“Ô, abre alas, que eu quero passar!”: o carnaval chega à sala de aula!

Pandeiro, cuíca, ritmo, fantasia, alegria… o carnaval é uma das festas mais ricas e complexas da cultura brasileira. E não apenas pelas cores, pela dispersão geográfica, irreverência ou criatividade: na verdade, o carnaval tem uma história muito antiga, mais antiga que a própria fundação do Brasil. Além disso, ele reúne e harmoniza elementos dos três grupos humanos formadores da nossa sociedade: indígenas, africanos e europeus.
Em outras palavras: uma festa tão importante é, também, um “prato cheio” para a educação! Assumindo o espírito carnavalesco, é possível compartilhar muitos conhecimentos com os alunos. Da Educação Infantil ao Ensino Médio, todos vão se divertir… e aprender!

“Confete, pedacinho colorido de saudade…”: memórias de carnaval

Um bom início de trabalho sobre o carnaval pode envolver as memórias das pessoas. Assim, pergunte aos alunos sobre como eles e suas famílias vivenciam a festa. E não há problema se, por acaso, alguns eles não tiverem essas memórias por questões relacionadas à religião, por exemplo, ou apenas por não gostar da festa. Essa é uma boa oportunidade, inclusive, de trabalhar a diversidade, assim como o respeito e o acolhimento às diferentes opiniões.
Em relação às memórias carnavalescas, elas podem se estender à família, aos pais ou avós, por exemplo. Vale lembrar ainda que, em várias regiões do país, as festas carnavalescas estão fortemente relacionadas à cultura local – caso, por exemplo, dos maracatus e do frevo em Pernambuco -, o que dá ainda mais cor às discussões.

Como tudo começou

As origens do carnaval ser situam em um passado muito remoto. A festa, incorporada pela cristandade europeia há muitos séculos, na Idade Média, tem elementos ainda mais antigos. Há quem afirme, por exemplo, que uma festa semelhante, caracterizada pela inversão de valores (com o rei se vestindo de servo e o servo de rei, por exemplo), teria surgido na Babilônia há milhares de anos.

Dito isso, podemos passar ao “resgate histórico” do carnaval:

1. Apresente uma linha do tempo sobre a História do carnaval. Mostre aos discentes como a festa chegou ao Brasil em meados do século XVII, sob influência das festas da Europa. Aqui, dependendo do nível de ensino, você pode até detalhar as origens psicossociais da festa, mostrando, por exemplo, as ideias de inversão e catarse (a este respeito, vale a pena conhecer a teoria da carnavalização de Mikhail Bakhtin).
2. Mostre imagens e vídeos de personagens famosos do nosso carnaval, como o rei momo, pierrô e colombina, que têm origem europeia. As influências, aqui, são muitas, do teatro italiano à corte francesa de Luís XIV, passando pelos bailes de máscaras de Veneza… é muita coisa interessante!
3. Também é importante contar que, no século XVII, foram criados os primeiros blocos de carnaval, mas que eles só se popularizaram no século XX.
4. Mostre ainda a origem das fantasias, que, assim como a decoração dos carros, ocorria de forma espontânea. Essa “improvisação” deu origem aos famosos carros alegóricos que temos atualmente.
5. Leve áudios de marchinhas para apresentar o gênero e mostrar que esse estilo musical contribuiu grandemente para a aceitação popular. Leve materiais para apresentar a primeira escola de samba, criada em 1928 no Rio de Janeiro – era a “Deixa Falar”, que, mais tarde, virou “Estácio de Sá”.
6. E, por fim, não deixe de mencionar como se deu o surgimento e as primeiras competições das escolas de samba em São Paulo e no Rio de Janeiro. E que, em outras regiões do país, se mantiveram os tradicionais carnavais de rua, com blocos e agremiações.

Os carnavais pelo Brasil

É possível que muitos alunos observem que, em sua região, em sua cidade, não existe carnaval. Isso não invalida a ideia de apresentar a festa em toda a sua grandeza, até mesmo porque em nosso país – e no mundo – há muitos carnavais. Dos bailes de salão aos trios elétricos, dos concursos de fantasias aos maracatus, são muitas as possibilidades! Vamos examinar por região do Brasil:
● Carnaval na região Sul: No Sul, principalmente em Florianópolis e em outras cidades litorâneas, há uma grande mistura de elementos, como desfiles de escolas de samba, clubes, blocos de rua e festas com DJs.
● Carnaval na região Sudeste: Desfiles das escolas de samba nos sambódromos Anhembi e Marquês de Sapucaí que são transmitidas na TV. Também há blocos de rua e festas particulares em clubes. Tudo com muita música, samba e marchinhas de carnaval.
● Carnaval na região Centro-Oeste: É em Goiás que ocorre uma das principais festas do Centro-Oeste. Há marchinhas, shows de várias bandas e desfiles de escolas de samba.
● Carnaval na região Nordeste: Temos variadas formas de comemorar o carnaval no Nordeste. Na Bahia tem os trio-elétricos e mais de 150 blocos organizados. O famoso carnaval de rua atrai cerca de 2 milhões de pessoas.
Muito além dos bonecos, o carnaval de Olinda, assim como o de Recife, se destaca pelas manifestações de dança e música. Em ambos, temos o Frevo e o Maracatu (uma mistura das culturas africana, portuguesa e indígena). Além é claro, dos blocos de rua.
● Carnaval na região Norte: Outro ponto interessante de levar para a sala de aula é o fato das festas no Norte estarem ligadas ao folclore. Em Manaus na mesma época acontece a Festa do Boi (Boi-Bumbá) e o aniversário da cidade.
São três dias de festa onde o público dança coreografias únicas ao som das tradicionais músicas de influência indígena e veste os tururis (abadás).

Como apresentar o carnaval e seus elementos?

Depois de apresentar a História do carnaval e suas diferentes manifestações no Brasil, é hora de aplicar atividades que coloquem os estudantes em um contato maior com o assunto.
Como essa festa tão marcante da cultura brasileira é formada por blocos, desfiles de escolas de samba, fantasias, músicas, marchinhas, danças, fantasias, personagens como a colombina e muito mais, é fácil perceber que este grupo de elementos não se encaixam em uma única disciplina, certo?
Inclusive, já mencionamos anteriormente que é possível trabalhar aspectos históricos, artísticos e da linguagem utilizando o carnaval como pano de fundo.
Mas, mais importante do que trabalhar em cada uma dessas disciplinas, deve-se trabalhar de forma interdisciplinar. Desse modo, ele não será estudado a partir de uma único componente curricular, mas de vários e em diálogo.
Então, ao explicar o tema e aplicar as atividades, tenha em mente trabalhar o carnaval de maneira a explorar diferentes temas, sempre em contexto.
Pensando nisso, algumas das formas de ensinar e aplicar atividades são:

Ideias para apresentar o tema carnaval

● Apresentação de imagens e vídeos.
● Sugestões de artigos, livros, sites, vídeos e músicas.
● Pergunte aos estudantes o que eles sabem sobre a festa a partir de um bate-papo.
● Leve áudios e letras de músicas, samba-enredo e marchinhas de carnaval para que além de ouvir e conhecer, os estudantes também possam analisar a letra e seus significados. Aqui é possível trabalhar linguagem, musicalidade e História.

