As primeiras formações de setembro!

Muitas horas de planejamento, milhares de quilômetros percorridos e milhares de pessoas contatadas, entre professores, gestores e familiares dos estudantes. A jornada formativa da Editora Opet não para! Nos primeiros dias de setembro, estivemos em redes de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina para formações pedagógicas, reuniões técnicas e visitas técnicas de acompanhamento pedagógico, além dos EFAM – os encontros com familiares. Confira!

🗨️ MG: Encontro com gestores em Varginha

Varginha, um dos municípios mais conhecidos do sul de Minas Gerais, é, também, um dos parceiros estratégicos da Editora Opet no Estado. Lá, nos dias 31 de agosto, 01º e 02 de outubro, aconteceu uma reunião técnica com o time da Secretaria Municipal de Educação e, também, uma formação que envolveu as equipes gestoras das unidades escolares da rede municipal.

Conduzido pela gerente pedagógica Rubia Cristina dos Santos, o evento com os gestores foi o segundo de um ciclo que prevê quatro encontros ao longo de 2026. O foco, como destaca a prefeitura de Varginha, está no aprimoramento das práticas de liderança e no fortalecimento da gestão escolar, contemplando especialmente os diretores que assumiram a gestão neste ano, além de supervisores pedagógicos e orientadores educacionais.

A gerente pedagógica Rubia Cristina conversou com os gestores sobre a conduta do líder na Educação Básica. Crédito/foto: Prefeitura de Varginha.

Durante os trabalhos, os diretores escolares abordam o tema “Identidade, atribuições e conduta do líder na educação básica”. Simultaneamente, supervisores pedagógicos e orientadores educacionais aprofundaram os estudos sobre “Gestão democrática, documentação pedagógica e organização do trabalho”, fortalecendo a rotina pedagógica nas instituições.

O prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci, prestigiou a formação e destacou a importância do investimento permanente do município no desenvolvimento dos gestores para assegurar a qualidade da educação municipal. A secretária Municipal de Educação, Juliana de Paula Mendonça, reforçou o compromisso da gestão com o suporte técnico e pedagógico às equipes, garantindo que o aprendizado e o bem-estar dos estudantes permaneçam no centro das ações educacionais. (*)

✍️ PR: uma formação especial em Jaboti

Localizado no Norte Pioneiro paranaense, o município de Jaboti é um importante parceiro da Editora Opet. E, nos dias 01º e 02 de setembro, realizou a formação para os professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O trabalho, coordenado pelo supervisor regional Fernando Corrêa, foi desenvolvido em oito oficinas (quatro para cada segmento). Entre os temas, “As plantas também têm nome”, “Infâncias Digitais: pensar, criar e explorar na Educação Infantil”, “A heterogeneidade em sala de aula e Produção de textos: um olhar social e computacional”.

Formação foi realizada em formato de oficina. Crédito/foto: Editora Opet.

“Somos parceiros da Opet há três anos e, neste ano, iniciamos o trabalho com a Educação Infantil 3, 4 e 5”, conta a secretária municipal de Educação de Jaboti, Juliane Aparecida de Melo Silva. “E a formação pedagógica foi excelente. Ela trouxe experiência para os nossos professores no sentido de explorar o que a criança pode construir de de vivência alinhada ao ensino-aprendizagem. Como o professor vai conduzir, principalmente o material didático-pedagógico, para desenvolver a capacidade de aprendizagem do nosso aluno.”

A secretária também destacou o trabalho realizado com os professores dos Anos Iniciais, em que houve enfoque em temas críticos como leitura, escrita, equidade e pensamento computacional. “Foi uma das melhores capacitações que nós tivemos, tanto na Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental”.

Professores de Jaboti: as formações da Editora envolvem, sempre, o diálogo e a contrução conjunta do conhecimento. Crédito/foto: Editora Opet.

Conduzido pela assessora pedagógica Daniele Pires, o encontro com os familiares dos estudantes (EFAM) teve como tema “Família e Mundo Digital: a importância das relações saudáveis”. “As mães e pais acharam o tema muito pertinente. Ele trouxe uma reflexão importante sobre temas como o tempo de uso de tela pela criança, os conteúdos acessados e o monitoramento pela família, assim como os impactos do uso excessivo na educação e no próprio desenvolvimento. Foi muito interessante”, observa a secretária Juliane.

🇺🇸 SC: Em Meleiro, atenção total à Língua Inglesa

Em Santa Catarina, estivemos em Meleiro, município parceiro na região sul do Estado. Lá, o trabalho formativo envolveu os professores que utilizam a Coleção Joy, de Língua Inglesa (1º ao 5º ano do Ensino Fundamental), e foi conduzido pela autora do material, a professora Vera Rauta, com a supervisão regional de Glaylson Rodrigues. Além da formação, ela fez visitas técnicas para o assessoramento direto do trabalho com o Inglês nas escolas.

(*) – Com informações da SEDUC Varginha.

“Navegar é preciso”: o Dia do Mar e o conhecimento!

Um oceano azul profundo, vastíssimo. Ou então, de águas verdes semitransparentes, brilhando contra o céu limpo. Ou, ainda, de águas embarradas de um estuário repleto de vida. Águas quentes, águas frias, agitadas ou serenas. Todas essas frases falam do mar, essa grande fronteira que, ao mesmo tempo, divide e une a humanidade. Nesta edição de #EDUCAÇÃOHUMANIZA, vamos celebrar o Dia Mundial do Mar (26 de setembro) de uma forma diferente – mostrando a sua importância para a humanidade a partir de dados curiosos que mostram como as águas e a cultura se misturam. Como diria Fernando Pessoa: navegar é preciso. Então, navegue com a gente!

Os primeiros navegantes

Você já ouviu falar em navegação de cabotagem? Historicamente, em relação ao mar, é a navegação marítima em trechos de costa ou, então, da zona continental para alguma ilha próxima – uma forma de circulação em que o navegante se afasta pouco da terra. Hoje em dia, o termo também identifica viagens que ocorrem dentro de águas jurisdicionais (ou seja, pertencente a um país) contínuas, ainda que de longa distância – como a que liga a Espanha continental às Ilhas Canárias (que são parte da Espanha).

As navegações de cabotagem são bem antigas: os registros mais remotos anotados pelos arqueólogos datam de cerca de 2.000 a.C. na região do Mar Mediterrâneo. Os navegantes? Egípcios e, por volta de 1.500 a.C., fenícios (que habitavam a região do atual Líbano), circulando entre portos e colônias em barcos de madeira.

As navegações oceânicas – muito mais complexas, arriscadas e longas – começaram com os polinésios por volta de 1.000 a.C. Além de excepcionais navegantes, eles eram engenheiros geniais, cortando os oceanos com canoas de casco duplo (que hoje chamamos catamarãs) e canoas simples com estabilizados laterais, as chamadas “batangas”.

Com barcos leves e resistentes – e dominando muitas das “bússolas” naturais, como as estrelas, correntes oceânicas e até a direção das aves marinhas –, ao longo dos séculos eles ocuparam ilhas (como o arquipélago havaiano, a ilha da Páscoa e a Nova Zelândia) em uma área equivalente em tamanho à África! E é bem provável, inclusive, que tenham chegado à América dois ou três séculos antes de Colombo – hipótese apoiada, por exemplo, pela presença de fósseis de plantas de batata-doce, espécie natural da América do Sul, em ilhas da Polinésia.  

Gravura do final do século XVIII mostrando um catamarã – barco de dois cascos – havaiano. Fonte: Wiki.

