Por dentro do Enem: como surgiu, como evoluiu e o que vem por aí

Enem. Para milhões de brasileiros, estas quatro letras resumem uma das maiores preocupações de 2026. O Exame Nacional do Ensino Médio nasceu em 1998 com a missão de avaliar a aprendizagem dos jovens ao final da Educação Básica. Uma proposta ambiciosa e necessária do ponto de vista do planejamento da educação, que, em pouco menos de trinta anos, foi incorporada à cultura educacional brasileira.

Com o tempo, o Enem transformou-se na segunda maior prova do gênero no mundo, perdendo apenas para o Gaokao, o Exame Nacional de Ensino Superior da China, que em sua edição de 2024 mobilizou nada menos do que 12 milhões de estudantes. Esse número é quase o triplo do de inscritos no Enem em 2025 – a população chinesa, porém, é cerca de seis vezes maior que a brasileira.

Além de medir o nível de conhecimento dos estudantes, o Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se também a porta de entrada para o ensino superior em diversas instituições – uma alternativa de grande sucesso aos vestibulares tradicionais.

No primeiro artigo da série #EducaçãoHumaniza, vamos “desvendar” o Enem a partir de sua história, formato e desafios. Confira!

Lembranças do primeiro exame

Em 2025, o Enem registrou nada menos do que 4.811.338 inscritos, número expressivo e que marca uma retomada do interesse pela prova, sem, porém, superar os 6.384.957 do ano de 2019 (pré-pandemia). Cifras significativas, ainda mais quando comparadas à da primeira edição, em 1998, quando apenas 157.221 estudantes se inscreveram e 115.575 participaram. Naquele ano, o exame foi realizado em apenas um dia e com 63 questões objetivas (cerca de 30% das atuais 180 questões), além da redação.

Criado pelo MEC e pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, na origem o Enem tinha como foco quase que exclusivo a avaliação do desempenho dos estudantes ao final do Ensino Médio (ela foi usada como meio de ingresso no ensino superior por apenas duas instituições – falaremos disto daqui a pouco).

A prova evolui

Em 2009, o Enem registrou um ponto de virada: naquela edição, a composição e as correções da prova passaram a utilizar a chamada Teoria da Resposta ao Item (TRI), abandonado o modelo da Teoria Clássica dos Testes (TCT). A TRI é um modelo matemático desenvolvido para tornar o processo de correção de provas mais justo e preciso.  A premissa da TRI é interessante: a partir de uma análise do desempenho do candidato no conjunto da prova, é possível verificar se ele demonstrou seus conhecimentos de forma coerente e consistente – o que é decisivo para a nota final. E essa “firmeza de conhecimentos” é construída com a colocação, nas avaliações, de questões fáceis, médias e difíceis sobre um determinado assunto, que permitem detectar com precisão o verdadeiro grau de conhecimento do candidato sobre um tema – desconsiderando, por exemplo, os famosos “chutes”.

Do que é feito o Enem?

A incorporação da TRI demonstrou que o Enem não era apenas “mais uma prova”, mas uma avaliação elaborada com uma finalidade muito específica – e que segue por outro caminho em relação aos vestibulares clássicos. Enquanto estes são “conteudistas”, ou seja, cobram conhecimentos estabelecidos no currículo da Educação Básica – como, por exemplo, a data da batalha de Gaugamela ou os elementos químicos que compõem os chamados “Gases Nobres” –, nas provas do Enem o foco é outro, mais rico e complexo.

A composição de conhecimentos tem como foco as competências, habilidades e raciocínio crítico. E as 180 questões das quatro áreas – Ciências Humanas e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias – mais a redação exigem interpretação, aplicação prática e interdisciplinaridade.  

Desde que o Enem foi implantado, muitas provas dos vestibulares evoluíram na mesma direção. Mas, é possível afirmar que elas evoluíram, inclusive, por influência do próprio Enem. Ou seja: o exame nacional do Ensino Médio também acabou produzindo uma “avaliação indireta” do próprio vestibular, motivando sua evolução!