Atividades para trabalhar o carnaval em sala de aula

● Solicitar a montagem de uma linha do tempo da História do carnaval e sua evolução.
● Propor a apresentação e grupos sobre o carnaval em cada região a partir de fotos e vídeos da festa.
● Propor atividades que envolvam dança, assim, além de aplicar danças e coreografias típicas do carnaval, também é possível trabalhar a coordenação motora e a linguagem corporal.
● Aplicar atividades que envolvam a construção de máscaras e fantasias, de modo a trabalhar também a coordenação motora e a criatividade. Uma boa ideia é criar e imprimir máscaras de carnaval para serem coloridas pelos discentes. Utilize também recortes, tecidos, glitter, purpurina, lantejoulas e afins.
● Peça às crianças que criem murais e painéis decorativos sobre o carnaval.
● Tire um dia para montar uma oficina de desenho e pintura.
● Crie exposições que mostram os trabalhos criados.
● Abordar a musicalidade por meio de sambas, batuques e demais aspectos musicais do carnaval.
● Estimular estudos da Língua Portuguesa por meio de sambas-enredos famosos do carnaval carioca; apresentação do gênero marchinhas – por exemplo, “Ó abre alas”; Maracatu e Afoxé (manifestação cultural da Bahia que une música e religião).
● Proponha desfiles em algum espaço escolar mais amplo.
● Promova uma comemoração e peça aos estudantes que decorem a escola.

Seja por meio de histórias, vídeos, músicas, apresentações, desfiles improvisados, oficinas de pintura, o mais importante é que os estudantes conheçam a riqueza cultural brasileira.
Ao trazer ritmos e grupos específicos de cada região, por exemplo, é possível trabalhar aspectos como diversidade e religião. Ainda sobre o carnaval brasileiro de norte a sul, é fundamental trazer a festa do Norte como pauta. A festa do Boi e a maneira como ela ocorre, juntamente com o carnaval, é uma das expressões mais ricas que temos no Brasil. Ainda mais por ter tanta influência indígena.
Ritmos, marchinhas e instrumentos, além de remeter à disciplina de Arte e História, são excelentes para trabalhar aspectos linguísticos e, mais uma vez, regionais. E as oficinas, além de tornar a aula mais dinâmica, também estimula criatividade, socialização e coordenação motora, assim como as danças e coreografias.
Então, como você vai apresentar a História, os símbolos, os ritmos, os personagens e a diversidade cultura contida nisso nas suas aulas? Opções não faltam, mas o mais importante, trabalhe de forma interdisciplinar!

Bullying na escola: sinais, consequências e intervenção

“Bullying” é uma palavra que assusta só de a gente ouvir. E assusta porque está ligada a sofrimento e preocupação. Sofrimento de quem é alvo, sofrimento de quem provoca, preocupação dos familiares e dos professores em resolver o problema e proteger as pessoas afetadas.
A solução passa, é claro, pelos cuidados em relação à situação concreta, ao caso de bullying que já está acontecendo. E passa, também, pela implementação de estratégias preventivas. Que fortaleçam a empatia, a diversidade, o acolhimento e a convivência pacífica. Um movimento que deve nascer na família e na escola, tendo como meta a sociedade e a vida de cada um!

Um problema grave e desafiador

Muitas vezes, casos de bullying terminam com a mudança escolar do estudante que sofre as agressões, ou seja, com uma ruptura em relação ao ambiente em que ocorre a opressão. Isso, claro, após várias medidas ineficazes, como a suspensão do agressor. Funciona? Para a situação imediata, sim. Mas, infelizmente, não resolve o problema.
Esse cenário nos traz uma conclusão pouco animadora: muitas escolas ainda não estão preparadas para lidar com situações de bullying no ambiente educacional, que acaba se firmando como algo “corriqueiro” ou mesmo como parte de uma “cultura” – um erro muito sério.
Além dos perigos imediatos do bullying na escola, temos muitas consequências que permanecem. Traumas sofridos por estudantes vítimas de bullying costumam culminar em baixo rendimento escolar, baixa autoestima, sofrimento psicológico e até em morte. Por isso, é fundamental, que responsáveis e educadores fiquem atentos aos sinais que as crianças e os adolescentes dão, pois os efeitos psicológicos do bullying na escola são muito fortes.

Conhecendo o problema

É fundamental conhecer o oponente ou o desafio que se vai enfrentar para, assim, superá-lo. Isso, é claro, ocorre com o bullying. O termo tem origem na língua inglesa e deriva da palavra “bully”, que significa “valentão”. É usado para identificar a prática de atos violentos de ordem física ou emocional, intencionais e repetidos, contra uma pessoa.
As práticas que caracterizam o bullying podem partir de uma criança ou adolescente, mas, normalmente, partem de duplas ou até de grupos. Ou seja, além dos atos, o fato de ser praticado por mais de um indivíduo faz com que a vítima se sinta ainda mais fragilizada diante das intimidações, humilhações e maus-tratos.
Ele se manifesta em ambientes presenciais, como a escola, e também no cenário digital – em ambos os casos, de modo insidioso e cruel.
Via de regra, as vítimas de bullying possuem um perfil específico. Quem mais sofre bullying são aqueles estudantes considerados “frágeis”. Essa ideia de fragilidade se sustenta na possibilidade de comparação e de diferenciação. Há vários marcadores – os mais comuns são:
● Renda;
● Orientação sexual;
● Religião;
● Origem geográfica ou étnica;
● Aparência;
● Timidez e baixa autoestima;
● Transtornos como os do espectro TDAH;
● Destaques positivos, como em relação a notas ou comportamento.

Tipos de bullying quanto à materialidade

Quando falamos em “materialidade”, estamos nos referindo à forma como o bullying acontece, como ele se manifesta. Alguns tipos de bullying, como veremos, deixam sinais físicos na própria vítima; outros, não – o dano, porém, é semelhante:
1. Físico: aproximadamente 3% dos jovens sofrem bullying físico, tipo que envolve atos violentos direcionados ao corpo, como chutes, rasteiras e outras agressões.
2. Verbal: o mais comum, no entanto, é o bullying verbal, que, como informa a Revista Saúde, é relatado por 13% dos estudantes.
3. Escrito: as ofensas e ameaças, nesse caso, acontecem por meio de mensagens escritas e desenhos em papéis ou riscados em paredes, carteiras etc., normalmente anônimos.
4. De dano material: cerca de 5% dos estudantes informaram sofrer um tipo de bullying que se manifesta por danos, subtração ou destruição de seus materiais, brinquedos, roupas ou outros objetos de uso.
5. Cyberbullying: na era digital, o bullying migrou para as redes sociais e para as caixas de e-mail. Como os jovens estão muito imersos nesse universo – e como ele alcança um número extraordinário de pessoas –, seu potencial lesivo é especialmente alto.

Tipos de bullying quanto à interação psicológica

Os tipos de bullying também variam segundo a forma como a vítima é atacada:
1. Moral: difamar alguém – xingando, ofendendo, rebaixando moralmente, atribuindo falsamente erros ou desvios ou destacando maldosamente características físicas e de comportamento – constitui o que chamamos de bullying moral;
2. Social: o bullying social é aquele em que as pessoas agredidas são ostensivamente excluídas, ignoradas ou “sabotadas” por seus pares.
3. Psicológico: temos, também o bullying psicológico, que, como informa o Instituto Paranaense de Terapia Cognitiva, é aquele que “não envolve confronto físico, uma vez que a vítima constantemente sofre intimidações ou chantagens, além de ser frequentemente alvo de calúnias e boatos, bem como de perseguições no que diz respeito à orientação sexual, religião ou peso. É um grande fomentador do desenvolvimento de transtornos psicológicos, pois toca em pontos muito específicos, criando gatilhos”.

Impactos do bullying no longo prazo

O bullying muitas vezes tem consequências sérias sobre a vida de quem é vítima. E isso ocorre porque a infância é uma fase em que a criança está em pleno desenvolvimento cognitivo. Os acontecimentos desse período são a base das estruturas psíquicas que se seguirão para a adolescência e a vida adulta.
Logo, ao sofrer bullying, essa estrutura, que ainda está em formação, é afetada. E, não sendo ela formada da maneira adequada, pode, no futuro, gerar sentimentos como:
● Baixa capacidade de enfrentar situações desafiadoras;
● Resposta passiva a qualquer ataque;
● Dificuldade em confiar nas pessoas;
● Alimentação de uma visão negativa de si mesmo;
● Percepção de que a agressividade responsiva – geradora de bullying – é um caminho aceitável de interação.