Correntes oceânicas: as “estradas do mar”

Quando a gente vê aquele “marzão”, aquela massa de água infinita, não se dá conta de que ela abriga correntes oceânicas que, por muito tempo, governaram as navegações. Em certa medida, elas participam até hoje da economia oceânica, uma vez que, mesmo com motor, é possível navegar a favor da corrente e contra a corrente, e isto implica gasto ou economia de combustível. Sem contar que a água transporta uma enormidade de vida, com efeitos sobre o ritmo da pesca, por exemplo.

Ao longo do tempo, seja pela prática da própria navegação ou de estudos científicos (oceanográficos), a humanidade identificou dezenas de correntes oceânicas. Elas se dividem em sistemas que os cientistas chamam de “giros”, que, como o nome indica, promovem grandes movimentos circulares.

Existem cinco grandes “giros oceânicos”: Atlântico Norte, Atlântico Sul, Pacífico Norte, Pacífico Sul e Índico. E, dentro deles, muitas correntes específicas, dentre as quais algumas são especialmente importantes para a navegação e o clima – como as correntes do Golfo, Kuroshio, do Brasil, Humboldt e das Malvinas. Uma curiosidade: no Hemisfério Norte, os giros são em sentido horário; no Hemisfério Sul, em sentido anti-horário (e é claro que isto fez toda a diferença no período das Grandes Navegações, quando os navios eram impulsionados pela soma entre ventos e correntes oceânicas).

Mas, o que faz com que o oceano forme essas “esteiras de transporte”? São muitos os fatores: uma combinação de ventos (que afetam as águas superficiais), a rotação da Terra (que gera o chamado “Efeito Coriolis”), diferenças de temperatura e salinidade (que afetam a densidade das águas) e até os limites físicos impostos pelos continentes. Somado, esse conjunto recebe o nome de circulação termoalina.

Muito bem: o oceano é enorme e nós somos pequenos. Temos o poder de alterar os giros e as correntes oceânicas? A resposta é: sim! Isso porque, em virtude do efeito estufa – com um aumento das temperaturas médias no planeta por conta do aprisionamento do CO2 na atmosfera –, está acontecendo um derretimento acelerado e anormal das geleiras nas regiões polares. Um maior volume de água doce chegando aos oceanos significa mudanças na densidade da água, o que afeta diretamente as trocas aquáticas – com resultados potencialmente sérios. Os cientistas temem, por exemplo, que a Corrente do Golfo (Gulf Stream), que leva calor à Europa Ocidental, colapse justamente por isso. Nesse caso, cidades europeias, que não sofrem com invernos tão rigorosos, possam registrar temperaturas muito mais baixas no inverno. Apenas para se ter uma ideia: Nova Iorque e Madrid se situam aproximadamente na mesma latitude; no entanto, os invernos nova-iorquinos são muito mais rigorosos que os madrilenos, o que tem tudo a ver com o transporte de calor oeste-leste propiciado pela Corrente do Golfo.

Os oceanos e a cultura: quem conhece e quem não conhece

Hoje em dia, é difícil imaginar que haja pessoas que não conheçam os oceanos. No entanto, basta trazer um exemplo concreto para descobrir que há pessoas que, de fato, sequer suspeitam da existência dos oceanos. Pense, por exemplo, nos cerca de 115 grupos indígenas isolados e não contatados que vivem em outro “oceano”, o “oceano verde” de floresta da Amazônia brasileira. A maioria absoluta deles está em porções muito interiores do território, afastadas do litoral. Eles conhecem, é claro, os rios amazônicos – alguns deles, muito largos –, mas não o mar, ao menos diretamente.

A pergunta é: se eles nunca viram o mar, podem ter criado palavras que o identifiquem? Podem situá-lo dentro de um horizonte de cultura com mitos e narrativas? A resposta é: muito provavelmente, não! Sem ter visto o mar diretamente, é difícil “transportá-lo para dentro” da mente e da cultura. Ah, e se eles efetivamente dispõem de palavras, isto pode significar que, um dia, viveram em lugares perto do mar!

Essa percepção ajudou os linguistas e os arqueólogos a detectarem e documentar as grandes migrações humanas, em especial em tempos mais recuados da História e da pré-história.

Um exemplo, mas que ainda segue em grande parte envolto em mistério, é o dos povos e línguas que formaram a civilização grega, marcada pelo encontro (nem sempre pacífico) de povos “do mar” – a civilização minoica, que vivia nas ilhas gregas e tinha grande conhecimento de navegação – e “do interior”, no caso, grupos indo-europeus que se deslocaram do sul da Rússia para a península balcânica entre 2.000 e 1.600 a.C. Ainda que não tenham decifrado parte dos sistemas de escrita desses antigos povos, os pesquisadores supõem fortemente que os termos ligados ao mar – e também as divindades e os mitos – vêm, via de regra, da “herança minoica”.

Conclusão: nós somos o mar!

Neste artigo, trouxemos algumas curiosidades sobre o mar para celebrar um dia mundial que abarca, também, os oceanos. Mar que se liga de muitas maneiras à nossa vida: nos pescados e frutos do mar que consumimos, nas compras que fazemos e recebemos de longe, na ideia que fazemos da praia como um lugar de descanso e até na arte ligada às imagens do mar, em músicas como as de Dorival Caymmi e poemas de Fernando Pessoa. Mar que somos nós e que, como alertam os cientistas, também são de nossa responsabilidade. Refletir a respeito, saber mais, conhecer, é essencial. Para os próprios mares e para a vida!

Formação continuada e articulação entre redes marcam ações da Editora em MG, SC e PR

O mês de agosto foi de muito trabalho para a equipe da Editora Opet. Um tempo voltado a formações pedagógicas, apresentação de novos recursos educacionais, diálogo, conhecimento – e muitos avanços na educação pública! Confira:

MG: formação e encontro de gestores fortalecem a articulação entre redes no Circuito das Águas

A gerente pedagógica da Editora Opet, Rúbia Cristina dos Santos, falou aos gestores municipais de São Lourenço, Caxambu e Pouso Alto.

Nos dias 11 e 12 de agosto, a Editora Opet esteve em São Lourenço (MG) para uma agenda formativa que reuniu profissionais da rede municipal de ensino e gestores de municípios parceiros do Circuito das Águas. Durante os dois dias, foram realizadas formações destinadas aos professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental – Anos Iniciais de São Lourenço, promovendo momentos de estudo, reflexão e troca de experiências voltados ao fortalecimento das práticas pedagógicas e à aprendizagem das crianças e dos estudantes.
Paralelamente à formação dos professores, São Lourenço sediou o Encontro Multirregional de Gestores Municipais do Circuito das Águas, reunindo 53 gestores de São Lourenço, Caxambu e Pouso Alto. Conduzido pela gerente pedagógica da Editora Opet, Rúbia Cristina dos Santos, o encontro teve como tema “Identidade, Papel e Postura do Gestor da Educação Básica”.
A proposta partiu da compreensão de que, diante dos desafios contemporâneos da educação, o papel da gestão vai além da organização administrativa: envolve liderança pedagógica, capacidade de articulação, tomada de decisões e construção coletiva de caminhos para qualificar o trabalho das redes de ensino.
“Esse senso de pertencimento, esse olhar para dentro e para o grupo, é muito importante para os gestores. No caso dos três municípios, eles são próximos e compartilham muitos desafios e possibilidades. Momentos como esse favorecem a reflexão sobre a prática, a troca de experiências e a construção conjunta de estratégias que podem contribuir para o trabalho das equipes e para a qualidade da educação”, avalia a supervisora regional da Editora, Jéssica Soares, responsável pela mobilização dos gestores para o encontro.
O prefeito de São Lourenço, Walter José Lessa, prestigiou o encontro. Em sua fala aos participantes, destacou os atendimentos realizados pela Editora Opet e a importância da parceria para o desenvolvimento da educação no município.

