Live reúne mil professores de Santana de Parnaíba (SP) para discutir os protocolos de retorno às aulas presenciais

A volta às aulas presenciais é uma questão importante da educação neste momento em várias partes do mundo. Qual o caminho para que esse retorno seja seguro? Quais os protocolos a serem adotados e como garantir a proteção das pessoas? E, nesse processo, como aproveitar os conhecimentos adquiridos durante a pandemia em relação, por exemplo, às ferramentas digitais?

Live com a equipe pedagógica da Editora reuniu mil profissionais de educação em Santana de Parnaíba.

Essas e outras perguntas foram respondidas na quarta-feira (09) para mais de mil professores do Ensino Básico (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) que participaram da live promovida pela Editora Opet com o município de Santana de Parnaíba, parceiro em São Paulo. O encontro, que foi introduzido pela assessora pedagógica Márcia Ribeiro e conduzido pelas supervisoras pedagógicas Marina Cabral Rhinow e Rúbia Cristina da Costa, examinou o tema à luz do Parecer Nº 11, de 2020, do Conselho Nacional de Educação (CNE).

“Em primeiro lugar, é importante frisar a participação dos professores, gestores e funcionários da educação nas discussões da live”, observa a supervisora Rúbia Cristina. “Eles fizeram colocações, trouxeram dúvidas, perguntas, e isso foi interessante para nortear a discussão.” Rúbia explica que a ideia foi aproximar os participantes das sugestões e orientações do Parecer Nº 11 do CNE, que trata dos protocolos para um eventual retorno às aulas.

O secretário municipal de Educação de Santana de Parnaíba, Clecius Romagnoli, destacou que ainda não há uma data de retorno definida para as aulas presenciais no município, mas que, ainda assim, é fundamental planejar e conversar com a comunidade escolar sobre o tema.

“Devemos ouvir todos os representantes da comunidade escolar. É de extrema importância encontrar caminhos juntos, para que possamos retornar com segurança. Oferecendo, enfim, a garantia da vida e a continuidade do processo de ensino-aprendizagem.” Clecius reforçou o valor da equipe da secretária de Educação – professores, gestores, funcionários –, que, segundo ele, trabalha exemplarmente para manter o alto nível do ensino no município.

O secretário observa que, em Santana, os procedimentos para um eventual retorno estão sendo assumidos em um processo que envolve a própria secretária, a vigilância sanitária, o ministério público e as famílias dos estudantes. E que o município já está se preparando tanto em relação à adequação dos espaços quanto em relação à formação das pessoas para os novos procedimentos de segurança, saúde e apoio emocional.

O gerente comercial da Editora Opet para a área pública, Roberto Costacurta, se disse muito feliz pela receptividade dos professores à live promovida pela Editora Opet. Segundo ele, é importante contribuir para que os municípios parceiros tenham total segurança, em todos os aspectos, quando do retorno. “Hoje, as incertezas são muitas e nós, da Editora Opet, podemos ajudar no processo de esclarecimento porque estamos próximos das secretarias, das escolas, e também das discussões de documentos e normativas da educação”, observa. “Nessa live, ajudamos a traduzir as normas e recomendações para uma perspectiva prática, trazendo mais segurança e serenidade para os profissionais da educação. E isso nos alegra muito.”

Parceiros Opet: o folclore digital do Instituto da Criança

O folclore, este universo de saberes, crenças, conhecimentos e artes populares, é um dos grandes patrimônios da humanidade. No caso do Brasil, ele é especialmente rico, já que nasce das contribuições das culturas indígenas, africanas e europeias que formaram a nossa sociedade.

O folclore brasileiro deve ser mais conhecido e vivido, em especial pelas novas gerações. Foi pensando nisso e tendo como motivo o Dia do Folclore (comemorado no dia 22 de agosto) que o Instituto da Criança, parceiro da Editora Opet em São Gonçalo do Amarante (RN), promoveu um festival de folclore online que mobilizou gestores, professores, estudantes e famílias.

A coordenadora do Ensino Fundamental II (Anos Finais) do Instituto, professora Ranilza Silva, conta que o “Festival Folclórico Online IC” teve como tema o folclore, com foco nos aspectos culturais locais. “Quisemos resgatar nossa cultura e valores. Além de retratar o folclore brasileiro, foi um momento para falar das nossas histórias e raízes. Buscamos mostrar que, assim como em outras cidades, São Gonçalo do Amarante também é rica em cultura.”

