Varginha (MG): 8,5 mil estudantes participam da avaliação do Programa Indica

Leitura dos cartões de resposta foi feita com o app do Indica, que agiliza processo e garante mais segurança

A nova etapa de avaliações diagnósticas do Programa inDICA em Varginha (MG), realizada nos dias 15 e 16 de setembro, envolveu nada menos do que 8,5 mil estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Ao todo, foram 17 mil avaliações!

A avaliação, explica a coordenadora do inDICA, Silneia Chiquetto, foi a segunda deste ano – e vai trazer dados estratégicos. “É uma avaliação que chamamos ‘de saída’ porque ela nos permite comparar os dados e conhecer a evolução dos estudantes em relação à primeira avaliação do ano, realizada no 1º semestre”, observa.

“Estamos no quinto ano de aplicação das avaliações Indica na rede municipal de Varginha. Desde o início, temos utilizado essas avaliações como referência para acompanhar o desenvolvimento dos nossos estudantes em relação às habilidades que precisam ser construídas”, conta Rosana de Almeida Resende Lima, coordenadora pedagógica dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

“A segunda aplicação é de extrema importância, pois permite comparar os resultados com os do início do ano, ou seja, avalia a evolução da aprendizagem ao longo do período e sinaliza quais habilidades ainda exigem maior atenção, enquanto ainda há tempo de trabalhá-las até o final do ano letivo. Dessa forma, a intencionalidade das ações pedagógicas torna-se muito mais certeira”.

Novidade digital

Em Varginha, a avaliação também trouxe uma novidade: a leitura digital dos cartões-resposta foi realizada com uso do aplicativo do Programa inDICA, pelos professores aplicadores, coordenadores e equipe da Secretaria de Educação. A funcionalidade fortalece ainda mais a segurança do processo e, principalmente, a velocidade de transferência dos dados para a geração dos relatórios com os resultados.

App transforma smartphone em um leitor ótico de cartões

“O app de leitura dos cartões foi desenvolvido pelo setor de Tecnologia Educacional (TE) da Editora para facilitar e agilizar o processo. Ele é muito amigável e teve grande aceitação”, conta Silneia. “Nossa assessora de TE, Rogéria Nassarden, esteve com os aplicadores e passou todas as informações. E as próprias equipes, as coordenadoras do Ensino Fundamental, trabalharam para compartilhar informações. O resultado foi excelente”, avalia Silneia.

“Contar com a presença da Silneia e da Rogéria durante a aplicação é essencial: qualquer dúvida ou eventual problema é resolvido na hora, algo que não ocorre nas avaliações aplicadas por grandes institutos. É a verdadeira personalização do atendimento”, observa Rosana.

Aceleração do processo

Com a nova funcionalidade há uma redução de 15 dias na entrega dos relatórios da avaliação. Um tempo precioso e que permite que as ações de intervenção pedagógica comecem mais cedo. “Varginha é o sétimo município parceiro do Indica a receber a leitura dos cartões via aplicativo, e é uma das nossas maiores redes parceiras. Nossa meta é levar essa mudança a todos os parceiros nos próximos meses”, explica Silneia.

“É inegável que a utilização do aplicativo agiliza consideravelmente o processo, que antes dependia do recolhimento dos gabaritos, do envio pelos Correios e de vários dias de espera até a chegada à editora para digitalização. Contudo, todo novo processo exige um período de adaptação, e estamos passando por ele”, destaca Rosana. “Temos um canal direto com a equipe de TI, que nos auxilia em tempo real diante de qualquer dificuldade.”

Silneia, Rogéria e a equipe da Escola Municipal Domingos Ribeiro de Rezende, em Varginha.

Segundo a coordenadora, a maioria das dúvidas está relacionada ao manuseio do novo instrumento ou ao cadastro de professores – intercorrências comuns que, com o tempo e o costume, serão reduzidas. “Acreditamos também que aprender faz parte da formação permanente dos educadores. O domínio de uma nova ferramenta tecnológica pode, inclusive, inspirar novas estratégias aplicáveis na própria sala de aula”, analisa.

Uma cultura avaliativa

Para Rosana de Almeida Resende Lima, há alguns anos Varginha trabalha na perspectiva de criar uma cultura da avaliação diagnóstica. Segundo ela, não é possível desenvolver um trabalho educacional de qualidade sem evidências, e as avaliações são justamente o instrumento que as coleta. “Os resultados disponibilizados na plataforma e as análises feitas pelos formadores nas devolutivas pós-aplicação são fundamentais para compreender os avanços e as dificuldades de cada estudante, de cada turma, de cada escola e da rede como um todo”, pondera.

“Esse trabalho de análise dos resultados está em fase de consolidação. Trata-se de um processo contínuo no qual avançamos a cada edição, conquistando a clareza necessária para que o planejamento e as práticas pedagógicas sejam cada vez mais pontuais e assertivas.”