos legaram seja a própria pergunta: qual é o nosso lugar na ordem da natureza? A resposta está nas nossas mãos.

“Então, vamos ao museu?” Novidades e desafios dos museus do nosso tempo

Visitação ao ônibus espacial Discovery no Smithsonian Institution’s National Air and Space Museum. Foto: Getty Images.

Responda rápido: qual foi a última vez que você esteve em um museu? É bem possível que sua resposta seja “foi há bem pouco tempo”. E essa é uma excelente notícia!

Nos últimos anos, especialmente após a pandemia da COVID-19, as pessoas voltaram a frequentar os museus. No Brasil, segundo dados do Google Trends, as buscas cresceram 22% no ano de 2024 (o mais recente da pesquisa), e a média anual de visitação já supera os 30 milhões de pessoas. E os próprios museus estão na “boca do povo”: MASP, MON, Museu do Amanhã, Museu da Língua Portuguesa, Museu Histórico Nacional, Museu Catavento, Museu Imperial…

Além disso, dados globais mostram que, a cada ano, os cem maiores museus do mundo recebem cerca de 175 milhões de visitantes – e este número está crescendo.

Os museus oferecem um caminho lúdico e instigante de conexão com o conhecimento. Foto: Getty Images.

Mas, por que o interesse das pessoas pelos museus aumentou?

Porque essas instituições se modernizaram, trazendo temas instigantes e oferecendo experiências que vão muito além da imagem “clássica” de peças na vitrine ou de depósitos de patrimônio.

Os museus, enfim, estão mais vivos do que nunca. Valorizando, preservando, compartilhando e construindo História, Ciência, Arte e Conhecimento. Mas há, é claro, desafios que também devem ser conhecidos.

Nesta edição da série #EducaçãoHumaniza – em homenagem ao Dia Internacional dos Museus, que será celebrado no próximo dia 18 de maio – vamos falar sobre a origem, a evolução e os desafios dos museus.

A visita já vai começar – venha com a gente!

Ciência lúdica: em um museu de ciência é possível interagir com artefatos como o Gerador de Van de Graaff, que acumula eletricidade estática e literalmente “arrepia os cabelos”. Foto: Getty Images.

A coleção do rei

Para muita gente, a primeira ideia que vem à mente quando se fala em “museu” é a de uma coleção de objetos que contam coisas: pinturas, estátuas, múmias, fósseis, moedas, animais empalhados, armaduras, peças religiosas, máquinas e mais. Essa imagem faz todo sentido.

Porque os museus surgiram, de fato, como “coleções para mostrar e contar”. E nasceram há muito tempo, na Antiguidade, em culturas como a mesopotâmica, a egípcia, a grega e a romana.

Detalhe de relevo que mostra as tropas do imperador romano Tito desfilando com tesouros saqueados de Jerusalém. Peças como essas formavam as primeiras coleções. Fonte: Wikipedia.

Os poderosos de então – comandantes militares, reis, imperadores – reuniam grandes botins e queriam compartilhá-los com seus semelhantes, mostrando suas conquistas, o alcance de suas jornadas e até o “estranho e maravilhoso” que ficava para além das fronteiras do próprio reino. Queriam “apresentar o mundo”, demonstrando riqueza e, principalmente, poder.

Essa forma de “ser museu”, aliás, perdurou por muito tempo. No período colonial, impérios como o Espanhol, Francês, Russo ou Britânico faziam exatamente o mesmo. Montavam grandes coleções de peças retiradas de seus domínios e de regiões invadidas, expondo-as, agora, para os pares e, agora, para o povo.

Situado em São Petersburgo, Rússia, o Hermitage possui uma das maiores coleções de arte e etnologia de todo o planeta. Foto: Getty Images.

Visitando o “Gabinete de Curiosidades”

Ao ler os parágrafos acima, você provavelmente ficou com a impressão de que os museus, no início, tinham como grande finalidade mostrar uma visão de mundo ligada a poder e, também, a uma ideia de “nós e eles”, de povos mais civilizados e de povos “exóticos”. E é isso mesmo!

O colecionar, então, era visto como um traço de superioridade sobre aquelas culturas que não colecionavam. Some-se a isso, em tempos mais modernos, a Revolução Científica (do século XVI, com grande expansão nos séculos XVIII e XIX), que gerou um enorme movimento de descoberta, catalogação e publicidade dos achados – animais, insetos, plantas, fósseis, antigos textos, peças arqueológicas etc. Vivia-se, então, entre a realidade do “Gabinete de Curiosidades” e a das primeiras tentativas de catalogar, organizar e mostrar descobertas científicas.

Conchas, pintura, estátuas: detalhe de um “Gabinete de Curiosidades” pintado em 1636 pelo pintor flamengo Frans Francken. Fonte: Wikipedia.