SC: Chapecó reúne mais de mil profissionais em formação continuada

Nos dias 17 e 18 de agosto, o segundo ciclo formativo de 2026 da Editora Opet em Chapecó (SC) reuniu cerca de cerca de 1.100 profissionais que atuam com crianças da Educação Infantil e com estudantes do Ensino Fundamental. A programação foi organizada em diferentes polos educacionais e contou com oficinas direcionadas, criando espaços para estudo, diálogo e troca de experiências entre os profissionais. As propostas buscaram aproximar conhecimentos das práticas cotidianas das unidades educativas, fortalecendo o desenvolvimento profissional e as vivências pedagógicas da rede.
Para a secretária de Educação de Chapecó, Astrit Tozzo, a formação continuada é um importante espaço de desenvolvimento profissional e construção coletiva.
“Esses momentos são muito importantes, pois possibilitam a troca de experiências, o esclarecimento de dúvidas, a interação com profissionais de diferentes espaços, o diálogo com a nossa equipe de articuladores e com formadores. Nosso objetivo é proporcionar sempre o melhor aos nossos estudantes, e a formação continuada dos professores é parte fundamental para alcançarmos esse propósito”, destaca.

SC: Xaxim promove formação para professores da rede municipal

Em Xaxim (SC), a formação continuada realizada nos dias 20 e 21 de agosto reuniu cerca de 350 profissionais da rede municipal de ensino, contemplando professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental – Anos Iniciais e Anos Finais, além de profissionais da gestão e da Secretaria Municipal de Educação.
A programação foi organizada a partir de oficinas direcionadas, proporcionando momentos de estudo, reflexão e troca de experiências. A proposta teve como foco apoiar os profissionais diante dos desafios do cotidiano escolar e ampliar possibilidades para o desenvolvimento do trabalho pedagógico.
De acordo com a Prefeitura de Xaxim, iniciativas de formação continuada como essa contribuem para ampliar conhecimentos e possibilidades de atuação dos profissionais diante dos desafios educacionais, fortalecendo o compromisso da rede com a qualidade da aprendizagem dos estudantes.

PR: equipe de gestores de Loanda participa de agenda técnica em Curitiba

Nos dias 20 e 21 de agosto, a Editora Opet recebeu em Curitiba a equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Loanda, município parceiro localizado no noroeste do Paraná.
A agenda foi dedicada à apresentação técnica de diferentes soluções educacionais, entre elas as coleções “Vivências e Memórias”, novo lançamento da Editora para a Educação Infantil; “Robótica Sustentável”, proposta adicional que trabalha a Robótica de forma transversal e inovadora; e “Caminhos e Vivências”, voltada aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Os profissionais também conheceram a Plataforma Semente, direcionada à avaliação diagnóstica e ao desenvolvimento socioemocional dos estudantes.
A programação foi complementada por uma experiência no laboratório de Gastronomia do UniOpet, com uma atividade prática de preparo de pratos em equipe. A proposta buscou ampliar os espaços de interação e integração entre os profissionais, valorizando também experiências que favoreçam a colaboração e a construção coletiva.

“É sempre uma alegria receber, em Curitiba, os educadores dos municípios parceiros. O encontro com a equipe de Loanda foi especialmente significativo: além da apresentação das coleções e da rica troca de experiências, a dinâmica realizada no UniOpet trouxe leveza e integração à programação, reafirmando o propósito que nos une: promover uma educação de qualidade e fortalecer parcerias”, afirma Rúbia Cristina dos Santos, gerente pedagógica da Editora Opet.

(*) – Com informações das prefeituras de São Lourenço, Chapecó e Xaxim.

#EDUCAÇÃOHUMANIZA: Novos olhares sobre a Independência do Brasil

Uma das novidades da Educação brasileira nas últimas décadas, estabelecida em normativas como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foi a transformação de temas e conteúdos em análise e relação, em uma perspectiva transversal, voltada ao raciocínio e ao pensamento crítico.

O anterior conteudismo, marcado pela valorização de datas, personagens e fórmulas abstratas, deu lugar a uma abordagem que desenvolve e aplica competências e habilidades a situações-problema. Os dados passaram a ser gerenciados de forma diferente, privilegiando o pensamento sobre a memória de longa duração.

Para o ensino da História, essa mudança foi poderosa. E o componente curricular, visto por muita gente como chato, desinteressante ou desconectado da realidade, passou a revelar o que é de verdade: um campo instigante e vivo, conectado ao tempo presente e às pessoas.

Independência todo dia

Um dos temas “salvos do aborrecimento” foi a Independência do Brasil, que, por décadas, foi resumido em datas, nomes e no famoso “Grito do Ipiranga”, imortalizado na célebre pintura de Pedro Américo. Não há, enfim, quem não lembre da figura de Dom Pedro I em seu cavalo, sabre na mão, cercado de seus “dragões da Independência”…

Mas, o que foi a Independência do Brasil? Como ela começou a ser gerada? Qual sua relação com outros movimentos políticos nas Américas e com as revoluções que ocorriam na Europa? Qual sua relação com Napoleão Bonaparte? Se Dom Pedro I era príncipe de Portugal, como ele acabou se tornando imperador do Brasil? Que grupos econômicos apoiaram a independência e por quê? Qual a relação com a escravidão? Como ela chegou a todo o território nacional de então? E o povo brasileiro, como participou do movimento, de forma ativa ou passiva?

Novos olhares, novo encantamento

Essas são algumas das questões que nascem em uma olhada breve para o episódio histórico. E que, na perspectiva de uma “nova educação”, vêm produzindo trabalhos importantes de pesquisa, em livros, documentários e até em redes sociais que se aproximam da linguagem jornalística para transmitir conhecimento e gerar raciocínio e interesse.

Ao fim e ao cabo, é refrescante e animador saber que a Independência continua tendo muito a ensinar, e que isto acontece porque há pessoas produzindo abordagens novas e ricas. Que, de tão interessantes, compartilham os espaços de sala de aula e de entretenimento, transformando-os em um incrível contínuo de aprendizagem. Vamos conhecer alguns desses trabalhos!

#LIVRO – “Às margens do Ipiranga: a viagem da Independência”, Rodrigo Trespach (Editora Citadel, 2024)

Em “Às margens do Ipiranga”, o historiador gaúcho Rodrigo Trespach (laureado com a Ordem do Mérito do Livro, da Biblioteca Nacional, em 2022), parte de um elemento instigante para abordar a Independência: a longa viagem de D. Pedro I e seu grupo do Rio de Janeiro a São Paulo. Uma jornada de 1.400 km por grandes territórios vazios entremeados por vilas que, juntas, não somavam 12 mil habitantes. O que levou o jovem príncipe (24 anos) a fazer essa viagem? Como viajava? O que encontrou pelo caminho? Além de viajar, ele também governou de fato nesse período? Como foi seu encontro com as pessoas comuns? Nessa abordagem, o episódio “épico” da Independência é enriquecido com informações sobre o Brasil de então.

