A hora do Ensino Híbrido

Em tempo de pandemia e de início de um novo semestre letivo, o ensino híbrido passou a ser apontado por especialistas como uma solução para os próximos meses ou, mesmo, como uma nova etapa da educação. Mas, afinal, o que é ensino híbrido e como ele pode ajudar a educação agora e no pós-pandemia?
O OpetCast desta semana conversou sobre o tema com a gerente pedagógica da Editora Opet, Cliciane Élen Augusto, e ela trouxe informações importantes sobre o ensino híbrido agora e no pós pandemia.

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Parceiros Privados: “Jornada Virtual” reúne gestores de escolas privadas do RN

A escolas parceiras privadas da Editora Opet no Rio Grande do Norte começaram o segundo semestre letivo de 2020 com muita energia e com excelentes perspectivas de trabalho, especialmente em relação ao ensino digital, ao ensino híbrido e ao planejamento.

Na última sexta-feira (31), 95 pessoas, entre mantenedores e gestores de nove escolas – Primeiros Degraus, Amiguinhos de Jesus, IEVE, CIVE, Celinho, Sonho de Criança, Cardoso Júnior, Pequeno Mestre e Vitória Kids – participaram de uma formação remota com a supervisora pedagógica da Editora Opet, Rúbia Cristina. Ela falou sobre as possibilidades do Ensino Híbrido – modelo de ensino que tende a se firmar a partir de agora –, planejamento das aulas online e a integração entre os materiais impressos e os materiais digitais.

“A formação sobre Ensino Híbrido foi um momento significativo para pensarmos numa realidade atual e que fará parte da nossa rotina educacional”, avalia Rúbia. “Os participantes tiveram a oportunidade de questionar, compartilhar suas experiências e expor seus pensamentos sobre o ‘novo real’ que estamos vivendo. Juntos, enxergamos possibilidades para um futuro presente!”.

Formação Estratégica – A professora Milka Xavier de Araújo Menezes é diretora pedagógica do Celminho, de Parnamirim, parceiro da Editora Opet há cerca de dois anos no atendimento da Educação Infantil e do Ensino Fundamental – Anos Iniciais. Segundo ela, a formação com a professora Rúbia Cristina foi estratégica. “Ela serviu para deixar a equipe pedagógica cada vez mais orientada sobre o momento que estamos vivenciando, com a clareza nas orientações que precisaremos seguir para atender as novas demandas”, observa.

A diretora se diz satisfeita com a parceria. “A Editora Opet sempre surpreende com o acesso dado e não poderia ter sido diferente neste tempo. Desde o acesso através das aula online, os encontros semanais e a facilidade de sermos atendidos com rapidez.” Sua instituição utiliza diariamente os recursos do Meet, do Google for Education, e esta deve ser a tendência para os próximos meses, na medida em que, segundo Milka, muitas famílias não devem mandar seus filhos para as aulas presenciais nos próximos meses. “Para aqueles que voltarão às aulas presenciais, estamos preparando a estrutura física. Mas, não deixa de ser desafiador, principalmente por atendermos, na maior parte, à Educação Infantil”, observa.

A professora Ranilza Francisca da Silva é coordenadora do Ensino Fundamental 2 (Anos Finais) do Instituto da Criança, de São Gonçalo do Amaranto, parceiro da Editora desde o início deste ano. Ela ficou satisfeita em participar da formação e ver que a escola e a Editora estão caminhando em uma mesma direção em relação ao ensino híbrido e ao ensino digital. “Nossa escola já está trabalhando alguns pontos abordados na formação, como registros das aulas, avaliação diagnóstica e aspectos socioemocionais através das aulas remotas. Assim, vamos   pensando e repensando o retorno das aulas presenciais diante dos parâmetros do ensino híbrido.”

Segundo Ranilza, a parceria com a Editora Opet chegou no momento certo. Tivemos acesso à plataforma Inspira, que nos contemplou com excelentes materiais de suporte para os professores. Com a pandemia, a Opet buscou outras fontes e ferramentas que nos ajudassem com aulas remotas em tempo real. E a Editora nos presenteou com a parceria com o Google for Education.”