Momento de inflexão

Ainda que as avaliações diagnósticas sejam extremamente importantes para a educação, elas não costumam despertar tanto entusiasmo nos avaliados. Para eles, afinal, “uma prova é uma prova”. No caso do Enem, desde o início a percepção foi diferente. Isso porque, já em 1998, a avaliação já foi usada como critério para o ingresso no ensino superior (as instituições pioneiras foram a Universidade Estadual de Londrina, UEL, e a Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF). 

No ano seguinte, o número de instituições saltou para 93, entre públicas e privadas! Hoje, praticamente todas as 69 universidades federais utilizam o Enem via SiSU (Sistema de Seleção Unificada), além de programas como o ProUni (Programa Universidade para Todos) e o FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

As notas também valem para universidades estrangeiras. Atualmente, mais de 40 universidades de outros países aceitam a nota do Enem como forma de ingresso, principalmente em Portugal, mas também no Reino Unido, França, Holanda, Estados Unidos e Canadá, entre outros. A primeira universidade estrangeira a aceitar o Enem foi a Universidade de Coimbra (Portugal – foto), em 2014.

Nascimento, crescimento, quebras e retomada

Um olhar sobre os números de inscritos/participantes do Enem, em especial na última década, mostra dois momentos críticos de participação.

O primeiro deles aconteceu na edição de 2017, quando, por conta do fim da política de gratuidade automática da inscrição aos concluintes do Ensino Médio nas escolas públicas, houve uma redução de quase dois milhões de inscrições (21,98%) em relação ao ano anterior (2016 = 8.627.957; 2017 = 6.731.444).

O segundo momento crítico foi resultado direto da pandemia da Covid-19. Por conta da necessidade sanitária de distanciamento social, o exame de 2020 foi adiado pelo MEC/Inep e aplicado em janeiro e fevereiro de 2021, e a edição de 2021 acabou sendo aplicada em novembro e dezembro do mesmo ano. Enquanto nas provas do início do ano tiveram 5.783.357 inscritos, as do final do ano registraram 3.109.762 inscrições – uma redução de 46,22%.

Desde então, o número de inscrições vem se recuperando de forma gradativa: em 2022, foram 3.396.632; em 2023, 3.958.125; em 2024, 4.154.792; e, em 2025, 4.811.338. No período 2022-2025, o número de inscritos no Enem cresceu a uma taxa média de cerca de 12,3% ao ano.

Um futuro digital que não existiu… e outras possibilidades

Em 2019/2020, o Inep lançou o projeto-piloto do “Enem Digital” com o objetivo de ampliar a inserção de recursos como a gamificação no exame e reduzir os custos de logística associados às provas físicas. No primeiro ano, o exame teve a participação de candidatos de 104 municípios, com as provas realizadas laboratórios de informática de instituições de ensino.

Em 2025, o MEC anunciou a extinção do projeto sob o argumento de que a adesão na última edição realizada, em 2022, havia ficado muito abaixo do esperado. Na ocasião foram oferecidas 100 mil vagas, com 66 mil inscritos e 30 mil participantes efetivos  (uma abstenção de 70%; a título de comparação, em 2025, o percentual de abstenções na prova física foi de 27%).

Entre as outras propostas em desenvolvimento estão a ampliação do exame para os demais países do Mercosul e, também, o fim do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básico) no 3º ano do Ensino Médio – ele seria substituído pelo próprio Enem. Essas mudanças foram anunciadas pelo MEC em novembro de 2025.

Conclusão

Em quase três décadas, o Enem se consolidou como uma das avaliações mais relevantes do país. Tão importante que assumiu um caráter de política de Estado, mantendo-se e crescendo em meio às mudanças de governo e dos olhares de governo sobre a educação. 

Elementos como a aplicação da TRI – que modernizou a prova como método de avaliação da aprendizagem – e a conexão entre o exame e o ingresso nas universidades fortaleceram o Enem. Sua conexão com o Novo Ensino Médio (NEM), que em 2026 se torna obrigatório em todas as escolas do país que oferecem este nível de ensino, promete uma “dobradinha” de sucesso. 

Da mesma forma, uma eventual ampliação do exame para os países do Mercosul pode representar um grande avanço, assim como a efetivação de políticas públicas que estimulam jovens de menor renda a concluir a última etapa da Educação Básica.