Os primeiros museus modernos

O primeiro museu moderno, aquele que inaugura o que conhecemos como tal, foi o Ashmolean Museum, fundado em 1683 na cidade inglesa de Oxford. Elias Ashmole herdou e assumiu os direitos sobre uma enorme coleção dos naturalistas John Tradescant (pai e filho) e a doou à Universidade de Oxford.

A instituição construiu um edifício para abrigar esse acervo, dando origem ao Ashmolean. Atualmente, o museu segue sendo um dos principais do mundo, com um acervo de mais de um milhão de peças, abrangendo do Antigo Egito ao Japão, passando por obras de Michelangelo, moedas, máscaras funerárias e muito mais.

Ashmolean Museum, em Oxford: o primeiro museu “moderno. Foto: Getty Images.

Outro museu (na verdade, um conjunto de museus) pioneiro e extremamente importante é o do Vaticano, que a partir de meados do século XVIII começou a organizar seu acervo em galerias e abrir estes espaços à visitação. O acervo dos Museus Vaticanos é um verdadeiro tesouro – são 70 mil peças de arte e arqueologia distribuídas em nada menos do que 1.400 salas na própria cidade-Estado do Vaticano!

O terceiro dos museus “fundantes” da Era Moderna é o do Louvre, que passou de coleção real de arte a museu nacional francês em 1793, na esteira da Revolução Francesa. Com 38 mil peças – e um acervo que cresceu muito ao longo da Era Napoleônica e de todo o século XIX –, o Louvre é, atualmente, o maior museu de arte do mundo! Em tempo: é, também, o mais visitado, com cerca de 10 milhões de visitantes por ano (uma média de 27 mil visitantes por dia!).

Outros museus que não podem ficar de fora desta lista de “pioneiros incríveis” são o Hermitage, inaugurado em 1764 na cidade russa de São Petersburgo, o Museu Britânico (fundado em 1753), de Londres, e o Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque (1870). Há, é claro, muitos outros museus magníficos (que vamos listar no final deste artigo), mas os citados são os pioneiros.

O “pulo do gato” dos museus

O século XX e as primeiras décadas do século XXI trouxeram grandes novidades. Estamos falando do cinema, da tevê, do rádio, da computação e de avanços extraordinários nas técnicas da indústria gráfica. Todas essas novidades, todas essas tecnologias, refluíram para os museus a partir do momento em que eles mudaram de paradigma.

E que mudança foi essa? Eles deixaram apenas de “mostrar acervos” de forma acrítica e passaram a envolver os visitantes em experiências mais profundas, comunicacionais e sensoriais. O museu, enfim, deixou de ser o “Gabinete de Curiosidades” e passou a oferecer uma experiência viva, que comunica o acervo e vai além.

As coleções dos museus colocam as pessoas em contato com elementos materiais da História. Foto: Getty Images.

Essa mudança se conecta a uma transformação na museologia, que, especialmente a partir dos anos 1960 e 1970, caminhou para oferecer algo diferente e encantador. Mudanças na arquitetura dos prédios, exposições que caminham para fora do espaço museológico, temas e acervos voltados a públicos específicos como as crianças, oferta de experiências científicas (no caso dos museus de ciência e tecnologia) e interações digitais “romperam a vitrine” do passado e colocaram os acervos mais perto das pessoas. Essas mudanças, que efetivamente promoveram um retorno das pessoas aos museus, também foram importantes para o financiamento das próprias instituições – todas elas têm gastos importantes com a conservação, a pesquisa e a expansão dos acervos.

Museus que se mexem!

Muito bem: você quer exemplos de museus modernos e altamente interativos? Vamos a eles! O paulistano Museu da Língua Portuguesa, com suas muitas experiências interativas dentro do nosso idioma, é um deles. O Museu de História Natural de Nova York (AMNH), com seu teatro imersivo 360° e aplicativos de realidade aumentada que “dão vida” a dinossauros extintos, é outro. No campo da tecnologia, merecem destaque o Deutsches Museum, de Munique (Alemanha) – o mais antigo museu do gênero no mundo, fundado em 1903 –, e o Seoul Robot & AI Museum (RAIM), inaugurado em 2024 – o primeiro museu do mundo dedicado à robótica e à IA.

Nosso Museu Nacional, atualmente em fase final de reconstrução – fundado em 1818, ele foi destruído por um incêndio devastador em 2018 –, também promete estar entre os mais importantes e interativos do mundo. E por quê? Porque, entre seus desafios, estão atrair público e, especialmente, recuperar e recontar a história das peças destruídas – algo que só será possível pela soma entre pesquisa de alta qualidade e entrega digital precisa.

E os desafios?