A supervisora regional da Editora Opet responsável pelo atendimento às escolas que participaram da formação, Janaína Bezerra, diz que desde o começo da pandemia os gestores e os professores se engajaram muito para garantir a continuidade do trabalho com qualidade e segurança. “Cada um, do seu jeito, conseguiu se adaptar a esta nova realidade. Abraçaram a nossa proposta de uso das ferramentas Google e conseguiram promover de modo criativo a continuidade das aulas”, pondera. “Na formação de sexta-feira, eles demonstraram isso com participação e empenho.”

06 de Agosto – Dia do Profissional da Educação

O Brasil celebra hoje, 06 de agosto, o Dia do Profissional da Educação. A data é uma homenagem merecida àqueles profissionais que fazem as escolas funcionar e garantem o funcionamento da educação no Brasil. A data foi estipulada pela Lei Nº 13.054/14, sancionada em dezembro de 2014, com base na mudança da Lei de Diretrizes de Base da Educação (LDB), determinada pela Lei Nº 12.014/2009, que insere os funcionários de escola habilitados na categoria de profissionais da educação.

Nós, da Editora Opet, temos muitos profissionais de educação em nossa equipe e, diariamente, trabalhamos com esses profissionais em todo o Brasil. Assim, também nos sentimos homenageados! Mas, principalmente, gostaríamos de homenagear e agradecer a pessoas tão importantes.

 

Quem estamos homenageando hoje?

Além dos professores, a escola funciona através do trabalho de diretores, coordenadores, supervisores, orientadores e todos os que atuam direta ou indiretamente na disseminação da educação. Sem essas pessoas, não há matrículas, boletins, projeto pedagógico, calendário escolar, grade de horários, planejamento, gestão de recursos, etc. Tampouco há orientação, mediação, relação com a comunidade, diálogo e acolhimento.

Em resumo, não há escola sem todos esses profissionais! Por isso, o dia de hoje serve para reafirmar o valor de todos os educadores que compõem esse corpo intelectual e social que é a escola.

 

O que é ser educador?

Educador é o sujeito responsável por coordenar o processo de ensino e aprendizagem em suas diferentes etapas. É aquele que atua para oferecer condições de aprendizagem e desenvolvimento pleno dos estudantes, reafirmando sua unicidade enquanto indivíduos e sua coletividade enquanto seres sociais.

Como afirma Paulo Freire em “Pedagogia da Autonomia” (1996), “educar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Para isso, é preciso superar a visão simplista e autoritária de que o professor é o detentor de todo o saber e o estudante é seu receptáculo.

Educar é agir para promover o acesso ao conhecimento a partir de relações dialógicas de ensino aprendizagem. A escola, por sua vez, é um centro de oportunidades educativas, na qual o indivíduo se desenvolve em todas as suas dimensões – intelectual, social, física e afetiva.

Há várias pessoas, internas e externas à sala de aula, que atuam diretamente para a criação dessas oportunidades – elas também são educadoras.

Muito falamos sobre o poder transformador da educação e da necessidade de valorizá-la. De fato, o conhecimento é o principal meio para resolução de diversos problemas como pobreza, violência, desigualdade, caos ambiental, doenças, etc. Mas isso só é possível através da valorização daqueles que criam as condições necessárias para que a educação aconteça.

Valorizar os profissionais da educação é priorizar a qualidade do ensino. É zelar pelos nossos estudantes e semear um futuro em que o conhecimento seja tão difundido a ponto de eliminar todos esses problemas.