E os desafios? Uma avaliação do porte do Enem enfrenta alguns desafios, como os de logística e de segurança das provas. Os cadernos devem chegar a todos os candidatos e não podem – em hipótese nenhuma – ter questões vazadas antes ou durante a realização da avaliação. Outro desafio essencial é a redução do percentual de abstenção, que gira ao redor dos 25%-30% a cada ano com prejuízos para os próprios candidatos e para os cofres públicos.

Por fim, mas não menos importante, a prova também deverá se adequar às exigências do novo Plano Nacional de Educação (PNE, 2024-2034), atualmente em discussão no Congresso Nacional. O PL 2.614/2024, aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado, já está em tramitação na Casa e deverá ser apreciado a partir de fevereiro, após o retorno dos trabalhos legislativos.

Para que a educação brasileira avance, é fundamental que o Enem seja cada vez mais valorizado pela sociedade, com melhorias contínuas e o engajamento de gestores e representantes públicos em ações que garantam sua qualidade.

Enem 2022: 3, 2, 1… segundo dia de prova!

Neste domingo, 3,4 milhões de brasileiros participam do segundo dia de provas do Enem, com foco nas avaliações dos temas de Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Física e Química). Serão 90 questões, divididas em dois cadernos com 45 questões cada. O que esperar desse segundo dia de provas?

Olho no básico

Além de seguir atentamente as recomendações gerais para a prova, os candidatos devem atentar para o fato de que, neste domingo, eles terão 30 minutos a menos para desenvolver a avaliação – os portões abrem às 12h, são fechados (rigorosamente) às 13h e a prova começa às 13h30, com encerramento às 18h30. Por quê? Na verdade, eles não contarão com o “tempo extra” disponibilizado para a redação, que fez parte da primeira etapa da prova.

A “cara” da avaliação

E qual deve ser a “cara” do segundo dia da avaliação? O que esperar das questões de Matemática e Ciências da Natureza?

Tomando por base o primeiro dia da avaliação, o que se pôde ver foi um Enem “clássico”, isto é, uma prova tecnicamente bem construída, pautada em conteúdos sociais e conectada a temas atuais do Brasil e do mundo.

Neste segundo dia, apesar de os temas serem mais “frios” – estamos falando de ciências exatas -, eles devem manter a pegada crítica, colocada especialmente de forma transversal nas perguntas. Assim, podemos esperar, por exemplo, boas questões associadas à ecologia e ao meio ambiente, temas que, de resto, estão no centro das discussões por conta da COP 27, conferência do clima realizada nesta semana no Egito.

Estratégias de resposta

Em termos estratégicos, a grande dica é examinar a prova em termos globais – isto é, lê-la do começo ao fim – e perceber as questões mais fáceis, aquelas cuja resolução está mais “à mão”; e, daí, respondê-las.

Essa dica, aliás, é preciosa quando levamos em conta que o Enem é corrigido com base na Teoria da Resposta ao Item, que valoriza os acertos “verdadeiros” e despreza os acertos derivados de chutes.

Muita atenção, também, ao enunciado das perguntas. Na medida em que as alternativas podem oferecer mais de uma resposta conceitualmente correta, a grande “sacada” é fazer um recorte com base no que está sendo pedido e, assim, chegar à única alternativa que vai garantir a pontuação máxima.

É preciso observar, ainda, a composição da prova de Matemática. Segundo especialistas no componente curricular, dois terços das 45 questões do caderno (ou seja, 30) têm como foco a Matemática básica e comercial, a Estatística e as funções – essas questões se colocam no rol das fáceis. As perguntas restantes são mais avançadas.

Ah, foco, também, nas unidades de medida, que sempre caem no Enem – se você tiver dúvidas, volte às tabelas e busque criar mnemônicas!

Quer saber mais? Então, acesse o material especial que produzimos sobre o estudo da Matemática para o Enem!

Aproveite e confira todas as dicas para você alcançar a pontuação máxima nas questões de Química!

Últimos exercícios

De resto, você ainda pode usar as últimas horas antes da prova para refazer as questões de edições anteriores do Enem. Para isso, vá à página oficial do concurso e acesse as provas e os gabaritos. Só não vale a pena exagerar na “dose final” de estudos. Descanse, respire, relaxe… e arrase!