Identificando sinais de bullying

Crianças que sofrem bullying podem apresentar várias mudanças de comportamento, bem como a recusa em ir para a escola. Além disso, os sinais mais comuns em crianças que sofrem bullying são:
● Dor de estômago;
● Dor de cabeça;
● Falta de apetite;
● Gagueira;
● Hiperatividade;
● Náuseas;
● Tensão muscular.

Sinais psicológicos de que um estudante pode estar sofrendo bullying na escola:
● Baixa concentração;
● Desinteresse repentino;
● Redução de desempenho em diversas atividades;
● Agressividade;
● Desobediência;
● Dificuldades nas relações interpessoais;
● Hipersensibilidade;
● Impaciência;
● Insegurança;
● Introversão súbita;
● Medo ou choro excessivo;
● Pesadelos e terror noturno;
● Baixa autoestima;
● Tristeza que pode evoluir para depressão;
● Níveis elevados de ansiedade, o que é compreensível, já que a escola passa a ser um meio hostil;
● Sintomas psicossomáticos, queixas físicas sem causa orgânica, mas associadas à ansiedade e ao estresse.

Como combater o bullying de forma efetiva?

A promoção das competências socioemocionais, como auto­estima, empatia e tolerância à frustração, é um importante aliado, já que podem ajudar tanto no combate quanto na prevenção do bullying escolar.
Nesse contexto, escola e família devem trabalhar juntas. Entenda!
Segundo a Car­ti­lha Bullying, do Conselho Nacional de Justiça, a escola é corresponsável nos casos de violência. Por isso, cabe a ela acionar os familiares, bem como o Conselho Tutelar e os órgãos de defesa da criança e do adolescente, se for o caso.
Os educadores precisam estar preparados para ir além dessas medidas. Isso passa por implementar planos de contingência com participação de todos: funcionários, alunos e comunidade escolar. O que envolve:

● Capacitar funcionários e orientar pais;
● Explicar aos alunos;
● Estar presente no recreio;
● Discutir soluções e ouvir a vítima;
● Acionar autoridades.

O papel da família

Primeiro de tudo, para a criança contar à família o que acontece com ela, é preciso que ela se sinta segura para fazer isso. Então, criar um ambiente de acolhimento no lar é fundamental para que os responsáveis tenham uma relação transparente com os pequenos.
Dito isso, alguns cuidados devem ser tomados quando a criança contar o ocorrido:
● Não incentivar a mesma reação; a ideia é quebrar o ciclo de violência e evitar novas atitudes agressivas.
● Mostrar equilíbrio em ouvir e falar sobre o assunto.
● Tomar cuidado para não minimizar ou supervalorizar os fatos.
● Não pressionar a criança ou fazer perguntas muito diretas. Deixe-a falar livremente e, posteriormente, leve as informações para os educadores – assim, eles poderão tomar as medidas cabíveis.
● Evitar colocar a criança na posição de coitada/frágil demais, isso pode prejudicar sua autoestima no espaço escolar. Em vez disso, mostre a ela como criar mecanismos para superar a situação e evitar novos casos como esses.
● Mostrar à criança que o bullying é algo errado e preocupante, mas que tem solução.

Materiais de apoio para ensinar sobre o bullying na escola: uma parceria com a Opet INspira

O bullying na escola causa sérios prejuízos a quem sofre a violência. Indica, ainda, questões que precisam ser resolvidas em algum aspecto da vida do agressor. E isso porque quem agride também está mergulhado em uma situação séria de desequilíbrio e sofrimento – praticar bullying não é normal, muito pelo contrário!
Deve-se investigar, então: quais são os motivadores de quem pratica o bullying? O que esse jovem quer demonstrar? O que ele deve aprender em relação à convivência e ao acolhimento? Como acolhê-lo, enfim, para que ele “baixe as armas” em relação a pessoas que ele considera mais fracas e merecedoras de seus ataques?
O fato é que o bullying deve combatido previamente, a partir da construção de uma cultura de paz e convivência. Por meio da inserção de atividades que visem a conscientização e a empatia entre os estudantes, bem como a observação contínua dos professores. E, por fim, é importante ter em mente a melhor maneira de combater o bullying é prevenir que ele aconteça.
As atividades e demais práticas propostas aqui podem ser implantadas em um cenário em que se deseja combater e eliminar uma situação de bullying já existente. Mas, aplicá-las antes de surgir um caso desse na escola é a melhor garantia de um ambiente seguro aos estudantes.
A Editora Opet, responsável pela Opet INspira, plataforma de objetos educacionais, possui uma série de livros no catálogo Sefe que fornecem uma grande contribuição aos educadores nessa missão de construir uma escola segura, empática e livre de violência.
Para usar nossos materiais, é preciso que a escola tenha um login de acesso. Dessa forma, além dos materiais, é possível encontrar ainda diversos materiais e ferramentas digitais para o desenvolvimento de várias das atividades lúdicas indicadas aqui.
Temos uma série de ferramentas inclusivas, graças ao nosso menu com funcionalidades de acessibilidade e que facilitam o desenvolvimento de projetos e outros tipos de trabalho em grupo. Isso é algo muito importante para criar uma cultura escolar pautada no respeito e na diversidade de pessoas e pensamentos, bem como no desenvolvimento de habilidades sociais.
Juntos, vamos combater o bullying na escola!

Pernambuco e Bahia: é tempo de implantações!

Momento de implantação no Colégio Avançar, em Paulista (PE).

A proposta Opet de uma educação humana, cidadã, transformadora, protagonista e acolhedora está chegando com ainda mais força às escolas privadas do Nordeste, mais exatamente em Pernambuco e na Bahia. Nos últimos dias, nada menos do que 11 escolas dos dois Estados participaram da implantação dos materiais didáticos, conteúdos e ferramentas digitais do selo Opet Soluções Educacionais. Ou seja, seus professores e estudantes iniciam o ano letivo com um novo sistema de ensino e, principalmente, com uma metodologia educacional inovadora.

“Implantar o sistema de ensino agora, nesta etapa inicial do ano, é uma vantagem para o desenvolvimento do trabalho nas escolas”, observa a professora Adriana Fialho, supervisora regional responsável pelo atendimento, junto com a equipe de assessores da Editora, das novas parceiras da área privada. Ela destaca o entusiasmo dos professores com os materiais didáticos e as ferramentas digitais, e também com a proposta pedagógica de fortalecimento dos laços entre família e escola. “Em todos os atendimentos, percebemos professores muito interessados, receptivos e atentos a tudo, dos livros às possibilidades oferecidas pela tecnologia.”

Como parceiras da Editora Opet, as escolas – professores, estudantes, gestores e familiares – têm acesso à Plataforma Educacional Opet Inspira, uma das mais modernas do país. A plataforma reúne tanto objetos de aprendizado – de filmes a jogos, de simuladores a planos de aula e bancos de questões – quanto as ferramentas Google Workspace for Education, que permitem a realização de aulas online e no contexto de ensino híbrido.

Criação de laços – A professora Lílian Pimentel da Silva (foto à esq.) é diretora do Colégio Professora Maria do Socorro, em Goiana, Pernambuco. Lá, conta ela, a implantação foi um momento de encantamento, algo situado muito além de uma simples “entrega de livros”.

“Em 24 anos de escola, eu não havia presenciado uma criação de laços como a que vi entre a equipe pedagógica e os formadores. Todos ficaram muito à vontade e houve uma troca de conhecimentos. O momento superou todas as expectativas da minha equipe”, avalia.

Adriana Fialho explica que todas as implantações tiveram como objetos os livros “Encantos da Infância”, para a Educação Infantil, e “Coleção Cidadania”, com foco Ensino Fundamental Anos Iniciais, Anos Finais e no Ensino Médio. “Nós percebemos uma afinidade muito grande em relação à proposta da Editora, de uma educação humana, cidadã e que aproxima.”