 

Sugestão de Leitura:

Pedagogia da Autonomia – Paulo Freire

http://www.apeoesp.org.br/sistema/ck/files/4-%20Freire_P_%20Pedagogia%20da%20autonomia.pdf

Formação de Profissionais da Educação: Visão Crítica e Perspectiva de Mudança – José Carlos Libâneo e Selma Garrido Pimenta

https://www.scielo.br/pdf/es/v20n68/a13v2068.pdf

Um mergulho no Google for Education

Uma das plataformas educacionais digitais mais populares do mundo é o Google for Education, que reúne diversas ferramentas e é adotada por milhões de estudantes e professores. A Editora Opet é parceira da Google for Education e oferece essas ferramentas a suas escolas públicas e privadas conveniadas. Nesta semana, no OpetCast, mergulhamos no Google for Education para saber mais a respeito. Nossa convidada é a professora Priscilla Prueter, inovadora certificada do Google (Google Innovator) e consultora da Editora para o uso do Google for Education. Uma conversa interessante e esclarecedora!

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Encontro virtual com familiares em Cotia tem recorde de audiência no canal da Editora Opet no Youtube

Reunir famílias para conversar sobre a educação e a importância da parceria com a escola é algo muito especial. Agora, imagine o valor de reunir milhares de pessoas – mães, pais, avós, responsáveis – em um evento online para falar sobre o trabalho com o afeto, sobre direitos e deveres e sobre os papéis complementares de família e escola na educação. Pois foi exatamente isso que aconteceu na noite de quarta-feira (29) em Cotia, município paulista parceiro da Editora Opet por meio do selo educacional Sefe – Sistema Educacional Família e Escola.

No primeiro encontro com familiares realizado pela prefeitura e pela Editora, mais de 2,3 mil pessoas participaram em tempo real, com 9,3 mil visualizações da live em nosso canal no Youtube. “Foi um recorde em relação ao número de participantes para esse tipo de encontro”, comemora a gerente pedagógica da Editora, Cliciane Élen Augusto. “Foi um marco para a nossa equipe pedagógica, um momento muito elogiado pelos participantes, pelo secretário municipal de Educação e pelo prefeito.”

Cliciane explica que a parceria com Cotia é recente – ela começou neste ano – e que um encontro presencial com familiares havia sido programado. Por conta da pandemia, porém, acabou não acontecendo e foi substituído pelo encontro remoto. “A reunião virtual superou as nossas expectativas. Ficamos muito felizes e agradecidos pela adesão das famílias, o que mostra o quanto elas valorizam a educação.”

A live com os familiares foi aberta por Cliciane e pelo secretário municipal de Educação de Cotia, Luciano Corrêa dos Santos, que destacou a importância da educação, dos professores e da parceria família-escola. O prefeito Rogério Franco também esteve na live: ele agradeceu às famílias pela participação no encontro e à Editora pelo o papel desempenhado na educação municipal, em especial neste momento de pandemia.

A formadora Márcia Ribeiro, a gerente Cliciane Augusto e o secretário Luciano Corrêa durante a live.

Cotia e a Editora Opet são parcerias desde o início deste ano, com adoção, pela rede municipal de ensino, dos materiais didáticos Sefe e das ferramentas digitais para o Jardim I e II (Educação Infantil 4 e 5) e para o Ensino Fundamental nos Anos Iniciais e Finais. Os professores e gestores, aliás, também aderiram com entusiasmo às implantações digitais e às formações remotas proporcionadas pela Editora na parceria com o Google for Education.

Oportunidade de aproximação – A conversa com os familiares teve cerca de uma hora e meia de duração e foi conduzida pela professora Márcia Regina Ribeiro dos Santos, assessora pedagógica da Editora Opet. Ela diz que ficou até um pouco nervosa diante do tamanho da plateia, mas que a interação e o resultado do encontro compensaram muito a expectativa.

“O encontro foi uma grande oportunidade de aproximar escola e família, o que é fundamental para o sucesso da educação. Os comentários que recebemos no chat, com perguntas e opiniões, nos dão a certeza de que precisamos de momentos como esse.”

Conversando com a gerente pedagógica da Editora, o secretário municipal de Educação de Cotia, Luciano Corrêa dos Santos, se disse muito feliz pelo sucesso do encontro com os familiares. “Foi muito bom estar com vocês neste momento! Nós recebemos várias mensagens de diretores de escolas e de familiares de estudantes. Que riqueza para nós. É um caminho que precisamos seguir trilhando. Obrigado pela parceria!”.