Live sobre folclore envolveu professores, estudantes e familiares em São Gonçalo do Amarante (RN). Crédito: Instituto da Criança

A professora Luara Carvalho, de Língua Portuguesa, coordenou o projeto junto com Ranilza. Ela explica que uma das finalidades do festival foi trazer mais conhecimento e leveza à vida das pessoas. Pensamos em algo que pudesse estimular nossos alunos e professores e avivar as memórias do que é nosso, da nossa cultura. Então, passamos a pensar quais aspectos do folclore gostaríamos de vivenciar com os nossos alunos. Selecionamos trava-línguas, brincadeiras, lendas e crendices.” Nesse processo, a escola contou com a participação de um artista local, Victor Melo, que enriqueceu festival.

Para festejar o folclore, a escola usou todas as ferramentas digitais disponíveis: WhatsApp, Instagram, Google Meet (oferecido pela Editora Opet) e Youtube. E deu muito certo. “Foi uma semana repleta de ‘folguedos’”, ri Luara.

“Começamos com um bate-papo descontraído com o Victor Melo, que interpreta vários papéis e que compareceu à live caracterizado de Birico, um personagem do Boi de Reis, Bumba Meu Boi ou Boi Calemba, como é mais conhecido em nossa região”, conta.

Cada dupla ou grupo de professores ficou responsável por uma atividade. A escola preparou “desafios folclóricos”, que eram prontamente respondidos pelos estudantes. O grau de engajamento deles e das famílias foi altíssimo.

O primeiro desafio, explica Luara, foi gravar um vídeo com um desafio trava-língua, o segundo foi outra gravação para explicar sobre uma brincadeira e o terceiro foi postar uma foto caracterizada de um mito do folclore brasileiro. “As criações ficaram incríveis!”, comemora.

Estudantes caracterizados como Iara e o Boto para um dos desafios do Festival de Folclore. Crédito: Instituto da Criança

Finalizando o projeto, os professores fizeram um bate-papo online via Google Meet e transmitido pelo YouTube no canal da escola. “Falamos sobre as crendices que crescemos ouvindo, fazendo e/ou vivendo de alguma forma”, explica Luara. A temática foi “Eu cresci acreditando em…” e gerou várias histórias, memórias e explicações. Com apoio do professor de História, foi possível ir mais longe na compreensão das crendices e dos mitos.

Colaboração Opet – A Editora Opet, que é parceira do Instituto da Criança, ajudou a viabilizar o processo. E isso se deu por meio tanto da tecnologia quanto dos materiais didáticos. As ferramentas digitais foram de grande importância”, conta Ranilza. “A Plataforma Inspira foi um apoio durante as aulas dos professores ao longo da semana, assim como o Meet do Google for Education, que possibilitou reunir os professores em um só lugar virtual para levarmos o conhecimento aos nossos estudantes no último dia do projeto.”

A coordenadora destaca a importância da parceria com a Editora para o sucesso digital da escola. “A Opet vem contribuindo de forma significativa com as ferramentas digitais, e os nossos professores-aprendizes desse novo formato estão ressignificando as aulas. Os projetos vão além dos conteúdos, pois buscamos resgatar valores históricos e vivências que internalizam a vida pessoal e social dos nossos estudantes.”

Sobre a integração entre a proposta do festival e as coleções Opet, quem fala é a professora Luara. “Houve uma integração perfeita! Em especial, com o material de Língua Portuguesa, que, através do gênero textual lenda e da prática da oralidade, conseguiu ampliar e enriquecer o trabalho.”

Escola antenada – A professora Janaína Bezerra é a assessora pedagógica da Editora Opet responsável pelo atendimento do Instituto da Criança. Para ela, o Festival de Folclore é um exemplo de valorização do material Opet dentro do contexto atual. “Além das ferramentas tecnológicas, a escola integrou o uso do material físico e da nossa proposta de educação, o que vai totalmente ao encontro da finalidade da parceria.”

Segundo Janaína, a parceria com o Instituto da Criança é muito sólida e veio para ficar. “A escola tem um projeto educativo alinhado com o material didático e a filosofia Opet de uma educação humana, cidadã, transformadora e inovadora. A equipe acata nossas sugestões e está antenada com nossas orientações através das formações pedagógicas.”

Foco, concentração e disciplina na quarentena: dicas para educadores organizarem sua rotina de Home Office

Sabemos o quanto pode ser difícil ter que mudar abruptamente os horários, estrutura, ambiente e modo de trabalho. A pandemia da COVID-19 exigiu que os profissionais da educação encontrassem maneiras rápidas e eficazes de adaptar suas metodologias ao ambiente virtual para dar seguimento ao ano letivo. Trabalhar em casa, porém, traz desafios que vão além da abordagem e método de ensino. São questões individuais e pessoais que influenciam diretamente no nosso desempenho, mas que podem ser trabalhadas a partir de uma reorganização da rotina e dos espaços.