LIVRO – “Passado em Caleidoscópio: versões quadrinizadas da Independência do Brasil”, Raquel França dos Santos Ferreira e colaboradores (Appris, 2024)

Muita gente se lembra de “Independência ou Morte”, filme de 1972 estrelado por Tarcísio Meira – uma atração infalível na grade da tevê aberta nas décadas de 1970 e 1980. A produção trouxe um dado interessante: a Independência era “pop”, e também chegava às pessoas pela indústria cultural. Em “Passado em Caleidoscópio”, Raquel Ferreira (doutora em História pela UFF) e seu time abordam o episódio a partir das histórias em quadrinhos. Como a Independência era contada nessas obras? Como elas ajudaram a fixar a imagem que temos, hoje, de Dom Pedro I e seu papel? E como elas trataram dos brasileiros “esquecidos” – figuras como o carroceiro que aparece lateralmente na tela “Independência ou Morte!”, de Pedro Américo? Uma obra instigante porque “lê as leituras” da Independência.

PODCAST – “Ecos do Ipiranga”, produção do Museu do Ipiranga (da USP) com apresentação de Débora Aladim (2020)

Pesquisas apontam que o Brasil é um dos maiores produtores e consumidores mundiais de podcasts, mídia “herdeira do rádio” e que agrada por ser muito amigável. Nos 10 episódios (de 20 a 30 minutos de duração) de “Ecos do Ipiranga”, os pesquisadores do Museu do Ipiranga/USP revelam a Independência a partir de diferentes enfoques, da análise da pintura de Pedro Américo à relação entre o Brasil livre de Portugal e a escravidão. Com uma linguagem acessível e informações de alta qualidade! Disponível em plataformas como Spotify, Deezer, Apple Podcasts e também no site do Museu do Ipiranga.

PODCAST – “História FM”, episódios 108 e 212, apresentado por Icles Rodrigues

Com mais de 460 mil seguidores no YouTube, o projeto “História FM”, conduzido pelo doutor em História pela UFSC Icles Rodrigues com a participação de especialistas, é provavelmente o mais popular podcast do Brasil voltado à temática histórica. E reservou dois de seus 253 episódios para tratar da Independência: “Independência do Brasil – A história da separação de Brasil de Portugal” (episódio 108) e “Guerra da Independência: os conflitos após o sete de setembro” (episódio 212). Em ambos os episódios – com cerca de 2 horas de duração cada –, os temas são tratados em profundidade. Como no segundo, que derruba o mito de que a Independência foi uma espécie de “batida na mesa” sem resistências, combates ou participação popular.

Todas essas obras – e, com certeza, muitas outras, mais antigas e mais recentes – podem e devem ser conhecidas e comparadas pelos estudantes. E não só por eles! De uma perspectiva da educação como elemento essencial para a construção da realidade, ampliar o conhecimento histórico significa, em um primeiro momento, conhecer a si mesmo. E também abrir novas possibilidades para a vida social, da valorização cultural ao turismo e à sustentabilidade.

Em Santana de Parnaíba (SP), formação reúne 2.300 educadores

Encontro reuniu 2,3 mil educadores em Santana. Foto: SMCS-Santana de Parnaíba.

Em 7 e 8 de julho, a equipe pedagógica da Editora Opet esteve em Santana de Parnaíba (SP) para um grande momento da Educação municipal! A programação, que abrangeu o VIII Seminário de Alfabetização e Letramento (para Gestores e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental) e uma grande formação pedagógica, envolveu 2.364 educadores!

Neurociência e Educação

Cristina Vidolin.
Fonte: Editora Opet.

Para o Seminário, a psicopedagoga e formadora da Editora Opet Maria Cristina Vidolin (foto) trouxe o tema “Quais as contribuições da Neurociência Cognitiva para a Educação?”. A palestra, realizada na Arena de Eventos do município, foi prestigiada pelo prefeito Elvis Cezar, pela secretária de Educação Denise Marques da Silva e pela equipe da SME.

E as formações aconteceram em 3 polos, com os professores da Educação Infantil, Educação Inclusiva, Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, gestores municipais e professores adjuntos.

Assertividade

“Em Santana de Parnaíba, trabalhamos com temas atuais da educação, com intencionalidade e foco em propostas de ampliação para o uso assertivo das Coleções”, explica o supervisor regional Fernando Corrêa, responsável, na Editora, pela condução do trabalho. “E ficamos muito satisfeitos com o engajamento de todos os participantes.”

As Formações aconteceram em 3 polos simultaneamente, com aprofundamento no uso dos materiais da Editora Opet. Fonte: Editora Opet.

Um feito logístico impressionante

O diretor de Ensino de Santana de Parnaíba, professor Cleber Aparecido Martinelli Hernandes, destaca a importância do momento formativo para o desenvolvimento da educação na rede municipal. “Mais do que um feito logístico impressionante, reunir cerca de 2.300 profissionais em um grande movimento formativo é a prova concreta de que Santana de Parnaíba coloca o futuro das nossas crianças e estudantes no centro das prioridades”, observa.

Segundo ele a imersão coletiva não apenas fortaleceu os laços entre os educadores, mas trouxe a inspiração e o fôlego necessários para um início de segundo semestre repleto de novas ideias e práticas transformadoras dentro da sala de aula.

Trabalho impecável

Quanto ao trabalho desenvolvido pela equipe da Editora Opet, Cleber o classificou como impecável. “Coordenar a formação de milhares de profissionais de forma simultânea divididos em polos presenciais exige precisão cirúrgica e, acima de tudo, muita sensibilidade humana”, afirma. “Desde a logística de acolhimento, com a distribuição dos kits de lanche para os participantes, até a curadoria cuidadosa na contratação e no alinhamento de palestrantes de renome nacional para o Seminário de Alfabetização, a equipe da Opet demonstrou um compromisso que vai muito além do cumprimento de um contrato.”

A lição que vem com os cães

Você sabia que 26 de agosto é celebrado o “Dia Mundial do Cachorro”? A data mobiliza muita gente para celebrar essa espécie peluda, alegre, inteligente e fiel com que mantemos uma relação única. Aliás, conhecer a nossa parceria com os cães é transitar pela Cultura, História, Biologia, Psicologia e pelo Direito. É conhecê-los e conhecer a nós mesmos – é educação! Nesta edição de #EducaçãoHumaniza, vamos saber mais sobre como tudo começou.

Uma relação sempre nova

Quando pensávamos que tudo sobre cachorros já havia sido vivido ou criado, a internet nos brinda com milhões de vídeos que registram nossas interações com eles. Sem contar os milhares de produtos que fazem com que a vida deles seja ainda mais feliz – e, sim, ainda mais parecida com a nossa!

Pesquisas mostram que o processo de “humanização” desses animais se acelerou. Por um lado, há uma sensação de proximidade e cumplicidade; por outro, novos arranjos socioculturais fazem com que os bichos ocupem um lugar especial em muitas famílias. O resultado? Seres entendidos quase que como filhos ou irmãos, com cuidados, roupas, brinquedos, alimentos especiais e mais. Cães, enfim, do século XXI, que olham do alto de milhares de anos de convivência. É esse passado que vamos conhecer agora.

O lobo que chegou mais perto

Para começar, é interessante situar os cães dentro da natureza. Afinal, eles constituem uma única espécie? Sim! E ela atende pelo nome de Canis lupus familiaris. E descende do lobo cinzento (Canis lupus)que possui populações naturais na Ásia, Europa e América do Norte.

Indícios mostram que a domesticação dos lobos cinzentos aconteceu entre 30 mil e 15 mil anos no passado, em vários lugares. Na medida em que as populações cresciam, aumentava a interação com os lobos, que se aproximavam em busca de comida.