Para o gerente comercial da Editora Opet para o segmento público, Roberto Costacurta, o sucesso da live com as famílias de Cotia é a melhor demonstração de que a empresa está no caminho certo. “A proximidade com as famílias faz parte do DNA da Editora, ela está na marca Sefe – Sistema Educacional Família e Escola – e é muito importante em nossa proposta de ensino. Realizar um encontro com familiares, neste momento, era um desafio que foi vencido com inteligência”, observa. “As famílias já consomem lives, já fazem reuniões pela internet. Assim, resolvemos caminhar por aí e foi um grande sucesso. Só temos a agradecer às famílias, ao prefeito Rogério e ao secretário Luciano pela confiança no nosso trabalho. A partir dessa live, vamos crescer ainda mais.”

O link da live está disponível AQUI – CLIQUE PARA ASSISTIR

Foco, concentração e disciplina na quarentena: dicas para educadores organizarem sua rotina de Home Office

Sabemos o quanto pode ser difícil ter que mudar abruptamente os horários, estrutura, ambiente e modo de trabalho. A pandemia da COVID-19 exigiu que os profissionais da educação encontrassem maneiras rápidas e eficazes de adaptar suas metodologias ao ambiente virtual para dar seguimento ao ano letivo. Trabalhar em casa, porém, traz desafios que vão além da abordagem e método de ensino. São questões individuais e pessoais que influenciam diretamente no nosso desempenho, mas que podem ser trabalhadas a partir de uma reorganização da rotina e dos espaços.

Separamos 3 dicas básicas e cruciais para ajudar você a eliminar os fatores que causam desconcentração, dispersão, cansaço mental e improdutividade nesta quarentena.

 

1- Organize e defina seu espaço de trabalho

Estudos apontam que trabalhar em ambientes comuns de “descanso”, como o quarto, pode fazer com que nosso cérebro entre em um estado de confusão sobre quais impulsos deve enviar ao corpo. Isso acontece porque criamos associações mentais entre aquilo que estamos fazendo, o que deveríamos fazer e o lugar onde estamos.

Dessa forma, não só a produtividade é prejudicada, como também o nosso sono e, consequentemente, nossa saúde física e mental.

Por isso, é de extrema importância que as atividades do trabalho sejam realizadas fora do quarto, em um escritório ou mesmo em um outro cômodo que facilite o foco. A ideia é configurar a mente para um novo ambiente – nunca, o quarto – que seja associado ao trabalho. Assim, o sono e o relaxamento do corpo e da mente acontecerão com mais facilidade e qualidade.

Também é importante que o espaço seja organizado e sem muitos estímulos visuais e sonoros, para ajudar na concentração.

 

2- Gerencie seu tempo

Preparar as aulas virtuais pode demandar de mais tempo do que estamos acostumados. A maioria dos professores não tem experiência prévia com aulas remotas e acaba tendo dificuldades para desenvolver os conteúdos e atividades.

E está tudo bem! Esse formato é uma solução temporária, que tem exigido muito aprendizado por parte dos educadores. E aprendizado, como todos sabemos, não acontece de uma hora para outra.

Por isso, tenha como prioridade o bom gerenciamento do seu tempo. Divida sua rotina com horários estipulados para estudos e atualizações.

Se você destinar uma hora diária para pesquisar dicas de abordagens e atividades virtuais, em uma semana você terá desenvolvido inúmeras habilidades e aprendido coisas valiosas para ser mais ágil e assertivo no preparo das aulas.

Para isso, você vai precisar de disciplina e planejamento. Então, aposte em tabelas para que você possa visualizar melhor as horas do seu dia, organizando seus horários e eliminando a sensação de sobrecarga e falta de tempo.

 

3-Cuide da sua saúde mental

A ansiedade gerada pela instabilidade e vulnerabilidade que cerca nossas vidas pode fazer com que fiquemos estagnados, presos no medo e no sentimento de impotência. Ao organizar a sua rotina, não esqueça de destinar um tempo para realizar alguma atividade que traga a sensação de bem estar, seja envolvendo arte, cozinha, meditação, leitura, música ou qualquer outra coisa da sua preferência.