Separamos 3 dicas básicas e cruciais para ajudar você a eliminar os fatores que causam desconcentração, dispersão, cansaço mental e improdutividade nesta quarentena.

 

1- Organize e defina seu espaço de trabalho

Estudos apontam que trabalhar em ambientes comuns de “descanso”, como o quarto, pode fazer com que nosso cérebro entre em um estado de confusão sobre quais impulsos deve enviar ao corpo. Isso acontece porque criamos associações mentais entre aquilo que estamos fazendo, o que deveríamos fazer e o lugar onde estamos.

Dessa forma, não só a produtividade é prejudicada, como também o nosso sono e, consequentemente, nossa saúde física e mental.

Por isso, é de extrema importância que as atividades do trabalho sejam realizadas fora do quarto, em um escritório ou mesmo em um outro cômodo que facilite o foco. A ideia é configurar a mente para um novo ambiente – nunca, o quarto – que seja associado ao trabalho. Assim, o sono e o relaxamento do corpo e da mente acontecerão com mais facilidade e qualidade.

Também é importante que o espaço seja organizado e sem muitos estímulos visuais e sonoros, para ajudar na concentração.

 

2- Gerencie seu tempo

Preparar as aulas virtuais pode demandar de mais tempo do que estamos acostumados. A maioria dos professores não tem experiência prévia com aulas remotas e acaba tendo dificuldades para desenvolver os conteúdos e atividades.

E está tudo bem! Esse formato é uma solução temporária, que tem exigido muito aprendizado por parte dos educadores. E aprendizado, como todos sabemos, não acontece de uma hora para outra.

Por isso, tenha como prioridade o bom gerenciamento do seu tempo. Divida sua rotina com horários estipulados para estudos e atualizações.

Se você destinar uma hora diária para pesquisar dicas de abordagens e atividades virtuais, em uma semana você terá desenvolvido inúmeras habilidades e aprendido coisas valiosas para ser mais ágil e assertivo no preparo das aulas.

Para isso, você vai precisar de disciplina e planejamento. Então, aposte em tabelas para que você possa visualizar melhor as horas do seu dia, organizando seus horários e eliminando a sensação de sobrecarga e falta de tempo.

 

3-Cuide da sua saúde mental

A ansiedade gerada pela instabilidade e vulnerabilidade que cerca nossas vidas pode fazer com que fiquemos estagnados, presos no medo e no sentimento de impotência. Ao organizar a sua rotina, não esqueça de destinar um tempo para realizar alguma atividade que traga a sensação de bem estar, seja envolvendo arte, cozinha, meditação, leitura, música ou qualquer outra coisa da sua preferência.

“Mas isso influencia no meu trabalho?”, você pode se pergunta. E a resposta é: sim, e de forma direta! Se você tem momentos de prazer e autocuidado, sua mente consegue se reabastecer de estímulos positivos, recuperar-se do cansaço e concentrar mais energia durante o trabalho.

Conte para a gente como tem sido sua rotina de trabalho em casa e se você tem encontrado dificuldades para se manter produtivo (a) nessa quarentena. Se sim, aplique essas dicas na sua rotina e depois nos conte os resultados. Se não, conte para a gente como você faz para aliviar essa pressão e se manter focado (a).

Ter uma rede de apoio e conversar sobre as experiências é excelente para saber que não estamos sozinhos – e que logo tudo isso vai passar, com boas lições!

As Sequências Didáticas da Editora Opet

Cientes da responsabilidade de oferecer uma educação que aproxima e emancipa, ainda no início do período de distanciamento social desenvolvemos materiais para orientar e inspirar professores no planejamento de suas aulas remotas. As Sequências Didáticas da Editora Opet foram elaboradas por nossa equipe de especialistas, associando-as também aos materiais didáticos e explorando recursos alternativos para que os educadores pudessem manter a qualidade das suas aulas, mesmo remotamente.

O objetivo deste artigo é fazer uma breve apresentação desse material, que está disponível em PDF para consulta ou download aqui mesmo, no nosso site. São sequências que abrangem desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, com conteúdos, sugestões de atividades, reflexões e orientações de planejamento e uso das ferramentas digitais.

Educação Infantil

O material da Educação Infantil está divido pelas faixas etárias de 01 a 03, 04 e 05 anos. As orientações e enunciados contam com a ajuda de um mediador (um familiar da criança), que auxilia na condução das atividades.