O professor Glaylson Rodrigues, supervisor regional, participou das implantações com a equipe de assessores. “Nós fomos muito bem acolhidos por todas as escolas. Os professores vieram para os encontros com grande expectativa, que, acredito, conseguimos suprir. E isso porque a proposta da Editora, de oferecer uma educação que aproxima e acolhe, vem totalmente ao encontro do momento atual vivido pelas escolas com o retorno às aulas presenciais”, observa.

Segundo Glaylson, elementos como a proposta de “desemparedamento” da sala de aula, o uso efetivo de metodologias ativas, a formação humana e integral, assim como o acesso a recursos digitais a partir da perspectiva da Cultura Digital, agradaram muito aos participantes. “Eles encontraram tudo isso na Editora, já durante as implantações.”

Vibração – Lílian Pimentel da Silva, a diretora do Colégio Professora Maria do Socorro, quer que o ano letivo de 2022 transcorra na mesma “vibração” da implantação. “A ideia é que essa equipe que formou meus professores esteja sempre presente, tirando dúvidas e trocando informações.” A gerente pedagógica da Editora, Cliciane Élen Augusto, garante que esse é o caminho. “Nossa relação com as escolas parceiras é, ao longo de todo o ano, das implantações à entrega dos portfolios de ações, sempre muito próxima. Nós pensamos na educação como uma construção conjunta, em que estamos sempre dialogando, solucionando e aprendendo. Assim, contem conosco!”.

Confira as fotos de algumas das implantações em Pernambuco e na Bahia:

Na escola Canteiro do Pequeno Príncipe, em Salvador (BA).
Na escola Geração Planeta Criança, Recife (PE).
No CEMP – Centro Educacional Mônica Patricia, em Lauro de Freitas (BA).
Na Escola Planeta Infantil, em Recife (PE).
No Colégio Avançar, em Recife (PE).
Na escola Nosso Ninho, em Recife (PE).

O que revela a “Nuvem de palavras” criada pelos familiares dos estudantes parceiros Opet?

Amor, empatia, aprendizado, respeito, conhecimento, interação, compreensão, participação, atenção: estas foram as palavras mais citadas pelas famílias dos estudantes das escolas parceiras públicas e privadas da Editora Opet nas avaliações dos Encontros com Familiares (EFAM) realizados ao longo de 2021. Elas aparecem na “nuvem de palavras” gerada digitalmente a partir das avaliações, que você confere em primeira mão na imagem acima. Para a Editora Opet, essas palavras mostram o quanto vale a pena investir na aproximação entre família e escola. O quanto vale a pena, enfim, estar ao lado de pessoas que pensam dessa forma. Saiba por que nesta reportagem especial:

Um dos maiores “segredos” do sucesso do trabalho educacional da Editora Opet reside na aproximação em relação às famílias dos estudantes. Essa busca pelo contato, esse acolhimento, fazem parte da nossa filosofia de trabalho, dos nossos princípios como educadores. E fazem parte porque acreditamos que a educação mais completa, a educação plena, é possível quando escola e família trabalham juntas. E não é só uma crença: estudos internacionais mostram que essa parceria é fundamental para o sucesso da educação. Nossa experiência de muitos anos também confirma isso.

Essa aproximação passa por todo um trabalho que envolve a formação de professores e gestores para o trabalho com as famílias, por Coleções Paradidáticas e, especialmente, pelos Encontros com Familiares, os chamados “EFAM”, que a Editora Opet promove nas redes municipais e nas escolas privadas parceiras. Esses encontros, que ao longo do ano passado foram realizados virtualmente com participação massiva das famílias – alguns deles reuniram 8 mil pessoas! –, conectam mães, pais, avós, tias, tios e outras pessoas responsáveis pelos estudantes para debater temas de interesse. São momentos de troca, diálogo e reflexão acerca do papel na família em relação à educação, valores, deveres e direitos nas relações familiares.

EFAM em formato virtual realizado com famílias em Maringá (PR) em 2021.

Após cada encontro, os participantes são convidados a avaliar o momento, indicando, em um formulário digital, uma palavra-chave que sintetize o sentimento gerado ou, então, o tema ou aspecto do EFAM que consideram o mais importante. “A participação nessa avaliação não é obrigatória, mas, ainda assim, foi muito grande em 2021. E nos trouxe uma devolutiva que é essencial para o nosso trabalho”, observa Cliciane Élen Augusto (foto), gerente pedagógica da Editora.

Cliciane Élen Augusto, gerente pedagógica da Editora Opet.

As palavras que aparecem com maior destaque na “nuvem” são as mais citadas nas avaliações. Em 2021, o termo mais citado foi “Amor”, seguido de perto por “Empatia”, “Aprendizado”, “Respeito”, “Interação” e “Responsabilidade”. Ao todo, mais de quarenta termos foram assinalados pelos familiares.

Palavras-força – “As palavras que mais apareceram são muito fortes e significativas, tanto nas relações humanas quanto na educação”, observa Cliciane. “E elas estão no centro do nosso trabalho, das nossas coleções. Ou seja, vêm confirmar o direcionamento que é dado pela Editora para a relação família-escola”, avalia Cliciane. “A nuvem de palavras, enfim, diz muito sobre o momento das famílias e das escolas, e nos auxilia no planejamento das nossas ações.”

Calendário – A Editora retomará os EFAM em fevereiro, após o início do semestre e a acolhida dos estudantes e das famílias pelas escolas. “Temos certeza de que as famílias vão se engajar. Elas sabem que, quando estão presentes, quando participam da parceria, a educação se fortalece”, diz Cliciane. “Assim, desde já, sejam bem-vindas!”.  

Como despertar o Protagonismo?

Admirável mundo novo: recursos e práticas que instigam e geram protagonismo

“Eureka!”: essa palavra, que significa “Descobri!”, foi exclamada há 23 séculos pelo matemático grego Arquimedes de Siracusa. Desde então, ela simboliza a alegria da descoberta e, principalmente, o protagonismo de quem quer aprender. E é justamente sobre esse protagonismo, esse envolvimento verdadeiro do estudante no processo de ensino-aprendizagem, que vamos tratar.
Como, afinal, antigos e novos recursos, especialmente os digitais, podem tornar os estudantes os protagonistas do conhecimento? Qual o papel do professor nesse processo? Vamos saber mais focando algumas possibilidades.

 

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida não é, exatamente, um recurso educacional recente. Ele, porém, ganhou força e muitas possibilidades com a chegada da internet. A ideia é interessante: a partir de premissas e instruções transmitidas pelo professor, levar o estudante a desvendar e a se aprofundar na pesquisa de temas em casa, e a mostrar na escola suas descobertas, dúvidas e caminhos de pesquisa.
Temos, aqui, um investimento direto no protagonismo do estudante. Ele, é claro, não irá a campo, para a pesquisa, sem orientações prévias dadas pelo professor (O que se deseja? Como fazer?). No entanto, terá a oportunidade de desenvolver os próprios caminhos de pesquisa; aprenderá a perguntar e a se perguntar sobre os assuntos; ganhará conhecimentos ampliados sobre um determinado tema. E poderá até expô-los digitalmente, em um blog ou uma página de rede social. Exemplos? Investigar e explicar o ciclo da água, o surgimento das cidades modernas, a escravidão no Brasil etc.
Em síntese – quando o estudante se depara com a necessidade de aprender algo novo, nos moldes da sala de aula invertida ele trabalha com os seguintes elementos:
● Habilidades de pesquisa.
● Capacidade de fazer boas perguntas.
● Raciocínio lógico.
● Discernimento (em relação à qualidade e à veracidade do material encontrado).
● Gestão de tempo e da atenção.

Nesse processo, cabe ao professor orientar, receber e auxiliar o estudante na “entrega” de suas descobertas e conclusões. Nas orientações, por exemplo, ele pode e deve trabalhar com temas da educação midiática, como a checagem de informações e a escolha de fontes confiáveis. E também pode estimulá-lo a apresentar esses conhecimentos a partir de suas próprias habilidades digitais, em recursos que vão do TikTok aos podcasts. Vamos ampliar essa discussão a seguir.