Esses animais despertavam interesse por sua pele e também por sua ferocidade, que, se devidamente controlada, poderia representar um diferencial de poder.

O lobo amigo

Nossos antepassados perceberam que alguns lobos eram menos agressivos e mais sociáveis. E fizeram uso dessa informação ao selecionar filhotes “mais desejáveis”, que eram criados. Com o tempo, esses traços genéticos acabaram se firmando pela seleção humana e foram “construindo” os cães domésticos. O que significa que esses animais constituem uma espécie gerada culturalmente!

O cão criança

Se você observar um lobo cinzento, perceberá uma ferocidade natural. Os lobos adultos são independentes, têm hierarquia definida, raramente latem e brincam pouco. Fisicamente, possuem as orelhas levantadas e o focinho longo.

Já os cães podem ser ferozes e desconfiados. Mas, na média, são amigáveis, curiosos e brincalhões. Suas orelhas são caídas e o tamanho de seu focinho varia enormemente. Traços típicos de lobos filhotes!

O que explica esse fenômeno é a chamada neotenia: a manutenção, em animais adultos, de traços infantis, que se dá pela seleção genética. Aqueles traços preferidos pelos humanos, de que tratamos acima.

E o olhar pidão?

Pesquisas mostraram que os cães diferem dos lobos por mudanças em um músculo situado ao redor dos olhos, o levator anguli oculi medialis, normalmente ausente ou reduzido nos “primos selvagens”.

Esse músculo, devidamente evoluído, permite aos cachorros fazer o famoso “olhar pidão”! Um processo evolutivo que surgiu sem que nos déssemos conta. Não é exagero dizer que os cães evoluíram para nos conquistar… pelo olhar!

Configurado o bicho, perguntamos: quando surgiram as primeiras raças de cães?

Cães sob medida

A domesticação aconteceu na Eurásia e na América do Norte. No entanto, existem raças antigas de cães também na África, Américas Central e do Sul e Austrália. Isso se explica pela circulação dos grupos humanos em tempos remotos. Essas populações se deslocavam e levavam seus bichos, que cruzavam entre si ou, então, com outros cães locais. O que, ao longo do tempo, gerou as primeiras raças!

Um cão para cada grupo humano

As raças, vale observar, também eram assentadas com base nas atividades econômicas. Grupos nômades, por exemplo, demandavam cães capazes de caminhar e correr muito, controlar outros animais e resistir ao frio. Essa “construção sob medida” tem nome: diversificação funcional.

As raças antes das raças

As primeiras raças caninas surgiram antes da ideia de raça. É que, por milênios, as pessoas tinham seus animais e não se davam conta de suas características. Essa percepção aconteceu na Idade Média europeia, quando ser ligado a um bicho da raça “x” ou “y” passou a indicar status profissional ou social.

As raças “explodiram” a partir do século XVIII e cresceram ainda mais com o avanço nos conhecimentos sobre genética.

Do Himalaia ao México: as raças mais antigas

Para encontrar a raça canina mais antiga é preciso olhar para o “teto do mundo”. É lá onde vive o mastim tibetano, cuja diferenciação genética em relação aos lobos cinzentos teria ocorrido há 58 mil anos!

Na Grécia, os antigos cães de grande porte eram chamados de “molossos” (Μολοσσός), nome que deriva de uma antiga tribo de Épiro. Pois os molossos são a base de algumas das raças mais antigas da Europa, como o mastim inglês, o mastim napolitano, o são bernardo, o dogue alemão, o rottweiler e cão-pastor grego. E são “avós” do fila brasileiro, raça configurada aqui pelos portugueses a partir dos séculos XVI e XVII.

Também há raças antigas fora do eixo euroasiático. Como o basenji, da África Central (4 mil anos), o saluki, do Egito (7 mil anos) e o xoloitzcuintle, do México (o chamado “cão pelado mexicano”, de pelo menos 3 mil anos – foto). Hoje, essas espécies fazem parte de uma lista de ao menos 300 raças caninas, sem contar os “vira-latas” – que formam uma maioria muito querida. Bichos grandes, pequenos, peludos, pelados, pernaltas, compridos, atarracados…

Os cães do mundo no século XXI

Estados nacionais, crescimento da vida urbana, Revolução Industrial, Reforma religiosa, fortalecimento da burguesia, navegações, projeto colonial e descolonização, Revolução Científico-tecnológica, aproximação e choque entre povos. Nos últimos 400 anos, a humanidade vivenciou um processo acelerado de transformações que também afetou os cães.

A começar pela disseminação e desenvolvimento de novas raças, o surgimento dos primeiros clubes de criadores (o mais antigo é o inglês The Kennel Club, de 1873) e o nascimento de uma indústria voltada ao bem-estar animal. Hoje, apenas para se ter uma ideia, o mercado global de alimentação canina movimenta mais de US$ 100 bilhões por ano!

Um movimento tão intenso também alterou a forma como vemos e convivemos com os cães. Em legislações de todo o mundo, eles se tornaram sujeitos de direitos, assumindo uma posição única entre todas as espécies. E que nos permite, inclusive, refletir sobre o nosso próprio papel em relação às outras espécies e ao mundo. E celebrar o Dia Mundial do Cachorro!

#EducaçãoHumaniza: a linguagem universal da era dos emojis

Uma carinha sorridente. Um foguete cortando o céu. Uma máscara de teatro japonesa. Uma bandeira do Brasil. Uma mão fazendo “joinha”. Mate a charada: o que esses itens têm em comum?
Acho que você já descobriu! 😄🚀👺🇧🇷 👍
Sim, além de objetos da cultura, eles também são emojis! Aquelas figurinhas que incorporamos às nossas mensagens digitais para torná-las mais expressivas e acrescentar uma camada extra de sentido ao texto! Elementos simpáticos, mas não inocentes e muito menos gratuitos: afinal, eles guardam segredos que falam muito sobre a linguagem e a comunicação.
Um verdadeiro tesouro de conhecimento… formado por pixels!
Nesta edição de #EducaçãoHumaniza, vamos investigar os emojis para descobrir sua origem, importância e papel como parte da evolução de uma linguagem global. Venha com a gente!

“Uma imagem vale mais do que mil palavras”

Esse ditado manjadíssimo funciona totalmente para explicar os emojis. Mas, será que eles são, mesmo, uma novidade em termos de linguagem?
Sim, se pensarmos puramente em um contexto digital. Afinal, os emojis têm algo como trinta anos de existência, um pouco mais se considerarmos seus antecedentes, os emoticons.
Não, se pensarmos que o princípio de funcionamento de um emoji reproduz de forma aproximada o fundamento dos sistemas de escrita baseados nos pictogramas e nos ideogramas, como o chinês, em que a imagem que é lida como ideia.
Aliás, até quando alinhamos dois emojis para gerar uma terceira imagem mental (tipo 🚀 + 🌕 = “Corrida Espacial”), o mecanismo é o mesmo dos ideogramas compostos, que são os formados por outros ideogramas. Que, de resto, existem há mais de 5 mil anos! Vamos saber mais sobre esses sistemas e sobre como eles “se juntaram” na tela do seu smartphone.

Ideograma, fonema, emoji

Os sistemas de escrita fonéticos, como o que usamos neste texto, são uma derivação de ideogramas (que representam ideias) e pictogramas (que representam elementos concretos). Mas, derivam como?