As primeiras propostas, tanto para crianças de um a 03 anos quanto para as de 04 e 05 anos, abordam o tema do coronavírus, sugerindo uma conversa inicial sobre a doença e conscientizando-as sobre a importância dos hábitos de higiene e também para novas posturas sociais.

Ensino Fundamental

Considerando que os estudantes do 1º a 9º ano (Anos Iniciais e Anos Finais) do Ensino Fundamental têm maior autonomia para acompanhar as atividades virtuais, os enunciados já trazem orientações direcionadas ao seu entendimento. As sequências foram desenvolvidas para cada ano dos Anos Iniciais e, de modo interdisciplinar, para os Anos Finais, além de atividades para os componentes de Arte e Educação Física.

Ensino Médio

Em função do calendário de provas e exames para o ingresso no Ensino Superior, os estudantes do Ensino Médio se mostraram aflitos em relação à suspensão das aulas presenciais. Sabendo disso, utilizamos, nesse material, uma linguagem mais instigante, convidando-os a refletirem criticamente sobre todo o contexto atual, a relação da nossa realidade com os acontecimentos históricos e a importância da ciência para evolução do indivíduo e da sociedade, entre outras questões. Aqui, o conteúdo de Arte também está separado, trazendo uma abordagem mais cultural e expressiva, extremamente importante para que possamos atravessar momentos como este.

As sugestões de atividades também incluem a família e também trazem os amigos para a roda, uma vez que os adolescentes valorizam bastante a interação com seu ciclo social, o que influencia diretamente no seu desenvolvimento intelectual.

Todo o conteúdo das sequências didáticas está em consonância com as Diretrizes Básicas da Educação e foi desenvolvido por uma equipe pedagógica que trabalha diariamente com soluções educacionais. É um material preparado com propriedade, carinho e dedicação para educadores, familiares e estudantes, que, assim como nós, estão se reinventando a cada dia para superar as dificuldades deste contexto.

Vale observar que as sequências trazem orientações para os gestores, professores e mediadores (familiares dos estudantes). São as chamadas “Cartas de Orientação”, que abrangem todas as etapas, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Nosso objetivo é valorizar e expandir o conhecimento, consolidando uma educação que aproxima, mesmo no isolamento.

 

Língua portuguesa: diversidade étnica e cultural

Dia da Língua Portuguesa

Um pequeno país cheio de histórias e um idioma que ganhou o mundo! Estamos falando, é claro, de Portugal e de sua língua, o nosso amado português. Pois hoje o mundo celebra o Dia da Língua Portuguesa, que é falada por 250 milhões de pessoas nos quatro cantos do mundo. A data lembra a morte de Luís Vaz de Camões (1524-1580), autor dos “Lusíadas”, poema épico que inaugurou a literatura portuguesa e ajudou a estruturar nosso idioma para além da forma falada. Um idioma tão importante também é comemorado em outras duas datas: 5 de maio e, no caso do Brasil, 5 de novembro.

Rico, complexo, hermético e diverso, o português é a quinta língua mais falada do planeta e a terceira entre as ocidentais (depois do inglês e do espanhol) e, em suas várias formas, é considerada a língua mais sonora do mundo.

 

Quem fala português?

Povos da Europa, África, América, Ásia e Oceania. A língua portuguesa acompanha a presença portuguesa no mundo a partir do século XVI. Assim, temos como países em que a língua portuguesa é o idioma oficial, além de Portugal, o Brasil (que responde por 80% dos falantes), Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Guiné Equatorial. Até na China fala-se o português! Mais exatamente em Macau, ilha vizinha a Hong Kong que foi possessão portuguesa por séculos. E há, também, muitos falantes de português entre imigrantes, em países como os Estados Unidos, a França e o Japão.

Vale ressaltar que, ao nos referirmos ao português como idioma desses países, estamos falando de um código linguístico comum, mas que tem variações vocabulares, fonéticas e gramaticais de acordo com as particularidades geográficas e culturais de cada país. Essa diversidade pode ser ilustrada pela frase do escritor português José Saramago: “Não há uma língua portuguesa, há línguas em português”.

 

Origem

De onde veio o português? Misture romanos, fenícios, celtas, árabes e outros povos que circularam pela Península Ibérica e pronto! Eis aí a origem da língua portuguesa. Mas, claro, não é tão simples assim.

Estima-se que o português surgiu entre os séculos IX e XII, no período de estruturação do reino de Portugal. Assim como o catalão e o castelhano, o galaico-português, que resultou na língua portuguesa, tem sua origem no latim vulgar, idioma falado pelas classes baixas do Império Romano (o atual galego, um dos idiomas oficiais da Espanha, é bem parecido com o português).