 

Novas práticas e a ampliação das possibilidades de ensino-aprendizagem

Como vimos, a sala de aula invertida é interessante, especialmente, por seu “chamado ao protagonismo”. Ao colocar o estudante no papel de investigador, o professor estimula o desenvolvimento de habilidades de grande importância para a própria humanidade.
Além da sala de aula invertida, porém, há outros recursos – digitais ou não – que podem fazer com que as aulas brilhem e o aprendizado seja prazeroso e significativo! Vamos conhecê-los de forma sintética:
● Aprendizagem baseada em problemas: ao utilizar a estratégia do ensino por meio de problemas, o educador propõe um problema do mundo real, considerando o nível de conhecimento da turma e o conteúdo estudando, para que os discentes possam analisar e encontrar uma solução. Por exemplo: a partir de informações prévias, os estudantes podem propor soluções para a conservação dos recursos hídricos de uma cidade ou região.
● Aprendizagem baseada em projetos: o projeto pode ou não ser uma continuação do ensino por problemas. Nele, o docente propõe também um problema desafiador, que estimule a imaginação e, a partir disso, os estudantes desenvolvem um projeto que solucione tal questão.
Em ambos os casos, é possível trazer outras táticas instigantes de envolvimento e participação dos estudantes. Entre elas, estão:
● Robótica.
● Gamificação (uso dos conceitos dos jogos em atividades no ambiente físico, como etapas, pontuações, prêmios, avatares e desafios).
● STEM (projetos que unam conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática para solucionar problemas).
● Representações tridimensionais.
● Fotografia.
● Atividades audiovisuais como podcasts; vídeos ou publicações em sites e blogs.
Um modelo híbrido de ensino, a distância ou de sala de aula invertida aplicado em conjunto com metodologias como problemas e projetos, conduz o estudante para o desenvolvimento de habilidades como:
● Debater ideias.
● Fazer previsões.
● Planejar.
● Experimentar.
● Coletar e analisar dados.
● Tirar conclusões.
● Comunicar ideias e descobertas.
● Desenvolver projetos.

 

Protagonismo e as novas tecnologias

Nas últimas décadas, as tecnologias digitais entraram na vida das pessoas. Se, antes, elas estavam restritas aos laboratórios e às instalações militares, hoje estão nas nossas mãos. E são extremamente poderosas: um único smartphone de 2022, por exemplo, possui mais tecnologia que os computadores usados pela NASA para colocar os primeiros seres humanos na Lua, há pouco mais de cinquenta anos!
A aceleração tecnológica, é claro, também chegou à educação. Algo que, no caso da Educação Básica, ganhou tração e visibilidade nos últimos dois anos e meio, com a pandemia da Covid-19. Boa parte dos professores, que utilizava as tecnologias digitais de forma comum – para trocar mensagens, acessar redes sociais e se informar –, mergulhou em usos até então inéditos, no planejamento e desenvolvimento de aulas. Foi um avanço civilizatório, que acabou incorporado ao dia-a-dia da educação.
A Editora Opet viveu ativamente esse processo, aprendendo e se antecipando em muitas situações: desenvolveu a plataforma educacional Opet INspira, um recurso poderoso, amigável e integrado às coleções e às suas propostas didático-pedagógicas, e firmou uma parceria estratégica com a Google Workspace for Education para o pleno desenvolvimento das aulas online.
Esse sistema de aulas remotas – que inclui, também, as formações pedagógicas feitas com professores das redes pública e privada de todo o país, assim como os encontros com familiares (os chamados EFAM’s) e gestores – contempla milhares de pessoas. Além disso, investiga permanentemente novas formas de educar, buscando somar estas inovações a um olhar humano, protagonista e inclusivo.
Na plataforma, há opções de materiais para atividades online, a distância e híbridas. Entre os recursos estão materiais didáticos digitalizados e objetos educacionais como vídeos, áudios, apresentações, quizzes, banco de imagens, jogos, simuladores e histórias infantis. Essas ferramentas também permitem a elaboração de aulas inclusivas – afinal, as tecnologias digitais ampliam as possibilidades nesse sentido também.

Brincar é ir além!

Você já parou para pensar para que servem os brinquedos e as brincadeiras? Eles, é claro, servem para divertir, entreter e aproximar pessoas. Mas, para além disso, possuem uma função extraordinária, relacionada ao desenvolvimento cognitivo e ao aprendizado. Brincar, enfim, não é só brincadeira – é muito mais! Vamos saber?

Brincadeiras, movimento e Psicomotricidade: que tal começar por aqui?

A psicomotricidade é de suma importância para o desenvolvimento infantil, pois está relacionada aos movimentos, aos aspectos cognitivos e à conexão com o mundo interior e exterior da criança. Entenda alguns dos benefícios das brincadeiras que envolvem a Psicomotricidade:

  • Equilíbrio: ajuda a criança a aprender manter o corpo firme e estável enquanto caminha, dança, corre ou faz qualquer outro tipo de atividade.
  • Consciência corporal: as crianças passam a dominar o seu corpo e a entendê-lo dentro do espaço, adquirindo, também, noção espacial.
  • Consciência espacial: as crianças aprendem a ir de um ponto a outro sem se perder, construindo memórias e fazendo relações. Brincadeiras como a de esconde-esconde são um bom exemplo.
  • Coordenação parcial e global: com as atividades que trabalham a psicomotricidade, a criança aprende a fazer movimentos diversos, sejam eles lentos ou em velocidade.

Por isso, é tão importante propor brincadeiras que envolvam a movimentação corporal. E tem mais: além de as brincadeiras corporais ajudar nas emoções, elas também contribuem para o desenvolvimento de habilidades cognitivas fundamentais. Assim, sugerimos algumas brincadeiras: 

Esconde-esconde: brincadeira estimula consciência corporal e espacial

Além de trabalhar o movimento e, portanto, a psicomotricidade, essa brincadeira ajuda as crianças a estimularem sentidos como visão e audição. Quanto à psicomotricidade, há um ganho quanto ao desenvolvimento do equilíbrio, da velocidade e, é claro, da noção do espaço. Sem contar que a brincadeira ajuda na percepção do mundo.

Coordenação motora? Amarelinha!

Coordenação motora talvez seja o grande ganho proporcionado pela Amarelinha. Ela também promove a consciência corporal e o equilíbrio, intimamente ligados à coordenação motora. Além disso, brincadeiras como essa auxiliam no desenvolvimento da musculatura, do sistema cardiorrespiratório e de ossos saudáveis.

Pular corda: coordenação, equilíbrio, ritmo e socialização em uma única brincadeira

Outra brincadeira que contribui bastante para a coordenação motora corporal é pular corda. Veja só quantas são as possibilidades de brincar!

  • Reloginho;
  • Cabo de guerra;
  • Laçar o bezerro;
  • Equilíbrio;
  • Pular num pé só;
  • Pular no ritmo de cantigas.
  • Sair e entrar no ritmo das batidas da corda.

Ao pular corda, a criança pula, salta, canta e, dependendo da atividade, segue o ritmo de coreografias e trabalha a habilidade de antecipação. E tudo ao mesmo tempo! Uma atividade poderosa, que tem reflexos positivos sobre o sistema cardiorrespiratório.

Mais jogos e brincadeiras que trabalham a psicomotricidade e outras habilidades associadas

  • Twister;
  • Pebolim;
  • Patins;
  • Pingue-pongue;

Vale lembrar que a psicomotricidade também envolve aspectos associados ao desenvolvimento da comunicação e da linguagem. Comunicação corporal, motricidade fina e outros… tudo ali, no brincar!

Brincadeiras para trabalhar comunicação, criatividade, fantasia e imaginação

É fundamental trabalhar o imaginário e despertar a curiosidade das crianças. As brincadeiras, principalmente as que envolvem imaginação e fantasia, como o faz-de-conta e as encenações, trabalham dimensões psíquicas, emocionais e físicas.

