Prêmio Ação Destaque: o reconhecimento do trabalho dos professores e gestores

Nas próximas quarta, quinta e sexta-feira (17 a 19), dentro do VI Seminário Nacional de Gestores, o Sefe realiza a etapa final e a premiação do 8º Prêmio Ação Destaque, dirigido a professores e gestores parceiros da Editora Opet na área pública. O prêmio espelha a qualidade das nossas parcerias e, principalmente, nosso respeito ao trabalho dos professores e gestores. Para falar sobre o Prêmio, conversamos com uma de suas idealizadoras, a gestora pedagógica da Editora Opet, Caren Helpa. Confira!

Entrevista a Rodrigo Wolff Apolloni

Quando surgiu e qual foi a ideia que deu origem ao Prêmio Ação Destaque?

Caren – A ideia surgiu no ano de 2010. Foi uma iniciativa da equipe de assessores do Sefe – na época, éramos somente seis, para os quase trinta que temos hoje – e  tínhamos uma inquietação em relação ao trabalho que os professores realizavam nas escolas. A gente conhecia esse trabalho nas formações e durante as visitas às escolas, víamos trabalhos de muita qualidade e queríamos que eles pudessem ser divulgados. Então, em uma roda de conversa, imaginamos fazer um evento em que esses professores pudessem vir a Curitiba para contar suas práticas. Então, o prêmio veio de uma ideia muito simples, inicialmente muito pequena – a primeira edição foi para sessenta pessoas -, com a perspectiva de divulgar boas práticas. Depois, ao longo do tempo, fomos ampliando, transformando aquela ideia inicial em um concurso, com uma premiação, que ganhou corpo e se tornou mais relevante até chegar ao modelo que temos hoje, de enaltecer, divulgar, reconhecer e valorizar a prática de professores e gestores.

Na edição de 2018, quantas e quais são as categorias do Prêmio Ação Destaque?

Caren – Nós temos onze categorias que contemplam todos os materiais que compõem o Sefe: desde a Educação Infantil até o 9º Ano do Ensino Fundamental, acrescido dos componentes curriculares Arte, Educação Física e Inglês, e o material de Educação Ambiental [a Coleção Meu Ambiente, produzida em parceria com a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza] que ganhou uma categoria especial pelo nosso desejo de mobilizar este trabalho nas escolas. Além dessas onze categorias, temos a categoria “Sefe Indica”, que não é prevista no regulamento, mas que tem a intenção de divulgar um trabalho que extrapola aquilo que pensamos em  termos de educação. Então, quando há um trabalho muito singular, muito significativo e que a gente acha que pode ser transposto a outros contextos escolares, dizemos que o “Sefe indica” – a gente indica e recomenda aquela prática. No total, então, o prêmio contempla doze categorias.

Como funciona a avaliação dos trabalhos?

Caren – Temos uma equipe de pareceristas formada pela equipe de assessoria do departamento pedagógico e por autores das coleções. Cada trabalho é avaliado por dois profissionais e, destas duas avaliações, tiramos uma média. Os trabalhos que têm as maiores pontuações tornam-se finalistas. E eles também devem atender os critérios previstos no regulamento: contemplar inicialmente a relação com o material, a nossa prática teórico-metodológica e, depois, o impacto do trabalho sobre a comunidade, a transformação que ele desencadeou. Esses são alguns dos critérios de avaliação.

Como você vê o olhar dos professores e dos gestores para o Prêmio Ação Destaque?

Caren – Sobretudo, eles veem como um reconhecimento. Em todas as edições do Prêmio Ação Destaque eles verbalizam isso. Que o maior ganho, além da aprendizagem das crianças – o primeiro foco do que fazemos -, é o reconhecimento do seu trabalho, porque muitas vezes eles não se sentem reconhecidos ou não vislumbram o potencial deste trabalho. Ao participar do Prêmio e do Seminário, eles se sentem reconhecidos, ficam sensibilizados, instigados, inclusive, a pensar em outros projetos e outras ações.

De que forma os trabalhos finalistas e premiados refluem sobre o nosso próprio trabalho? De que forma eles nos inspiram?