Mas, como fazer isso? A resposta a esta pergunta pode representar um novo salto para os museus. Há, porém, desafios importantes. O primeiro: levar essa transformação para um número muito maior de instituições. Para além dos grandes museus, afinal, há dezenas de milhares de outros que, muitas vezes, ainda reproduzem o modelo “Gabinete de Curiosidades”. Apenas para se ter uma ideia: no Brasil há 4.024 museus cadastrados no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – muitos, em especial os das cidades menores, ainda não “deram o salto” de qualidade.

Outro desafio, monumental, diz respeito ao repensar dos governos e das gestões dos museus em relação aos seus acervos. Na medida em que muitas coleções foram construídas no período colonial – em muitos casos, a partir de saques, confiscos e compras ilegais –, há uma questão séria que envolve a titularidade dos acervos e a necessidade de repatriação de peças.

Apenas para ficar em alguns exemplos, entre os acervos “problemáticos” estão coleções associadas às religiões e religiosidades de povos originários (como objetos rituais e até restos humanos de grupos indígenas americanos), peças saqueadas em guerras e relíquias arqueológicas como os bronzes do Benin, África (hoje, em vários museus), os frisos do Parthenon, em Atenas (atualmente no Museu Britânico), o busto da rainha egípcia Nefertiti (atualmente no Neues Museum, em Berlim) e a Pedra de Rosetta (peça-chave na decifração dos hieróglifos egípcios, hoje no Museu Britânico).

Mas, não seria simples apenas repatriá-los, devolvendo-os às sociedades de origem? Sim e não. Se, por um lado, já há movimentos importantes nesse sentido – como a entrega, ao Brasil, de mantos tupinambás em penas de guará (do século XVII) que estavam no Museu Nacional da Dinamarca –, por outro há questões econômicas envolvidas. Peças como o busto de Nefertiti, por exemplo, são “estrelas” que atraem milhares de pessoas do museu. Sem contar o risco, que não deve ser desprezado, de as peças retornarem a lugares sem capacidade de conservar e mostrar os acervos. Algo que, em tese, poderia ser resolvido por uma expansão dos museus e da cultura museológica, o que demanda investimentos e interesse político.

Conclusão

Neste artigo, pudemos perceber como os museus evoluíram. E evoluíram, em essência, porque refletem a evolução das sociedades e da tecnologia. Esse processo, porém, também marca conflitos que cresceram nas últimas décadas. O maior deles, o do respeito às culturas do mundo e à necessidade de promoção da interculturalidade nas relações entre os povos. Outro desafio é o da democratização desse novo modelo, que deve alcançar os milhares de museus do mundo e não apenas as grandes instituições.  

Se conseguirmos dar esse salto, os museus – esses espaços vivos de memória e descoberta – terão, de fato, encontrado o caminho para o futuro. Um passo importante nesse sentido é o interesse das pessoas pelos seus museus. Assim, deixamos o convite: vá aos museus! Prestigie o museu da sua cidade!

O Museu do Palácio Nacional, em Taipei, possui uma das maiores coleções de arte e História da China de todo o mundo. Foto: Getty Images.

Museus para conhecer:

O mundo possui milhares de museus, e muitos deles são simplesmente sensacionais. Abaixo, listamos apenas alguns deles que podem ser conhecidos pela internet:

Hermitage Museum, São Petersburgo

Instituto Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais

Metropolitan Museum of Art (MET), Nova Iorque

Museo Nacional del Prado, Madrid

Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo

Museu Britânico, Londres

Museu da Acrópole, Atenas

Museu de História Natural (AMNH), Nova Iorque

Museu do Louvre, Paris

Museu Imperial, Petrópolis, Rio de Janeiro

Museu Nacional, Rio de Janeiro

Museu Oscar Niemeyer (MON), Curitiba

Museus do Vaticano, Roma

National Palace Museum, Taipei, Taiwan

New York Hall of Science (NYSCI), Nova Iorque

Novo Museu Egípcio, Cairo

Smithsonian National Air and Space Museum, Washington

Tate Modern, Londres

A importância das formações pedagógicas para a qualidade da educação nas redes municipais

Formação de professores em Chapecó: o objetivo das formações é oferecer uma experiência integral, que se reflita nas ações docentes em sala de aula. Foto: Editora Opet.

As formações pedagógicas desempenham um papel central nas parcerias da Editora Opet com os municípios. Por meio delas, no diálogo e na construção conjunta do conhecimento, os professores conseguem acessar e desenvolver os melhores usos dos materiais e recursos educacionais. E os gestores, avançar no fortalecimento da educação. Com intencionalidade, olhar crítico e troca de experiências. O resultado? O fortalecimento da aprendizagem e o desenvolvimento integral das crianças e dos estudantes!