Combinação perfeita! A Química e o Enem

A Química está em tudo: no ar que respiramos, nos alimentos, nos produtos que usamos, no meio ambiente e nas estrelas. Ela já era percebida pelos gregos, com filósofos como Demócrito, e também pelos árabes e pelos chineses. E, a partir do século 18, virou ciência. Na mesma época, começou a fazer parte dos currículos escolares. E, no século 21, está no Enem!

Nesta edição do Opet Enem 2022, vamos tratar da Química: como este componente curricular aparece na prova – e como você deve se preparar para arrasar! A combinação perfeita. Confira!

Química: onde ela aparece no Enem?

Antes de mais nada, é preciso localizar a Química dentro do Enem. O componente faz parte da área do conhecimento de “Ciências da Natureza e suas Tecnologias”, junto com Biologia e Física. Aparece no 2º dia de prova (neste ano, 20 de novembro), em um caderno com um total de 45 questões. Delas, 15 são de Química.

E quais são os assuntos mais pedidos nas questões de Química?

Examinando as edições anteriores do Enem – você pode fazer isto acessando o site do Inep, que organiza a prova (CLIQUE AQUI) –, podemos conhecer os temas ou assuntos mais pedidos do componente de Química. São eles:

  • Moléculas
  • Química orgânica (cadeias de Carbono)
  • Química inorgânica (ácidos, bases, sais e óxidos)
  • Soluções e concentrações
  • Estequiometria (cálculo de reagentes e produtos de uma reação química)
  • Termoquímica (calor e energia nas reações químicas)
  • Poluição ambiental (tema apresentado de forma transversal, em perguntas relacionadas a fatos ou fenômenos históricos)
  • Radioatividade. 

A Química mais perto: como estudar?

A Química é um componente curricular formado, inicialmente, por conceitos fundamentais – como os de matéria, energia, substância, corpo, objeto e sistema, assim como os que explicam as partículas atômicas e suas relações e os elementos químicos.

Para avançar pela Química, é preciso conhecê-los a fundo, tendo-os na ponta da língua! E isso é algo que você consegue focando nos livros didáticos e, também, em conteúdos digitais relevantes.

No Youtube, por exemplo, existem vídeos e canais excelente sobre Química em língua portuguesa. Nossa sugestão é acessar o canal YOUTUBE EDU – plataforma lançada pelo Google em 2013 em parceria com a Fundação Lemann – e pesquisar diretamente pelos conteúdos de Química. Eles são produzidos por professores e têm a curadoria de especialistas.

Uma Química mais dinâmica

Dominando os conceitos fundamentais, você vai avançar para a parte mais “dinâmica” do componente, associado aos cálculos, combinações e seus resultados. Atenção especial à Química Orgânica, associada ao carbono e suas cadeias – petróleo, plásticos, combustíveis, seres vivos… tudo isto está ligado ao carbono!

Para isso, o primeiro caminho também é o dos livros didáticos, que trazem os elementos fundamentais para o entendimento do tema. E os vídeos também dão uma bela força.

A “reação química” dos estudos, porém, não para por aí: trabalhe, também, com simuladores de experiências e outros recursos digitais, como os disponíveis em aplicativos. Um belo exemplo são as tabelas periódicas interativas – algumas, repletas de conteúdos extras -, disponíveis em formato Android e IOS. Muitos desses apps são gratuitos.

Lembrando sempre que os estudantes de escolas e redes de ensino parceiras da Editora Opet têm acesso a uma série de recursos de estudo na plataforma educacional Opet INspira, como simuladores, vídeos, quizzes, apresentações e até uma tabela periódica repleta de informações adicionais. É acessar e estudar!

Dica certa: resolver exercícios

Esta dica, na verdade, vale para todos os componentes curriculares. Para a Química, igualmente! Acesse as provas e gabaritos do Enem, resolva as questões e verifique seu grau de acerto. Se você errou uma questão, vá ao gabarito e interprete a resposta certa. Mais do que focar na própria resposta, é importante que você perceba o caminho associado a ela – isto, para uma avaliação como o Enem, que trabalha com a TEORIA DA RESPOSTA AO ITEM, é essencial.