Elas ajudam as crianças a se perceberem no mundo, entender papéis e aprender sobre interações, socialização, comunicação e expressão de pensamentos e ideias. Sem contar que são cruciais para a saúde mental das crianças. Descubra algumas das atividades que trabalham a imaginação e a partir dela vários outros pontos! 

Pintura é uma das atividades mais ricas para a cognição e as emoções

A pintura é uma atividade superdivertida, que tem o poder de estimular habilidades inerentes ao ser criança. Com ela, é possível trabalhar a comunicação e a criatividade. Ainda mais se a pintura juntar a criançada toda! E, sim, vai sobrar muita tinta pra todo lado, mas nada que algumas folhas de jornal no chão ou um lugar adequado (como um jardim, por exemplo) não resolvam! É uma atividade que também estimula a sensibilidade e aumenta a capacidade de concentração e expressão das crianças.

Momento da leitura: o poder da contação de histórias

Na etapa de alfabetização, é muito comum utilizar a contação de histórias como recurso pedagógico. Mas, contar histórias vai além da aquisição da linguagem. Nesse processo, estão envolvidos a imaginação, a fantasia e a capacidade de interpretar. Um recurso fantástico! Vale a pena, por exemplo, caprichar na leitura por meio de:

  • Imitações;
  • Criar vozes para os personagens
  • Utilizar recursos como instrumentos musicais, ursinhos de pelúcia, fantoches e outros.

E, por falar em fantoches, nada mais poderoso para trabalhar a fantasia, bem como a capacidade de socializar e comunicar, do que as encenações. Teatros tradicionais ou de fantoches podem e devem acompanhar as histórias.

Teatros de fantoches, encenações e mímica

As crianças adoram imitar seus super-heróis favoritos, não é mesmo? Muitas vezes, até possuem roupas e fantasias desses personagens. Então, que tal tornar a atividade ainda mais elaborada?

Uma das atividades para as férias pode ser a proposta de brincar de fantasias, de imitar ou encenar. Isso pode partir da contação de histórias, com a encenação de um conto de fadas, de uma história de filme ou até mesmo de histórias inventadas pelos adultos e crianças participantes. Dentre os benefícios das encenações, estão o estímulo à invenção de personagens e ao desenvolvimento e aprimoramento da capacidade de comunicação.

Opções para criatividade, comunicação e socialização

Jogos de tabuleiro e outros tipos também ajudam muito na imaginação. Veja algumas opções!

  • Jogo Imitatrix;
  • Torre inteligente;
  • Stop;
  • Brincando de Engenheiro;
  • Quem sou Eu.

Brincadeiras e o raciocínio lógico

O raciocínio lógico é necessário em todas as áreas do conhecimento. Ele diz respeito ao pensamento para resolver um problema ou chegar a alguma conclusão.

As brincadeiras e, principalmente, os jogos online ou físicos contribuem para o desenvolvimento do raciocínio lógico, pois, para chegar ao seu fim, as crianças precisam elaborar estratégias, definir soluções e superar desafios.

Sem contar que esse tipo de atividade coloca o indivíduo em várias situações que necessitam resolução de conflitos, colaboração, tomada de decisão e reflexão. Também podemos citar a habilidade de persistência, algo que pode ser adquirido com os jogos e é extremamente importante para qualquer momento da vida.

Para as estimular o raciocínio lógico por meio das brincadeiras, sugerimos opções como:

  • Lego;
  • Mímica;
  • Banco imobiliário;
  • Xadrez;
  • Damas;
  • Quebra-cabeça.
  • Cara a Cara;
  • Jogo da Memória;
  • Dominó;
  • Lince;
  • Cilada;
  • Alquimia;

Jogos de estratégia como os citados acima, ou aqueles que envolvem conhecimentos científicos, como Alquimia, são algumas das melhores opções para ajudar a criança a desenvolver o raciocínio lógico.

Use a tecnologia a favor da educação com a Opet INspira

Por fim, vale destacar os jogos online. Para solucioná-los, a criança utiliza estratégias, lógica e conhecimentos escolares. Sem contar que muitos deles envolvem criatividade e a fantasia. E há várias opções inclusivas.

Na plataforma educacional Opet INspira, por exemplo, as crianças têm acesso a vários jogos educacionais exclusivos, desafiadores e divertidos. A plataforma também traz livros de histórias infantis, atividades, vídeos e áudios. Um recurso fantástico para esse universo incrível do brincar!

Portfólio de Atendimento: informação e transparência!

Acesso à informação e transparência são fundamentais para o planejamento e a prestação de contas na educação.  Pensando nisso, a Editora Opet inovou – e já está entregando os Portfólios digitais de Atendimento 2021 aos seus parceiros das áreas pública e privada. Um documento essencial para os gestores e que ficou mais dinâmico, amigável e compartilhável!

O que é o portfólio – O Portfólio de Atendimento é um documento estratégico enviado anualmente aos parceiros da Editora. Ele traz todas as informações sobre as ações pedagógicas desenvolvidas dentro da parceria ao longo do ano que passou.

Historicamente, o documento era produzido em forma de livro impresso, mas, por uma questão de praticidade e inovação para os parceiros, em 2021-2022 ele passou a ser oferecido em formato digital. Agora, é apresentado como um site que pode acessado por meio de login e senha enviados pela Editora aos secretários municipais de Educação, mantenedores e outros gestores.

Portfólio digital reúne todas as informações da parceria na área pedagógica.

“Nos últimos dois anos, junto com nossos parceiros, avançamos muito em relação à implantação da cultura digital. Assim, era até natural que o portfólio também se beneficiasse desse avanço”, explica Silneia Chiquetto, coordenadora pedagógica da Editora Opet.

A principal vantagem do formato, observa, é a possibilidade de compartilhamento das informações pelos gestores – basta enviar o link e os dados de acesso à pessoa. “Na medida em que o portfólio é um documento oficial da Editora, ele pode ser utilizado, por exemplo, em prestações de contas, na comunicação e no próprio planejamento do ano letivo que está chegando”, observa Silneia. O documento também colabora para o fortalecimento da cultura do compliance nas relações da Editora com seus clientes e com a própria sociedade.

Está tudo lá – De forma amigável, o portfólio digital traz informações em texto, imagens e vídeos. Esses elementos estão distribuídos em links relativos ao primeiro e ao segundo semestres de 2021. É possível acompanhar tudo o que foi realizado em relação às formações pedagógicas, encontros de familiares (EFAM), atendimentos e palestras.

Vale observar que, para além dos registros das ações, o portfólio digital foi desenvolvido para dar detalhes dos temas trabalhados durante as formações, dos momentos significativos com os familiares e de um atendimento pedagógico que se aproximou dos conveniados mesmo em tempo de pandemia.

Em detalhes –  O site traz ainda informações sobre o Seminário Internacional de Gestores e o 11º Prêmio Ação Destaque, e também as mensagens da presidente do Grupo Educacional Opet, Adriana Karam Koleski, da superintendente da Editora, Cristina Swiatovski, e da gerente pedagógica Cliciane Élen Augusto.

“Com o envio dos portfólios, fechamos 2021 com transparência e iniciamos 2022 com o pé direito”, conclui Silneia.

Especial Educação Infantil #02 – Cotia (SP): parlendas, jogos e brincadeiras digitais

Pandemia. Aulas presenciais suspensas, crianças e professoras em casa, necessidade de manter o processo de ensino-aprendizagem e avançar na educação. Nesse contexto tão difícil vivido pela educação nos últimos dois anos, as ferramentas digitais ganharam uma importância estratégica. Sozinhas, porém, elas são incapazes de dar conta de tamanho desafio. Precisam, sim, da criatividade, sensibilidade, domínio técnico e ação de quem educa. E foi justamente aí, nessa configuração tão peculiar, que nasceu o projeto da professora Ana Paula Borella (foto), da rede municipal de ensino de Cotia, parceira da Editora na região metropolitana da capital paulista.