As chamadas línguas neolatinas se difundiram pela Península Ibérica durante todo o período de dominação romana, sofrendo influência dos povos árabes e germânicos que também dominaram a região. Mas, somente por volta do século XI é que o galaico-português passou a ser falado e escrito livremente na Lusitânia (nome pelo qual a região de Portugal era conhecida pelos romanos).

Alguns séculos depois, a partir do século XV, a língua portuguesa foi estendida para regiões da África, América e Ásia, através dos movimentos colonizadores de Portugal.

 

Língua Portuguesa no Brasil

É impossível falar sobre o português no Brasil sem considerar a riqueza da contribuição dos povos originários. O contato e a mistura entre a língua portuguesa e as muitas línguas indígenas no período colonial contribuíram para um enriquecimento extraordinário do nosso idioma. De acordo com a pesquisadora Ana Suelly Cabral, mais de 80% das palavras que nomeiam plantas e animais brasileiros são oriundas do tupinambá.

Os povos africanos trazidos pelo tráfico de escravos também contribuíram muito para a formação do idioma brasileiro. Embora tivessem sua cultura reprimida violentamente, os africanos escravizados não abandonaram sua herança e fizeram dela uma parte valiosa da nossa história. Dentre os diversos dialetos da África, os que tiveram maior impacto no Brasil foram o quimbundo, quicongo e umbundo, do grupo bantu. Isso representa grande parte do nosso dicionário, retratando uma miscigenação linguística cheia de história e valor.

Além disso, há uma diversidade vocabular regional no Brasil que acentua a pluralidade do idioma. Um mesmo pão, por exemplo, pode ter mais de cinco nomes de norte a sul do país! Na raiz de toda essa riqueza estão as invasões no período colonial e, especialmente, a presença dos imigrantes a partir de meados do século XIX.

Se há uma palavra que pode ilustrar a língua portuguesa, é esta: diversidade*.

Uma diversidade que se manifesta todos os dias na dinâmica do idioma, nos livros, notícias, gírias e falares. E que também está na história, no contato, na tensão e na composição dos olhares europeu, indígena e africano.

A língua portuguesa é nosso grande patrimônio. É a matéria-prima da nossa literatura e a verbalização da nossa história. Comemorar essa data é reconhecer e valorizar a expressão de um povo, é zelar pela nossa poesia e fortalecer a nossa fala.

Selecionamos 10 grandes obras da língua portuguesa, além de dois documentários, para celebrar o Dia da Língua Portuguesa com nossos leitores.

Aproveite!

1 – O quarto de despejo – Carolina de Jesus

2 – Dom Casmurro – Machado de Assis

3 – Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

4 – Sepé Tiaraju: romance dos sete povos da missões – Alcy Cheuiche

5 – O Auto da Compadecida – Ariano Suassuna

6 – Mulheres de Cinza – Mia Couto

7 – Os Quinze – Rachel de Queiroz

8 – O Guarani – José de Alencar

9 – A Rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade

10 – A hora da estrela – Clarice Lispector

Documentários:

Língua – Vidas em Português

https://www.youtube.com/watch?v=JBmLzbjmhhg

Português, a língua do Brasil

https://www.youtube.com/watch?v=-bbT7QmdNS

Sugestão de leitura complementar:

A língua que somos – José Ribamar Bessa Freire

http://www.taquiprati.com.br/cronica/1047-a-lingua-que-somos

 

*di-ver-si-da-de  – substantivo feminino

  1. qualidade daquilo que é diverso, variado, variedade;
  2. conjunto variado, multiplicidade

Ressignificar, aprender, explorar: atitudes fundamentais de quem educa em tempos de pandemia