Caren – De muitas maneiras! Em uma primeira instância, eles materializam aquilo que vivenciamos nas formações. Então, como equipe, esse é o primeiro ganho. A gente vê nos trabalhos aquilo que trabalhamos nas formações. O professor consegue fazer essa transposição didática. Em segundo lugar, serve como inspiração para outros professores. O que nós percebemos historicamente: um município tem um professor finalista; quando ele vem a Curitiba e vivencia esse momento do Seminário, ele inspira e incentiva outros professores. Ele vai lá e diz “Gente, é possível! Eu fui, me apresentei e as pessoas vieram perguntar do meu trabalho!” – então, isso serve como inspiração. E, no ano seguinte, aquele mesmo município inscreve vários trabalhos porque as pessoas se sensibilizaram. Então, de fato, é uma prática social que se repensa e se refaz a partir dos professores finalistas.

Qual o grau de inspiração dos trabalhos finalistas deste ano?

Caren – A gente diz que é cada vez mais difícil avaliar. Isso porque os trabalhos estão vindo cada vez mais contextualizados, mais qualificados, mais embasados teoricamente, mais perto daquilo que a gente pensa em termos de educação. Então, é cada vez mais difícil avaliar, mas a cada ano é mais inspirador. A gente acredita na educação e em seu poder transformador. O Prêmio reforça nosso encantamento pelo trabalho.

 

A todo vapor: Editorial prepara novos cursos de EAD em Gestão Educacional e Primeira Infância

O setor editorial da Editora Opet está produzindo dois cursos de EAD estratégicos para o desenvolvimento da educação. Para o segundo semestre de 2018, a plataforma de EAD do Grupo Educacional Opet disponibilizará os cursos de Gestão Escolar e de Formação para Educadores da Primeira Infância. “Esses cursos foram construídos a partir de uma perspectiva nova, que une a fundamentação teórica à vivência prática. O objetivo é fazer com que os conteúdos do EAD representem uma diferença no dia a dia dos gestores e dos professores”, explica a gestora editorial Eloiza Jaguelte.

Ambos os cursos têm 180 horas de duração. O de Gestão Escolar é dividido em seis módulos, e o de Primeira Infância em cinco – e cada módulo tem, em média, três aulas. No caso do curso de Gestão Escolar, ele foi produzido por Jorge Bueno e Rúbia Costa, professores que fazem parte do time de consultores pedagógicos da Editora e têm grande conhecimento do tema. “São profissionais que, ao longo de todo o ano, estão junto com professores e gestores. Eles conhecem a fundo as questões que precisam ser trabalhadas”, observa Eloiza. “O enfoque do curso está nos processos administrativos, na gestão escolar democrática e na gestão compartilhada.” No curso voltado à Primeira Infância, a produção é de Daniele Cardoso Lima, professora, autora de livros e especialista na temática da Educação Infantil.

Outro diferencial dos novos cursos de EAD da Editora Opet é o formato, que tem como princípio o autogerenciamento. “Esses cursos não têm tutoria, ou seja, o aluno é quem conduz todo o processo”, explica a coordenadora editorial Anna Carolina Guimarães. Isso possibilita o gerenciamento completo do tempo – o estudante vai cursar as 180 horas de acordo com sua própria agenda, acessando os materiais (textos, vídeos, atividades), fazendo as avaliações e avançando de acordo com os resultados. “Ao final, tendo feito todo o percurso e alcançado os resultados, ele tem acesso ao certificado”, observa Anna. “É um processo moderno, ágil e eficiente.”

Eloiza faz questão de frisar que os novos cursos de EAD acompanham a evolução da produção editorial da Editora Opet, que, nos últimos anos, vivenciou uma revolução em relação aos processos e à qualidade. “Tudo o que vai para o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) recebe a mesma atenção que damos às nossas coleções. Da edição e revisão de língua do texto ao licenciamento de imagens de alta qualidade, passando pelo alinhamento em relação às nossas diretrizes teórico-metodológicas, tudo é feito com extremo cuidado. Pensando em quem está do outro lado e vai aplicar os conhecimentos em seu dia-a-dia.” Os cursos de EAD da Editora Opet estão disponíveis para parceiros contratantes e, também, para escolas não parceiras que queiram contratar esse serviço específico.

CODINORP: um consórcio para revolucionar a educação pública

Para o primeiro secretário regional de Educação do Brasil, Amauri Monge Fernandes, consórcios municipais podem transformar a educação nos pequenos e médios municípios. E os sistemas de ensino desempenham um papel importante nessa mudança.