Nas últimas semanas, os assessores pedagógicos da Editora estiveram em municípios do Paraná, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso e Minas Gerais para mais um ciclo de formação continuada. Esses encontros fortalecem a parceria com as redes municipais, promovendo reflexão qualificada sobre práticas pedagógicas e o uso assertivo dos materiais e soluções Opet, sempre com foco na potencialização dos resultados educacionais. A seguir, destacamos o trabalho desenvolvido em três redes municipais.

🫶 Astorga: encontro com 400 profissionais de Educação

Em Astorga, município parceiro Opet na região norte do Paraná, a formação – com o atendimento do supervisor regional Fernando Corrêa – aconteceu nos dias 13 e 14 e envolveu nada menos do que 400 profissionais de Educação, entre professores e gestores, além das famílias dos estudantes – que participaram de um Encontro com Familiares (EFAM).

Entre os atendimentos, uma palestra com a pedagoga e professora Gabriela Menezes sobre o tema “Educação inclusiva na prática: estratégias possíveis para o cotidiano pedagógico com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA)”.

Educadores na palestra “Educação inclusiva na prática: estratégias possíveis para o cotidiano pedagógico com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, com a professora Gabriela Menezes. Foto: Editora Opet.

“Foi excelente! A palestrante foi perfeita em sua apresentação e o conteúdo foi exatamente o que esperávamos. Os professores elogiaram muito”, diz a secretária municipal de Educação de Astorga, Graziella Cavallari. Em relação ao trabalho desenvolvido pela Opet no município, Graziella destaca a presteza e a qualidade no atendimento pelos assessores e supervisores. “Temos uma equipe sempre muito próxima e muito presente para atender as nossas demandas”, sintetiza.

🤝 Aquiraz: gestão escolar para a equidade

O município mais antigo do Ceará – e, também, sua primeira capital –, Aquiraz é um parceiro estratégico da Editora Opet. Lá, o trabalho também foi realizado nos dias 13 e 14, envolvendo 85 professores dos primeiros e segundos anos do Ensino Fundamental, os 56 diretores das escolas do município e os superintendentes da secretaria de Educação.

Professores de Aquiraz durante a formação: o foco, aqui, foi na educação socioemocional. Foto: Editora Opet.

No caso dos diretores, como explica o supervisor regional Glaylson Rodrigues – responsável, na Editora, pelo atendimento –, foi organizado um fórum especial com o tema “Gestão escolar para a equidade: estratégias para a redução das desigualdades educacionais”, apresentado pela coordenadora pedagógica Rúbia Cristina da Costa, da Editora Opet. O secretário pedagógico de Aquiraz, Pedro Lioba, se disse entusiasmado com o trabalho desenvolvido com os gestores. “Só posso dizer que a formação impactou positivamente na rede de ensino.”

📈 Chapecó: parceria histórica pela educação
Localizado no Oeste de Santa Catarina, Chapecó é parceiro da Editora Opet há vários anos, com foco na aprendizagem e no desenvolvimento integral das crianças e dos estudantes.
Na rede municipal, o primeiro ciclo formativo do ano começou no dia 20 de março, com os professores. A formação envolveu nada menos do que 700 educadores de todos os componentes da Educação Básica e da Educação Especial. Os professores de Arte, Ciências, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Educação Física e Educação Especial puderam se aprofundar nas possibilidades de uso dos materiais didáticos e dos recursos educacionais digitais.

Iniciado em março, ciclo formativo em Chapecó envolveu mais de 700 professores e 360 gestores e integrantes das equipes da SME. Foto: Editora Opet.

No período de 14 a 17 de abril foi a vez dos cerca de 360 gestores e integrantes da equipe técnica da secretaria de Educação. O foco foi em um tema que ganha cada vez mais importância no contexto educacional: a Inteligência Emocional, mas voltada à gestão de pessoas e situações na escola.

Por fim – mas não menos importante –, no último dia 23 a formação teve como público os professores da Educação Infantil que atuam com a Língua Inglesa. Essa formação foi conduzida pela professora Vera Rauta, uma grande especialista. O tema – “A Língua Inglesa na Educação Infantil: quando a língua adicional dialoga com a infância” – buscou aproximar o idioma da vivência das crianças.
“Chapecó se destaca pelo alto nível de organização e engajamento, desde o planejamento pela equipe da SEDUC até a participação dos educadores”, avalia Marina Kalinowski, supervisora regional da Editora responsável pelo atendimento. “A dedicação de todos faz a diferença no dia a dia das escolas e contribui para fortalecer os resultados da rede municipal de ensino.”

IA Indica: apoio aos educadores, força para os planos de intervenção

Ferramenta foi testada por professores parceiros que validaram seu funcionamento. Essa é uma etapa fundamental para a qualidade da interação educador-ferramenta – e para os resultados do processo.