“Mas isso influencia no meu trabalho?”, você pode se pergunta. E a resposta é: sim, e de forma direta! Se você tem momentos de prazer e autocuidado, sua mente consegue se reabastecer de estímulos positivos, recuperar-se do cansaço e concentrar mais energia durante o trabalho.

Conte para a gente como tem sido sua rotina de trabalho em casa e se você tem encontrado dificuldades para se manter produtivo (a) nessa quarentena. Se sim, aplique essas dicas na sua rotina e depois nos conte os resultados. Se não, conte para a gente como você faz para aliviar essa pressão e se manter focado (a).

Ter uma rede de apoio e conversar sobre as experiências é excelente para saber que não estamos sozinhos – e que logo tudo isso vai passar, com boas lições!

Alfabetização e Letramento – Parte 2

Na segunda parte do OpetCast especial “Alfabetização e Letramento”, com as professoras Karen Dias e Mara Dumke – assessoras pedagógicas da Editora e especialistas no assunto -, destacamos a importância da participação da família e a utilização da tecnologia para o sucesso desta importante etapa da vida escolar. Escute o programa agora!

[soundcloud]https://soundcloud.com/editoraopet/alfabetizacao-e-letramento-parte-2[/soundcloud]

A importância da Ludicidade na Educação Infantil

Ludicidade é um termo que tem origem na palavra latina “ludus”, que significa jogo ou brincar. Na educação, usamos o conceito do lúdico para nos referir a jogos, brincadeiras e qualquer exercício que trabalhe a imaginação e a fantasia. A ludicidade é um instrumento potente para o processo de ensino-aprendizagem em qualquer nível de formação, mas está presente com mais frequência na Educação Infantil. Isso porque, na infância, a forma como a criança interpreta, conhece e opera sobre o mundo é, naturalmente, lúdica.

Falaremos hoje sobre a importância de valorizar e incentivar o uso da ludicidade na educação infantil, para que, por meio das brincadeiras, a criança desenvolva melhor suas habilidades cognitivas, sociais e psicomotoras.

 

Habilidades cognitivas

O brincar desempenha um papel extremamente importante na constituição do pensamento infantil. É através dele que se inicia uma relação cognitiva do indivíduo com o mundo de eventos, coisas, símbolos e pessoas que o rodeia. A partir da brincadeira, a criança reproduz o discurso externo, o internaliza, interpreta e constrói seu próprio pensamento. Essa acaba sendo a linguagem infantil, à qual Vygotsky (1984) atribui um importante papel para o desenvolvimento cognitivo à medida que sistematiza as experiências e colabora com a organização dos processos em andamento.

Por isso, devemos valorizar e direcionar a brincadeira, quando utilizada como instrumento pedagógico. Processos de pré-alfabetização, por exemplo, podem acontecer de forma natural e fluida quando realizados à partir da ludicidade.

Porém, é preciso tomar muito cuidado para não tirar a brincadeira dessa roupagem natural, pois o lúdico é uma metodologia pedagógica que ensina brincando e tem objetivos, mas nunca cobranças.

 

Habilidades Socioafetivas

Ao brincar, a criança desenvolve uma relação afetiva com o mundo, com os objetos e, principalmente, com as pessoas ao seu redor. Isso faz com que ela se depare com limites, vontades, desejos e interpretações diferentes das suas, havendo, então, uma troca valiosa que constrói suas habilidades sociais. Ao entrar em contato com diferentes perspectivas e personalidades enquanto brinca, a criança alinha suas capacidades emocionais à convivência e à coexistência.

Trabalhar os conceitos de cooperação, coletividade e trabalho em grupo através de brincadeiras com a turma, ou mesmo em casa com a família, desenvolve noções de respeito e igualdade em relação ao outro, valores que são extremamente importantes para a convivência em sociedade.