O Paraná pode estar iniciando uma revolução na gestão das redes municipais de ensino. Ao menos, isso é o que se depreende da proposta de trabalho do Consórcio de Desenvolvimento e Inovação do Norte do Paraná – CODINORP, que reúne dez municípios. São eles Cafeara, Centenário do Sul, Florestópolis, Guaraci, Jaguapitã, Lupionópolis, Miraselva, Primeiro de Maio, Porecatu e Prado Ferreira. Juntos, esses municípios escolheram um secretário regional de Educação (a partir de um processo seletivo técnico realizado no ano passado e que envolveu cerca de 400 candidatos), que está coordenando todas as ações. Esse secretário é Amauri Monge Fernandes, mestre em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas e doutor em Administração Pública pela Universidade de Lisboa.

Nesta quinta-feira (22), Amauri e um grupo de secretários, coordenadores, diretores e gestores de municípios do CODINORP estiveram na Editora Opet para conhecer a nossa proposta de trabalho e o sistema de ensino Sefe. Este encontro aconteceu dentro de uma série de visitas que estão sendo realizadas pelo Consórcio em editoras que desenvolvem sistemas de ensino. Em entrevista para a Editora Opet, Amauri falou sobre o Consórcio e sobre como sua ação pode transformar a educação pública de municípios.

 

Amauri Monge Fernandes, secretário regional de Educação do CODINORP

 

Editora Opet – Como funciona a secretaria regional de Educação do CODINORP?

Amauri – No ano passado, o CODINORP decidiu estruturar essa secretaria. É uma iniciativa pioneira no Brasil – secretarias semelhantes só existem nos Estados Unidos e na Alemanha – que existe para unir forças de municípios de pequeno e médio porte para melhorar cada vez mais a qualidade do nível de aprendizagem dos alunos de suas redes municipais de ensino.  É uma experiência nova, que, temos certeza, será muito boa para a educação do Brasil e, especialmente, da nossa região.

Editora Opet – Nesta semana, os representantes do consórcio visitaram várias editoras educacionais. Qual o objetivo dessas visitas?

Amauri – Nós estamos visitando diversas editoras porque estamos querendo implantar um sistema de ensino em todas as 47 escolas da nossa região. A gente sabe que o sistema de ensino estruturado dá um ganho de escala na qualidade da educação, e nós estamos visitando e vamos dar início ao processo licitatório já na primeira semana de abril.

Editora Opet – A Editora Opet é uma dentre as várias editoras visitadas pela comissão do Consórcio. Como você se sentiu recepcionado aqui?

Amauri –  Eu sou suspeito para falar da Editora Opet e do Sefe porque sou de São Paulo e, nos últimos 30 anos, morei em Santana de Paranaíba, que usa o sistema Sefe já há dois anos. E, lá, a experiência foi muito gratificante. Está dando resultados e eu penso que vocês, da Editora Opet, têm um excelente produto. Evidentemente, o processo licitatório vai considerar todos os aspectos técnicos de todas as editoras. Mas o mais importante de tudo isso é o modelo contratual que nós vamos usar: é um modelo oriundo da Inglaterra, que ainda não existe no Brasil, chamado CIS – Contrato de Impacto Social. Nós não vamos contratar simplesmente os livros e a assessoria pedagógica, nós vamos contratar resultados. Ou seja: a Editora começa o contrato recebendo um valor mínimo e, a partir do desenvolvimento do nível de aprendizagem dos alunos e dos resultados auferidos, é que ela começa a receber um valor maior, até chegar ao valor máximo colocado na licitação. Em outras palavras, até nisso nós estamos inovando porque estamos mostrando que é possível, sim, que administração pública e iniciativa privada podem fazer o melhor pela educação num jogo de ganha-ganha.

Editora Opet – As instituições que congregam dirigentes municipais de educação, como as UNDIMEs, já conhecem a proposta do CODINORP para a educação?

Amauri – As UNDIMEs nacional e regional já sabem, e nós vamos marcar uma reunião para aprofundar esse detalhamento. Mas todos os formadores de opinião sobre educação no Brasil já sabem do CODINORP e querem investir junto com a gente neste formato. O Ministério da Educação, por exemplo, sabe que é muito melhor lidar com 500 consórcios de municípios do que com 5.700 municípios. Enfim, é um formato que todo o Brasil espera que dê certo. Nós estamos fazendo a nossa parte, principalmente porque acreditamos que o Ensino Fundamental é, como o próprio nome já diz, elementar para que a gente tenha mais crianças alfabetizadas com qualidade, que possam ser adultos melhores.

Formação de professores em Juazeiro do Norte movimenta mais de 300 pessoas.

A formação de professores promovida pela equipe da área pedagógica da Editora Opet movimentou a cidade de Juazeiro do Norte. Foram mais de 200 professores e diversos gestores educacionais que presenciaram um novo modelo de educação.