Novidade no ar: as equipes de Tecnologia Educacional (TE) e do Programa Indica, da Editora Opet, estão finalizando o desenvolvimento de uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) que em breve vai tornar os planos de intervenção dos municípios e escolas privadas mais precisos e eficientes.

“Os dados das avaliações permitem construir planos de intervenção”, explica Silneia Chiquetto, coordenadora do Programa Indica. “Esses planos, porém, devem ser precisos e realizáveis. E é justamente aí que entra a IA: como um facilitador de alto nível dessa construção.”

Uma IA a serviço da melhoria da aprendizagem

O coordenador de TE da Editora, Mikhael Gusso, explica que a IA do Indica constrói os recursos a partir da inserção de informações das avaliações (inputs) pelos professores e gestores e, também, de dados oriundos de fontes e bibliotecas relacionadas à educação. Ela também é capaz de aprender com a própria experiência e com os dados acumulados no trabalho.

Os dados das avaliações são transformados em prompts de IA pelos professores.

Entregas sob medida para recuperar a aprendizagem

“Um professor pode, por exemplo, criar um prompt para a geração de conteúdos de um plano de intervenção a partir das habilidades da BNCC (ou, ainda, dos descritores do SAEB e matriz do CNCA) já cadastradas na ferramenta de IA da Plataforma Indica”, explica Mikhael. “Nesse formato, a IA se baseia nas habilidades e/ou descritores selecionados e gera conteúdos específicos para a intervenção.”

Outra forma é selecionar materiais da biblioteca digital da Opet ou externos para que, a partir deles, a IA gere os conteúdos. A ferramenta, aliás, também está habilitada a desenvolver recursos por conta própria, baseada em referências selecionadas do cenário educacional.

A IA é um axuliar poderoso na construção de conteúdos específicos – como exercícios e trilhas de aprendizagem – para a ativação dos planos de intervenção

E que conteúdos são esses?

Os próprios planos de intervenção, que, como explica Silneia, podem trabalhar por estudante, turma, escola e rede de ensino, além de conteúdos específicos, trilhas de aprendizagem, exercícios, quizzes e referências. Com intencionalidade pedagógica máxima.

O plano de intervenção na palma da mão

No modo digital, via Plataforma Indica ou Plataforma Inspira (com o e-mail @opeteducation e a senha cadastrados pela rede de ensino) ou no formato impresso. A escolha é feita pelo professor.

O acesso, reforça Silneia, é intuitivo. Basta acessar a plataforma e clicar no ícone correspondente.

IA que aprende com as pessoas

Mas, quando o recurso de IA estará disponível? Ele está na etapa final de ajustes e deve ser apresentado em breve. Recentemente, foi testado com um parceiro de valor do Programa Indica, o município mineiro de Varginha.

“E ele foi muito bem aceito pelos professores e gestores”, conta Mikhael. “Isso porque, em primeiro lugar, existe uma sinergia da educação em relação à tecnologia. Além disso, os educadores estão buscando ferramentas seguras e intuitivas como a nossa. Como ela foi criada para o ambiente educacional e dentro dele, dispensa prompts sofisticados ou conhecimentos mais específicos pelos usuários.”

Ao testar a ferramenta, os educadores de Varginha ofereceram informações importantes para que ela chegue ainda mais “redonda” a todos os usuários finais. Um processo, enfim, de aprimoramento da máquina a partir do humano.

“Com a IA do Indica, as redes de ensino terão um recurso poderoso para seus planos de intervenção. E o melhor: uma ferramenta que aprende continuamente, e que vai entregar materiais e trilhas de aprendizagem individualizados. Para cada rede, o melhor plano de intervenção”, avalia Silneia.

Mikhael destaca a integração entre as pessoas e a ferramenta, lembrando que a IA não substitui nunca o profissional. “Todos os produtos gerados, evidentemente, devem ser verificados e validados pelos educadores. É isso – a soma entre o conhecimento humano e a capacidade que a máquina tem de gerar soluções – que transforma a IA em um recurso excepcional.”

Em breve, a IA do Indica estará disponível para apoiar professores e gestores em todo o Brasil. Acompanhe nossas próximas publicações e descubra como levar esse recurso para sua rede de ensino.

Formações pedagógicas movimentam redes em MG, PR e SC

Turma de gestores da SME de Xaxim, Santa Catarina, na formação pedagógica desta semana.

O trabalho pedagógico e de aproximação com a comunidade não para: nas últimas semanas, o time pedagógico da Editora Opet esteve em campo para mais uma série de encontros com professores, gestores e familiares de estudantes dos municípios parceiros. Como os que aconteceram em Caxambu, no sul de Minas Gerais, Santa Mariana, no norte pioneiro do Paraná, e Xaxim, no oeste de Santa Catarina.