 

Habilidades Psicomotoras

Muito se fala dos efeitos alienadores do uso excessivo de tecnologias e jogos digitais na infância. Isso afeta, além das habilidades sociais, o desenvolvimento psicomotor da criança, pois limita os estímulos que ela recebe a uma fonte inorgânica e artificial de conteúdos. Isso não faz desse tipo de recurso algo a ser completamente negado – ele, por certo, também tem seu espaço. Porém, correr, pular, dançar, escalar e conhecer o mundo através dos instintos e dos sentidos fazem com que a criança explore melhor seu próprio corpo. Isso, atrelado à ludicidade, traz habilidades como autoconfiança, autoestima e superação, eliminando inseguranças em relação ao mundo externo e às limitações internas.

Na escola, as brincadeiras de corda, pega-pega, circuitos, gincanas, esportes e dança são atividades que devem ser frequentes, pois, além de trazer benefícios individuais, fazem com que o cotidiano seja mais dinâmico e atrativo, tanto para as crianças quanto para os professores.

Ludicidade como metodologia significa respeitar a interpretação da criança sobre o mundo e o lugar que ela ocupa nele. Através do lúdico, a criatividade, curiosidade e o desejo por saber acontecem de maneira natural, ampla e fluida, fazendo com que a educação aconteça de forma emancipadora, afetiva e plural.

Separamos dois artigos científicos que abordam o tema da ludicidade da educação infantil para que você possa continuar o estudo, se desejar.

Para mais conteúdos como esse, acompanhe o blog e as redes sociais da Editora Opet. Estamos sempre buscando melhorar o mundo e as relações através de uma educação que aproxima e liberta.

 

Sugestões de leitura:

  • A Importância do Lúdico na Educação Infantil – Fábio A. Porangaba, Sandra de Souza M. Porangaba e Silvane de Souza Meneses.

http://www.lambaridoeste.mt.gov.br/secretarias/educacao-e-cultura/artigos-dos-professores/59/view/672

  • A Ludicidade Construindo a Aprendizagem de Crianças na Educação Infantil – Ana Maria da Silva

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/a-ludicidadeconstruindo-a-aprendizagem-de-criancas-na-educacao-infantil/50878

Alfabetização e Letramento

A alfabetização e o letramento marcam uma etapa extraordinária da educação. Um tempo de grandes conquistas e de preparo para o futuro. No OpetCast desta e da próxima semana, conversamos com duas especialistas no assunto, as professoras Karen Dias e Mara Dumke, assessoras pedagógicas da Editora Opet. Elas debatem questões centrais do tema. Escute o primeiro programa agora!

[soundcloud]https://soundcloud.com/editoraopet/alfabetizacao-e-letramento[/soundcloud]

Aulas Remotas e EAD: qual a diferença?

O distanciamento social, principal medida sugerida para a contenção do coronavírus, exigiu das instituições de ensino uma adaptação rápida ao ambiente virtual. As aulas remotas têm sido a única alternativa para milhões de educadores e estudantes continuarem as atividades escolares, na tentativa de mitigar a defasagem ensino-aprendizagem no contexto da pandemia.

Nos debates que ocorrem dentro desse processo, muitas vezes as aulas remotas – um recurso de emergência – são associadas à modalidade de ensino a distância (EAD), oferecida por diversas instituições de ensino no Brasil e no mundo.

Vale destacar que aulas remotas e EAD não são a mesma coisa. São bem distintas e não podem ser entendidas da mesma forma. Neste artigo, vamos apontar a diferença entre essas duas realidades, esclarecendo possíveis dúvidas e evitando confusões conceituais.

Um plano emergencial de ensino

Em sua primeira divulgação do Plano Emergencial de Ensino, em março deste ano, o MEC autorizou a substituição de aulas presenciais pelo formato remoto, no qual as instituições podem utilizar tecnologias da informação e comunicação – as chamadas TIC – para dar continuidade aos cursos durante a pandemia. A princípio, a pasta se referia apenas às instituições federais, universidades e institutos. Mas, logo, o recurso passou a ser utilizado também pelas instituições do ensino básico, tanto da rede pública quanto privada, devido ao agravamento do quadro da covid-19 no país.