Ao longo de todo o ano de 2021, Ana Paula, que é professora de Educação Infantil no Centro Educacional Walmor Caetano Ferraretto, desenvolveu o projeto “Músicas e Parlendas” com o auxílio das outras professoras do segmento. Juntas, elas fizeram uso de uma verdadeira bateria de ferramentas educacionais digitais, com grande sucesso na organização e oferta de atividades para as crianças.

“Como estávamos em um período de aulas remotas, desenvolvemos o projeto por meio de vídeos pelo YouTube feitos pelas próprias professoras”, conta Ana Paula. “Com propostas de músicas, parlendas, jogos e brincadeiras, jogos utilizando o site Flippity, o passo-a-passo do projeto usando o Google Apresentações e, também, os jogos da plataforma educacional Opet Inspira.”

Em junho, por exemplo, elas realizaram um trabalho focado nas festas do período. “Nós montamos uma sequência didática com propostas relacionadas ao tema das festas juninas. E só pudemos confeccionar essa sequência didática com o auxílio das formadoras da Editora Opet, que desde 2020, nos cursos, nos instruíram sobre as ferramentas. Foi lá, por exemplo, que eu aprendi a usar o Google Apresentações com tanta propriedade e também o Padlet, outra ferramenta muito utilizada ao longo de todo esse período”, conta Ana Paula.

O “Circuito da Dona Aranha”, uma das atividades criadas pela professora Ana Paula Borella para as suas crianças do Maternal I.

A sequência didática contava com brincadeiras como “Pula Fogueira”, confecção de brinquedos, aula de culinária, jogos virtuais, dança a caráter e montagem de fotos usando um site indicado pelas professoras – só para citar alguns elementos.

E como as crianças responderam a tantas novidades digitais? “Pude observar muitos avanços, tanto na coordenação motora quanto na oralidade. Foi um trabalho incrível!”, comemora a professora. As famílias, é claro, foram muito ativas nesse processo, inclusive por seu papel de mediação entre a criança e a tecnologia. “Elas demonstravam isso através de fotos e vídeos enviados pelo WhatsApp e pelo Google Sala de Aula”, conta Ana Paula. “Mesmo com a volta as aulas presenciais, as famílias continuaram a usar esses recursos. Na verdade, está sendo uma parceria maravilhosa.”

Para Marina Cabral Rhinow, supervisora pedagógica da Editora Opet responsável pelo trabalho com a Educação Infantil, o trabalho das professoras de Cotia tem como grande mérito, como grande diferencial, demonstrar o papel organizador e realizador das ferramentas digitais (como as do Google Workspace for Education e outras, como o Padlet) na Educação Infantil.

“A professora Ana Paula faz isso com muita propriedade. Nesse processo, ela é capaz, por exemplo, de elaborar jogos usando as ferramentas digitais, para que as crianças aprendam de forma lúdica. Isso é algo inspirador.”/

Na próxima reportagem especial (#03), vamos falar sobre o trabalho da professora Roseli Maria Machado, de Fraiburgo (SC) – Confira!

Confira também a primeira reportagem da série, sobre o trabalho da professora Carina Aparecida Stadler, de Pitanga (PR).

Vínculos familiares e o desenvolvimento da criança

 

Durante a infância, as crianças se deparam com diversos fatores de socialização. Todos eles, do ambiente escolar à vizinhança, proporcionam situações que participam de seu desenvolvimento. Nenhuma deles tem tanta influência nesse processo inicial quanto a família, o primeiro contexto de socialização a que os pequenos são submetidos. A família é a responsável pela construção de um ambiente estruturado, seguro e afetivamente caloroso.

É nesse ambiente que os familiares devem ser capazes de supervisionar a ação da criança e do adolescente de modo a que o bem-estar e o desenvolvimento humano deles estejam garantidos.

 

Amor, cuidado e desenvolvimento

O desenvolvimento infantil é beneficiado pelo ambiente escolar e pelas atividades que as crianças desenvolvem neste contexto. Os vínculos familiares, porém, caminham juntos nesse processo e têm uma importância fundamental. A família é o primeiro agente social com quem os pequenos têm contato. É o primeiro “ecossistema” com o qual se deparam e aprendem os primeiros conceitos relacionados à interação, afetividade, cuidado, segurança, normas de convivência e emoções.

Por meio do relacionamento com os familiares, as crianças aprendem sobre seu próprio mundo e sobre si mesmas, uma vez que é por meio desta interação inicial que começam a ter noção de individualidade e a se perceber como seres autônomos e independentes. Isso porque os relacionamentos, inicialmente os familiares, permitem que elas se expressem, que interajam e se afirmem na realidade.

O papel das vivências com a família

Com um choro, uma risada, uma pergunta, as crianças começam a receber algo em troca, como um abraço, um sorriso, uma resposta de atenção. Assim, passam a perceber a importância e o significado de expressar o que sentem, o que querem receber ou o que desejam comunicar. Mais do que isso, aprendem os mecanismos para transmitir tudo isso!

E o que elas “recebem em troca” dessa capacidade, que estão lapidando dia a dia, faz com que percebam informações muito importantes sobre como é o mundo e como é agir nele. Então, um dos papéis fundamentais da família e dos vínculos construídos por ela é propiciar o desenvolvimento inicial da capacidade de construir e expressar pensamentos, ideias e emoções. Algo fundamental para toda a vida.

Quando um familiar age de maneira afetuosa, amorosa e gentil com a criança, está contribuindo para que ela aprenda sobre comunicação, comportamento e emoções. Sem contar que as relações e vínculos familiares contribuem ainda para a formação da própria relação com as crianças, pois, ao agir dessa maneira, o familiar também as está ajudando a se sentirem seguras e protegidas  – e está construindo um relacionamento forte entre eles.

Família, bem-estar, personalidade

Oferecer segurança é crucial também para a formação da personalidade dos filhos. Ao se sentirem ligados à família, percebendo que têm um ambiente seguro e sólido, eles encontram mais segurança para explorar o mundo à sua volta. Crescem sendo indivíduos mais confiantes.

Isso é essencial para a própria criança em termos de personalidade e de aprendizado. Explorar o mundo dá a ela novas vivências, bagagens que a ajudarão a aprender a pensar, se comunicar, reagir e socializar no ambiente escolar.

A família precisa ter em mente que, quanto mais experiências a criança tiver com o seu apoio, mais potencial ela terá para crescer, desenvolver-se e criar bases fortes que vão fundamentar os conhecimentos e as habilidade da próxima etapa da vida.

Comportamento em novos contextos sociais

Outro ponto importante sobre o relacionamento e o vínculo familiar é que, apesar de ser o mais impactante nessa fase da vida, não é o único, pois o relacionamento com os outros também influi no desenvolvimento das crianças.

Aqui, temos que considerar alguns pontos. Primeiro, é que a criança é inserida nesse contexto pela família. Então, é importante que esse processo respeite a individualidade de cada uma delas.

As crianças, vale notar, são normalmente muito observadoras e imitam os comportamentos que observam, principalmente os dos familiares. Por isso, a maneira como cada membro familiar se comporta e se comunica com outras pessoas indica para a criança como ela deve ser e se comportar com os demais. Só isso já mostra, por exemplo, o enorme potencial negativo de atitudes violentas ou da negligência.

Além disso, também mostra ao filho como as outras pessoas vão reagir a cada comportamento. As crianças sabem pouco sobre o mundo, então é por meio dos vínculos e interações familiares e, posteriormente, pela observação, que elas iniciarão seus próprios relacionamentos e encontrarão a própria maneira de se colocar no mundo.

Se as crianças veem relacionamentos gentis e respeitosos, elas aprenderão a ser gentis e respeitosas. Por isso, quando falamos em vínculos familiares e sua importância para o desenvolvimento infantil, não nos atemos apenas às interações entre família e criança. Estamos falando de todo o contexto em que a família está inserida. Inclusive, naquelas relações a que as crianças não estão diretamente ligadas, mas, sim, envolvidas pela observação e convivência.