Os sinais gráficos da escrita fonética (as letras) começaram com imagens que foram sendo simplificadas e associadas a sons, gerando letras e fonemas (que são a menor unidade sonora de uma língua). Os fonemas, por sua vez, passaram a ser combinados para formar outras palavras.
Um exemplo: a letra “A”, que nasceu do antigo hieróglifo egípcio “cabeça de boi” (e que tinha o som de “a”) e foi adaptada para a escrita proto-semítica como “Aleph”, depois pelos fenícios até chegar ao grego como “alfa” (“α”) e ao latim como “A”, passando então ao nosso alfabeto.
Os emojis, como vimos, são parentes ao mesmo tempo mais jovens e próximos dos ideogramas e dos pictogramas. Isso porque eles sintetizam ideias e objetos, e não fonemas: não há, por exemplo, um emoji para o fonema “mu”, mas há dois para vaca.
Assim, quando lemos uma frase que soma texto e emoji, na verdade estamos vendo uma fusão de sistemas – algo muito peculiar e interessante! Em tempo: na China dos ideogramas, é claro, também se usa emojis.
Em síntese, você pode usar emojis “sem medo de ser feliz” porque eles são práticos e, também, porque estão diretamente ligados ao desenvolvimento da linguagem e da escrita. E têm a ver com alfabetização e letramento, duas metas fundamentais da educação.
Mas, quando eles surgiram? É o que vamos descobrir agora.

No começo, um ponto-e-vírgula e um parêntesis

O quê?! Exatamente: junte esses dois sinais de pontuação, olhe de lado e você vai ter uma carinha sorridente – 😉 – que sinaliza ironia, cumplicidade ou bonacheirice. Tudo isso em apenas dois toques no teclado!
A “carinha sorridente piscando” é um clássico pré-histórico do universo dos emojis. Na verdade, ele não é um emoji, mas um “emoticon”. A palavra foi dicionarizada pelos especialistas da universidade de Oxford como “uma representação de uma expressão facial formada por uma breve sequência de caracteres de teclado (normalmente, para ser vista de lado) e usada em correios eletrônicos etc. para mostrar os sentimentos do emissário ou o tom pretendido na mensagem”. Percebeu que a definição fala em “expressão facial”? Taí a grande diferença entre os emoticons e os emojis; enquanto aqueles são “carinhas”, estes vão além!

O nascimento dos emoticons

Os emoticons nasceram no dia 19 de outubro de 1982, quando Scott Fahlman (foto ao lado), professor de Ciência da Computação da Carnegie Mellon University (EUA), criou uma regra simples para “botar ordem” nas mensagens de um dos primeiros fóruns eletrônicos do mundo, usados por estudantes e professores da instituição. A ideia era simples: mensagens sérias seriam complementadas pela “carinha” 🙁 ; mensagens irônicas ou piadas, com 🙂. Simples e efetivo!
Anos 1980 e 1990. A ideia de Scott Fahlman deu tão certo que gerou centenas de emoticons, criados pelos participantes dos fóruns. Eles incluíam a nossa conhecida “piscadinha”, a “surpresa” ( :-O ) e a “careta” ( 😛 ), além de peças complexas como o “Shrug”, ¯\_(ツ)_/¯, que significa algo como “não sei” ou “puxa vida, não há o que fazer nesta situação”.
Naquela época, vale lembrar, surgiram pequenos aparelhos para a troca de mensagens instantâneas de texto – os chamados “pagers” ou, no Brasil, “bipes” -, que também veiculavam muitos emoticons.

A revolução dos pixels

O que mais chama a atenção nos emoticons é a “sacada” que seus criadores tiveram para transformar sinais gráficos existentes, como pontos, vírgulas, traços e parêntesis, em partes de outros elementos gráficos com significados totalmente diferentes. Esses sinais, é claro, tinham limitações, mas eram aproveitados com o máximo de criatividade.

Ao mesmo tempo em que a “nova linguagem” era criada, a computação gráfica dava saltos. Nos anos 1970 e 1980 houve o surgimento dos jogos eletrônicos, que, graças à genialidade dos cientistas da computação, transformaram pixels – a menor unidade de uma imagem digital, aquele “pontinho de luz” que se repete na tela – em imagens elaboradas. Com o tempo, o tamanho dos pixels foi ficando menor, o que permitiu construir imagens mais elaboradas nas telas, e também imagens complexas menores.
A partir disso, muita coisa seria possível. Como, por exemplo, substituir os sinais gráficos (que eram formados por pixels) pelos próprios pixels. Eureka! Porta aberta para uma nova criação – os emojis! Vamos descobrir como eles nasceram e quem os criou.

Era uma vez no Japão

Voltemos nossos olhos para o Oriente. Mais exatamente para o Japão dos anos 1980, que surgia como superpotência econômica e tecnológica. Uma civilização cheia de história e apaixonada pelo novo, pelo digital e pelo miniaturizado, e com um enorme envolvimento tanto com as artes gráficas quanto com o entretenimento. Sem contar o uso cotidiano tanto de sistemas fonéticos quanto de ideogramas e pictogramas. O lugar ideal, enfim, para o nascimento dos emojis, que somam tudo isso!

Os primeiros emojis foram imaginados e criados pelo designer japonês Shigetaka Kurita (foto ao lado) e sua equipe na década de 1990. Na verdade, o primeiríssimo emoji foi o de um coração, que eles desenvolveram para um software da rede de telefonia NTT DoCoMo voltado a adolescentes.
A novidade foi um grande sucesso, e levou Kurita a imaginar um conjunto de 176 pictogramas com dimensões de 12 pixels x 12 pixels. Esse primeiro “set”, lançado em 1999, incluía emojis clássicos como “cara sorridente”, “sol” e “lâmpada”. E fez sucesso rapidamente, utilizado pelas pessoas nos sistemas digitais de troca de mensagens e, pouco tempo depois, na internet (que, naquele momento, já estava nas casas das pessoas).
O mais interessante foi perceber que as pessoas não duvidaram nem um instante em usar ou compreender o uso dos emojis. A leitura dos sinais pode passar, eventualmente, por variações regionais, mas, na média, eles se converteram em linguagem universal. Se você envia uma “carinha zangada” ao Japão, por exemplo, ela com certeza será lida e entendida!
Antes de avançar, vamos resolver um enigma: por que “emoji” tem esse nome? Tem a ver com “emoção”? Vamos descobrir.

A imagem-letra

Ainda que possamos fazer uma associação linguística entre “emotion”, “emoticon” e “emoji”, no caso desta última palavra a origem é mais específica. “Emoji” é a transliteração de 絵文字, palavra formada por 絵 (“e”, imagem) e 文字 (“moji”, caractere). Assim, emoji significa, literalmente, pictograma ou “imagem-letra”. O que faz todo sentido.

Uma linguagem viva

Com a tecnologia e as ferramentas disponíveis, qualquer pessoa com certo nível de conhecimento técnico poderia desenvolver seus próprios emojis. Isso, porém, não acontece justamente porque os emojis foram percebidos como uma linguagem, ou seja, como algo que é compartilhado e compreendido por muita gente. Assim como inventar palavras pode fazer com que a comunicação “bata na trave”, o mesmo vale para os emojis.


Neste exato momento existem 3.953 emojis oficiais, reconhecidos pelo Unicode Consortium, entidade sem fins lucrativos que mantém o padrão Unicode, que é o sistema universal de codificação de caracteres digitais. Esse sistema – que é utilizado no seu computador e no seu celular – foi criado no final dos anos 1980 pelos engenheiros Joe Becker, Lee Collins e Mark Davis.
Ou seja: há muito mais emojis do que nossos dedos costumam teclar! Para conhecê-los (e ampliar seu repertório), vale visitar e colocar na lista de favoritos a Unicode Emoji List, que reúne todos eles.

