
Nos últimos seis anos, o município de Xaxim, no Oeste de Santa Catarina, colocou a avaliação diagnóstica da aprendizagem entre suas prioridades.
O foco: evolução dos estudantes, fortalecimento do trabalho docente e estruturação da aprendizagem. Para alcançar esses objetivos, tem o apoio do Programa Indica, da Editora Opet, que desde 2021 realiza avaliações com os estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental.
“Desde o início da parceria, foram aplicadas 40 mil provas que avaliaram 20 mil estudantes”, conta a coordenadora do Indica, Silneia Chiquetto. O trabalho envolveu os professores e os gestores do município em orientações para a aplicação. E, é claro, os estudantes e suas famílias, protagonistas de todo o processo.
Estratégico
Na avaliação da professora Marineiva Moro, doutora em Educação e coordenadora na Secretaria Municipal de Educação de Xaxim, o trabalho com o Indica é muito importante. “Hoje, contamos com dados reais de aprendizagem, o que nos permite compreender melhor o desenvolvimento dos estudantes e planejar ações pedagógicas mais efetivas”, explica. “Esses dados se tornaram insumos fundamentais para o planejamento do ensino, auxiliando professores e gestores na tomada de decisões e na construção de estratégias que potencializam o aprender de cada estudante.”
Nova etapa
Nos dias 2 e 3 de junho ocorreu mais uma etapa avaliativa, que envolveu todos os estudantes do 1º ao 9º ano. A novidade foi a adoção dos novos cadernos de prova, que tiveram as questões atualizadas.
“Não houve uma mudança estrutural nas provas, apenas nas questões. Assim, os estudantes não sentiram diferença”, explica Silneia. “Os cadernos atualizados permitem uma avaliação mais precisa.”
Para Marineiva Moro, os ajustes nos cadernos de prova foram muito positivos. “De acordo com os relatos que recebemos das coordenações pedagógicas, os instrumentos estão mais alinhados aos conteúdos trabalhados nacionalmente, sem deixar de respeitar as singularidades da realidade de Xaxim”, observa. “Isso contribui para que a avaliação seja mais coerente com o percurso formativo dos estudantes e ofereça resultados ainda mais consistentes para análise pedagógica.”
Dados
Depois de preenchidos pelos estudantes, os cartões-resposta são enviados a Curitiba e digitalizados. As respostas são analisadas e transformadas em relatórios disponíveis na Plataforma Indica. Todos esses dados, destaca Silneia, também são apresentados aos educadores ao vivo junto com ideias para o planejamento das ações de intervenção.
Olhando de perto

A equipe do Indica também esteve em seis das dez escolas participantes para acompanhar as provas. “Esse momento permitiu esclarecer dúvidas e perceber o ‘clima’ do processo”, explica Silneia. “Vimos que já existe uma cultura internalizada de avaliação, o que é excelente porque o retrato da aprendizagem que nasce das provas é ainda mais fiel.”
Nesse sentido, Marineiva destaca que Xaxim quer avançar. “Vamos intensificar o diálogo com professores e famílias para que todos compreendam o Indica como um instrumento de qualificação do processo de desenvolvimento cognitivo dos estudantes, e não apenas como uma prova.” Ela conta que estão previstas reuniões com as famílias ao final do processo avaliativo para apresentação e discussão dos dados.

Novidades do Programa
Silneia também esteve reunida com os coordenadores da Secretaria e das escolas para apresentar as novidades do Programa, como os novos cadernos de provas, a ferramenta de IA para a construção dos planos de intervenção, os leitores digitais dos cartões-resposta e a possibilidade de realização das provas em formato online.
O município também trouxe uma novidade: uma das escolas participantes, a EBM Ari Lunardi, montou, em caráter de projeto-piloto, um comitê de aplicação de provas. “Houve formação específica para os aplicadores e foi realizado um processo de seleção e remanejamento de profissionais a comissão. Essa organização buscou garantir a seriedade, a transparência e a qualidade do processo avaliativo, além de fortalecer a cultura de responsabilidade coletiva em torno da avaliação”, explica Marineiva.
A criação desse comitê, destaca Silneia, reforça a seriedade com que Xaxim trabalha com a avaliação diagnóstica. “É um passo importante para tornar o trabalho ainda mais individualizado, mais atento à qualidade e às questões locais. Algo que nós, do Indica, valorizamos muito porque se reflete em melhora na aprendizagem e evolução na educação.”