Outra dica: além de responder às questões do Enem, responda, também, às questões de Química dos vestibulares. Muitas vezes, seu nível de exigência é ainda maior que o do Enem, o que faz com que você se prepare ainda mais. Mas, onde encontrar?

A seguir, reunimos os endereços de algumas instituições que disponibilizam suas provas e gabaritos dos anos anteriores para consulta e realização de exercícios. Como as provas são completas, você vai precisar selecionar o componente de Matemática. Vá ao seu buscador preferido, digite “questões vestibular” mais o nome da instituição:

  • INSPER
  • Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
  • PUC-MG
  • UERJ
  • UFSC
  • USP
  • UTFPR

Bons estudos… e boa prova!

Prova Digital: conheça a proposta da mudança do ENEM e como funcionará este novo formato

(*) – ATENÇÃO: As provas escritas do ENEM de 2020 foram remarcadas para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021 e as provas digitais para os dias 31 de janeiro e 07 de fevereiro.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) é responsável pela realização das provas do ENEM. Há alguns meses, junto com o MEC, o INEP anunciou uma mudança importante no ENEM, que passará a ter formato digital. A polêmica sobre o adiamento da prova tradicional, impressa, em função da pandemia do coronavírus, fomentou discussões e questionamentos sobre essa notícia. Por isso, vamos explorar o tema, esclarecer alguns pontos e orientar nossos leitores sobre as implicações dessa mudança. Quer saber mais sobre o ENEM digital? Então, continue lendo!

O que é o ENEM digital?

O ENEM Digital é uma proposta do INEP e do MEC para mudar o modelo do ENEM. De 2020/21 a 2025, a meta é aplicar a prova digital em paralelo à prova impressa e de forma escalonada, até que, em 2026, todo o processo seja digital. A principal justificativa do MEC para a mudança é de que o novo formato eliminaria questões logísticas de impressão, depósito, guarda, distribuição e recolhimento de milhões de provas, com uma grande economia de recursos. Além disso, o formato digital permite o fracionamento das provas, que poderiam ser feitas em vários momentos do ano e não em um único período.

Quem pode participar do ENEM Digital?

Podem realizar as provas digitais estudantes que já concluíram o Ensino Médio ou que concluirão até o final deste ano. A princípio, essa opção não estará disponível para treineiros e estudantes que necessitam de atendimento especial, como recursos de acessibilidade, por exemplo.

Neste ano, de acordo com o edital, 101,1 mil participantes realizarão a prova no formato digital. A ideia é que esse número aumente a cada ano, até que todos os participantes que se inscrevem anualmente façam a prova no computador.

Onde o ENEM Digital será realizado?

As provas serão aplicadas em locais com infraestrutura adequada para receber os computadores utilizados pelos participantes. Eles terão acesso apenas ao sistema da prova, sendo impedidos de acessar a internet ou quaisquer outros documentos ou equipamentos. Como já ocorre no ENEM em formato impresso, haverá fiscalização nos locais de prova.

Os estudantes que, no ato da inscrição deste ano, optaram pela prova digital, realizarão o exame em local determinado pelo INEP, que selecionará universidades e escolas que já contem com um centro de informática adequado.

É possível fazer a prova digital e impressa?

Não. No ato de inscrição, os participantes devem escolher apenas uma das opções. As duas provas terão o mesmo formato (180 questões + redação), mas com perguntas diferentes. O ENEM Digital será feito pelos primeiros 101,1 mil candidatos que se inscreverem optando pelo formato de prova. Esses candidatos devem atender os requisitos para a inscrição ao ENEM e residir em uma das 15 capitais selecionadas para a aplicação digital.

E O ENEM, acontece quando?

Segundo informações divulgadas pelo MEC nesta quarta-feira (08.07), as provas impressas serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021, enquanto a versão digital está marcada para 31 de janeiro e 07 de fevereiro. A reaplicação do ENEM será nos dias 24 e 25 de fevereiro, com resultados divulgados a partir de 29 de março.