Com a pandemia do coronavírus, 1,5 bilhão de estudantes tiveram suas aulas suspensas ou reconfiguradas para um cenário de distanciamento social. De acordo com a UNESCO, esse número corresponde a mais de 90% dos estudantes do mundo. Isso significa que milhões de educadores também se encontram, agora, diante do desafio de “reaprender” a ensinar.
O uso das tecnologias digitais na educação já é uma realidade em grande parte do mundo, mas a escola física, como espaço material, instituição social e lugar de pertencimento, ainda é a fonte propulsora da educação.
Não tratamos, neste artigo, da ideia de “superar” esse conceito de escola, tão antigo e arraigado, ou de substituir o ensino presencial pelo remoto. Mas, sim, de como ressignificar este período de isolamento e adaptar o processo de ensino aprendizagem ao ambiente virtual.
Desafios são a tônica do dia a dia dos educadores. O que estamos vivendo é apenas mais um, que vai ser superado com compromisso, diálogo e aprendizado. Algumas atitudes são fundamentais nesse processo:
Ressignificar
Antes de qualquer instrução sobre plataformas on-line e ferramentas virtuais, é preciso reorientar a nossa mentalidade. Agora, mais do que nunca, nós, educadores, precisamos estar dispostos a reaprender a trabalhar, porque só através da educação, da ciência, da informação e da consciência, é que poderemos evitar crises semelhantes no futuro.
Ensinar é uma ação relacional, de interação, escuta e troca. A atmosfera da sala de aula é de protagonismo, transformação, superação e coisas novas. Isso tudo ainda é possível! À distância, sem a segurança das paredes, mas também sem seus limites. O mundo todo está compartilhando medos, angústias e frustrações; mas, também a esperança, a vontade da mudança e a busca por soluções. Nem toda distância é ausência e, graças ao saber, à ciência e à tecnologia, cá estamos nós, dentro de casa, mas com uma ou mais janelas abertas para o mundo.
Aprender, aprender e aprender…
Embora saibamos que quem ensina tem o dever de estudar sempre, é importante focar no fato de que toda renovação exige aprendizado. É necessário rever nossos métodos e adaptar nossa abordagem, com base nos recursos de que dispomos. Se você faz parte da geração das pilhas de livros, do globo e da lousa, peça dicas aos colegas, pesquise sobre as ferramentas disponíveis para educação à distância e fortaleça seus conhecimentos.
Lembre-se de que os conhecimentos que você já tem são muito importantes, e podem ser acrescidos de outras informações. Uma dica é a central de recursos do Google for Education, que disponibiliza uma série de materiais e sugestões para explorar as plataformas online e construir uma abordagem pedagógica eficiente a partir delas. Você e seus colegas também podem montar grupos de WhatsApp e fóruns de interação para trocar ideias e analisar resultados. Comunique-se, traga dúvidas, ofereça soluções, compartilhe!
Explorar
Se sua escola já possui um espaço on-line, busque maneiras para utilizá-lo de forma dinâmica, sem se limitar à postagem de um exercício ou texto. Se esse ambiente não dispuser de outros recursos, ferramentas como o Google Sala de Aula e os Hangout Meets são excelentes para atividades, avaliação on-line e videochamadas. Lembre-se de que é necessário alinhar o planejamento pedagógico do professor com  a coordenação da escola.
Busque interagir para engajar os estudantes, explorando a principal condição material para suas aulas neste momento: a internet. Incentive pesquisas, sugira vídeos e conteúdos extras, abra espaço para que eles se expressem e se identifiquem (enquetes, jogos, quizzes, fóruns etc.).
Lembre-se de que, nesse sentido, conexão pode ser um paradoxo; de nada adianta termos o privilégio de estar “conectados” pela tecnologia, se agimos de forma mecânica e impessoal na frente da tela. A tecnologia é um grande meio, não um fim em si – na educação, ela brilha a partir de quem a utiliza com empatia, talento e criatividade.
Sabemos que o ambiente escolar – físico e simbólico – é cheio de significados de extrema importância para o desenvolvimento do estudante. Estímulos cognitivos, sensoriais, emocionais e sociais fazem parte da rotina na escola. Essa é a limitação do ambiente virtual; falta um acesso mais orgânico à abertura relacional para o aprendizado.
Mas, neste momento, essa ausência pode e deve ser superada com uma boa conexão, nascida da inteligência, dedicação, aprendizado, empatia, diálogo e capacidade de adaptação. Com ela, não apenas superaremos este momento, como sairemos fortalecidos no pós-pandemia.
Sugestões de leitura:

Solução em educação para o isolamento social – Editora Opet e Google for Education

Dez mil usuários já estão usando as ferramentas digitais da Editora Opet

Nas últimas semanas, uma pergunta está mobilizando gestores de escolas públicas e privadas de todo o Brasil: como fazer com que, em tempos de isolamento social, as crianças da Educação Infantil e os estudantes do Ensino Fundamental e Médio sigam aprendendo, engajados e interessados?

Na Editora Opet, a resposta passa por um investimento significativo em ferramentas tecnológicas. Muito mais do que isto, porém, passa pelo uso inteligente desses meios e pela participação das pessoas – parceiros, estudantes, professores, famílias e da nossa equipe pedagógica. E, especialmente, pela oferta permanente de conteúdos e atividades de alta qualidade.

“Desde o início da crise, acompanhamos atentamente todos os acontecimentos, assim como as normativas dos governos e do ministério da Saúde”, explica Cliciane Élen, gerente pedagógica da Editora. “Assim, tão logo começou o isolamento, já tínhamos estruturado e desenvolvido um plano de ação para o uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem dentro plataforma do Google for Education.”