Vale observar que os emojis formam um sistema de linguagem vivo, ou seja, em constante expansão. E qualquer pessoa pode contribuir! Para isso, deve entrar em contato com o próprio Unicode Consortium e fazer a proposta.
Os integrantes do consórcio avaliam o novo sinal com base em critérios como relevância cultural, clareza visual, frequência de uso esperado e ausência de redundância com emojis já existentes. Os emojis aprovados são adicionados oficialmente à lista, com código único e descrição. Em média, cerca de 120 novos emojis foram incorporados à lista por ano nos últimos seis anos (a exceção ficou com 2021, na pandemia, com 31 acréscimos).

Conclusão: as surpresas da linguagem

Os emojis são um bom exemplo da capacidade humana de desenvolver linguagens e de romper barreiras culturais em nome de uma comunicação mais rápida e que possa chegar mais longe. Mais ainda, eles nos forçam a olhar ao mesmo tempo para a frente e para trás, ou seja, perceber como ideogramas, pictogramas e pixels se uniram para gerar algo de enorme impacto para a sociedade global. Emojis, enfim, não são “enfeites” em mensagens digitais, mas, efetivamente, conteúdo e cultura. Curtiu? Então, manda um “joinha”! 👍

Imagens que ilustram esta matéria: Magnific IA (1) Getty Images (2, 3, 5), Wikipedia (4, 6, 7) e Unicode Emoji List (8).

Xaxim (SC): exemplo em avaliação diagnóstica da aprendizagem

Xaxim: em 6 anos, as avaliações já chegaram a 20 mil estudantes da Educação Básica. Foto: Editora Opet.

Nos últimos seis anos, o município de Xaxim, no Oeste de Santa Catarina, colocou a avaliação diagnóstica da aprendizagem entre suas prioridades.

O foco: evolução dos estudantes, fortalecimento do trabalho docente e estruturação da aprendizagem. Para alcançar esses objetivos, tem o apoio do Programa Indica, da Editora Opet, que desde 2021 realiza avaliações com os estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

“Desde o início da parceria, foram aplicadas 40 mil provas que avaliaram 20 mil estudantes”, conta a coordenadora do Indica, Silneia Chiquetto. O trabalho envolveu os professores e os gestores do município em orientações para a aplicação. E, é claro, os estudantes e suas famílias, protagonistas de todo o processo.

Estratégico

Em Xaxim, o trabalho com a avaliação diagnóstica é coordenado por uma equipe formada pelas professoras Marineiva Moro, Rejane Lunardi, Liamara Tonello e Claudia Matiello. Na avaliação de Marineiva, que é doutora em Educação e coordenadora na Secretaria Municipal de Educação de Xaxim, o trabalho com o Indica é muito importante. “Hoje, contamos com dados reais de aprendizagem, o que nos permite compreender melhor o desenvolvimento dos estudantes e planejar ações pedagógicas mais efetivas”, explica. “Esses dados se tornaram insumos fundamentais para o planejamento do ensino, auxiliando professores e gestores na tomada de decisões e na construção de estratégias que potencializam o aprender de cada estudante.”

Nova etapa

Nos dias 2 e 3 de junho ocorreu mais uma etapa avaliativa, que envolveu todos os estudantes do 1º ao 9º ano. A novidade foi a adoção dos novos cadernos de prova, que tiveram as questões atualizadas.
“Não houve uma mudança estrutural nas provas, apenas nas questões. Assim, os estudantes não sentiram diferença”, explica Silneia. “Os cadernos atualizados permitem uma avaliação mais precisa.”

Para Rejane Lunardi, os ajustes nos cadernos de prova foram muito positivos. “De acordo com os relatos que recebemos das coordenações pedagógicas, os instrumentos estão mais alinhados aos conteúdos trabalhados nacionalmente, sem deixar de respeitar as singularidades da realidade de Xaxim”, observa. “Isso contribui para que a avaliação seja mais coerente com o percurso formativo dos estudantes e ofereça resultados ainda mais consistentes para análise pedagógica.”

Dados

Depois de preenchidos pelos estudantes, os cartões-resposta são enviados a Curitiba e digitalizados. As respostas são analisadas e transformadas em relatórios disponíveis na Plataforma Indica. Todos esses dados, destaca Silneia, também são apresentados aos educadores ao vivo junto com ideias para o planejamento das ações de intervenção.

Olhando de perto

O engajamento de professores e gestores tem sido fundamental para o sucesso do processo avaliativo. Foto: Editora Opet.

A equipe do Indica também esteve em seis das dez escolas participantes para acompanhar as provas. “Esse momento permitiu esclarecer dúvidas e perceber o ‘clima’ do processo”, explica Silneia. “Vimos que já existe uma cultura internalizada de avaliação, o que é excelente porque o retrato da aprendizagem que nasce das provas é ainda mais fiel.”
Nesse sentido, Liamara Tonello destaca que Xaxim quer avançar. “Vamos intensificar o diálogo com professores e famílias para que todos compreendam o Indica como um instrumento de qualificação do processo de desenvolvimento cognitivo dos estudantes, e não apenas como uma prova.” Ela conta que estão previstas reuniões com as famílias ao final do processo avaliativo para apresentação e discussão dos dados.

Avaliações foram realizadas com os novos cadernos de provas. Foto: Editora Opet.

Novidades do Programa

Silneia também esteve reunida com os coordenadores da Secretaria e das escolas para apresentar as novidades do Programa, como os novos cadernos de provas, a ferramenta de IA para a construção dos planos de intervenção, os leitores digitais dos cartões-resposta e a possibilidade de realização das provas em formato online.
O município também trouxe uma novidade: uma das escolas participantes, a EBM Ari Lunardi, montou, em caráter de projeto-piloto, um comitê de aplicação de provas. “Houve formação específica para os aplicadores e foi realizado um processo de seleção e remanejamento de profissionais a comissão. Essa organização buscou garantir a seriedade, a transparência e a qualidade do processo avaliativo, além de fortalecer a cultura de responsabilidade coletiva em torno da avaliação”, explica Claudia Matiello.
A criação desse comitê, destaca Silneia, reforça a seriedade com que Xaxim trabalha com a avaliação diagnóstica. “É um passo importante para tornar o trabalho ainda mais individualizado, mais atento à qualidade e às questões locais. Algo que nós, do Indica, valorizamos muito porque se reflete em melhora na aprendizagem e evolução na educação.”

Conheça a Lia: sua parceira virtual na educação!

Professor ou gestor parceiro da Editora Opet: quando você se conectar à Plataforma Educacional Opet Inspira, vai perceber algo diferente. No canto inferior direito da tela inicial vai aparecer o ícone da assistente virtual Lia.

Ela foi desenvolvida pelo time de Tecnologia Educacional (TE) da Editora Opet para facilitar a vida dos educadores e melhorar a qualidade do atendimento. Ela está na Plataforma, nos atendimentos via Whatsapp (pelo 41 99806-1273) e também por e-mail (atendimentote@opeteducation.com.br).

“Quando concebemos a Lia, pensamos em um assistente virtual que somasse o poder da IA com a intencionalidade do atendimento”, explica Rogéria Nassarden, assessora de TE da Editora. “Um recurso amigável, humanizado e altamente responsivo, isto é, que respondesse às demandas.”

Lia: assistente virtual agiliza a resolução de problemas de TE.