Em abril, o Conselho Nacional de Educação autorizou a oferta de atividades não presenciais em todas as etapas do ensino para que as instituições pudessem reorganizar o calendário escolar e dar continuidade, de forma adaptada, às atividades do ano letivo. Dessa forma, as aulas remotas passaram a ser uma solução temporária para dar seguimento ao trabalho com os estudantes de maneira segura.

 

O EAD

EAD, ou Educação a Distância, é uma modalidade de ensino antiga – ela existe desde o século XIX –, que possui diretrizes e pré-requisitos próprios, com estrutura e metodologia pensadas para promover educação à distância. É desenvolvida para prestar atendimento, aplicar atividades e avaliações, aulas e todas as demandas de um ambiente de aprendizado, com recursos tecnológicos e acadêmicos para promover o ensino.

Na modalidade EAD, a maioria das videoaulas são gravadas e dispostas em uma plataforma, na qual o estudante as assiste e avança conforme sua compreensão do assunto. O material didático é padronizado, assim como as atividades e avaliações. Geralmente, o conteúdo EAD é organizado por módulos, mas o seu calendário segue um padrão unificado.

O suporte acadêmico é feito por um tutor, que fica disponível para tirar dúvidas e passar orientações mais diretas sobre as atividades. Porém, o docente também mantém um contato com o estudante através de fóruns, avaliações e auxílio acadêmico propriamente dito.

Resumindo: o Ensino a Distância (EAD) foi desenvolvido e estruturado para acontecer, especificamente, no ambiente virtual, considerando todo aparato tecnológico e acadêmico para que isso seja possível. Diferente das aulas remotas, não é uma solução imediata para um problema que impossibilita as aulas presenciais. É uma concepção didático-pedagógica que promove o ensino a partir de estruturas e métodos específicos e que utilizam recursos digitais e audiovisuais para formação discente.

 

Aulas Remotas

Como já observamos, as aulas remotas são uma solução temporária para que as instituições continuem a promover o ensino mesmo durante a pandemia, mas não fazem parte de uma estrutura de ensino EAD.

Utilizando a plataforma de ensino à distância do MEC ou mesmo da própria instituição, os educadores conectam-se com os estudantes e promovem aulas em tempo real, com interação e comunicação direta. O material didático é customizado pelo próprio professor e as atividades são aplicadas de acordo com o desenvolvimento da disciplina, não são programadas e padronizadas como na EAD.

Um ponto importante a ser destacado é o da formação docente. Embora o uso da tecnologia como recurso didático seja uma pauta constante nos debates sobre educação, o conhecimento e formação de um docente que trabalha com EAD são muito mais direcionados e específicos. Isso porque, aqui, a tecnologia não aparece apenas como uma ferramenta, mas como o meio pelo qual o ensino deve ser desenvolvido. Por isso, não é coerente exigir que os educadores que normalmente atuam no ensino presencial tenham um desempenho semelhante aos professores do EAD.

Temos, hoje, milhares de professores que viram sua rotina profissional completamente transformada e que precisaram se adaptar rapidamente em termos de atuação, planejamento e recursos.

A todos, nesse momento, é necessário dedicação e esforço para que possamos reinventar nossos métodos e renovar nossas habilidades, mas isto é um processo. Por isso, a Editora Opet traz, diariamente, informações e debates em suas redes e plataformas digitais, além dos momentos formativos e dos recursos digitais aos nossos parceiros públicos e privados. Para que, juntos, possamos encontrar as melhores maneiras de garantir e zelar pela educação, neste que é um momento tão difícil para todos. Acompanhe e junte-se a nós nessa missão!

Sugestão de leitura:

  • Aulas Remotas ou EAD?

https://abmes.org.br/noticias/detalhe/3705/aulas-remotas-ou-ead

Sugestão de Vídeo:

  • Live Moonshot Educação – O que é Ensino Remoto Emergencial e por que não é Ensino à Distância

https://www.youtube.com/watch?v=JIh-bEYy-s8