São ações formativas estratégicas, planejadas com cuidado pela Editora e que permitem o fortalecimento do trabalho docente e de gestão para a construção conjunta do conhecimento, a aprendizagem e o desenvolvimento socioemocional dos estudantes. São ações, também, de aproximação em relação às famílias pelo desenvolvimento da educação.

Caxambu (MG): Receptividade e Participação

Em Caxambu (MG), o encontro aconteceu nos dias 30 e 31 e envolveu cerca de 50 professores da Educação Infantil 5 e do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. O foco foi dado às coleções “Entrelinhas para Você” (Educação Infantil) e “Caminhos e Vivências”, utilizadas pela rede municipal de ensino.

“Ficamos muito felizes com a formação. Os professores de Caxambu são, sempre, muito receptivos à nossa equipe. Eles são participativos e afetuosos”, conta a supervisora regional Jessica Soares, responsável pela formação na Editora Opet.

As professoras Thaianny Diniz Nogueira, chefe de Central da Educação Infantil, e Mayara Resende da Silva, chefe de Central do Ensino Fundamental da secretaria municipal de Educação de Caxambu, coordenaram o trabalho formativo pelo município.

“Os encontros foram de extrema importância, especialmente por marcar o ano de implantação do sistema no município”, explica Thaianny. “Com a formação, os professores tiveram a oportunidade de trocar experiências, esclarecer dúvidas e participar de oficinas enriquecedoras.”

Ela observa que momentos assim são fundamentais para um trabalho de excelência, que amplia a experiência e o suporte aos docentes, contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade do ensino oferecido aos alunos.

Sobre a experiência com a Editora Opet, as coordenadoras observam que ela tem sido muito satisfatória. E destacam a disponibilidade da equipe de formadores, que apoia e contribui para a educação municipal. “Os materiais e recursos contribuem para o processo de ensino e aprendizagem dos alunos, permitindo que o corpo discente avance de forma contínua”, comenta Thaianny.

Santa Mariana (PR): Comunidade Presente

Em Santa Mariana (PR), o trabalho – coordenado na Editora pelo supervisor regional Fernando Corrêa – aconteceu nos dias 31 de março e 01º de abril. E envolveu cerca de 150 profissionais entre professores, gestores e equipe técnica da secretaria.

No caso dos docentes, participaram todos os da Educação Infantil (1 a 5), do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e dos componentes de Arte e Educação Física. Foram várias oficinas envolvendo temas relacionados aos segmentos atendidos em conexão com as coleções “Entrelinhas para Você” e “Caminhos e Vivências”.

No município também foi realizado um Encontro com Familiares (EFAM), que reuniu a comunidade para a palestra “Família Presente: cuidar, educar e proteger crianças em um mundo de relações, emoções e desafios”. A ação foi conduzida pela assessora pedagógica Jussara Moreschi, da Editora Opet.

Os EFAM são momentos essenciais das parcerias da Editora com os municípios. Eles materializam e fortalecem um princípio do trabalho – a aproximação entre a família e a escola pelo desenvolvimento integral das crianças e dos estudantes.

Xaxim (SC): Momentos Formativos Fundamentais

No município de Xaxim, a formação, que começou ontem e segue hoje (08 e 09 de abril), envolve 40 gestores e integrantes da equipe técnica da secretaria. Eles participam de oficinas com os temas “Educação integral e educação em tempo integral”, “Diversidade escolar e diversidade na escola”, “Práticas de atualização e escrita do PPP” e “Inteligência emocional na gestão da escola”.

Na rede municipal, o trabalho formativo com os professores aconteceu um pouco mais cedo, em fevereiro. E envolveu nada menos do que 290 professores – profissionais da Educação Infantil 4 e 5, do Ensino Fundamental Anos Iniciais (1º a 5º ano + Ciências, Arte e Educação Física) e Anos Finais (Língua Portuguesa e Língua Inglesa, Matemática, História, Geografia, Ensino Religioso, Educação Física, Ciências e Arte).

Na ocasião, a programação abrangeu várias oficinas, sempre com foco nos materiais didáticos – como as coleções “Entrelinhas para Você” e “Caminhos e Vivências”, da Educação Infantil e do Ensino Fundamental – e em temas de interesse para o dia a dia dos professores na escola.

Na avaliação do secretário municipal de Educação de Xaxim, Gildomar Michelon, momentos formativos como os promovidos para professores e gestores são fundamentais. “Investir em capacitação é investir na qualidade do ensino e no futuro dos nossos alunos. Estamos sempre em busca de novas estratégias que possam contribuir com o desenvolvimento da nossa educação municipal.”

(*) – Fotos: Editora Opet

(**) – Com informações complementares (Xaxim) de “Lê Notícias”.

Ciência: afinal, quando começou a IA? E o que pode vir por aí?