O trabalho envolveu toda a equipe, que realizou diversos testes ao longo do desenvolvimento e implantação, nos últimos meses, para garantir sua qualidade e funcionamento. O avatar – representando uma professora brasileira – foi desenvolvido pela designer Danielly Schmidt, do Marketing da Editora.

Quem pode utilizar?

O foco são os professores e gestores das redes pública e privada parceiros da Editora Opet.

“Na Plataforma Opet Inspira, o acesso é feito exclusivamente pelo perfil ‘docente’. Queremos que a Lia funcione como um parceiro ideal dos profissionais de educação”, explica Rogéria.

E quando usar?

Nesta primeira fase, a assistente estará totalmente focada em apoiar os educadores em dúvidas relacionadas à própria Tecnologia Educacional (TE).

“Isso significa que pode ser acionada para ajudar na navegação da Plataforma Opet Inspira, acesso a materiais digitais, uso de ferramentas e suporte técnico. Se o desafio for tecnológico, a LIA resolve!”, garante Rogéria.

Perto da TE, junto das pessoas

A implantação da assistente virtual marca um fortalecimento do trabalho da TE na Editora. Isso porque a ferramenta trabalha junto com a equipe, ampliando sua capacidade de resposta.

“Quando as dúvidas são mais relacionadas às questões do dia a dia, a LIA responde rápido e com precisão. Nos casos mais complexos ou específicos, ela aciona diretamente a equipe, que soluciona o problema. Em outras palavras: o professor nunca fica sem resposta e tem um canal facilitado com os nossos especialistas sempre que precisar”, explica.

Gostou?

Então, acesse a plataforma!  Agora é sua vez de conhecer a Lia e descobrir como ela pode facilitar o seu dia a dia na educação!

Chegou “Vivências e Memórias”, a nova coleção da Editora Opet para a Educação Infantil!

No contexto da Educação Infantil, as palavras “vivências” e “memórias” têm um significado especial. Elas evocam a potencialidade das vivências das crianças como experiências de aprendizagem concretas, sociais e culturais que sustentam práticas de registro, narrativa, linguagem, escuta e reflexão.

E é por isso que elas foram escolhidas para batizar a nova Coleção da Editora Opet para a Educação Infantil na área pública. “A coleção Vivências e Memórias caminha exatamente nessa direção”, explica a gerente editorial da Editora, Marcele Quaglio Tavares. E faz isso olhando para os documentos oficiais da educação brasileira e, também, para a Pedagogia Histórico-Crítica.

Capas do “Livro de Vivências”, componente essencial da Coleção Vivências e Memórias.

“Nessa perspectiva, compreendemos a infância como um tempo de experiências significativas, construção de sentidos e formação humana integral”, observa. “A linha editorial articula experiência, cultura e aprendizagem, apoiando o professor em práticas consistentes e intencionalmente planejadas.”

🗨️ Escuta e criação

A Coleção, reforça a gerente, também nasceu do contato permanente dos formadores pedagógicos da Editora com professores e gestores da Educação Infantil de todo o país, nas redes municipais parceiras.

Esse, aliás, foi o primeiro passo. “Para começar, nós escutamos as pessoas que seriam impactadas pela coleção. A proposta nasceu desse encontro e do entendimento das necessidades e desejos de quem está na escola, no dia a dia com as nossas crianças”, explica.

A partir disso, foi feita uma articulação com a linha pedagógico-editorial da Editora. Então, a Coleção e seus materiais complementares começaram a ser desenhados com as características técnicas adequadas para atender às necessidades das crianças e dos educadores.

Na sequência, a equipe trabalhou na criação de um conceito visual que representasse essa intencionalidade pedagógica. E, em seguida, foi feito o convite às autoras do material, especialistas com grande vivência na Educação Infantil um olhar alinhado à concepção da Coleção.

🌱 Zelo pela Educação Infantil

“Acredito que conseguimos oferecer uma Coleção que se destaca pelo respeito às infâncias e ao tempo das crianças da Educação Infantil”, analisa Marcele. “Cuidamos com muito zelo de cada escolha de imagem, da adequação das propostas e da clareza na comunicação. Construímos materiais completos e de uso prático pelos educadores, com propostas claras e objetivas para dar todo o suporte de que eles necessitam.”

🧸 Estrutura

“Vivências e Memórias” é formada por dois volumes principais, o “Livro de Vivências” e o “Livro de Memórias”. “No Livro de Vivências, apresentamos propostas de experiências significativas para incentivar brincadeiras e interações das crianças. E, no Livro de Memórias, a criança protagoniza o registro das narrativas conforme sua escolha e suas lembranças.”

Capas do “Livro de Memórias”.

Esse arco de experiências, explica Marcele, é complementado por uma série especial de livros de literatura (dez títulos, dois para cada nível) sensíveis e aderentes à proposta da Coleção.

Algumas das capas dos livros de Literatura da Coleção. Ideia é aproximar as crianças dos livros e da leitura.

O “Livro Diário” acrescenta mais uma camada ao trabalho, dando suporte à comunicação família-escola e reforçando um aspecto-chave da proposta Opet, o da proximidade por uma formação integral. 

E os recursos complementares do professor – como o “Calendário” e os painéis “Nosso Dia” e “Nossa Rotina” – contribuem para a composição do ambiente de aprendizagem.

🤲 Para os educadores

Professores e coordenadores pedagógicos contam com dois livros específicos que apoiam o trabalho.  No caso dos docentes, o Livro do Professor (imagem abaixo), semestral, integra a fundamentação teórica com um guia prático de mediação e traz, ainda, orientações em páginas espelhadas do Livro da Criança.

E os coordenadores pedagógicos contam com o Livro da Coordenação, desenvolvido para apoiar a gestão na Educação Infantil com acolhimento, consistência e excelência.

🤖 A Coleção e os REDs

No desenvolvimento da Coleção “Vivências e Memórias”, conta Marcele, houve uma preocupação muito grande em relação aos recursos educacionais digitais (REDs), que se caracterizam pela intencionalidade pedagógica. “São vídeos, animações, jogos, músicas e até recursos de Realidade Aumentada (RA) para oportunizar vivências significativas e que favoreçam a relação da criança com o mundo digital de forma segura, responsável e adequada à faixa etária”, explica.

Todos os REDs estão disponíveis no ambiente da criança, na Plataforma Opet Inspira. Para facilitar o acesso, sempre que há algum recurso digital associado ele é sinalizado com um QR Code nas páginas do “Livro de Vivências”.

[DESTAQUE]
Um projeto gráfico centrado na criança

Encantamento. Tempo. Natureza. Espaço. Cor. Sensibilidade. Conhecimento. Juntas, essas palavras poderiam resumir o que é o projeto gráfico da Coleção “Vivências e Memórias”, que reúne intencionalidade pedagógica e protagonismo da criança.
As páginas são “limpas”, isto é, sem excessos gráficos, e focam na natureza e nas miudezas da vivência no cotidiano infantil. “Além disso, demos prioridades a imagens reais, que a criança consegue reconhecer e relacionar com suas observações do mundo”, conta Marcele. “Escolhemos cuidadosamente os estilos das ilustrações utilizadas no material, evitando estereótipos e trazendo riqueza artística para a coleção.”

As capas são do artista piauiense Irineu Santiago, cujas obras se caracterizam pela sensibilidade e expressividade. “Os traços e as cores geram emoção. Essa escolha representa o nosso cuidado estético e a valorização da forma de representar o corpo, o gesto e o movimento, que são pilares para a aprendizagem das crianças”, conclui Marcele.