 

Muitas salas de aula – Em duas semanas, a Editora criou 14 salas de aula no ambiente Google Classroom. São as salas “Educação que Aproxima”, que, até agora, já foram acessadas por nada menos do que dez mil usuários, entre estudantes, professores e familiares. Lá, eles têm acesso a propostas educacionais desenvolvidas especialmente para esses momentos online.

E esse número vai aumentar nos próximos dias, na medida em que mais escolas e redes municipais de ensino parceiras comecem a participar. As salas “Educação que Aproxima”, observa Cliciane, estão disponíveis para estudantes, professores e familiares. Os códigos de acesso são distribuídos para esse público pelas escolas e redes municipais parceiras, e devem ser obtidos por seus gestores com os supervisores regionais da Editora.

A “cara” do aprendizado – Os conteúdos e sequências pedagógicas oferecidas pela plataforma abrangem todos os níveis de ensino atendidos pela Editora, da Educação Infantil ao Ensino Médio. “No caso das propostas que vão da Educação Infantil ao segundo ano do Ensino Fundamental, foram produzidas para serem desenvolvidas com a mediação de um familiar. No caso das demais propostas, do terceiro anos inicias ao Ensino Médio, elas podem ser acessadas diretamente pelos estudantes”, explica Cliciane.

E que propostas são essas? O planejamento dos temas geradores é feito semanalmente pela equipe pedagógica. Na primeira semana, o tema geral foi o coronavírus; na segunda, os temas foram definidos por nível de ensino, sempre respeitando as especificidades de cada ano ou etapa que atendemos.

Na próxima edição de “Fique por Dentro!”, vamos trazer os primeiros relatos de familiares, professores e estudantes com as ferramentas da plataforma digital da Editora Opet.

 

Grandes Coleções Opet #1: “Família Presente” e “Família & Escola”

A Editora Opet acredita profundamente na parceria entre família e escola. Juntos, familiares, professores e gestores aprofundam o processo de ensino-aprendizado, oferecendo aos estudantes a possibilidade de uma formação humana, cidadã, inovadora e transformadora, com esforços e valores que se fortalecem mutuamente.

Nesta edição de “Fique por Dentro”, vamos focar os materiais para a família desenvolvidos pelo selo Opet Soluções Educacionais. Para a Educação Infantil, a coleção “Família Presente”, e para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, “Família & Escola”. Esses materiais foram escritos pela Professora Oralda Adur de Souza, doutora em Educação pela UFPR e uma das principais pesquisadoras brasileiras no assunto. E eles estão totalmente alinhados aos principais documentos oficiais da Educação no Brasil.

As escolas privadas conveniadas na Educação Infantil e/ou nos Anos Iniciais recebem os livros e, a critério de seus gestores, podem organizar encontros com os familiares dos estudantes. Nesse processo, os assessores pedagógicos da Editora fazem a formação e o assessoramento dos professores que trabalharão com as famílias.

As Coleções – A Coleção “Família Presente” apresenta dois livros, “Amor, Cuidado e Educação” e “A Família e os Valores Humanos”. Ela focaliza algumas das principais dúvidas dos familiares de crianças dessa faixa etária em relação ao desenvolvimento e à educação. Por exemplo: quais as características gerais das crianças nessa etapa do desenvolvimento? Como escolher a primeira escola? Os livros também trazem orientações que permitem aos professores e aos familiares extrair o máximo dos conteúdos e, também, propostas de atividades lúdicas para fazer em família.

Voltada aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a Coleção Família & Escola foi escrita pela Professora Oralda Adur de Souza em coautoria com a Professora e pesquisadora Araci Asinelli Luz, doutora em Educação pela USP e docente da UFPR. Seus dois livros – “A Vida em Família” e “Família-Escola e as Competências Socioemocionais” – abordam temas fundamentais como afetividade, limites, autoestima, sexualidade e prevenção ao uso de drogas. Eles também propõem reflexões e orientações aos familiares sobre a educação, focando em conceitos essenciais, princípios e valores. Elementos que estão diretamente associados ao desempenho escolar. A Coleção propõe, ainda, atividades lúdicas que podem ser realizadas pelos estudantes com suas famílias. Materiais especiais, que fazem toda diferença para a educação!

 

(*) – Na próxima reportagem, vamos falar sobre os materiais para a família utilizados pelos parceiros Sefe (área pública)!