Brincar é importante para o desenvolvimento e os relacionamentos

Antes, no entanto, de as crianças passarem a interações mais sofisticadas e até a aprender pela observação, elas aprendem pelas brincadeiras. As primeiras interações familiares que contribuem para o desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais envolvem o brincar, o lúdico, os jogos.

Brincar é inerente à criança. E, justamente por isso, é a melhor ferramenta para garantir aos filhos a oportunidade de falar, ouvir, explorar, observar, experimentar, comunicar, pensar, movimentar, resolver problemas e aprender com os erros. Todas elas, habilidades essenciais para a vida.

Sem contar que não há maneira mais fácil e poderosa de construir um bom relacionamento com os filhos do que por meio de brincadeiras. Passar um tempo brincando com eles é a melhor maneira de afirmar que são importantes, que fazem parte de um mundo que os acolhe.

Vínculos familiares trazem benefícios para a vida 

Já entendemos que relações afetuosas e seguras entre famílias e filhos contribuem para que as crianças desenvolvam a confiança, a resiliência e a comunicação. Habilidades de que os pequenos vão precisar mais tarde, tanto para a vida quanto para as etapas escolares.

Também contribuem para a formação da personalidade e a construção de relacionamentos fortes e ainda trazem benefícios para a saúde mental das crianças. Por fim, vale destacar que crianças com bons vínculos familiares têm menores chances de problemas de comportamento no futuro.

Ao construir um relacionamento caloroso, positivo e responsivo com seu filho agora, você está ajudando a formar o adulto que ele vai se tornar. É por isso que nós, da Editora Opet, nos preocupamos tanto com a participação da família no processo de ensino-aprendizagem dos pequenos.

Família e escola: dupla indissociável

Nos últimos anos, as escolas vêm sendo desafiadas pela sociedade a oferecer uma educação que forme pessoas competentes, críticas, emancipadas e solidárias. Habilidades essenciais para que sejam bons agentes de transformação no mundo.

E uma educação assim, como é possível e como queremos aqui na Editora Opet, necessita da participação dos familiares na vida escolar dos estudantes.

Como estimulamos os vínculos familiares na educação?

Em parceria com a escola, a família desempenha um papel determinante para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem. Especialmente quando estamos falando de uma educação humana e cidadã.

Partindo dessa perspectiva, a Editora Opet trabalha em parceria com escolas e familiares a partir das pesquisas e estudos realizados pela professora Oralda Adur de Souza, doutora em Educação pela UFPR e uma grande autoridade brasileira no tema. Ela é a autora das coleções sobre as relações entre família e escola que oferecemos aos nossos parceiros.

Sem contar que, na plataforma educacional Opet INspira, disponibilizamos uma série de ferramentas para que pais e cuidadores, juntamente com os professores, estejam sempre na “mesma página” no que se refere à educação das crianças. Se você ainda não conheceu, conheça! Entre em contato conosco!

Especial Educação Infantil #01: o sucesso de práticas pedagógicas dos parceiros Opet

Trabalhos focados na Educação Infantil foram um grande sucesso em 2021. Conheça essas experiências!

Inspiração, aproximação, acolhimento, conhecimento, inovação, tecnologia, criatividade, proximidade das famílias e uso inteligente dos recursos didático-pedagógicos. Quando relacionados ao processo de ensino-aprendizagem, esses elementos são indicadores poderosos de qualidade na educação. Eles assumem uma importância ainda maior no início da vida escolar, quando as crianças vivem um momento crítico em relação ao desenvolvimento cognitivo e socioemocional. Uma educação de excelência, aí, é fundamental.

E é exatamente isso que a Editora Opet busca oferecer aos seus parceiros públicos e privados, com fundamentos e princípios pedagógicos sólidos, materiais didáticos e ferramentas digitais de alta qualidade, formações, assessoria e avaliação da aprendizagem.

Muitas vezes, as ações e projetos desenvolvidos pelos professores parceiros se destacam pela extrema qualidade. São trabalhos inspiradores e que merecem ser conhecidos.

Nesta série especial de três reportagens, vamos conhecer projetos que reúnem essas características. Eles foram desenvolvidos neste ano por professoras da Educação Infantil das redes de ensino de Pitanga (PR), Cotia (SP) e Fraiburgo (SC), municípios parceiros da Editora com o selo educacional Sefe.

“Essas três experiências tiveram como inspiração as formações pedagógicas realizadas pelas nossas assessoras da Educação Infantil”, conta Marina Cabral Rhinow, supervisora pedagógica da Editora para este nível de ensino. “A partir das possibilidades trazidas nas formações, as professoras utilizaram os materiais didáticos e outras soluções educacionais da Editora, como a plataforma Opet Inspira e as ferramentas do Google Workspace for Education”, explica.

Para Marina, os projetos merecem ser conhecidos porque mostram as possibilidades de realização, com as crianças da Educação Infantil, de práticas que respeitam o protagonismo infantil. “E elas foram realizadas de maneira inovadora e criativa”, ressalta.

E a nossa jornada começa por Pitanga, município de 30 mil habitantes que fica no centro geográfico do Paraná. Confira!

Pitanga (PR): crianças em áudio e vídeo

Carina Aparecida Stadler é professora da Escola Municipal José Bittencourt, em Pitanga, município localizado na região central do Paraná. Ela conta que o seu trabalho com as crianças nasceu de uma inspiração… e de uma necessidade urgente dos tempos de ensino remoto, no auge da pandemia da Covid-19. “Na semana pedagógica, a professora Daniele Dias, nossa formadora, falou sobre a importância de trazermos as crianças ‘para dentro’ das atividades remotas, como protagonistas. O objetivo era que elas estivessem engajadas de verdade na educação virtual. E uma das formas sugeridas foi a partir de áudios e vídeos de que elas participassem”, conta Carina.

Ela explica, inclusive, que estava insatisfeita com o resultado da própria contação de histórias em formato remoto para as crianças. “Eu sentia que não estava alcançando um bom resultado em relação ao engajamento delas”, recorda. Tanto, que observou isto para a formadora pedagógica, tendo sido instigada a inverter os papéis com as crianças: elas passariam a contar as histórias. E deu certo! Com apoio das famílias e dentro do período previsto em planejamento, as crianças protagonizaram várias peças.

Para essas produções, Carina apelou ao material didático da Editora, mais exatamente a um dos núcleos (“Asas à Imaginação”) – do livro da Educação Infantil 4 da Coleção “Entrelinhas para Você”. “Esse núcleo trazia imagens associadas a histórias como a da Branca de Neve, que as crianças deveriam contar do seu jeitinho. E elas foram as protagonistas dos vídeos e dos áudios”, explica.

“Era uma vez…”: exemplos em áudio e vídeo dos trabalhos das crianças da professora Carina Stadler, de Pitanga.

O papel dos familiares foi fundamental para o sucesso do trabalho com as crianças. “Eu pude perceber, inclusive, o papel das histórias em casa. As crianças cujas famílias já tinham esse hábito, de leitura, contação e escuta, tiveram mais facilidade quando assumiram o protagonismo do processo”, observa.

E o futuro? A professora explica que, como a atividade pertencia a um núcleo do livro, ou seja, estava inscrita dentro de um planejamento, ela teve começo, meio e fim. Mas que, nos próximos anos, será aprimorada. “Quero explorar mais essas ferramentas com as crianças e avançar em relação a isto”, diz Carina.

A supervisora pedagógica Marina Cabral Rhinow destaca o valor do trabalho desenvolvido em Pitanga. “Essa prática da professora Carina Stadler gera a compreensão de que as ferramentas de áudio e vídeo podem e devem fazer parte do cotidiano na Educação Infantil. Elas também servem como instrumentos que auxiliam a documentar o caminho de aprendizagens das crianças.”

Na próxima semana, você vai conhecer o trabalho pedagógico incrível que vem de Cotia, em São Paulo. Vai ser uma jornada incrível pelo universo das parlendas, jogos e brincadeiras digitais! Não perca!