(*) – Todas as imagens que ilustram este artigo foram geradas por IA (Google Gemini. e Copilot)

Há coisa de dois anos ou pouco menos, computadores pessoais e smartphones foram alcançados por um serviço diferente. Softwares e aplicativos de inteligência artificial (IA) começaram a dar respostas, inclusive às nossas perguntas mais tolas, e apareceram nos serviços de busca.

E passaram a fazer desenhos segundo nossas orientações, melhorar fotos, traduzir, criar música, diagnosticar, escrever, ler mapas, montar aulas e muito mais. Algumas vezes, errando e “delirando”, mas, na média, com entregas que atendem as expectativas.

Uma transformação ainda mais surpreendente pelo inusitado de seu surgimento: de repente, a IA entrou na vida das pessoas comuns.

Uma entrada disruptiva, sem dúvida. Mas, será que a descoberta também foi disruptiva? Ou ela nasceu de um processo mais longo, com base – será – na Antiguidade?

Nesta edição da série #EducaçãoHumaniza, vamos investigar a origem da IA, dando uma passadinha, também, por seu futuro. Venha com a gente!

Mas afinal, o que é Inteligência Artificial?

Essa é uma boa pergunta para iniciar nossa jornada. Afinal, a tecnologia chegou às pessoas com o nome de Inteligência Artificial (IA) – e isto, definitivamente, humanizou nossa percepção da tecnologia.

Mas o que é, exatamente, inteligência? E o termo “artificial”, por que foi usado?

A palavra inteligência vem do latim intellegere e significa, literalmente, “ler entre” ou saber escolher entre diferentes objetos ou alternativas. Para a ciência, não existe um único conceito de inteligência – em nosso texto, porém, adotamos a definição científica geral de que ela é a capacidade de adquirir e aplicar conhecimentos, resolver problemas, adaptar-se a novas situações e aprender com a experiência.

E, em relação ao termo artificial (também de origem latina), a ideia é de que se trata de algo que se tornou possível graças a um artifício, ou seja, a uma habilidade ou técnica desenvolvida pelo homem. E que age fora do cérebro humano.

Assim, inteligência artificial pode ser entendida como a capacidade de adquirir e aplicar conhecimentos, resolver problemas, adaptar-se a novas situações e aprender com a experiência – algo eminentemente humano – instalada em um dispositivo construído por um ser humano.

A IA, então, não é apenas uma imitação ou emulação da comunicação humana, mas uma tecnologia que também gerencia conhecimentos e aprende com a própria experiência.

A partir daqui, podemos descobrir quando começou a jornada de “implantar inteligência na máquina”.

Sonhos, reflexões e estudos

Podemos dividir nossa investigação em dois aspectos que acabam se conectando.  

Em um primeiro momento, temos o sonho humano, o desejo de construir autômatos e seres dotados de inteligência.

Ele aparecia nos mitos e no pensamento filosófico grego (como nos autômatos construídos pelo deus ferreiro Hefesto – imagem abaixo), entre os judeus medievais com o Golem (um autômato construído magicamente por rabinos) – e também na China, com aqueles que são considerados os primeiros robôs humanoides, descritos em textos clássicos.

Por muito tempo, foi só um sonho; nascido, porém, de mentes que também criariam a filosofia e, a partir dela, desenvolveram o pensamento científico, na Europa a partir do século XVII.

E é exatamente nesse período, com pensadores como René Descartes (1596-1650) e Gottfried Leibniz (1646-1716 – imagem), que têm início esforços no sentido de se “traduzir a razão” em termos matemáticos, com a lógica e o raciocínio mecânico (o mesmo que “dá vida” às calculadoras).

“Ombros de gigantes”

A referência, neste subtítulo, é a uma frase escrita por Isaac Newton (que ele emprestou de um pensador medieval, Bernardo de Chartres) para indicar que a ciência é cumulativa.

Os avanços na Matemática e na Ciência da Computação propiciados por pesquisadores como Leibniz, George Boole (1815–1864), Charles Babbage (1791–1871) e Ada Lovelace (1815–1852) serviram de base para que, no século XX, outros cientistas chegassem mais perto de um “pensamento computacional” e da arquitetura mais próxima do que conhecemos como IA. Esses trabalhos avançaram pela lógica simbólica (que possibilitou a invenção dos circuitos digitais), o cálculo universal (que permitiu as linguagens formais) e a programação.

A “máquina universal”

Em 1936, Alan Turing (1912–1954) formulou o conceito de “máquina universal”, um modelo que mostra que uma única máquina pode realizar qualquer tarefa computacional desde que seja programada corretamente. Esse conceito fundamenta os computadores de uso geral.

Pouco mais tarde (1945), John Von Neumann (1903-1957) estabeleceu o que conhecemos, hoje, como arquitetura de programa armazenado, que está em praticamente todos os computadores (e que prevê uma unidade central de processamento, CPU, memória e dispositivos de entrada/saída).