Família-Escola: em tempo de coronavírus, “live” com familiares é grande sucesso em escola parceira de Goiás

Na última sexta-feira, dia 13 de março, estivemos no Centro Educacional Êxodo, em Rio Verde, Goiás, para um encontro com familiares dos alunos. A escola, que é ligada à Igreja Assembleia de Deus (Ministério Missão) e está em seu primeiro ano de funcionamento, é uma das mais novas parceiras da Editora Opet, adotando os materiais e ferramentas pedagógicas do selo Opet Soluções Educacionais para as crianças da Educação Infantil e para os estudantes dos Anos Iniciais (1º ao 5º ano) do Ensino Fundamental (Inglês, Arte e Educação Física, Coleções Encantos da Infância e Cidadania).

Os Encontros com Familiares são uma parte importante do nosso trabalho com as escolas públicas e privadas parceiras. Eles, aliás, têm tudo a ver com a filosofia de trabalho Opet, que aproxima os familiares do processo educacional. Em Rio Verde, porém, esse encontro – cujo tema foi “Família, Escola e Formação Humana” – teve um componente extra. Em tempo de cuidados redobrados com o coronavírus, a escola abriu a possibilidade, às famílias, de participar remotamente do encontro. Assim, além da apresentação presencial feita pela assessora pedagógica Márcia Regina Ribeiro dos Santos, foi feita uma “live” da formação na conta de Facebook da instituição.

Sucesso absoluto – Cíntia Katiuscia de Freitas é gestora do Centro Educacional Êxodo. Ela explica que a pandemia do coronavírus fez com que ela e sua equipe repensassem as possibilidades de comunicação com as famílias. “Propusemos aos familiares a alternativa de participar da palestra de forma presencial ou on-line. Alguns quiseram participar presencialmente, mas a maioria preferiu assistir de casa, a fim de evitar a aglomeração. E foi um sucesso absoluto, visto que alcançamos um número de visualizações acima de nossas expectativas. Foram mais de 2.300 visualizações!”

O número de visualizações, inclusive, superou o de famílias de estudantes matriculados na escola. “Isso significa que não só os pais de alunos assistiram a transmissão, mas também que outras pessoas estavam interessadas em aprender um pouco mais sobre o relacionamento família e escola e assegurar um desenvolvimento cognitivo e emocional de seus filhos”, avalia Cíntia.

Receptividade – Márcia Regina, que fez a apresentação, conta que os participantes presenciais e remotos se mostraram muito receptivos ao tema. “Foi uma experiência incrível acompanhar essas participações, as colocações e comentários.” Ela acredita que a tecnologia é um grande atrativo porque facilita as interações. “Diante de uma sociedade cada vez mais tecnológica, a Editora Opet deve oferecer recursos e ferramentas que agradem e apoiem os nossos parceiros. Elas, porém, não devem substituir os encontros presenciais, o relacionamento mais próximo e a interação. Com equilíbrio, os resultados são muito bons.”

A supervisora regional da Editora para o Centro Educacional Êxodo, Daiane Veiga, segue o mesmo raciocínio de Márcia. “Pessoalmente, sou muito a favor do uso das tecnologias de comunicação na educação. Elas devem ser usadas como parte de uma estratégia de aproximação, complementando o trabalho presencial. Os encontros virtuais podem ser um extra, um elemento a mais, para reforçar a parceria e fortalecer as formações e o acompanhamento das escolas.”

Daiane destaca, também, o valor da tecnologia em um momento como o que estamos vivendo. “Aqui, a tecnologia foi utilizada para demonstrar respeito ao outro, para cuidar da saúde coletiva, sem deixar de cumprir o que havia sido combinado com a escola parceira.” Ela conta que a “live” foi uma sugestão feita pelo mantenedor da escola, prontamente atendida pela Editora. “Como a nossa formadora, a Márcia, já estava na cidade, foi possível combinar o encontro presencial, realizado no salão da igreja para as famílias que quisessem ir, com a transmissão a distância, que também foi um grande sucesso.” Daiane se surpreendeu com a receptividade dos participantes nos dois modos de relacionamento, presencial e virtual. “Eu acompanhei de Curitiba e fiquei muito feliz com o resultado”, conta.

Parceria de qualidade – A gestora Cíntia Katiuscia de Freitas explica que o Centro Educacional Êxodo está dando seus primeiros passos e que, nessa jornada, encontrou um apoio muito eficiente da Editora Opet. “A parceria entre família e escola, por exemplo, é fundamental para que possamos alcançar nosso objetivo de oferecer uma educação de caráter integral”, observa. “Em pouco tempo, percebemos uma aceitação muito grande, da equipe pedagógica e das famílias, em relação aos materiais e metodologia e proposta humanizada oferecida pela Opet. Estamos seguros para seguir nessa parceria, que só tem trazido benefícios à comunidade escolar.”