É preciso valorizar o ENEM

Seja no formato digital, seja no formato impresso, o ENEM é um importante recurso para que milhões de estudantes brasileiros cheguem ao ensino superior. Ele também fortalece a educação, na medida em que avalia os estudantes e o próprio Ensino Médio.

No blog da Editora Opet, publicamos semanalmente conteúdos que abordam as melhorias, mudanças, necessidades, problemas, impactos e objetivos da educação. Acompanhe e participe!

Sugestão de Leitura:

Brasil Escola: Enem Digital 2020.

https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/enem/enem-digital-2020.htm

Portal do MEC: Enem Digital.

http://portal.mec.gov.br/images/stories/noticias/2019/junho/03.07.2019_Coletiva-lanamento-Enem-Digital.pdf

Atendendo aos apelos da sociedade, ENEM 2020 é adiado

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (INEP) anunciou no dia 20 de maio o adiamento da aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, deste ano. A decisão do Ministério da Educação aconteceu após forte pressão da sociedade civil e do Congresso, visto que, devido à pandemia da covid-19, milhares de estudantes não têm condições de se preparar devidamente para a prova. A nova data ainda não foi definida, mas, de acordo com o texto do INEP, o exame acontecerá de 30 a 60 dias após a data divulgada anteriormente (novembro de 2020). Segundo o órgão, o MEC fará uma consulta aos estudantes em formato de enquete, prevista para o final de junho, para definir a nova data da aplicação. Por isso, se você se inscreveu, fique atento à página do participante para votar.

Desde a divulgação da abertura das inscrições e da propaganda do Governo Federal, a população veio pedindo, de forma contundente, o adiamento da prova. Isso porque, em um cenário com escolas e cursos preparatórios fechados por conta da pandemia e mais de 2 milhões de estudantes sem acesso à internet, pressupor que todos os candidatos terão plenas condições de estudar para o exame de forma satisfatória é, no mínimo, incoerente.

Entidades estudantis, parlamentares, artistas e populares manifestaram-se exigindo uma mudança no calendário. No dia 19 de maio, o Senado aprovou o Projeto de Lei Nº 1.277/2020, por 75 votos a favor e 1 contra, que prorroga os processos seletivos para acesso ao ensino superior, incluindo vestibulares e ENEM. O projeto segue para votação na Câmara dos Deputados, mas já demonstra um engajamento dos setores políticos, em consonância com a vontade popular.

Importância do Enem – O ENEM foi criado em 1998 para avaliar o desempenho dos alunos de Ensino Médio de todo o país, das redes pública e privada. É o maior exame vestibular do Brasil e o segundo maior do mundo, atrás apenas do chamado Gaokao, prova para admissão no ensino superior na República Popular da China.

É através do resultado do ENEM que milhares de estudantes brasileiros ingressam no ensino superior, sejam eles da rede pública, pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU – 2010), ou da rede privada, pelo Programa Universidade para Todos (PROUNI – 2004).

Em 2019, quase 4 milhões de estudantes realizaram a prova, concorrendo a vagas nas universidades de todo o país. Neste ano, segundo portal do MEC, 4,3 milhões de inscrições foram realizadas.

É de extrema importância que o Estado brasileiro defina parâmetros e incorpore medidas para avaliação e aprimoramento do nosso sistema de ensino. Exames como o ENEM permitem não apenas aos responsáveis pela esfera pública, mas também a todos os profissionais da educação, compreender os dilemas do ensino aprendizagem na sociedade brasileira e agir para superá-los.

 Dicas de estudo: siga preparado para o ENEM!

Apesar da mudança no calendário e no funcionamento das escolas devido à pandemia, há um esforço coletivo para manter o ensino, ainda que à distância, e o preparo dos estudantes para o ENEM. A Editora Opet, por acreditar em uma educação humana, cidadã, transformadora e inovadora, segue atuando firmemente para garantir a educação. Por isso, separamos algumas dicas para que estudantes e professores se prepararem para o ENEM durante a quarentena.