Em 1950, no artigo “Computing Machinery and Intelligence”, Turing (imagem) propôs um teste para avaliar se uma máquina poderia ser considerada “inteligente”. Esse teste, que se conecta diretamente à ideia de IA, estabelece o seguinte: “se um interrogador humano, em uma conversa escrita, não conseguir distinguir entre as respostas de um humano e de uma máquina, então podemos dizer que a máquina ‘pensa’”.

Nasce a IA

Cada contribuição foi essencial para a moldagem da IA que conhecemos.

Entre os anos 1960 e 1980, os estudos caminharam para a “IA simbólica”, que se baseava em lógica formal e representações simbólicas para simular o raciocínio humano em computadores e modelos matemáticos.

Em 1966, o programa de computador “ELIZA” ficou famoso por simular conversas com um psicoterapeuta; e os sistemas “especialistas” começaram a aplicar regras de conhecimento para resolver problemas de Medicina e Engenharia.

Nos anos 1980, os primeiros jogos digitais de RPG também “namoravam” com uma característica da IA: quando perguntavam ao usuário “O que devo fazer agora?” esperando uma resposta que permitisse avançar na jornada, simulavam a interação humana – uma característica essencial da IA. Essa característica, aliás, é chave no Teste de Turing.

O salto

Nos anos 1990 houve uma nova expansão. Se, até então, os sistemas que simulavam inteligência se baseavam em regras fixas e mais “duras”, eles começaram a incorporar dados estatísticos e algoritmos (equações) de aprendizado.

Com isso, ganharam flexibilidade de resposta – outra característica humanizante. Ao mesmo tempo, surgiram aplicações computacionais que focavam em reconhecimento de padrões, como os de escrita e voz.

Em 1997, um choque: pela primeira vez, um supercomputador – o Deep Blue, da IBM –, derrotou um superenxadrista, Garry Kasparov, mostrando a proximidade entre sua forma de “raciocinar” e o pensamento complexo humano.

Nos anos 2000, se unem ao processo (depois de um desenvolvimento de quase 50 anos) as redes neurais artificiais, modelos matemáticos inspirados no funcionamento do cérebro humano. Elas são compostas por camadas de neurônios artificiais (linhas de programa ou mesmo chips) que recebem dados, processam e transmitem resultados. Conectadas à IA, forneceram a “autonomia intelectual” que vemos hoje nesses sistemas.

Os sistemas, então, conseguiam falar e “sabiam pensar”.

Para a etapa seguinte, que estamos vivendo agora (mas que começou por volta do ano 2000), faltava apenas conhecimento, isto é, acesso a uma massa de dados (Big Data) que permitisse aos sistemas expandir a capacidade de processamento e construção de respostas.

Essa massa de dados está na internet, nos trilhões de informações que chegam a cada dia aos bancos de dados e que alimentam os algoritmos.

Aí, inclusive, reside a chave da chamada IA Generativa (vista em ferramentas como ChatGPT, MidJourney, Copilot e DeepSeek), em que não há uma simples organização-repetição de dados conhecidos, mas a gestão e a criação de novos conteúdos. É nesse estágio que nos encontramos agora.

Conclusão: esta IA é IA de verdade? E o que vem por aí?

Quando falamos de IA, não costumamos relacioná-la, por exemplo, com emoções ou subjetividade. E você sabe por quê? Porque esses elementos não estão lá! Eles são tão sofisticados – e emergem de uma estrutura tão complexa, o cérebro humano – que a ciência ainda não os alcançou.

Diante disso, é possível afirmar que a IA, hoje, é uma simulação extremamente bem-feita, e que pode ser cada vez mais refinada para uma mimese quase completa com os seres humanos. Não mais do que isso, porém.

E o que faltaria para a criação de uma inteligência artificial real, isto é, modulada por emoções e dotada de subjetividade? Que fosse indistinguível da inteligência humana, a ponto de perder o qualificativo “artificial”?

A ciência, é claro, trabalha nessa questão. Ainda não há meios, porém, para esse novo salto – o salto definitivo? – da IA. Dotar a máquina de uma noção de “Eu”, fazê-la sentir emoções (a chamada IA afetiva), permitir que tenha objetivos e vontade própria, que tenha um corpo físico capaz de fornecer informações que um sistema digital simplesmente não alcança.

Um avanço tão exponencial, porém, implicaria questões éticas sérias e reflexos profundos na vida das pessoas. Que exigiriam discussão prévia, normatização e acompanhamento cuidadoso pela sociedade. Esse debate, aliás, deveria começar agora, em escolas, universidades e governos.

Na sua opinião, a humanidade estaria pronta para essa nova etapa?