– Canais online: há uma infinidade de conteúdos na internet – a começar por bancos de questões – direcionada para processos seletivos. É interessante buscar uma diversidade de abordagens, visto que cada indivíduo tem um processo diferente de aprendizado. Por isso, apostar em um conteúdo mais descontraído para introduzir determinado assunto e depois aprofundar-se nele pode ser uma boa estratégia. Aqui temos uma lista com 17 canais no Youtube que contêm dicas de estudo para as disciplinas do Ensino Médio. Além disso, há conteúdos semelhantes em todas as plataformas online da Editora Opet. Não deixe de conferir!

– Conversar, discutir e interagir: sempre respeitando firmemente as recomendações de isolamento social, busque trocar sugestões com colegas sobre conteúdos e técnicas de ensino e estudo. Isso vale para estudantes e professores. A união e a troca fortalecem o conhecimento e ampliam as possibilidades.

– Organize-se: faça planilhas, listas, quadros ou qualquer esquema de organização de estudos. Definir objetivos e conteúdos a serem explorados é muito importante para manter o ritmo. Se você é professor, ajude seus alunos a montarem um cronograma. Assim, vocês poderão equalizar suas rotinas e trabalhar de uma forma mais eficiente.

Mantenha-se pronto: apesar do adiamento do ENEM ser algo importante neste momento de dificuldades, haverá muito a ser recuperado após o fim da pandemia. Por isso, é importante continuarmos nos preparando durante a quarentena, explorando as estratégias e canais de ensino disponíveis e discutindo maneiras de sempre valorizar e enriquecer a educação.

Para saber mais, confira as sugestões de leitura a seguir e acompanhe os canais digitais da rede Opet.

 

Sugestões de leitura:
  • Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM): Uma Análise Crítica

https://www.scielo.br/pdf/rbef/v37n1/1806-1117-rbef-S1806-11173710001.pdf

  • As dificuldades do reconhecimento da importância do ENEM no ensino médio

https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/82

  • Inep – Nota Oficial Adiamento do ENEM

http://portal.inep.gov.br/artigo/-/asset_publisher/B4AQV9zFY7Bv/content/nota-oficial-adiamento-do-enem-2020/21206

Biologia: reforço estratégico para o material do nono ano da Coleção Cidadania

A aproximação com os parceiros é um diferencial da Editora Opet. A partir dela, estamos atendendo a um pedido de escolas privadas que utilizam os materiais da Coleção Cidadania – Anos Finais. De olho na preparação dos estudantes para o Ensino Médio, o vestibular e o Enem, elas solicitaram a inclusão de conteúdos de Biologia ao livro de Ciências do 9º ano do Ensino Fundamental, que tem como foco a Física e a Química.

E nós atendemos à demanda: nos últimos meses, o professor de Biologia José Augusto Real Limeira, um dos nossos editores, está trabalhando bastante para oferecer materiais complementares de alta qualidade. “Estamos resgatando conteúdos de Biologia abordados no 6º, 7º e 8º anos, e agregando a eles conceitos centrais da área de conhecimento que serão vistos no Ensino Médio. A proposta é instrumentalizar os alunos do 9º ano com os principais fundamentos das Ciências da Natureza, proporcionando o seu ingresso no Ensino Médio com uma boa base para estudos mais aprofundados, incluindo conteúdos e resolução de situações-problema apresentados por questões de vestibulares e de Enem”, explica José Augusto.


Os conteúdos, que estão sendo oferecidos em formato digital – e que em 2020 serão agregados aos livros físicos –, compreendem temas de Citologia, Genética, Ecologia e Evolução. A sequência didática proposta, explica José Augusto, visa otimizar o estudo e fazer os estudantes raciocinarem de forma mais aprofundada. “Oferecemos uma proposição teórica, provocações para o estudo por meio de atividades de complexidade gradativa e sugestões de conteúdo digital, como vídeos e animações, que possibilitam o estudante concretizar de forma mais dinâmica a aprendizagem de conceitos centrais da Biologia abordados na unidade. As atividades propostas iniciam com questões que solicitam a construção de conceitos centrais, passando pela resolução de questões abertas que instigam a análise e a interpretação, culminando na resolução de questões de vestibulares e de Enem. Nessa perspectiva, pretende-se mobilizar e instrumentalizar gradativamente os estudante em seu processo de aprendizagem.”